quinta-feira, 12 de julho de 2012

O jogo.




“No jogo da política, nunca jogue tuas melhores cartas de início. Guarda-as para as últimas cartadas, assim poderás surpreender o adversário.”
Realmente, é assim que funcionam as coisas neste mudo maravilhoso da política. Existem muitas definições para esta palavra, mas no contexto atual fico com esta: Política e aquela atividade exercida na disputa dos cargos de governo ou no proselitismo partidário. Entendida desta, forma poderíamos compreender melhor toda esta gama de distorções que acontecem entre uma candidatura, de alguém a um determinado cargo, sua eleição, e a consequente mudança comportamental depois de eleito. Entre o lançamento de uma candidatura, e a eleição, ou não, do candidato muitas são as etapas a serem vencidas: 

A preparação. O cidadão lança o seu nome na lista de interessados a concorrer, e na convenção este nome é analisado, e votado. Desempenho. O agora candidato vai apresentar provas de que realmente tem capacidade, tem suporte, estratégias, e logística para enfrentar a disputa.Conhecimento. Aqui o candidato vai partir para a etapa mais importante, pois do seu conhecimento da sua desenvoltura, das suas experiências vão depender muitos dos votos que vai disputar .Aqui na cidade de Sapucaia do Sul, desde há muitos anos estas fases não tem a menor importância, qualquer nome serve,escolaridade também não é levada em conta.

Geralmente, as candidaturas partem de agremiações da vilas e bairros,parentes de outros que já estão em cargos públicos, ou então costuma-se pegar aqueles que nas reuniões cotidianas da siglas costumam se salientar por discursos mais eufóricos , nem sempre com fundamentos, citações de grandes líderes com os quais procuram buscar alguma afinidade. Nos últimos quarenta anos nossa cidade não deu provas de ser um celeiro de bons políticos. Quase sempre as querelas pessoais acabam por interferir nos mandatos. A velha politicagem da troca de favores, do clientelismo, da política da dependência de favores acaba por criar uma espécie de eleitorado escravo. 

Ou seja, eu voto no candidato tal porque ele é um cara bom, ele fala bem, ele já me ajudou muito, e assim vai. O resultado de tudo isso é que a cidade permanece sempre da mesma maneira, não há avanços, não existe uma remodelação os vícios se repetem, acabam se perpetuando e por mais que se tente buscar alternativas estas não acontecem, o sistema está podre, está corrompido. A máquina política da cidade está urgentemente necessitada de uma nova “formatação” existem muitos vírus, arquivos corrompidos, portas fechadas, gabinetes nebulosos, circuitos em curto.

Mas, se reconhecemos que as siglas, não fazem uma seleção adequada dos elementos que vão representá-las e ali estão apenas e tão somente por uma questão de favorecimento e não pelas qualidades demonstradas, compete a nos este papel de fazermos a escolha, bem como o descarte daquilo que a nosso juízo deva ser deletado.Enquanto permanecermos com este sentimento de frade franciscano e levarmos para a urna, não o nome do melhor, mas do amigo, do conhecido, do médico,do tio, da avó, seja lá quem for estaremos alimentando esta cadeia nefasta para o progresso do município. Nosso voto, é sem dúvida nenhuma a melhor ferramenta  da qual dispomos para mudar esta situação. 

Votar conscientemente, escolhendo os melhores para o todo e não para mim apenas. É ali naqueles minutos frente a urna que você deve reviver as tuas reclamações, as ruas esburacadas, o lixo acumulado,a luz queimada, a falta de segurança, de creches, de escolas, o empreguismo, o desvio de verbas, a saúde caótica, as promessas não cumpridas. 

Vale a pena esperar para apertar o número. Associe todas estas questões com a cara que ali está sorridente, pedindo carta branca para você. Não se esqueça daquele fundamento lá nas primeiras linhas do texto: Será que o teu candidato mostrou realmente todas as cartas que possui? Será que por detrás daquele rosto retocado não tem alguém escondendo o jogo? Pense nisto. 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Administrar



Esta palavra é um verbo transitivo direto. E tem muitas definições. Prefiro ficar com esta: Manter sob controle um grupo, uma situação, etc. a fim de obter o melhor resultado. Parece simples não? Mas não é. Ou pelo menos as pessoas que de uma forma ou de outra se comprometem a seguir a risca esta definição, quase sempre acabam metendo os pés pelas mãos e acaba dando tudo errado. Porque será? O pároco administra a sua paróquia, o empresário sua empresa, o comerciante se comercio e por ai vai. Pela lógica, o prefeito administra o seu município certo ? Errado. 

Na política o sentido de administrar é totalmente diferente, porque a ele são agregados valores externos a figura do administrador. Se, na paróquia o pároco tem liberdades totais para exercer suas funções assim como outros administradores no comercio e em outras atividades, o prefeito já não pode contar com esta liberdade. Ele depende de um contexto diferenciado, suas ações são , ou deveriam ser, fiscalizadas por outro grupo, são os vereadores. Quem são os vereadores? Cidadãos escolhidos pelo povo para representá-los, entre tantas outras tarefas estes senhores devem fazer leis, e instrumentos para que de uma forma organizada a sociedade conviva de forma civilizada. 

Produzindo, riquezas e distribuindo estas riquezas na forma de serviços e melhoramentos para a população. Bem, mas isto é teoria. A convivência harmoniosa destes dois poderes, legislativo (vereadores) e executivo ( Prefeito) é que vai propiciar a comunidade o atendimento de seus anseios, de suas necessidades. Acontece que nem tudo flui exatamente como deveria. Num processo democrático como o nosso nem sempre o prefeito consegue eleger uma base que seja totalmente sua, para que assim pudesse administrar com liberdade. Quando acontece de a base ser dividida, onde contrários somam a maioria dos votos é comum acontecerem então os acertos. 

Estes, se dão por conta de cargos que são distribuídos pelo prefeito, para desta forma poder contar com a tão malfadada governabilidade. A governabilidade nada mais é do que, um monstrengo inventado, que permite ao um governante aprovar medidas que não sejam lá as melhores para a população. Existem ocasiões em que o executivo remete um determinado projeto ao legislativo para apreciação, acontece que justamente neste momento o gabinete de um vereador esteja sendo pressionado  por alguma vaga, seja uma secretaria,diretoria, enfim. 

Acontece então, destes legisladores barganharem cargos em troca de apoio daí ocorrerem os inchaços nas administrações públicas. Abrem-se porteiras  e por elas entram centenas de ocupantes de cargos (CCs) que superlotam as administrações. Mas, existe um problema ainda maior que ocorre. Na maioria das vezes o ocupante de um determinado cargo é de sigla não muito amiga do prefeito, do secretário, do diretor, e ali está para simplesmente ficar de olho no que acontece.Documentos,fotos,gravações de conversas, tudo pode render num futuro alguma vantagem. Conforme confidenciado por um político, para mim: 

"Eu não perdi tempo, já infiltrei alguém ali (tal secretaria) com a finalidade de pescar tudo o que for de uso. Tira copia, fotografa,grava faça qualquer coisa, pois se vierem para cima vamos estar preparado". E, convenhamos, com as facilidades de hoje, nunca ficou tão fácil manter ou fazer um verdadeiro dossiê sobre alguém. Particularmente, sempre levei comigo um gravador, tenho horas infinitas de gravação desde os tempos de secretário das reuniões do meu partido. Tudo arquivado. No meu caso, não penso fazer uso a menos que seja provocado. Pretendo algum dia preparar um livro, onde repassarei aos interessados as coisas do submundo da arte de Administrar.Principalmente no sentido político da coisa.

terça-feira, 10 de julho de 2012






A vontade soberana
A cada eleição tornou-se rotina ouvir frases de efeito, como:A escolha é do povo, nos somos os patrões,a vontade do povo é soberana,a decisão é nossa. Enfim, existem mil formas de incentivar o povo a participar deste processo democrático, onde teoricamente, nos, o povo é que escolhemos os nossos destinos quando optamos por este ou aquele candidato. Na teoria tudo funciona muito bem, mas sabemos todos que na prática não é bem assim que funciona. Uma escolha, para nos eleitores, termina ali no momento em que depositamos nosso voto na urna eletrônica. 

Naquele momento poderemos até ter feito a escolha certa. O grande problema é que depois, passadas algumas semanas, os nossos escolhidos já começam a fazer suas escolhas. As siglas se reúnem,os homens confabulam,os interesses afloram, a humildade vai para o brejo e o eleitor então, ninguém mais lembra dele. O primeiro assunto de pauta será sem dúvidas nenhuma a escolha dos ocupantes nos cargos a serem leiloados. E aqui não está nem um pouco importando se o eleito foi ou não da mesma corrente vitoriosa nas majoritárias. Agora é a hora do grande acerto. 

Os eleitos querem saber da governabilidade, das chances que terão para fazer seus acordos, seus conchavos, seus acertos. E, a moeda de troca, é claro, são os cargos públicos. Mas, reflita um pouco: Foi para isto que você escolheu este cidadão? Alguma vez em seu projeto de governo apareceu a proposta de rifar cargos públicos para que pudesse administrar?Isto fazia parte de sua plataforma de governo? Não? Mesmo assim, agora ele já é o eleito, poderá fazer o que bem entender, empregar quem ele bem entenda e tudo isto sem que seja necessário lhe dar qualquer explicação. 

Perai, então onde é que fica o tal, de “nos somos os patrões” “ a vontade do povo é soberana” e tantas outras formas encontradas para enganar o povo? Eleição no Brasil, atualmente é sinônimo de falcatrua,de poder,de dinheiro, de chantagens. Aquele que ousa candidatar-se arca com as consequências de ter a sua vida particular revirada ao avesso. E o pior é que muitas das vezes justamente aqueles candidatos que de alguma forma a gente até poderia acreditar, depois de eleitos começam  a mostrar as unhas. De uma forma geral já virou rotina escolhermos o candidato por fatores que extrapolam até mesmo o conhecimento que ele possui, ou mesmo a capacidade para o desempenho de tão grande responsabilidade . 

O cara conseguiu uma consulta, furou a fila do medicamento, arrumou a cadeira de rodas para a vovo, conseguiu um terreno(área verde) para um parente que veio de fora. Nossas escolhas muito dificilmente se concentram em coisas reais, que se relacionam diretamente com as tarefas de legislar, de administrar. Não costumamos levar em conta o histórico dos candidatos, sua vida em família,suas relações no comércio,suas relações com vizinhos, como ele administra sua família. Isto tudo vai influir no momento de nossas escolhas, até porque se alguém já tem um histórico não muito confiável, intrometendo-se na política a tendência é só piorar.

Dai a importância de nossas escolhas. Nada disto parece ter muita importância para nos neste momento da escolha. Não costumamos levar em conta que de uma forma ou de outra estas pessoas escolhidas vão ser responsáveis pela nossas vidas,serão eles que irão gerenciar verbas para a saúde,educação,saneamento,segurança, mobilidade urbana, coisas que realmente nos atingem diretamente. Ora, se estamos empenhados realmente em mudar um situação, se não estamos contentes com os atuais administradores está mais do que claro,que nas escolhas anteriores não fizemos a melhor opção. Então, nada melhor do que agora repensar, nas nossas metas. 

Uma escolha adequada agora, pode quem sabe representar menos dores de cabeça no futuro.Pense nisto,vote com convicção, não se deixe levar pelo coração. Não existe candidato bonzinho, assim como não existem salvadores da pátria. Tudo o que se faz num município passa pela câmara de vereadores, o prefeito sozinho não faz nada, absolutamente nada. De nada adianta uma cabeça cheia de ideias se não tiver apoio, e este na maioria das vezes é comprado, é trocado por cargos públicos. Daí, acontecem os escândalos como os que já começam a pipocar através de panfletos. 

Pense, reflita, escolha. Eleja, mas não reeleja ninguém que já tenha passado pela prefeitura de Sapucaia por pelo menos trinta anos atrás. Afinal, a nossa vontade deve ser soberana. 

                    

segunda-feira, 9 de julho de 2012




Eleições 2012.
A campanha para os mais diversos cargos públicos nesta eleição, que se inicia, parece não ter ainda tocado os sentimentos dos eleitores. Talvez pelo acúmulo de dissabores, trairagens, mentiras, decepções acontecidas no decorrer do mandato que agora se finda os eleitores estão meio com as barbas de molho.Não é para menos, o projeto eleito em 2008, prometia uma nova cidade para os moradores, uma revolução na saúde, na educação, na segurança, uma reforma no quadro geral da prefeitura onde se prometiam menos cargos de confiança e muito mais agilidade da máquina pública. Mas, tudo ficou na promessa. 

O que se viu na realidade desde os primeiros dias do novo governo foi uma submissão ao mesmo grupo que há décadas manda e desmanda na cidade. E convém salientar, que todos foram culpados, e quando falo todos estou incluindo prefeito, vice, secretários, diretores inclusive de todos aqueles que elegeram estes que ai estão. Incluo-me neste grupo porque fui enganado, acreditei que o prefeito, por ter experiência como vereador, conhecendo os meandros de como funciona a administração publica tivesse a coragem de fazer frente a todas estas situações absurdas que aconteciam e que de fato daria uma nova vida para a cidade. A nova vida, como se viu ficou para a imensa lista de CCs, inclusive com troca de figuras para desqualificar o nepotismo. 

Aquele velho truque, de aceitar alguém aqui, enquanto em outro município eu coloco meus afilhados. No que diz respeito a mudanças o pobre povo desta cidade não tem nada a comemorar, os candidatos são os mesmos de sempre, trocando apenas a foto no santinho, e a criatividade de alguns que beira o ridículo. Resta saber se a população vai conseguir fazer uma triagem, uma garimpagem e encontrar alguma coisa que tenha valor para a cidade. Agora, mais do que nunca será necessário uma análise criteriosa de cada candidato. Não basta apena a indicação, ou algumas propostas , passa a ser importante a análise crua e completa da vida daquele que se apresenta para o cargo. 

Quem, realmente vai fazer o vestibular, para saber se este ou aquele é apto, seremos nos. Vamos investigar, vamos nos informar, ver a vida deste candidato em sociedade, como são suas relações em casa, o que faz na vida fora  da política, o que já fez, quais são as características pessoais que o indicam. Analise suas propostas, veja se elas apresentam fundamentos, tem candidatos que aproveitam estas oportunidades para prometerem coisas que fogem totalmente de suas alçadas. Atenção especial deve ser dada aos funcionários (CCs) que estiveram no mandato atual e agora se apresentam como oposição. Prometem uma revolução, novas alternativas, mas, se estiveram durante quatro anos mamando e não tiveram nenhum tipo de reação as coisas erradas que aconteciam, por que somente agora desejam um novo mandato para consertarem? 

Examine muito bem quando alguém se apresentar dizendo  - Eu fiz, isto, eu fiz aquilo – analise primeiro se o que ele apresenta como coisa sua não passa de projeto do governo federal ( como minha casa minha vida). Nestes casos não é nenhuma novidade, é obrigação. Os mesmos discursos que devem ser analisados e muito bem fiscalizados são aqueles que vão surgir dos mesmos que estiveram quatro anos na administração da cidade e não tiveram coragem de reagir e agora se apresentam como salvadores da pátria. Infelizmente, nossa Sapucaia parece viver sob a égide da mesmice. 

Entra eleição, sai eleição e os personagens serão sempre os mesmos, parece que nesta terra não tem gente capacitada para mudar os rumos, dar uma nova guinada, fazer voltar o sentimento de prazer em dizer que mora na cidade. Mas, nem tudo está perdido, analisando a relação de todos os candidatos a vereador tem alguns que realmente representam mudança, muito embora atrelados a siglas um tanto quanto desconfiáveis.

sexta-feira, 6 de julho de 2012




Início de campanha.
Em toda as mídias, a chamada principal diz respeito a corrida pela busca dos votos dos eleitores. Daqui para a frente seremos bombardeados diuturnamente por dezenas, centenas, milhares de mensagens vindas dos mais diversos meios de comunicação. Eu, particularmente abomino aquelas produzidas por carros de som. Acho até que a justiça eleitoral deveria proibir tais mensagens. 

Alem do fator poluição, tem aquele de divulgar mentiras deslavadas, verdadeiras gozações para com os nossos ouvidos. Mas, tem outro ponto que desejo comentar. Em minha opinião, acredito sinceramente que a verdadeira propaganda eleitoral o candidato faz realmente quando no desempenho de seu mandato. É ali, naquele momento que ele prova tudo aquilo que prometeu na campanha. Não interessam novas promessas, novos rumos, novos slogans, não adianta agora apresentarem-se com uma cara totalmente diferente daquela mostrada no decurso do mandato. 

Não existe nenhum tipo de programa de computador que mude o caráter da pessoa. O que deve pesar nesta hora, e deve ser nisto que o eleitor deve concentrar sua atenção, foi o desempenho do candidato seja no âmbito do seu mandato, no caso de reeleição, ou até mesmo de suas ações como cidadão. Pode ate parecer não ter nenhuma influencia, mas, tem e muita. O verdadeiro caráter é forjado no dia a dia, na luta pela sobrevivência, dos atos e fatos do cotidiano. 

Tem aquele que levanta às quatro horas da manhã para buscar o sustento da família, em compensação tem outros que buscam de outras formas e maneiras. Tem aquele que trabalham uma vida inteira e não conseguem sequer um cantinho seu para morar, outros em dois anos de mandato ficam milionários. A vida em casa, em sociedade, suas relações como chefe de família, ou mesmo como profissional liberal tudo isto devem fazer parte do conhecimento daquele eleitor que realmente deseja fazer uma escolha consciente. 

Costumamos não nos preocupar com estes detalhes, mas é ai que estamos dando o passo errado. O ato simples de apertar alguns algarismos, na urna eletrônica nos remete a uma responsabilidade muito grande. Aquele homem, ou mulher, no qual estamos apostando nossas fichas, vai nos representar, com todos os direitos, fazendo leis, executando trapaças, corrompendo ou sendo corrompido, tudo isto com o nosso aval. Por isto a importância destes momentos que a partir de hoje passamos a vivenciar. 

Aquele homem, para o qual estamos assegurando um lugar de destaque deverá lutar, brigar junto com você por melhores dias para a cidade, para a comunidade, projetos sociais que resolvam as dificuldades das pessoas. Ele vai ser responsável pelas verbas das escolas, dos postos de saúde, da segurança e de muitas coisas mais. Votar, é muito fácil, o difícil é saber votar, até porque, ninguém traz estampado na testa se é honesto ou não. Pense nisto cada vez que ouvir um alto falante, cada vez que te oferecerem um santinho com uma foto sorridente. 

Cuidado ali pode estar escondido talvez alguém que lhe pisou, e não lhe deu ouvidos. Agora é a hora da mudança. Quem não presta,deve cair fora.

quinta-feira, 5 de julho de 2012


Nova Fase.
Amigos, leitores e seguidores do blog Maresias. Uma das grandes vantagens que o computador nos proporciona, é a imensa possibilidade de interagirmos com as mais diferentes formas de comunicação. O Blog é uma delas. Ele surgiu para mim como alternativa, é uma página pessoal, e confidencial. Nele estão já redigidas quase setecentas páginas, tem de tudo, sobre a cidade, sobre seus moradores, sobre política, segurança até mesmo sobre a história de minha família.Tenho neste últimos quatro anos, travado uma batalha diária, contra o que costumo dizer, as mentiras, e as traições deste mundo podre da política. 

Minha saúde, alguns amigos, a família, todos de uma forma geral sofreram por conta da minha vontade férrea de ver transformada esta sociedade viciada e corrompida. Mas, vi que não dá. Existem forças maiores, existem fatores externos que acabam por se transferir para dentro da nossa casa. Sempre disse que vim ao mundo num tempo errado. Minha maneira de pensar e de agir nãocombina com o tempo em que estou vivenciando. Deveria ter continuado solteiro, sem família, com ideias revolucionárias e vontade de modificar o mundo, mas, sozinho para que não expusesse mais gente aos perigos existentes quando se decide pisar em terrenos minados. 

Meu blog a partir de hoje vai dedicar-se apenas a transmitir coisas boas, historias do dia a dia, mas depuradas. Isto para que não tenha que romper com muitas coisas que ainda preso, minha família. A guerra política, contra os que um dia foram falsos, para comigo, bem como a justiça sobre tais atos deixo nas mãos de DEUS, assim como a ele entrego o castigo que mereço, pois não fui fiel aos seus mandamentos. Ao receber bofetadas, não dei a outra face, revidei. Não sou covarde, muito menos fujo das lutas. E estou me lixando para processos. Mas não posso expor inocentes que existem na minha trincheira. 

Agradeço a todas as visitas, agradeço a todas as manifestações de carinho, telefonemas, emails, visitas. Vou sair deste caminho sujo, vou buscar horizontes mais claros e sadios. 

quarta-feira, 4 de julho de 2012


Mares revoltos
Como acontecem coisas novas a cada momento, é natural que este blog esteja em constante modificação. Um dia quem sabe eu possa transformá-lo em jornal, para poder estar cotidianamente em contato com tantos leitores, modéstia a parte, já estou chegando a vinte e sete mil visitas. Mas vamos ao que interessa, e o assunto são os cinco barquinhos que se lançaram as águas na busca da tão sonhada gaiola de ouro, digo, gaiolas de ouro.

 Antes, de entrar no assunto quero contar, uma pequena historia, pois acredito que ela ajudará o leitor a entender o sentido verdadeiro desta briga de foice que é a nossa política municipal. Certa vez, a frente de uma igreja sempre estavam posicionados dois ceguinhos. Disputavam uma esmolinha. Certo dia, não se sabe o porque, travaram violenta discussão, a porta do templo, a ponto de atrapalhar o andamento da missa. O padre então resolveu dar uma basta àquela situação. Mas tinha que ser de forma que não magoasse seus paroquianos. 

Um belo domingo, devotos chegando e lá estão os dois briguentos a discutir. O padre então chega próximo a um deles e fala em tom alto: Não meu filho, com esta faca você vai feri-lo. Foi um santo remédio, nunca mais se encontrara a porta da igreja. Agora vamos ao fato pitoresco do dia. Ontem, todos sabem, mais uma vez as pessoas se reuniram junto ao “point” político da cidade, ou seja, em frente a câmara de vereadores para implorar que estes asnos, chamados de vereadores, tivessem um pouco mais de respeito para com a população e reduzissem os seus salários. 

Um dos meus “reporteres” estava de prontidão para que recolhesse as pérolas, e as transmitisse a mim e colheu uma que passo a contar-lhes. Estavam dois cidadãos conversando informalmente daí um disse para o outro: Olha, tu não esquenta cara, eu já sei que o Marcelo Machado (barco 1) só conseguiu concorrer por conta de uma liminar,ele tem contas recusadas. Vamos dar corda para ele até a reta final, depois entramos com pedido para caçar a liminar, então ele passa a apoiar-nos.Segundo me informaram ele concordou.Olha, não podemos esquecer que fatos semelhantes já aconteceram na cidade em 2008, quando o candidato João Scopel atirou a toalha e foi parar no colo do Ballin. 

Mas, não quero acreditar, até porquê, se confirmados estes fatos estaríamos, nos moradores da cidade, numa encruzilhada dos infernos. Convenhamos, nenhum, dos candidatos até agora apresentados representa mudança, são os mesmo, alguns com uma cara de pau tão grande que ainda estão na administração e já fazem chapa de oposição. Isto é ridículo. Estes barquinhos todos, melhor seria é que afundassem todos.Estar tramoias, que já se arquitetam não podem acontecer. Será que mais uma vez o povo terá que tomar as ruas, e dizer que não quer nada disto que se apresenta? Será que não existem mais pessoas com bom senso? 

Será que aquelas dentaduras todas a mostra estejam querendo mesmo é emprego e mordomias? Quando é que poderemos de sã consciência escolher nossos representantes, sem o temor de que estejamos dando cheque em branco, para canalhas? De que adiantam milhões na conta se o que levamos é apenas uma caixa de madeira com alguns enfeites? Outros ainda viram cinza. Será que existe um lugar no planeta onde se possa morar sem que haja esta raça triste de políticos safados? Podem acreditar,é para lá que eu vou se continuarem sempre os mesmos aqui em Sapucaia do Sul, com suas maracutaias, suas perseguições, a eterna fila daqueles que se afirmam apenas pendurados no rabo dos outros.

terça-feira, 3 de julho de 2012


Um barquinho cheio.
Pois senhores, estão devidamente identificados os ocupantes do barquinho, lembram, o último da fila.No comando vem o cidadão Ibanor Catto, um exemplar contabilista, na cidade, mas que infelizmente não se pode dizer a mesma coisa com relação ao desempenho na política. Aqui, vamos fazer um pequeno comentário sobre a diferença do antes e depois da eleição do Ballin e do Ibanor a prefeitura de Sapucaia. 

Do Ballin, não vou perder tempo, falando sua pessoa, fala por si. Mas do Ibanor posso falar e muito. Conheço-o e quando secretário do PDT, tive uma convivência pacífica com ele, até porque não haviam influencias maldosas, a única era um “gerente” que por conta de suas interferências, quase apanhou uma surra de facão (palavras do Ibanor). O restante são pessoas puras, ingênuas de sangue doce, como a gente pode especificar. Desde a montagem do projeto de governo (fiz parte do GT) a nossa bandeira (do PDT) era sim, trabalhar no sentido de preparar uma candidatura própria para 2012. 

Os projetos, até então preparados, os planos traçados, eram todos no sentido de direcionar as ações do gabinete do vice-prefeito as vilas mais pobres, com ações pontuais, chamando as pessoas a colaborarem com sugestões, levando o gabinete do vice-prefeito ao encontro dos eleitores, dos moradores, daqueles que realmente estavam necessitando ajuda. Numa manhã, recebi a visita do Ibanor em meu escritório, queria que o ajudasse em seu gabinete. Fiz a proposta de que o ajudaria, mas, sem nenhum tipo de pagamento, eu iria desempenhar um trabalho voluntario, no sentido de organizar o gabinete e prepará-lo para este tipo de atividades. 

Chegando lá, fiquei estupefato, não havia local,não havia agenda, as pessoas chegavam, e a conversa era marcada numa agenda pessoal do Paulo, não haviam horários, resumo dos assuntos a serem tratados. Perguntei onde eu ficaria, era um aperto tremendo não cabia cadeira, muito menos teria um computador para trabalhar. Não aceitei. Não fechava com a maneira de trabalhar a que eu estava acostumado. No entanto, dei algumas dicas ao Paulo, de como poderia ser organizada uma agenda, pelo computador. Salientei quer era muito importante, anotar todos os dados, principalmente os pedidos, o endereço, telefone para retorno, coisas que eram importantes para o projeto 2012. 

Nada foi feito. Ao contrário, o vice ao invés de apostar nas pessoas conhecidas, optou por buscar restos em Porto Alegre (coveiro) Trocou o Paulo, que era conhecido, e tinha o jeito para lidar com os nossos, por um palhaço, petulante que passava o tempo todo admirando as suas ferraris (funcionárias) ao invés de se inteirar dos projetos do gabinete. Estúpido, ignorante e despreparado, logo,logo caiu na antipatia das pessoas que se dirigiam ao gabinete. Tentei por duas vezes alertar o Ibanor e o Aldoíno, sobre a situação, mas, não dera ouvidos. Mais tarde entra em cena outro personagem, o gerentão, o mesmo que quase apanhou. 

Tornou-se figura diária junto com o restolho no gabinete. Ambos se achavam no direito de refazer textos redigidos pela Renata, para o gabinete. As falas, os pronunciamentos e ate mesmo a maneira de como se posicionar para fotos era a Renata que fazia e orientava. Os aspones apenas, ficavam na espreita para conferir. Convém salientar que ambos, são praticamente ZERO em tudo. Não entendem de fotografia e redação são NULOS. A organização do gabinete, nestas condições não poderia resultar nisto que ai está. Agora, com a realização da convenção, fica a perplexidade maior ainda. 

Tenta, o Sr. Ibanor chegar ao comando da prefeitura com um lema pra lá de bobo, Sapucaia é importante pra Mim. É uma mentira, se realmente fosse importante teria o Sr. Vice se interessado mais pelo seu mandato, pelos seus projetos, não teria abandonado,traído e sido covarde com seus amigos e colaboradores.A relação de candidatos é fraca, com alguma visibilidade da “Madalena” (que vai explorar os projetos para idosos) e do “gerentão” ( vai explorar as casas que “ele” construiu, para as pessoas carentes) que tiveram janela a disposição, os demais vão ser apenas figurantes. 

Agora vejamos, na relação não constam justamente os que tiveram alguma coisa de votos, como o Valdirzinho, 304 votos (outra sigla) a Romênia, 230 votos a Tânia 106, e o Dr. Nelson 208. Lembrando que em 2008 a sigla fez um total de 1552 votos. Isto que estávamos mobilizados, e todos pegaram juntos amassando o barro. Agora a situação é totalmente ao inverso o PDT, está morto, e desmotivado, isto na palavra dos próprios filiados. 

Como falei, o barquinho do Senhor Vice, pode preparar a lanterna, pois ficara encarregado de fechar a procissão. Tenho pena apenas do Ivan, é um cara bom, deveria apostar para vereador, faria muito mais votos.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Quero, neste momento importantíssimo para mim como pai e representando também minha esposa Margareth, comunicar que para meu orgulho, e satisfação, minha filha Renata, na Apresentação da Banca de TCC, teve o conceito "de Aprovada com Distinção." De fato agora É UMA JORNALISTA. Ética e moralmente apta a desempenhar com responsabilidade todas as suas atribuições. DEDICO, esta  vitoria aos algozes da RENATA  na prefeitura, nas pessoas de; Ballin, Ibanor, Selvino,Gerentão, Coveiro, e toda a  turma de pucha sacos e traíras da COMUNICAÇÃO. Não é para qualquer pai a honra de poder formar dois filhos, Dr. Ângelo Strapazzon, e JORNALISTA, Renata Strapazzon sem nunca ter pedido penico a politico desonesto,e lacaio, muito menos , vender a honra, para conseguir cargo.  

Os barquinhos.
Em época de campanhas tem muita gente que costuma vibrar: Oba, agora vou faturar, santinhos, placas,fotos, enfim toda aquela parafernália que eles, os político,s usam para nos ludibriar e permanecer na sombra e água fresca por mais quatro anos.Aqui em Sapucaia, não obstante o clamor geral por mudanças parece que a tão sonhada “mudança” não acontecerá tão cedo.

 Espere, não estou dizendo que o Ballin irá se reeleger, até torço para que DEUS nos livre deste pesadelo. O problema é que todos os postulantes a cargos nestas eleições são os mesmos de eleições anteriores. Quer dizer, ganhe quem ganhar, quem vai continuar no prejuízo seremos, nos mesmos. Agora acompanhem meu raciocínio, fechem os olhos e se concentrem na imagem que vou tentar criar. 

Estamos, nos eleitores, numa praia imensa, a nossa frente um mar limpo e tranquilo, num piscar de olhos a imagem muda, na linha de horizonte começam a surgir pequenas silhuetas, e que aos poucos vão tomando forma, os vultos se aproximam, e podemos notar que se tratam de barcos, muitos barcos, uns com poucas pessoas, outros com o convés abarrotado, com a linha de navegação quase toda submersa. Mas, esperem, tem um detalhe; 

Cada um daqueles barquinhos se move puxado por uma corda de naylon, e esta é tracionada por grupos de pessoas que estão a praia. A cada grupo equivale um barco, e o tamanho do barco remete ao tamanho do grupo.Na verdade, o que quero é fazer um pequeno exercício para que possamos entender algumas coisas que passarão a acontecer daqui para a frente até o dia três de outubro. 

Os barcos, são na realidade as coligações políticas entre as diversas siglas, e as cordas que os trazem para a beira da praia são os seus filiados, colaboradores, e simpatizantes. Aqui na cidade nó já podemos visualizar alguns destes barquinhos e seus ocupantes. A lógica,nos sinaliza que dois destes barcos vão polarizar as atenções. São os “grandes” cujos capitães tentarão durante os próximos sessenta dias, abastecer sua nau para chegarem com sua tripulação as ilhas da fantasia, a prefeitura e a câmara municipal. 

Vou atribuir a ordem de largada pelo potencial, observado até agora, e levando em conta as  informações trazidas por meus contatos nos levam a colocá-los na seguinte ordem. A primeira tem no seu timão Marcelo Machado, que saiu da prefeitura, um tanto quanto desgastado, pelas inúmeras acusações e denuncias. Seu barco vem com apenas duas bandeiras.  No segundo vem o atual prefeito Vilmar Ballin, seu barco vem com mais bandeiras, o que no entanto, não lhe confere muitas vantagens pois muitas destas bandeiras estão sustentadas por anões. 

Vem com a marca de uma grande antipatia por parte de seus eleitores pelas inúmeras traições, e mentiras quanto ao fato de não respeitar o que foi tratado na eleição anterior. O Terceiro barco, está nas mãos de um “senhor Advogado” Dr. Lourenço. É uma novidade em matéria de nome, já que nunca participou de forma mais atuante na política do município. Seu prestigio muito se deve ao fato de ser um Expert na área trabalhista. Mas, se por um lado isto o qualifica, o lado que talvez possa lhe causar incômodos é o fato de que por traz de sua candidatura esteja o Cel. João Luiz Scopel. 

A carga negativa, de ter traído seus eleitores, na última eleição, quando atirou-se nos braços do PT, pode agora lhe trazer alguns aborrecimentos. Ainda mais depois doas declarações com referencia ao absurdo aumento concedido aos vereadores do município.



O quarto barquinho tem a frente outra figura que já foi destaque na gestão do Marcelo Machado. O Sr. Paulo Borges.Esta "chapa" vem com os mesmos vícios de origem do mandato anterior. Paulo Borges ficou conhecidíssimo pelas controvérsias no setor da saúde do município, quando tudo estava virado num caos.Nas promessas o de sempre: Priorizar a saúde, ponto fraco de todas as administrações, mas, para quem o conhece e acompanhou sua trajetória, bem como a administração dos serviços do SAMU na cidade, fica muito desconfortável fazer qualquer previsão. Vem apenas para dividir votos. Não creio que tenha verdadeiras chances de emplacar alguma coisa. Desagradável ficar sabendo que algumas pessoas de índole boa,só estejam na lista de candidatos a vereadores pelo fator legenda. 



O quinto e último barco, tem no timão o Atual vice prefeito, Ibanor Catto. Acredito que por todas as historias, por todas as covardias , por todas a vezes em que se omitiu, e não agiu de forma mais contundente com seu colega de chapa Vilmar Ballin, vai permanecer no quarto e último lugar de inicio ao fim. Tem contra si alguns assessores que fizeram com que mudasse totalmente seu perfil. Transformaram-no em um homem frio, calculista, traiçoeiro, e covarde a ponto de cortar relações com seus amigos e aliados. Sua candidatura, vai ter apenas uma incumbência, ou seja, retirar votos do Ballin, e só. Outro fator que deverá ser cobrado tanto por adversários quando por simpatizantes da sua candidatura é o porque, se declarou guerra ao prefeito por não concordar com suas atitudes, continuou no governo. 


Como é que agora pretende resolver aquilo que teve chance de arrumar em quatro anos e não o fez? Largou segurando a lanterna e vai terminar com ela nas mãos.


.........................Continua..........................