Dia de Cão
O nosso congresso, realmente da mostras no que é que está transformado. Uma verdadeira quadrilha de políticos, em sua maioria uns com os rabos de outros presos, por falcatruas. Assim fica "impossível" tentar prender alguém. Sempre haverá uma sujeira para ser denunciada. Quem assistiu, aquilo lá em Brasília, e depois o que aconteceu aqui no RS, duvido que tenha conseguido dormir. É um sentimento de frustração, vergonha, inferioridade, descrença geral neste sistema podre e falido no qual transformaram o país.
Mas, eu não culpo só os políticos. Eles só estão onde estão porque nos os colocamos, lá. Então temos que nos resignar, aceitar tudo como bons brasileiros, acender velas pela saúde do Sarney e família, os grandes injustiçados. Erguer um monumento a tropa de choque, liderados por Renan???Collor ???Temer????. Não só a eles como também a Comissão de ética do "senadinho" onde o presidente, um segundo suplente, totalmente senil, se arvora em juiz. E isto que é um "bacharel".
Tem razão a governadora do RS a Prfª. Yeda, isto tudo é um circo, porém com a inversão de papeis, pois neste circo nós ( o povo) somos os palhaços,que pagamos os salários para esta tropa de artistas.Somente na cabeça de alguns político ainda pairavam dúvidas sobre a real situação de calamidade pública que estava acontecendo.
A nossa grande vergonha é saber que mesmo com toda esta movimentação, polícia federal, ministério público federal, pedido de afastamento, ainda existam políticos que consideram tudo isto uma chantagem política. O que dirá a imprensa internacional? Lá, como aqui, todos sabemos o que acontecer,vão ouvir testemunhas, vão arrolar depoimentos e gradativamente tudo vai caindo no esquecimento.Nos somos assim.
Esta é a facilidade na política, fazem de tudo, cometem os maiores absurdos, e quando se pensa que vai acontecer alguma coisa, aparece uma tropa de choque, fazem ameaças veladas, um acontecimento se sobrepõe ao outro e assim nós, eternos bobos da corte ficamos virando a cabeça de um lado para o outro tentando entender o que é que está acontecendo.
Neste sete de setembro, vamos assumir a nossa verdadeira identidade, vamos todos comprar um grande nariz de palhaço e sair às ruas com bandeiras, faixas e cartazes pedindo a deus que nos dê paciência, e que nos livre de coisas piores. Afinal, o povo trabalhador e ordeiro deste país, não pode pagar a conta desta tropa de cafajestes, travestidos de políticos.
06/08/2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Vamos criar vergonha?
A Minha Voz. 39
Jaí Antonio Strapazzon.
Vamos criar vergonha ?
Esperem, não estou querendo ofender ninguém, apenas estou convidando gentilmente aos brasileiros, e também aos não brasileiros, que façam uma pausa em suas tarefas diárias e parem para refletir a que ponto chegamos. Considero-me um cético, eu já passei da idade de aceitar empulhações. A mim não convencem mais as consultas médicas pelos SUS, as CPIs, as mentiras dos políticos, as investigações de roubos e mutretas feitas pelos grandes ladrões, as operações da Polícia Federal,os inquéritos abertos para buscar o que foi roubado, e o cúmulo, eu sei que vão me tachar de louco, mas, acreditem ou não : Eu não acredito na justiça deste país, esta é a grande verdade.
Como é que posso acreditar em alguma coisa neste país covarde, e sem escrúpulos, como é que posso acreditar na justiça se os membros do judiciário vivem as turras, e não conseguem consenso, nem entre eles próprios? Como é que posso acreditar num país que tem José Sarney, Collor de Mello, Michel Temer, Renan Calheiros,Heráclito Fortes,Mão Santa, Artur Virgílio e tantos outros “homens de bem” dispostos a tudo pelo bem estar da população. Se, estes são os homens que tem em suas mãos, legislar, propor, encaminhar as decisões mais importantes deste país, e estão envolvidos em escândalos os mais tenebrosos, vamos acreditar em quê?
Certa vez, trabalhava numa rede de supermercados, aqui da cidade. E vi sair preso, algemado direto para a delegacia um cidadão que havia colocado um pacote de feijão debaixo do casaco. De outra feita, numa grande metalurgia em Canoas, também, ao passar pelo tal portão eletrônico (um acinte) o pobre do operário foi flagrado com um parafuso, que inadvertidamente havia ficado num dos bolsos do macacão de serviço. Foi algemado, humilhado, e conduzido a delegacia como um ladrão barato, perdeu o emprego. Perante aos olhos da “lei” estes dois personagens erraram e tinham que ser punido, como “exemplo”.
Mas, isto a mídia não mostra, casos como estes não interessam a nenhum advogado, são banalidades, mas são presos. Ai, eu pergunto: E os grandes ladrões da política? Aqueles que desviam recursos, que mantém contas em paraísos fiscais,que compram, forjam testemunhas, corrompem, constroem castelos e escondem do fisco? Que são donos de municípios inteiros, que metem a mão descaradamente nos recursos públicos, estes não são perigosos? Para estes não existem algemas? Não existem celas? É claro que não, elas estão reservadas para os ladrões de saquinhos de feijão, de parafusos, de pacotes de bolachas.
“Um dia a polícia veio e prendeu meu amigo. Não fiz nada, eu não tinha nada com isto. Depois vieram e prenderam meu vizinho, também não reagi, eu não tinha nada com isto. Prenderam meu irmão, continuei não tendo nada com isto. Chegou o dia em que vieram buscar-me, olhei em volta, não havia mais ninguém para me socorrer”.
Estamos esperando o quê? Para aprendermos a ter vergonha na cara? 04/08/2009.
Jaí Antonio Strapazzon.
Vamos criar vergonha ?
Esperem, não estou querendo ofender ninguém, apenas estou convidando gentilmente aos brasileiros, e também aos não brasileiros, que façam uma pausa em suas tarefas diárias e parem para refletir a que ponto chegamos. Considero-me um cético, eu já passei da idade de aceitar empulhações. A mim não convencem mais as consultas médicas pelos SUS, as CPIs, as mentiras dos políticos, as investigações de roubos e mutretas feitas pelos grandes ladrões, as operações da Polícia Federal,os inquéritos abertos para buscar o que foi roubado, e o cúmulo, eu sei que vão me tachar de louco, mas, acreditem ou não : Eu não acredito na justiça deste país, esta é a grande verdade.
Como é que posso acreditar em alguma coisa neste país covarde, e sem escrúpulos, como é que posso acreditar na justiça se os membros do judiciário vivem as turras, e não conseguem consenso, nem entre eles próprios? Como é que posso acreditar num país que tem José Sarney, Collor de Mello, Michel Temer, Renan Calheiros,Heráclito Fortes,Mão Santa, Artur Virgílio e tantos outros “homens de bem” dispostos a tudo pelo bem estar da população. Se, estes são os homens que tem em suas mãos, legislar, propor, encaminhar as decisões mais importantes deste país, e estão envolvidos em escândalos os mais tenebrosos, vamos acreditar em quê?
Certa vez, trabalhava numa rede de supermercados, aqui da cidade. E vi sair preso, algemado direto para a delegacia um cidadão que havia colocado um pacote de feijão debaixo do casaco. De outra feita, numa grande metalurgia em Canoas, também, ao passar pelo tal portão eletrônico (um acinte) o pobre do operário foi flagrado com um parafuso, que inadvertidamente havia ficado num dos bolsos do macacão de serviço. Foi algemado, humilhado, e conduzido a delegacia como um ladrão barato, perdeu o emprego. Perante aos olhos da “lei” estes dois personagens erraram e tinham que ser punido, como “exemplo”.
Mas, isto a mídia não mostra, casos como estes não interessam a nenhum advogado, são banalidades, mas são presos. Ai, eu pergunto: E os grandes ladrões da política? Aqueles que desviam recursos, que mantém contas em paraísos fiscais,que compram, forjam testemunhas, corrompem, constroem castelos e escondem do fisco? Que são donos de municípios inteiros, que metem a mão descaradamente nos recursos públicos, estes não são perigosos? Para estes não existem algemas? Não existem celas? É claro que não, elas estão reservadas para os ladrões de saquinhos de feijão, de parafusos, de pacotes de bolachas.
“Um dia a polícia veio e prendeu meu amigo. Não fiz nada, eu não tinha nada com isto. Depois vieram e prenderam meu vizinho, também não reagi, eu não tinha nada com isto. Prenderam meu irmão, continuei não tendo nada com isto. Chegou o dia em que vieram buscar-me, olhei em volta, não havia mais ninguém para me socorrer”.
Estamos esperando o quê? Para aprendermos a ter vergonha na cara? 04/08/2009.
domingo, 2 de agosto de 2009
Bagagens que carregamos pela vida
O post dos sábados
Por Alda Inácio
O cine Marabá de Sapucaia do Sul foi para mim um dos primeiros pontos de apredisagem de mundo que hoje ainda vive na minha memória. Nas quartas feiras o cinema fazia um dia oferecido às mulhres, as quais entravam de graça. Eu colocava minha mãe a postos para este dia me acompanhar, sem a qual eu não poderia entrar na cessão gratuíta. Só era permitido entrar menores acompanhados de um adulto. Esta prática passou-se entre os 12 e quinze anos de idade e esta fonte foi para mim um livro aberto para a vida.
Uma outra fonte de conhecimento foram as revistas fotonovelas que eu buscava nas casas das amigas. Na minha adolescência o dinheiro era somente para as necessidades básicas, jamais para comprar uma revista. Eu tinha fome de leitura e os amigos ajudavam como podiam. Eu fazia portanto, uma via-crucis semanal, indo de casa em casa pedindo revistas. Eu engolia aquelas leituras com avidez e tudo que aprendia servem-me até os dias de hoje. Nem sei o que seria de mim sem a ajuda destas leituras. Teria sucumbido na ignorância.
Depois veio outra fonte de leitura, a Biblioteca do Colégio Rubens Dario. Fiz dela o meu ponto de encontro para todas as horas do dia; esquecia de comer, beber, nada mais havia de interessante para mim. Podia ser encontrada a qualquer hora dentro da Biblioteca, meu último paraiso no sul do Brasil. Isto aconteceu entre 16 e 18 anos de idade. Depois disto veio a mocidade, minha partida para São Paulo e nunca mais parei de partir, e estas bagagens andam sempre comigo e foram adiquiridas no meu Sapucaia do Sul.
Abraço a todos desde a Bélgica
Alda Inácio
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Para descontrair.
Pra descontrair, afinal, nem tudo é desgraça.
Os Olhos do Bastião
Por um destes caprichos da natureza o Bastião podia ser considerado um fenômeno, apesar de um porte atlético nada invejável cabelos estilo escovinha com a pele vermelha cheia de sardas, sendo possuidor de todos estes predicados, havia alguma coisa no rosto do Sebastião que o tornava um espécime raro, eram os olhos, eu explico o cara tinha um olho verde e o outro preto.
Ninguém sabe ao certo de onde viera aquele sujeito magricela que tinha o dom de conversar horas com as pessoas sem tornar-se enjoado, coisa difícil hoje em dia, quando a gente se depara com alguns com uma cara que só de olhar já da vontade de fazer meia volta e ainda cruzar os dedos para não ser visto, mas com o Sebastião era diferente ele tinha mil predicados, entendia de todos os assuntos, dava conselhos, até ajudava na missa alem é claro daqueles olhos diferentes, estranhos.
Era casado, mas não tinha filhos era ele e a mulher Lindaura que, aliás, era mais um motivo da curiosidade na vila, alem de bonita era boa e o que todos queriam saber: O que será que ela vira naquele indivíduo feio ? Ora, “ são aqueles” zoios “ diziam as fofoqueiras.
A verdade é que um dia uma verdadeira bomba caiu na cidade o Sebastião havia tido um enfarto fulminante e morrera, estava se velando no salão que existia nos fundos da igreja, todos custaram a acreditar e foi àquela correria para confirmar e para se despedir daquele amigo muito esquisito é verdade, mas de um coração de ouro. As pessoas que chegavam dava de cara com um caixão preto sobre dois banquinhos e lá dentro todo empertigado num terno novinho em folha toda aquela figuraça, que parecia estar sorrindo, ou tirando sarro de alguma coisa que ainda iria acontecer.
Um amigo foi se chegando, já fungando botou o braço sobre a viúva gostosa esfregando o nariz na vasta cabeleira negra foi dizendo em meio a soluços: Não se desespere, tu não estas sozinha a gente vai ficar grudado nestes sentimentos funéreos , ato contínuo levantou bem devagarzinho o lenço que tapava o rosto do falecido e tinha até a intenção de dar um beijinho de despedida mas recuou e todos ouviram um- Cruzes- e saiu de fininho.
Em pouco tempo o motivo vinha a público o defunto estava com um olho bem arregalado, era justamente o olho preto. Foi uma confusão só a viúva teve que ser amparada e levada para fora, pois parecia que ia ter um treco, e não foram poucos que tentaram fechar o olho do Sebastião seja com reza, colocando moedas ,pingando colírio e teve até a ajuda sem resultados práticos ,do Mamedes um turco com fama de milagreiro, que se encheu do saco e disse que aquilo só podia ser obra do demônio ou coisa que o valha.
Por fim restou o caixão e o defunto lá no salão pois ninguém mais tinha coragem de enfrentar aquele olho preto escancarado, até que a viúva resolveu tentar dar um jeito a sua moda, entrou amparada pelas vizinhas e pediu para ficar a sós com o falecido debruçou-se sobre o esquife pareceu dar uma beijo , e em seguida pediu a todos que se aproximassem e incrível o olho estava fechado, em paz , mas o sorriso irônico continuava estampado na cara do Bastião, todos então acharam melhor rezar com a mão espalmada na direção do defunto até para reforçar o milagre e aquele olho não voltar a abrir até o sepultamento, menos a Lindaura que guardava um objeto redondo e lustroso preto como uma jabuticaba apertado em suas mãos. O olho de vidro do falecido esposo. 31/07/2009
Os Olhos do Bastião
Por um destes caprichos da natureza o Bastião podia ser considerado um fenômeno, apesar de um porte atlético nada invejável cabelos estilo escovinha com a pele vermelha cheia de sardas, sendo possuidor de todos estes predicados, havia alguma coisa no rosto do Sebastião que o tornava um espécime raro, eram os olhos, eu explico o cara tinha um olho verde e o outro preto.
Ninguém sabe ao certo de onde viera aquele sujeito magricela que tinha o dom de conversar horas com as pessoas sem tornar-se enjoado, coisa difícil hoje em dia, quando a gente se depara com alguns com uma cara que só de olhar já da vontade de fazer meia volta e ainda cruzar os dedos para não ser visto, mas com o Sebastião era diferente ele tinha mil predicados, entendia de todos os assuntos, dava conselhos, até ajudava na missa alem é claro daqueles olhos diferentes, estranhos.
Era casado, mas não tinha filhos era ele e a mulher Lindaura que, aliás, era mais um motivo da curiosidade na vila, alem de bonita era boa e o que todos queriam saber: O que será que ela vira naquele indivíduo feio ? Ora, “ são aqueles” zoios “ diziam as fofoqueiras.
A verdade é que um dia uma verdadeira bomba caiu na cidade o Sebastião havia tido um enfarto fulminante e morrera, estava se velando no salão que existia nos fundos da igreja, todos custaram a acreditar e foi àquela correria para confirmar e para se despedir daquele amigo muito esquisito é verdade, mas de um coração de ouro. As pessoas que chegavam dava de cara com um caixão preto sobre dois banquinhos e lá dentro todo empertigado num terno novinho em folha toda aquela figuraça, que parecia estar sorrindo, ou tirando sarro de alguma coisa que ainda iria acontecer.
Um amigo foi se chegando, já fungando botou o braço sobre a viúva gostosa esfregando o nariz na vasta cabeleira negra foi dizendo em meio a soluços: Não se desespere, tu não estas sozinha a gente vai ficar grudado nestes sentimentos funéreos , ato contínuo levantou bem devagarzinho o lenço que tapava o rosto do falecido e tinha até a intenção de dar um beijinho de despedida mas recuou e todos ouviram um- Cruzes- e saiu de fininho.
Em pouco tempo o motivo vinha a público o defunto estava com um olho bem arregalado, era justamente o olho preto. Foi uma confusão só a viúva teve que ser amparada e levada para fora, pois parecia que ia ter um treco, e não foram poucos que tentaram fechar o olho do Sebastião seja com reza, colocando moedas ,pingando colírio e teve até a ajuda sem resultados práticos ,do Mamedes um turco com fama de milagreiro, que se encheu do saco e disse que aquilo só podia ser obra do demônio ou coisa que o valha.
Por fim restou o caixão e o defunto lá no salão pois ninguém mais tinha coragem de enfrentar aquele olho preto escancarado, até que a viúva resolveu tentar dar um jeito a sua moda, entrou amparada pelas vizinhas e pediu para ficar a sós com o falecido debruçou-se sobre o esquife pareceu dar uma beijo , e em seguida pediu a todos que se aproximassem e incrível o olho estava fechado, em paz , mas o sorriso irônico continuava estampado na cara do Bastião, todos então acharam melhor rezar com a mão espalmada na direção do defunto até para reforçar o milagre e aquele olho não voltar a abrir até o sepultamento, menos a Lindaura que guardava um objeto redondo e lustroso preto como uma jabuticaba apertado em suas mãos. O olho de vidro do falecido esposo. 31/07/2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Pandemia de lucros
PANDEMIA DE LUCRO –
Recebi, de um amigo este texto.Vale a pena a leitura, a reflexão. Afinal o bicho “homem” cada vez mais cai em descrédito, e a humanidade, sempre refém acaba aceitando tudo sem ao menos parar para pensar.
Que interesses econômicos se movem por detrás da gripe A-H1N1 ???
No mundo, a cada ano morrem milhões de pessoas vítimas da Malária que se podia prevenir com um simples mosquiteiro. Os noticiários, disto nada falam!
No mundo, por ano morrem 2 milhões de crianças com diarréia que se poderia evitar com um simples soro que custa centavos. Os noticiários disto nada falam!
Sarampo, pneumonia e enfermidades curáveis com vacinas baratas, provocam a morte de 10 milhões de pessoas a cada ano. Os noticiários disto nada falam!
Mas há cerca de 10 anos, quando apareceu a famosa gripe das aves os noticiários mundiais inundaram-se de noticias: Uma epidemia, a mais perigosa de todas. Uma Pandemia!
Só se falava da terrífica enfermidade das aves.
Não obstante, a gripe das aves apenas causou a morte de 250 pessoas, em 10 anos, 25 mortos por ano.
A gripe comum, mata por ano meio milhão de pessoas no mundo. Meio milhão contra 25.
Um momento, um momento. Então, porque se armou tanto escândalo com a gripe das aves?
Porque atrás desses frangos havia um "galo", um galo de crista grande: A farmacêutica transnacional Roche com o seu famoso Tamiflú vendeu milhões de doses aos países asiáticos.
Ainda que o Tamiflú seja de duvidosa eficácia, o governo britânico comprou 14 milhões de doses para prevenir a sua população. Com a gripe das aves, a Roche e a Relenza, as duas maiores empresas farmacêuticas que vendem os antivirais, obtiveram milhões de dólares de lucro.
-Antes com os frangos e agora com os porcos.
-Sim, agora começou a psicose da gripe A. E todos os noticiários do mundo só falam disso.
-Já pouco se fala da crise econômica e muito pouco de outros assuntos.
-Só a gripe A, a gripe dos porcos.
-Se atrás dos frangos havia um "galo" atrás dos porcos não haverá um "grande porco"?
A empresa norte-americana Gilead Sciences tem a patente do Tamiflú. O principal acionista desta empresa é nada menos que um personagem sinistro, Donald Rumsfeld, secretário da defesa de George Bush, artífice da guerra contra Iraque. Os acionista das farmacêuticas Roche e Relenza estão a esfregar as mãos, estão felizes pelas suas vendas novamente milionárias com o duvidoso Tamiflú
A verdadeira pandemia é de lucro, os enormes lucros destes mercenários da saúde.
Não se nega as necessárias medidas de precaução que estão a ser tomadas pelos países.
Não se nega a necessidade de cuidados com as gestantes, os obesos e os imuno-deficientes - principais vítimas das complicações causadas pela gripe.
Mas se a gripe A é uma pandemia tão terrível como anunciam os meios de comunicação e se a Organização Mundial de Saúde se preocupa tanto com esta enfermidade, por que não a declara como um problema de saúde pública mundial e autoriza a fabricação de medicamentos genéricos para combatê-la?
Prescindir das patentes da Roche e Relenza e distribuir medicamentos genéricos gratuitos a todos os países, especialmente os pobres.
Essa seria uma solução. Vamos Refletir. Vamos debater.
Recebi, de um amigo este texto.Vale a pena a leitura, a reflexão. Afinal o bicho “homem” cada vez mais cai em descrédito, e a humanidade, sempre refém acaba aceitando tudo sem ao menos parar para pensar.
Que interesses econômicos se movem por detrás da gripe A-H1N1 ???
No mundo, a cada ano morrem milhões de pessoas vítimas da Malária que se podia prevenir com um simples mosquiteiro. Os noticiários, disto nada falam!
No mundo, por ano morrem 2 milhões de crianças com diarréia que se poderia evitar com um simples soro que custa centavos. Os noticiários disto nada falam!
Sarampo, pneumonia e enfermidades curáveis com vacinas baratas, provocam a morte de 10 milhões de pessoas a cada ano. Os noticiários disto nada falam!
Mas há cerca de 10 anos, quando apareceu a famosa gripe das aves os noticiários mundiais inundaram-se de noticias: Uma epidemia, a mais perigosa de todas. Uma Pandemia!
Só se falava da terrífica enfermidade das aves.
Não obstante, a gripe das aves apenas causou a morte de 250 pessoas, em 10 anos, 25 mortos por ano.
A gripe comum, mata por ano meio milhão de pessoas no mundo. Meio milhão contra 25.
Um momento, um momento. Então, porque se armou tanto escândalo com a gripe das aves?
Porque atrás desses frangos havia um "galo", um galo de crista grande: A farmacêutica transnacional Roche com o seu famoso Tamiflú vendeu milhões de doses aos países asiáticos.
Ainda que o Tamiflú seja de duvidosa eficácia, o governo britânico comprou 14 milhões de doses para prevenir a sua população. Com a gripe das aves, a Roche e a Relenza, as duas maiores empresas farmacêuticas que vendem os antivirais, obtiveram milhões de dólares de lucro.
-Antes com os frangos e agora com os porcos.
-Sim, agora começou a psicose da gripe A. E todos os noticiários do mundo só falam disso.
-Já pouco se fala da crise econômica e muito pouco de outros assuntos.
-Só a gripe A, a gripe dos porcos.
-Se atrás dos frangos havia um "galo" atrás dos porcos não haverá um "grande porco"?
A empresa norte-americana Gilead Sciences tem a patente do Tamiflú. O principal acionista desta empresa é nada menos que um personagem sinistro, Donald Rumsfeld, secretário da defesa de George Bush, artífice da guerra contra Iraque. Os acionista das farmacêuticas Roche e Relenza estão a esfregar as mãos, estão felizes pelas suas vendas novamente milionárias com o duvidoso Tamiflú
A verdadeira pandemia é de lucro, os enormes lucros destes mercenários da saúde.
Não se nega as necessárias medidas de precaução que estão a ser tomadas pelos países.
Não se nega a necessidade de cuidados com as gestantes, os obesos e os imuno-deficientes - principais vítimas das complicações causadas pela gripe.
Mas se a gripe A é uma pandemia tão terrível como anunciam os meios de comunicação e se a Organização Mundial de Saúde se preocupa tanto com esta enfermidade, por que não a declara como um problema de saúde pública mundial e autoriza a fabricação de medicamentos genéricos para combatê-la?
Prescindir das patentes da Roche e Relenza e distribuir medicamentos genéricos gratuitos a todos os países, especialmente os pobres.
Essa seria uma solução. Vamos Refletir. Vamos debater.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Para onde?
Para onde ?
Para onde caminha o nosso Brasil gente. Sinceramente. me apavoro quando penso no país que estou deixando para meus filhos. E olha que os meus herdeiros já estão bem crescidos, um é advogado e a moça é estudante de jornalismo. Mas, e aqueles pais que ainda embalam no colo seus filhos pequeninos, vão dizer o quê para os seus, quando estes se depararem com este mundo virado de pernas para o ar.
Não, não me rotulem de negativista, pessimista, ou seja, lá mais o que, na verdade faço parte daquela parcela mínima da sociedade que conseguiu sobreviver sem roubar, sem trapaças, sem cargo político, sem diárias, sem viagens e sem me deixar contaminar pela programação de nossas mídias. Você, que lê este artigo, já parou para pensar no que transformaram o nosso mundo? Antigamente as mortes em grande escala só aconteciam em guerras, as grandes epidemias aconteciam porque a medicina ainda engatinhava, e matar alguém na via pública era motivo para execução pelo estado.
Antigamente a fome matava, pelo fato de a produção de alimentos não atender a demanda, hoje, apesar de toda a tecnologia, crianças se alimentam de lixo, comem restos, disputam migalhas com os animais, e a gente assiste a tudo impassível, anestesiado. Existe até aqueles que viram a cara, ou trocam de canal para continuar alheios, se acovardando diante de uma realidade que logo ali poderá, transformar seu próprio filho em mais uma vítima, não apenas da fome ,mas, com as drogas.
Hoje, se chega à triste conclusão de que a vida não vale nada mais do que alguns centavos. Mata-se por um par de tenis , por um boné, por um par de chinelos, e tudo acaba nas paginas de um jornal como mera estatística. Arrecadamos bilhões em impostos, mas tudo escorre pelos ralos da corrupção, do roubo, da agiotagem. A ética, a moral, a dignidade, a honestidade, viraram apenas vocábulos esquecidos, meros adjetivos fantasiosos. A sociedade humana está doente, o câncer da corrupção já tomou conta de todos os setores. Nossas famílias são diariamente bombardeadas pelas mídias, com verdadeiros absurdos, que a pretexto de entretenimento fazem apologia, a traição, ao sexo, ao crime e aos vícios.
E, eu você e todos, confortavelmente sentados na sala de nossa casa, aproveitamos o intervalo dos comerciais para criticar os Sarney’s da vida. Como se não tivéssemos nada com isto, como se não tivéssemos sido nos mesmos os culpados desta gente estar onde está.
Por isto a pergunta: Para onde estamos levando o nosso Brasil? Ou mudamos, ou nos empurram para o abismo. 29/07/2009
Para onde caminha o nosso Brasil gente. Sinceramente. me apavoro quando penso no país que estou deixando para meus filhos. E olha que os meus herdeiros já estão bem crescidos, um é advogado e a moça é estudante de jornalismo. Mas, e aqueles pais que ainda embalam no colo seus filhos pequeninos, vão dizer o quê para os seus, quando estes se depararem com este mundo virado de pernas para o ar.
Não, não me rotulem de negativista, pessimista, ou seja, lá mais o que, na verdade faço parte daquela parcela mínima da sociedade que conseguiu sobreviver sem roubar, sem trapaças, sem cargo político, sem diárias, sem viagens e sem me deixar contaminar pela programação de nossas mídias. Você, que lê este artigo, já parou para pensar no que transformaram o nosso mundo? Antigamente as mortes em grande escala só aconteciam em guerras, as grandes epidemias aconteciam porque a medicina ainda engatinhava, e matar alguém na via pública era motivo para execução pelo estado.
Antigamente a fome matava, pelo fato de a produção de alimentos não atender a demanda, hoje, apesar de toda a tecnologia, crianças se alimentam de lixo, comem restos, disputam migalhas com os animais, e a gente assiste a tudo impassível, anestesiado. Existe até aqueles que viram a cara, ou trocam de canal para continuar alheios, se acovardando diante de uma realidade que logo ali poderá, transformar seu próprio filho em mais uma vítima, não apenas da fome ,mas, com as drogas.
Hoje, se chega à triste conclusão de que a vida não vale nada mais do que alguns centavos. Mata-se por um par de tenis , por um boné, por um par de chinelos, e tudo acaba nas paginas de um jornal como mera estatística. Arrecadamos bilhões em impostos, mas tudo escorre pelos ralos da corrupção, do roubo, da agiotagem. A ética, a moral, a dignidade, a honestidade, viraram apenas vocábulos esquecidos, meros adjetivos fantasiosos. A sociedade humana está doente, o câncer da corrupção já tomou conta de todos os setores. Nossas famílias são diariamente bombardeadas pelas mídias, com verdadeiros absurdos, que a pretexto de entretenimento fazem apologia, a traição, ao sexo, ao crime e aos vícios.
E, eu você e todos, confortavelmente sentados na sala de nossa casa, aproveitamos o intervalo dos comerciais para criticar os Sarney’s da vida. Como se não tivéssemos nada com isto, como se não tivéssemos sido nos mesmos os culpados desta gente estar onde está.
Por isto a pergunta: Para onde estamos levando o nosso Brasil? Ou mudamos, ou nos empurram para o abismo. 29/07/2009
terça-feira, 28 de julho de 2009
A Hora e a vez da Hipocrisia
A hora e a vez da hipocrisia
Gostaria de sugerir aos autores destas novelas exibidas em horário nobre que se buscasse reunir autoridades, ministros, deputados, astros globais diretores e suas esposas, representantes das classes médicas inclusive o clero para uma segunda caminhada, desta vez pela moralização pelo respeito à instituição da família e pela ética que deve existir no exercício de qualquer profissão.
Com efeito, é muito bonito sair por ai a fazer apelos, caminhadas passeatas desde que isto possa render algo mais do que a mobilização popular, isto gera Ibope o mesmo efeito que se consegue quando se coloca dentro dos lares brasileiros cenas de sexo antes só vistas em filmes pornográficos com a diferença de que as atrizes daqueles filmes eram e ainda são, consideradas verdadeiras prostitutas ao contrario das ditas atrizes de algumas novelas que se apresentam como exemplos, mas, frente às câmeras deitam e rolam completamente nuas em nome da arte a da cultura.
Não sou puritano, mas num momento em que toda a sociedade clama por mais ética, pela valorização da moral e dos bons costumes não dá para ficar calado com tanta hipocrisia. É de uma falta de sensibilidade total chamar as pessoas a participar deste tipo de mobilização achando que violência só se pratica com uma arma de fogo, e acreditar que um pedaço de papel possa resolver de vez este desafio. A violência também é praticada quando se empurra goela abaixo em milhares de lares brasileiros a desagregação da família. Estamos gerando violência quando políticos tramam em seus gabinetes conchavos e tramóias para enganar a população, estamos gerando violência quando elegemos um doutor Cezar ou uma professora Helena como heróis e exemplos a serem seguidos. Estamos gerando violência quando induzimos a população a acreditar nos exemplos caricatos de lésbicas, alcoólatras, médicos depravados que transam até na hora de uma cirurgia ou de um colégio onde professores e alunos desfilam suas taras.
As autoridades, estas mesmas que acompanharam a passeata tem sua parcela de culpa porque ao invés de buscar dar Ibope a Rede Globo bem que poderiam criar leis mais severas para nos livrar destes verdadeiros absurdos a que estamos submetidos.
Acredito ainda que a célula inicial para a busca de uma sociedade mais justa e mais humana é a família o trabalho a educação e o respeito aos direitos individuais o resto não passa de ilusão como o fantástico mundo, e os bastidores da televisão brasileira. 28/07/2009
Gostaria de sugerir aos autores destas novelas exibidas em horário nobre que se buscasse reunir autoridades, ministros, deputados, astros globais diretores e suas esposas, representantes das classes médicas inclusive o clero para uma segunda caminhada, desta vez pela moralização pelo respeito à instituição da família e pela ética que deve existir no exercício de qualquer profissão.
Com efeito, é muito bonito sair por ai a fazer apelos, caminhadas passeatas desde que isto possa render algo mais do que a mobilização popular, isto gera Ibope o mesmo efeito que se consegue quando se coloca dentro dos lares brasileiros cenas de sexo antes só vistas em filmes pornográficos com a diferença de que as atrizes daqueles filmes eram e ainda são, consideradas verdadeiras prostitutas ao contrario das ditas atrizes de algumas novelas que se apresentam como exemplos, mas, frente às câmeras deitam e rolam completamente nuas em nome da arte a da cultura.
Não sou puritano, mas num momento em que toda a sociedade clama por mais ética, pela valorização da moral e dos bons costumes não dá para ficar calado com tanta hipocrisia. É de uma falta de sensibilidade total chamar as pessoas a participar deste tipo de mobilização achando que violência só se pratica com uma arma de fogo, e acreditar que um pedaço de papel possa resolver de vez este desafio. A violência também é praticada quando se empurra goela abaixo em milhares de lares brasileiros a desagregação da família. Estamos gerando violência quando políticos tramam em seus gabinetes conchavos e tramóias para enganar a população, estamos gerando violência quando elegemos um doutor Cezar ou uma professora Helena como heróis e exemplos a serem seguidos. Estamos gerando violência quando induzimos a população a acreditar nos exemplos caricatos de lésbicas, alcoólatras, médicos depravados que transam até na hora de uma cirurgia ou de um colégio onde professores e alunos desfilam suas taras.
As autoridades, estas mesmas que acompanharam a passeata tem sua parcela de culpa porque ao invés de buscar dar Ibope a Rede Globo bem que poderiam criar leis mais severas para nos livrar destes verdadeiros absurdos a que estamos submetidos.
Acredito ainda que a célula inicial para a busca de uma sociedade mais justa e mais humana é a família o trabalho a educação e o respeito aos direitos individuais o resto não passa de ilusão como o fantástico mundo, e os bastidores da televisão brasileira. 28/07/2009
sábado, 25 de julho de 2009
O homem é produto do meio?
Publicação dos sábados
Por Alda Inácio
Sócrates foi um dos fundadores da atual filosofia e apesar de nunca ter deixado nada escrito, seu pensamento foi delineado por Platão. Sócrates foi condenado à morte por suas idéias revolucionárias e poderia ter fugido com ajuda de seus discípulos, mas preferiu tomar a cicuta da morte e assim cumprir as exigências da lei sobre si mesmo. Ele se dedicou à maiêutica que é o parto das idéias. É dele a expressão "conhece-te a ti mesmo". Sócrates dizia que a moral e a virtude não podiam ser ensinadas, eram imanentes ou não do ser humano. Uma vez que a pessoa nasceu SEM ela nunca poderia aprendê-la, ou praticá-la.
Contrariando a Sócrates, se o homem é produto do meio, então concluímos que o homem (dito ser humano) é um grande ator nato. Pelo menos uma boa parte dentre nós representa as virtudes, utilizado-as para proveito próprio em dados momentos. Mas, por outro lado vemos pessoas incapazes de praticar atos imorais e então concluímos que estas pessoas nasceram com a moral ilibada, como dizia Sócrates. E o que dizer quando pessoas como exemplo o Senador José Sarney que praticou várias faltas graves dentro de um órgão público, o Senado? Sendo ele chefe da casa, deveria ser o exemplo de moral ilibada para a Nação brasileira e continua afirmando que nada fez e que a mídia está com perseguição à sua pessoa.
Neste caso, a ética, a moral em Sarney é uma grande representação teatral, cuja platéia somos nós, e entre nós, muitos continuam e continuarão aplaudindo e votando no referido Senador, como fizeram com Collor de Melo. Assim, fica difícil confiar nos políticos em geral, confiar na clareza do voto, sendo que nunca estaremos certos se a ilibada moral visível durante a campanha eleitoral é verdadeira, ou se veremos a outra face do político-ator logo depois de eleito. E se o homem é fruto do meio, contrariando Sócrates, então danou-se acreditar até naqueles políticos ilibados, que basta serem eleitos e se equiparam em número e grau ao resto da corja que aí vemos. A que ponto de desilusão chegamos, não é mesmo?
Da Bélgica para o Brasil.
Alda Inácio
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Reminicências III
Reminiscências. III
O carrinho abarrotado de laranjas, e bergamotas e lá seguíamos, eu e meu irmão para a beira do campo de futebol. Era a maneira de arrumarmos os trocados para a noite ir ao cinema. Naquela época era tudo mais fácil, bastava atravessar a linha férrea entrar na Rua Marechal Deodoro seguir até o fim e lá estávamos no Campo do Vera. Situava-se no espaço hoje compreendido entre a Rua Laurentino Juliano até as proximidades da Casa Primavera, no fim da Lindolfo Collor.
As disputas eram muito valorizadas não só nos embates entre as equipes de Sapucaia, como o Vera Cruz, O Sapucaiense, O Taurus, O Cial, o Botafogo, mas, também contra as equipes visitantes. Em jogos de clássicos como Vera Cruz e Sapucaiense as torcidas lotavam os barrancos em toda a volta do campo, e havia até pressão por este ou aquele craque, os irmãos Pavani, o Eri e o Medinho, o Carlos bom goleiro, assim como o Gena, o Wanda, o Bernardino, o Milton, o Renato o Lola enfim eram os expoentes da época no futebol de várzea.
Era gostoso ficar ali apreciando as jogadas vaiando as inúmeras erradas em bola, as defesas sensacionais do Carlos ou do Gena as entradas firmes do Eri Pavani que botava qualquer atacante no chão. Não raro, a partida tinha que ser interrompida, pois algum torcedor mais afoito, e embalado por uns tragos a mais inventava de tirar satisfações com o juiz e ai era aquele corre corre, dava gente subindo os barrancos, entrando pelas capoeiras para escapar da briga. Daí a pouco tudo estava normalizado, aparecia o jipe da brigada militar com o “seu João policia” os ânimos se acalmavam e a partida era reiniciada.
Nome feio valia qualquer um, valia xingar a mãe, a irmã, o pai a namorada a noiva aquele que fosse mais conhecido e que pudesse ofender ou chamar a atenção do agredido, às vezes acontecia do jogador estar numa jogada próxima do torcedor e ouvir o desaforo, largava da bola e saia no tapa isto quando conseguia pegar o cara, pois como o campo era um espaço aberto, sem cercas ou qualquer outro tipo de tranqueira o sujeito gritava o palavrão e deitava o cabelo.
Certa feita jogava o Vera Cruz e uma equipe de Esteio, o Maribondo Futebol Clube, o jogo estava empate em zero a zero só que aos quarenta e quatro minutos do segundo tempo, o juiz, que era esteiense deu pênalti a favor da equipe visitante, foi aquele sururu, empurra daqui, segura dali, o pobre do juiz dançava pior que minhoca em chão quente, por fim a turma do deixa disto conseguiu acalmar os ânimos e foram para a cobrança.
O Jogador dos Maribondos (Melão) parecia um touro acuado, suado resfolegando estava disposto a furar a rede e mandar com ela até o goleiro para o mato. Debaixo das traves o Carlos, meio agachado, braços abertos encarava serio o batedor. Soa o apito, o Melão distante quase dez metros da bola corre e bate forte, só que leva junto no bico da chuteira uns cocurutos de grama, e o seu grito de dor é apagado pelo da torcida vibrando com a sensacional defesa do Carlos. Final Vera Cruz Zero Maribondos também Zero. Soube-se mais tarde que Melão havia destroncado o pé.
Dos bons tempos só restam mesmo as lembranças, o campo do Vera Cruz foi aos poucos sendo tomado por casas, novas ruas foram abertas, prédios comerciais tomaram conta dos espaços e acabaram por encobrir totalmente os vestígios de uma época.E o mais incrível é que guardo até hoje, quase quarenta anos depois, velho e enferrujado o esqueleto do carrinho, meu companheiro de torcidas, e fonte dos muitos trocados para assistir os filmes no saudoso Cine Marabá.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Festival de Vergonhas II
Festival de Vergonhas.
Capítulo II
Nesta análise que estamos fazendo, com o intuito de mantermos vivos na memória os escândalos do Senado Federal só nestes seis primeiros meses de gestão, analisamos até a denúncia dos seguros de vida vitalício, a que tem direito todos os senadores, mesmos que tenham exercido apenas dois meses de mandato, benefício este extensivo a todos os familiares, como de praxe, por nossa conta.Então, vamos ao segundo capítulo.
ABRIL – Às compras - O ministério Publico Federal descobriu que o senador Mozarildo Cavcalcanti(PTB-RR)usou seu assessor de gabinete, pago pelo Senado,para transportar produtosimportados adquiridos na Zona Franca de Manaus. O senador sofre processo no Supremo Tribunal Federal por suspeita de contrabando ou descaminho. Até agora nada, foi feito, caso isto tivesse acontecido com qualquer outro mortal, e ele estaria preso.
Empresas de Zoghbi - Segundo a revista época, Zoghbi teria se envolvido na criação de empresas de fachada para ocultar o recebimento de quantias milionárias de empresas que faziam negócios com o Senado. O Senado montou duas comissões para o caso.
Magno e Dubai – Às custas do Senado, o senador Magno Malta(PR-ES)passou quatro dias de folga em Dubai, nos Emirados Árabes, após participar de um fórum sobre o combate a pornografia infantil na Índia. Foi Aberta uma Sindicância para apurar o caso. Parece que aqui não existem casos suficientes deste tipo. Ou quem sabe a pornografia lá na Índia é diferente.
Vôos ao exterior – Senadores e Deputados usaram as cotas de passagens aéreas do cargo para viajar ao exterior. Os senadores Álvaro Dias(PSDB-AC)Geraldo Mesquita(PMDB-AC)Paulo Paim (PT-RS) e Osmar Dias(PDT-PR). Alguns levaram parentes, sempre lembrando – as nossas custas.
MAIO – Passagens a Primos – O Senado acabou pagando 26 passagens para quatro envolvidos nas denúncias que resultaram na saída de Renan Calheiros(PMDB – AL) da presidência da casa em 2007. O senador cedeu a sua cota de viagens para dois assessores e um primo, todos apontados como seus “laranjas”em empresas de comunicação.
A Namorada – Divulgado ela imprensa que o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) cedeu a cota aérea a namorada, a jornalista Mônica Dallari. Foram gastos R$.5.521,00 entre 2007 e 2008. Segundo palavras do senador ele teria restituído o dinheiro da viagem de sua namorada.
Nome de Rua – Senadores em atividade dão nomes a praças e até cidades brasileiras: Jose Sarney,Antonio Carlos Valadares(SE) Mao Santa(PI)Jaime Campos(MT) João Durval Carneiro(BA)Cezar Borges((BA)Eduardo Azeredo(MG)Gerson Camata (ES)e Epitáfio Cafeteira(MA). 19-7/2009
Continua....
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