terça-feira, 17 de julho de 2012


Mercadores de ilusão 2
Desde que me conheço por gente escuto que Sapucaia do Sul tem que mudar, que os políticos (de uma maneira geral) são ladrões, mas até hoje não vi uma mudança que fosse para dar uma virada de mesa e fazer algo acontecer de forma radical. Não sei se por comodismo, por preguiça ou só por interesses mesmo, a verdade que a cada eleição é este banzé, esta zorra e na janela quem acaba aparecendo são sempre as mesmas caras. Já escrevi que acredito que neste município haja uma praga rogada por alguém com muita força. 

Os candidatos daqui da cidade não encantam mais ninguém, a gente não consegue ver nestas caras debochadas que os santinhos nos apresentam alguma coisa de novo. Sempre as mesmas promessas, mudanças, melhorias, novos planos, saúde, segurança, moradia, emprego. Não se vislumbram projetos alguma coisa que pudesse dar aquele ar de novidade. Não sei se é só comigo que acontece, ou se é só em Sapucaia este ar de marasmo. A própria campanha é um fiasco, apenas um dos candidatos parece estar concentrado em mostrar alguma coisa. Os encontros, os bandeiraços então nem se fala. 

O prefeito ao final de expediente pega os bando de CCs, da uma bandeira para cada um e manda ver. Mesmo assim é ridículo, ninguém demonstra confiança, otimismo, todos estão ali para receber os seus salário no fim do mês e tentar de alguma forma renovar o mandato, vergonhoso deste senhor. Sinceramente, se eu tivesse um milhão, jamais jogaria numa campanha, ainda mais sabendo que é uma aventura inglória, sem as mínimas chances. Compraria um sítio lá para bandas de São Chico e iria curtir o inverno ao lado de uma lareira, um chimarrão, e uma caipirinha. 

Estive fazendo as contas, baseado naqueles valores declarados ao TRE. É impressionante, aqui no município vai rolar nada mais nada menos do que quase DEZ MILHÕES de reais. Não existe candidato com vontade de gastar pouco. O maior valor declarado até agora é da chapa do vice, que apesar de fragilíssima está colocando a cifra de UM MILHÃO para conseguir um lugar ao sol. Tenho uma teoria sobre política que é muito diferente disto tudo que ai está. Primeiro, o candidato tem que inspirar confiança, ele tem que transmitir uma força de trabalho capaz de fazer o eleitor mudar até de voto. Quando se trata de candidato que já desempenhou um cargo, então fica muito mais difícil, pois a verdadeira campanha já deveria ter sido feita através das ações, dos projetos propostos e concretizados, através de sua firmeza em defender posições a até mesmo de impor-se nas horas de aperto. 

Ora, se não fez quando podia quer o quê agora? Nas notícias que chegam dos mais diversos bairros, através de emails, nota-se um descrédito dos eleitores, muitos inclusive evitam sair para a rua, para cumprimentar os candidatos, via de regra isto só está acontecendo quando o candidato é daquela rua. Mas a novidade é que em alguns bairros onde o Ballin, na eleição passada teve quase que a totalidade dos votos nas secções eleitorais, agora aparece uma aversão a figura do político. No mais não aparece qualquer mudança no perfil das conversas, entre amigos, nas rodas de bar, barbearias, e até mesmo nas associações de moradores. Ninguém abre o jogo mas, quando se insiste e fala em situação, os contrários são maioria. 

Talvez seja pelo fato de que ninguém queira abrir o voto até porque as eleições estão longe, e a possibilidade de viradas espetaculares existe, ainda acenda em alguns a esperança de um cargo com o futuro administrador. A corrida até aqui apresenta os mesmos lugares demonstrados quando da largada. E notem bem, não estou fazendo apostas, muito menos apresentando dados, estou apenas relatando o que me chega através dos meus contatos. É bom sempre lembrar, porque pode algum imbecil de plantão inventar de criar caso. Eleitor amigo, Sapucaia merece coisas melhores do que tudo isto que já apareceu. Não jogue o teu voto fora, eleja, mas, não reeleja ninguém que já tenha aparecido antes como salvador da pátria.

 Esta é a hora de cortarmos este ciclo dos mesmos de sempre. Examine muito bem o candidato, principalmente a vida em família, os hábitos, os costumes, as amizades, do jeito como ele vive, e preste muita atenção aos projetos apresentados. Cuidado, muito cuidado, já tem diabinho se apresentando com anjinho, é só prestar atenção.  

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A EMPRESA




Quero convidar você a fazer um pequeno exercício, com o qual pretendo clarear um pouco mais, a grande responsabilidade que está por trás do simples ato de depositar o voto na urna. Vamos imaginar que você é proprietário de uma grande empresa. Esta, foi criada por familiares, há décadas e agora compete a você fazer o gerenciamento.Ela produz artigos da máxima importância para a sobrevivência das pessoas. A própria convivência em sociedade fica seriamente abalada se a sua empresa, por qualquer motivo vier a perder o nível de competência de produtividade, em resumo, vier a abandonar de vez a qualidade na prestação de serviços. 

Como bom administrador, é claro, sua preocupação vai recair sobre o quadro de colaboradores com os quais vai dividir as responsabilidades que cada setor deverá acolher. Assim, é muito importante prestar atenção em todos os departamentos, pois dentro do ambiente projetado, é da competência de cada um extrair o máximo de rendimento para que lá no fim o somatório de todos apareça na forma de lucros. Vamos imaginar um organograma simples, gerência, contabilidade, tesouraria, recursos humanos, produção, vendas, expedição. Você está montando este esqueleto e tem na cabeça que cada nome, cada cargo tem sua importância. Ai eu faço uma pergunta: 

Quais seriam os critérios que seriam adotados para fins de seleção e recrutamento destes funcionários? A empresa é sua, existe todo um aglomerado de responsabilidades das quais somente você será o responsável. Qualquer erro vai se refletir lá, sobre a sua mesa. Desde as gerencias, passando pelas chefias, de departamentos, funcionários das linhas de produção e expedição todos deverão trabalhar de forma organizada, e em total sintonia. Claro, é um momento difícil,muitos serão os candidatos, uns com muita prática, bons currículos , outros sem nenhum conhecimento, currículo montado as pressas, má vontade. Está lançado o desafio: 

Que tipo de colaborador você faria questão de colocar na sua empresa? Claro que a resposta não poderia ser outra, escolheria os mais preparados profissionalmente, aqueles que conseguissem nas provas aplicadas, atingir os melhores resultados. Pois é, nas empresas é assim que se age, é assim que se faz uma seleção dos melhores, é assim que se monta um time, é assim que se busca o melhor. Por que então não fazermos o mesmo com relação a política. Nosso município é uma grande empresa,muitos são os desafios, não podemos delegar poderes, e postos de comando para pessoas sem preparo,sem conhecimento, sem perfil, sem currículo sério,honesto e de respeito. 

Se, na iniciativa privada, é tão difícil a seleção dos melhores, e onde o salário não é ,na maioria das vezes, o melhor o que dizer no emprego público onde não existe controle efetivo de nada, e como se sabe o salário de cada um depende, as vezes, até de um belo par de pernas a mostra. Temos que aprender a exigir qualidade. Você vai a supermercado, você compra alimentos vencidos? Não. Você quer o melhor, e assim é com roupas, eletrodomésticos, material de construção. Estamos sempre exigindo qualidade, em tudo menos na política. Ali vale qualquer droga, não nos interessa, saber se presta ou não, o currículo não existe, há, mas o cara é legal, ele já me ajudou. 

Gente, estamos fazendo uma seleção para a nossa empresa (cidade) tem muitas vidas em jogo, tem muitíssimos interesses por de traz daquele botão. Desde o gerente (prefeito) até os colaboradores (vereadores) e a nossa responsabilidade não pode ser atirada no lixo. De uma escolha com critérios vai depender o futuro de muita gente. As leis criadas por estes senhores serão aquelas que vão ordenar nossas vidas, o dinheiro de nossos impostos vai passar pelas mãos do prefeito para que ele produza benfeitorias para todas as pessoas. Não podemos delegar poderes de rei a que não tem competência para ser pastor de ovelhas. 

Pense bem, quem elege somos nós. Feche os ouvidos para bobagens, papagaiadas e promessas. Estude com carinho cada cara que se apresenta, cada proposta, veja se existem coerências entre aquilo que é ofertado com aquilo que realmente é carência no município.Cumpra o seu papel; Eleja, mas não reeleja, quem já passou pelo serviço público pelo menos nos últimos trinta anos. Vamos modificar o quadro de colaboradores da nossa empresa. 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

O jogo.




“No jogo da política, nunca jogue tuas melhores cartas de início. Guarda-as para as últimas cartadas, assim poderás surpreender o adversário.”
Realmente, é assim que funcionam as coisas neste mudo maravilhoso da política. Existem muitas definições para esta palavra, mas no contexto atual fico com esta: Política e aquela atividade exercida na disputa dos cargos de governo ou no proselitismo partidário. Entendida desta, forma poderíamos compreender melhor toda esta gama de distorções que acontecem entre uma candidatura, de alguém a um determinado cargo, sua eleição, e a consequente mudança comportamental depois de eleito. Entre o lançamento de uma candidatura, e a eleição, ou não, do candidato muitas são as etapas a serem vencidas: 

A preparação. O cidadão lança o seu nome na lista de interessados a concorrer, e na convenção este nome é analisado, e votado. Desempenho. O agora candidato vai apresentar provas de que realmente tem capacidade, tem suporte, estratégias, e logística para enfrentar a disputa.Conhecimento. Aqui o candidato vai partir para a etapa mais importante, pois do seu conhecimento da sua desenvoltura, das suas experiências vão depender muitos dos votos que vai disputar .Aqui na cidade de Sapucaia do Sul, desde há muitos anos estas fases não tem a menor importância, qualquer nome serve,escolaridade também não é levada em conta.

Geralmente, as candidaturas partem de agremiações da vilas e bairros,parentes de outros que já estão em cargos públicos, ou então costuma-se pegar aqueles que nas reuniões cotidianas da siglas costumam se salientar por discursos mais eufóricos , nem sempre com fundamentos, citações de grandes líderes com os quais procuram buscar alguma afinidade. Nos últimos quarenta anos nossa cidade não deu provas de ser um celeiro de bons políticos. Quase sempre as querelas pessoais acabam por interferir nos mandatos. A velha politicagem da troca de favores, do clientelismo, da política da dependência de favores acaba por criar uma espécie de eleitorado escravo. 

Ou seja, eu voto no candidato tal porque ele é um cara bom, ele fala bem, ele já me ajudou muito, e assim vai. O resultado de tudo isso é que a cidade permanece sempre da mesma maneira, não há avanços, não existe uma remodelação os vícios se repetem, acabam se perpetuando e por mais que se tente buscar alternativas estas não acontecem, o sistema está podre, está corrompido. A máquina política da cidade está urgentemente necessitada de uma nova “formatação” existem muitos vírus, arquivos corrompidos, portas fechadas, gabinetes nebulosos, circuitos em curto.

Mas, se reconhecemos que as siglas, não fazem uma seleção adequada dos elementos que vão representá-las e ali estão apenas e tão somente por uma questão de favorecimento e não pelas qualidades demonstradas, compete a nos este papel de fazermos a escolha, bem como o descarte daquilo que a nosso juízo deva ser deletado.Enquanto permanecermos com este sentimento de frade franciscano e levarmos para a urna, não o nome do melhor, mas do amigo, do conhecido, do médico,do tio, da avó, seja lá quem for estaremos alimentando esta cadeia nefasta para o progresso do município. Nosso voto, é sem dúvida nenhuma a melhor ferramenta  da qual dispomos para mudar esta situação. 

Votar conscientemente, escolhendo os melhores para o todo e não para mim apenas. É ali naqueles minutos frente a urna que você deve reviver as tuas reclamações, as ruas esburacadas, o lixo acumulado,a luz queimada, a falta de segurança, de creches, de escolas, o empreguismo, o desvio de verbas, a saúde caótica, as promessas não cumpridas. 

Vale a pena esperar para apertar o número. Associe todas estas questões com a cara que ali está sorridente, pedindo carta branca para você. Não se esqueça daquele fundamento lá nas primeiras linhas do texto: Será que o teu candidato mostrou realmente todas as cartas que possui? Será que por detrás daquele rosto retocado não tem alguém escondendo o jogo? Pense nisto. 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Administrar



Esta palavra é um verbo transitivo direto. E tem muitas definições. Prefiro ficar com esta: Manter sob controle um grupo, uma situação, etc. a fim de obter o melhor resultado. Parece simples não? Mas não é. Ou pelo menos as pessoas que de uma forma ou de outra se comprometem a seguir a risca esta definição, quase sempre acabam metendo os pés pelas mãos e acaba dando tudo errado. Porque será? O pároco administra a sua paróquia, o empresário sua empresa, o comerciante se comercio e por ai vai. Pela lógica, o prefeito administra o seu município certo ? Errado. 

Na política o sentido de administrar é totalmente diferente, porque a ele são agregados valores externos a figura do administrador. Se, na paróquia o pároco tem liberdades totais para exercer suas funções assim como outros administradores no comercio e em outras atividades, o prefeito já não pode contar com esta liberdade. Ele depende de um contexto diferenciado, suas ações são , ou deveriam ser, fiscalizadas por outro grupo, são os vereadores. Quem são os vereadores? Cidadãos escolhidos pelo povo para representá-los, entre tantas outras tarefas estes senhores devem fazer leis, e instrumentos para que de uma forma organizada a sociedade conviva de forma civilizada. 

Produzindo, riquezas e distribuindo estas riquezas na forma de serviços e melhoramentos para a população. Bem, mas isto é teoria. A convivência harmoniosa destes dois poderes, legislativo (vereadores) e executivo ( Prefeito) é que vai propiciar a comunidade o atendimento de seus anseios, de suas necessidades. Acontece que nem tudo flui exatamente como deveria. Num processo democrático como o nosso nem sempre o prefeito consegue eleger uma base que seja totalmente sua, para que assim pudesse administrar com liberdade. Quando acontece de a base ser dividida, onde contrários somam a maioria dos votos é comum acontecerem então os acertos. 

Estes, se dão por conta de cargos que são distribuídos pelo prefeito, para desta forma poder contar com a tão malfadada governabilidade. A governabilidade nada mais é do que, um monstrengo inventado, que permite ao um governante aprovar medidas que não sejam lá as melhores para a população. Existem ocasiões em que o executivo remete um determinado projeto ao legislativo para apreciação, acontece que justamente neste momento o gabinete de um vereador esteja sendo pressionado  por alguma vaga, seja uma secretaria,diretoria, enfim. 

Acontece então, destes legisladores barganharem cargos em troca de apoio daí ocorrerem os inchaços nas administrações públicas. Abrem-se porteiras  e por elas entram centenas de ocupantes de cargos (CCs) que superlotam as administrações. Mas, existe um problema ainda maior que ocorre. Na maioria das vezes o ocupante de um determinado cargo é de sigla não muito amiga do prefeito, do secretário, do diretor, e ali está para simplesmente ficar de olho no que acontece.Documentos,fotos,gravações de conversas, tudo pode render num futuro alguma vantagem. Conforme confidenciado por um político, para mim: 

"Eu não perdi tempo, já infiltrei alguém ali (tal secretaria) com a finalidade de pescar tudo o que for de uso. Tira copia, fotografa,grava faça qualquer coisa, pois se vierem para cima vamos estar preparado". E, convenhamos, com as facilidades de hoje, nunca ficou tão fácil manter ou fazer um verdadeiro dossiê sobre alguém. Particularmente, sempre levei comigo um gravador, tenho horas infinitas de gravação desde os tempos de secretário das reuniões do meu partido. Tudo arquivado. No meu caso, não penso fazer uso a menos que seja provocado. Pretendo algum dia preparar um livro, onde repassarei aos interessados as coisas do submundo da arte de Administrar.Principalmente no sentido político da coisa.

terça-feira, 10 de julho de 2012






A vontade soberana
A cada eleição tornou-se rotina ouvir frases de efeito, como:A escolha é do povo, nos somos os patrões,a vontade do povo é soberana,a decisão é nossa. Enfim, existem mil formas de incentivar o povo a participar deste processo democrático, onde teoricamente, nos, o povo é que escolhemos os nossos destinos quando optamos por este ou aquele candidato. Na teoria tudo funciona muito bem, mas sabemos todos que na prática não é bem assim que funciona. Uma escolha, para nos eleitores, termina ali no momento em que depositamos nosso voto na urna eletrônica. 

Naquele momento poderemos até ter feito a escolha certa. O grande problema é que depois, passadas algumas semanas, os nossos escolhidos já começam a fazer suas escolhas. As siglas se reúnem,os homens confabulam,os interesses afloram, a humildade vai para o brejo e o eleitor então, ninguém mais lembra dele. O primeiro assunto de pauta será sem dúvidas nenhuma a escolha dos ocupantes nos cargos a serem leiloados. E aqui não está nem um pouco importando se o eleito foi ou não da mesma corrente vitoriosa nas majoritárias. Agora é a hora do grande acerto. 

Os eleitos querem saber da governabilidade, das chances que terão para fazer seus acordos, seus conchavos, seus acertos. E, a moeda de troca, é claro, são os cargos públicos. Mas, reflita um pouco: Foi para isto que você escolheu este cidadão? Alguma vez em seu projeto de governo apareceu a proposta de rifar cargos públicos para que pudesse administrar?Isto fazia parte de sua plataforma de governo? Não? Mesmo assim, agora ele já é o eleito, poderá fazer o que bem entender, empregar quem ele bem entenda e tudo isto sem que seja necessário lhe dar qualquer explicação. 

Perai, então onde é que fica o tal, de “nos somos os patrões” “ a vontade do povo é soberana” e tantas outras formas encontradas para enganar o povo? Eleição no Brasil, atualmente é sinônimo de falcatrua,de poder,de dinheiro, de chantagens. Aquele que ousa candidatar-se arca com as consequências de ter a sua vida particular revirada ao avesso. E o pior é que muitas das vezes justamente aqueles candidatos que de alguma forma a gente até poderia acreditar, depois de eleitos começam  a mostrar as unhas. De uma forma geral já virou rotina escolhermos o candidato por fatores que extrapolam até mesmo o conhecimento que ele possui, ou mesmo a capacidade para o desempenho de tão grande responsabilidade . 

O cara conseguiu uma consulta, furou a fila do medicamento, arrumou a cadeira de rodas para a vovo, conseguiu um terreno(área verde) para um parente que veio de fora. Nossas escolhas muito dificilmente se concentram em coisas reais, que se relacionam diretamente com as tarefas de legislar, de administrar. Não costumamos levar em conta o histórico dos candidatos, sua vida em família,suas relações no comércio,suas relações com vizinhos, como ele administra sua família. Isto tudo vai influir no momento de nossas escolhas, até porque se alguém já tem um histórico não muito confiável, intrometendo-se na política a tendência é só piorar.

Dai a importância de nossas escolhas. Nada disto parece ter muita importância para nos neste momento da escolha. Não costumamos levar em conta que de uma forma ou de outra estas pessoas escolhidas vão ser responsáveis pela nossas vidas,serão eles que irão gerenciar verbas para a saúde,educação,saneamento,segurança, mobilidade urbana, coisas que realmente nos atingem diretamente. Ora, se estamos empenhados realmente em mudar um situação, se não estamos contentes com os atuais administradores está mais do que claro,que nas escolhas anteriores não fizemos a melhor opção. Então, nada melhor do que agora repensar, nas nossas metas. 

Uma escolha adequada agora, pode quem sabe representar menos dores de cabeça no futuro.Pense nisto,vote com convicção, não se deixe levar pelo coração. Não existe candidato bonzinho, assim como não existem salvadores da pátria. Tudo o que se faz num município passa pela câmara de vereadores, o prefeito sozinho não faz nada, absolutamente nada. De nada adianta uma cabeça cheia de ideias se não tiver apoio, e este na maioria das vezes é comprado, é trocado por cargos públicos. Daí, acontecem os escândalos como os que já começam a pipocar através de panfletos. 

Pense, reflita, escolha. Eleja, mas não reeleja ninguém que já tenha passado pela prefeitura de Sapucaia por pelo menos trinta anos atrás. Afinal, a nossa vontade deve ser soberana. 

                    

segunda-feira, 9 de julho de 2012




Eleições 2012.
A campanha para os mais diversos cargos públicos nesta eleição, que se inicia, parece não ter ainda tocado os sentimentos dos eleitores. Talvez pelo acúmulo de dissabores, trairagens, mentiras, decepções acontecidas no decorrer do mandato que agora se finda os eleitores estão meio com as barbas de molho.Não é para menos, o projeto eleito em 2008, prometia uma nova cidade para os moradores, uma revolução na saúde, na educação, na segurança, uma reforma no quadro geral da prefeitura onde se prometiam menos cargos de confiança e muito mais agilidade da máquina pública. Mas, tudo ficou na promessa. 

O que se viu na realidade desde os primeiros dias do novo governo foi uma submissão ao mesmo grupo que há décadas manda e desmanda na cidade. E convém salientar, que todos foram culpados, e quando falo todos estou incluindo prefeito, vice, secretários, diretores inclusive de todos aqueles que elegeram estes que ai estão. Incluo-me neste grupo porque fui enganado, acreditei que o prefeito, por ter experiência como vereador, conhecendo os meandros de como funciona a administração publica tivesse a coragem de fazer frente a todas estas situações absurdas que aconteciam e que de fato daria uma nova vida para a cidade. A nova vida, como se viu ficou para a imensa lista de CCs, inclusive com troca de figuras para desqualificar o nepotismo. 

Aquele velho truque, de aceitar alguém aqui, enquanto em outro município eu coloco meus afilhados. No que diz respeito a mudanças o pobre povo desta cidade não tem nada a comemorar, os candidatos são os mesmos de sempre, trocando apenas a foto no santinho, e a criatividade de alguns que beira o ridículo. Resta saber se a população vai conseguir fazer uma triagem, uma garimpagem e encontrar alguma coisa que tenha valor para a cidade. Agora, mais do que nunca será necessário uma análise criteriosa de cada candidato. Não basta apena a indicação, ou algumas propostas , passa a ser importante a análise crua e completa da vida daquele que se apresenta para o cargo. 

Quem, realmente vai fazer o vestibular, para saber se este ou aquele é apto, seremos nos. Vamos investigar, vamos nos informar, ver a vida deste candidato em sociedade, como são suas relações em casa, o que faz na vida fora  da política, o que já fez, quais são as características pessoais que o indicam. Analise suas propostas, veja se elas apresentam fundamentos, tem candidatos que aproveitam estas oportunidades para prometerem coisas que fogem totalmente de suas alçadas. Atenção especial deve ser dada aos funcionários (CCs) que estiveram no mandato atual e agora se apresentam como oposição. Prometem uma revolução, novas alternativas, mas, se estiveram durante quatro anos mamando e não tiveram nenhum tipo de reação as coisas erradas que aconteciam, por que somente agora desejam um novo mandato para consertarem? 

Examine muito bem quando alguém se apresentar dizendo  - Eu fiz, isto, eu fiz aquilo – analise primeiro se o que ele apresenta como coisa sua não passa de projeto do governo federal ( como minha casa minha vida). Nestes casos não é nenhuma novidade, é obrigação. Os mesmos discursos que devem ser analisados e muito bem fiscalizados são aqueles que vão surgir dos mesmos que estiveram quatro anos na administração da cidade e não tiveram coragem de reagir e agora se apresentam como salvadores da pátria. Infelizmente, nossa Sapucaia parece viver sob a égide da mesmice. 

Entra eleição, sai eleição e os personagens serão sempre os mesmos, parece que nesta terra não tem gente capacitada para mudar os rumos, dar uma nova guinada, fazer voltar o sentimento de prazer em dizer que mora na cidade. Mas, nem tudo está perdido, analisando a relação de todos os candidatos a vereador tem alguns que realmente representam mudança, muito embora atrelados a siglas um tanto quanto desconfiáveis.

sexta-feira, 6 de julho de 2012




Início de campanha.
Em toda as mídias, a chamada principal diz respeito a corrida pela busca dos votos dos eleitores. Daqui para a frente seremos bombardeados diuturnamente por dezenas, centenas, milhares de mensagens vindas dos mais diversos meios de comunicação. Eu, particularmente abomino aquelas produzidas por carros de som. Acho até que a justiça eleitoral deveria proibir tais mensagens. 

Alem do fator poluição, tem aquele de divulgar mentiras deslavadas, verdadeiras gozações para com os nossos ouvidos. Mas, tem outro ponto que desejo comentar. Em minha opinião, acredito sinceramente que a verdadeira propaganda eleitoral o candidato faz realmente quando no desempenho de seu mandato. É ali, naquele momento que ele prova tudo aquilo que prometeu na campanha. Não interessam novas promessas, novos rumos, novos slogans, não adianta agora apresentarem-se com uma cara totalmente diferente daquela mostrada no decurso do mandato. 

Não existe nenhum tipo de programa de computador que mude o caráter da pessoa. O que deve pesar nesta hora, e deve ser nisto que o eleitor deve concentrar sua atenção, foi o desempenho do candidato seja no âmbito do seu mandato, no caso de reeleição, ou até mesmo de suas ações como cidadão. Pode ate parecer não ter nenhuma influencia, mas, tem e muita. O verdadeiro caráter é forjado no dia a dia, na luta pela sobrevivência, dos atos e fatos do cotidiano. 

Tem aquele que levanta às quatro horas da manhã para buscar o sustento da família, em compensação tem outros que buscam de outras formas e maneiras. Tem aquele que trabalham uma vida inteira e não conseguem sequer um cantinho seu para morar, outros em dois anos de mandato ficam milionários. A vida em casa, em sociedade, suas relações como chefe de família, ou mesmo como profissional liberal tudo isto devem fazer parte do conhecimento daquele eleitor que realmente deseja fazer uma escolha consciente. 

Costumamos não nos preocupar com estes detalhes, mas é ai que estamos dando o passo errado. O ato simples de apertar alguns algarismos, na urna eletrônica nos remete a uma responsabilidade muito grande. Aquele homem, ou mulher, no qual estamos apostando nossas fichas, vai nos representar, com todos os direitos, fazendo leis, executando trapaças, corrompendo ou sendo corrompido, tudo isto com o nosso aval. Por isto a importância destes momentos que a partir de hoje passamos a vivenciar. 

Aquele homem, para o qual estamos assegurando um lugar de destaque deverá lutar, brigar junto com você por melhores dias para a cidade, para a comunidade, projetos sociais que resolvam as dificuldades das pessoas. Ele vai ser responsável pelas verbas das escolas, dos postos de saúde, da segurança e de muitas coisas mais. Votar, é muito fácil, o difícil é saber votar, até porque, ninguém traz estampado na testa se é honesto ou não. Pense nisto cada vez que ouvir um alto falante, cada vez que te oferecerem um santinho com uma foto sorridente. 

Cuidado ali pode estar escondido talvez alguém que lhe pisou, e não lhe deu ouvidos. Agora é a hora da mudança. Quem não presta,deve cair fora.