terça-feira, 24 de julho de 2012



                                  Diógenes, também procurava um Homem
A mídia e a boa aceitação.
Antigamente, as campanhas eleitorais eram muito mais, vamos dizer, simpáticas, a propaganda era feita ao pé do ouvido, vizinho para vizinho, os parentes apresentavam sua preferências nas reuniões familiares. Não havia discussão, até porque se alguém levantasse a voz a conversas era encerrada e ponto final. Não havia tantos disque disques, tantas acusações. O candidato que tinha alguma coisa contra si era por ser realmente bandido, e contra ele ninguém se atrevia. 

Hoje, recebi um comentário pelo facebook, onde um amigo, que por sinal faz parte de uma chapa concorrente aqui no município, me contesta num ponto de vista. Reconhecidamente a chapa deste meu amigo é a mais fraca, e a que realmente tem as menores chances de eleger-se. Mas, diz, ele, estamos tendo muito boa aceitação nas vilas e bairros, quero ver ,no final, se tens razão no que diz. Então me concentrei nesta frase – “estamos tendo muito boa aceitação” , realmente o que poderia significar ter uma boa aceitação? Um sorriso do vizinho que nos recebe no portão? Um aperto de mão do conhecido? A buzina do carro que passa? O cidadão que ouve pacientemente as ladainhas dos candidatos, as promessas, a velha conversa fiada? 

Será que realmente isto significa aceitar alguma coisa? Aquela velha prática da qual falei lá no início, é coisa do passado. Antigamente a gente até podia tentar vender o candidato, mostrar o lado positivo de cada um, as qualidades que o meu tem e que o outro nem sequer conhece. Mas isto era antes, agora, estes conceitos não servem mais. As mercadorias que são oferecidas no portão de nossas casas geralmente já estão alteradas,maquiadas,devidamente empacotadas e embrulhadas para presente. Hoje já não se decide mais pela propaganda ao pé do ouvido, a mídia se encarrega de preparar o produto. Tudo o que temo de fazer é escolher qual destes nos vamos oferecer. 

E não adianta procurar por qualidade, todos tem as mesmas qualidades, propriedades finalidades de uso, tudo é meticulosamente estudado e preparado até a hora da apresentação a sua porta. Daí, você, como bom consumidor olha a embalagem, tudo bonito, muitas cores, e sequer presta atenção nas letrinhas bem miudinhas que lhe informam o que contém aquele pacote bonito que você está levando. E não adianta a vizinha lhe alertar para a baixa qualidade, os defeitos, as contra indicações, os males que aquilo ali pode lhe proporcionar. A embalagem é bonita e pronto. É assim que ocorre numa eleição, a mídia nos prepara os pratos a serem servidos. 

Dependendo da equipe de marketing, é possível transformar um crápula num herói, um demônio, num santo, e um verdadeiro tirano num paladino da justiça. A mídia se encarrega de fazer a varredura da vida e das ações, tanto do candidato que vai vender, quanto dos opositores. Ai vale tudo, desde pesquisas em jornais, revistas, vídeos, processos passados, pareceres de técnicos vale tudo mesmo. A única coisa que não levamos em conta é o verdadeiro conhecimento que temos, as experiências passadas com os candidatos que ora se nos são apresentados. Compramos e levamos a mesa o pão industrializado, sem darmos a mínima importância ao pão preparado no forno a lenha caseiro, feito por mãos conhecidas. Vamos consumir o produto que a mídia nos apresenta, o do rótulo bonito cheio de cores. 

Se, em sua fórmula estão alguns ingredientes indigestos que podem até me prejudicar não tem a mínima importância, eu quero aquele que me foi indicado como o melhor, muito embora no meu íntimo eu tenha convicção de aquilo não passe de uma grande porcaria. Se é verdade ou mentira todos estes meus argumentos é só prestar atenção num detalhe: Quem,de todos estes candidatos até agora se apresentou com sua verdadeira cara, assim, aquela foto três por quatro nua e crua com todas as imperfeições, mas que realmente é a minha cara. Ninguém, isto mesmo ninguém mostra verdadeira cara. Primeiro a minha cara vai ser apresentada a minha equipe de vendedores, a mídia. Vão retocar, dar brilho, implantar cabelos, ajeitar o bigode a barba, até um sorriso são capazes de implantar no rótulo. 

O negócio é vender, e imagem desfocada, humilde, verdadeira, não vende. Tem que haver maquiagem. Por tudo isto não confio neste negocio de “boa aceitação” 

sábado, 21 de julho de 2012

Probabilidades











Passados já quase um mês do início da campanha para as eleições no município, e, levando em conta o movimento fornecido pelos diversos contatos em todas as vilas e bairros da cidade, quero modestamente, fazer um estudo das probabilidades que poderão ocorrer. Mas, chamo a atenção de que isto são apenas hipóteses, não se trata de campanha para A ou B. Fica claro desde já que a disputa vai se concentrar entre dois candidatos, Ballin, e Marcelo. As três restantes chapas,(Paulo Borges,Ibanor,e Lourenço) vão apenas servir de cata votos cada uma tentando enfraquecer uma das duas chapas principais.

Agora vamos relembrar a eleição de 2008, em seus últimos dias. As pesquisas apontavam para a vitoria do Ballin, mas, com índices considerados muito perigosos, já que Scopel se insinuava com algum percentual. Estes percentuais,mesmo mantidos em sigilo,poderiam servir de fiel na balança para determinar a vitoria. A outra chapa encabeçada por Brochier, não chegava a intimidar ninguém. Então, no final da campanha aconteceu o que ninguém (os ingênuos) acreditava acontecer. Scopel, vendo que suas pesquisas apontavam para uma derrota procura, atira-se nos braços do Ballin. Se a vitoria de Ballin deve-se aos votos captados por Scopel, nunca ninguém vai poder provar, mas uma coisa é certa. 

 O PTB do Scopel saiu muito mais prestigiado do que se tivesse enfrentado as urnas. Agora, neste ano o que poderá acontecer. A chapa do PDT/PSB sabe que não tem forças para chegar a prefeitura, a mesma coisa com o DEM do Paulo Borges, e o Lourenço do PTB. Vamos ver quem poderia jogar a toalha. O Ibanor, eu não acredito que o faça, até porque foi ferrenho e combativo com o Marcelo Machado, e no final deste mandato rompeu com o Ballin, acredito que vá apostar na candidatura da Madalena, pois com pelo menos um vereador poderia, quem sabe ensaiar alguma coisa a nível de câmara de vereadores. 

Já no caso do DEM as chances seriam de atirar a toalha e dar de bandeja o apoio a Marcelo Machado, até porque Paulo Borges tem fortes raízes, com o ex- prefeito. Depois há que se considerar, que a Prefeitura voltaria novamente aos idos de 2004 com as mesmas figuras, com os mesmos personagens. Resta o PTB de Vilmar Lourenço. É uma incógnita o que pode acontecer, pois vai depender da ocasião. Se, vejam bem, se a candidatura do Dr. Vilmar, é uma coisa solida, sem interferência do Scopel, onde o candidato é que dita as regras, eu, por uma questão de ética não acredito que Lourenço entregue os votos nem para um nem para outro. 

Vai apostar no resultado como um todo. Já se a candidatura é mais uma das várias alternativas do Scopel de se manter na crista da onda, daí meu velho pode acontecer qualquer coisa, vai depender somente da barganha que for oferecida, os cargos que serão negociados. Os venenos, que poderiam interferir nestes casos de desistência seriam as afinidades, ou as não afinidades entre as diversas chapas. Os tempos, temos que admitir, são outros o PT inimigo mortal do PMDB, agora desfilam agarrados como irmãos siameses, quer dizer as tais guerras antigas eram na verdade só fumaça, para engabelar os trouxas. Já o PDT não tem nenhuma afinidade com nenhuma das chapas com mais poder de votos, até porque ficam numa sinuca de bico. 

O atual vice prefeito, que (teoricamente) rompeu com o prefeito por não concordar com o escanteio que levou, não poderia num último arroubo atirar-se para o colo de quem tanto critica, seria incoerência demais.Por tudo isto acredito que a tão sonhada mudança que o povo desta cidade anseia não será desta vez. Não só pelo fato de eleger este ou aquele, mas porque os candidatos são os mesmos de sempre. Como brizolista, insisto na minha teoria de que se nós tivéssemos nos mantido unidos, sem interferências estranhas, e com o devido reconhecimento aos que batalharam para a eleição do Ibanor como vice, agora o cenário seria outro. 

O PDT estaria dando as cartas, e sendo cortejado por todos os outros, e com certeza 2012 seria o ano da virada. É uma pena, não deu.  

sexta-feira, 20 de julho de 2012





Um esclarecimento.
Seguidamente recebo emails de pessoas , amigos que me questionam o seguinte: Se você tem tantos planos, se você deseja tanto a mudança, então porquê você nunca candidatou-se a algum cargo? Boa pergunta. E respondo. Primeiro, me considero um vencedor, eu nunca conheci derrota nas empreitadas que o destino me colocou. Quando tinha 03 meses de idade, um nenê sadio, forte, saudável fui acometido de pólio. 

O médico e as comadres me deram apenas alguns minutos de vida. Inclusive, como era o costume, colocaram uma vela na cabeceira do berço para que o nenê não morresse na escuridão. Já lá se vão sessenta e nove anos. Depois escrever. Outra batalha. Sou canhoto, e segundo alguns, minha letra é linda. Fiz um curso técnico, fuiz concurso para uma das estatais mais ricas deste estado a CEEE, concorrendo com muitos outros, tirei nota máxima em datilografia ( e isto que eu sou dedógrafo) Venci quatro vezes a eleição para a delegacia do SENERGISUL, fui diretor de segurança no trabalho. 

Trabalho desde os quatorze anos, e agora sou aposentado (muito bem, graças a DEUS). Sem dívidas, Casa própria, carro quitado, dois filhos formados. Como podem observar nunca soube o que é ser derrotado, isto que sou, na opinião de alguns, um deficiente físico. Eu jamais poderia ser vereador em Sapucaia por um simples motivo, não tenho preço. Não tenho rabo preso, e quando quero alguma coisa eu consigo. Porém, aqui em Sapucaia, eu conheço muito bem, os esquemas. Aqui, na cidade para se dar bem o cara tem que ter estômago de avestruz, tem que comer de tudo. E, o meu estômago é muito sensível. 

Aqui, para ser vereador tem que rezar pela orações dos outros, e eu tenho minhas próprias rezas. Tem que andar de cabeça baixa em sinal de respeito, e eu tenho o pescoço duro, não baixo a cabeça pra ninguém, nem mesmo para o papa. Aqui na cidade vereador obedece ordens superiores, eu só conheci um superior hierárquico até hoje, meu pai, e infelizmente já faleceu.Aqui, a corriola se vende por qualquer preço, e vende,troca,financia apoio em troca de cargos para parentes, amantes, e outros. Eu tenho família, respeito minha mulher e filhos, e se alguém, a qualquer tempo tentasse falar, ou mesmo insinuar qualquer coisa contra qualquer uma destas pessoas, levava um tiro no meio da cara. 

Tenho, curso de tiro, e atiro bem. Então, levando em consideração todos estes argumentos, eleger-me vereador seria para mim o fim de uma carreira de sucesso, de tranquilidade, de paz. O meu mandato eu exerço daqui, do meu escritório, pelo jornal, pelo blog, pelas redes sociais. São incontáveis contatos, amigos e colaboradores que me põem em dia a todo minuto. Vou continuar assim, é bem melhor. 

Caminhando de botas cano alto, para evitar cobras e com máscara no nariz para não sentir o cheiro de podre que alguns “amigos” estão exalando. Mas eu não desisto. A justiça é um prato de não se come,, nem quente nem frio, ela pertence a Deus, e ele não erra, nunca

quinta-feira, 19 de julho de 2012




Quem dá mais?
Eu não queria, mas tenho que comentar uma coisa que está  atravessada na minha garganta. Como esta vida de politicagens da voltas. A cada dia se comprova mais e mais a total falta de critérios quando o assunto é o apoio a este ou aquele candidato. Sempre falei, que o principal problema daqui da cidade é o clientelismo político, quer dizer, o cidadão não está nem ai para a qualidade do candidato, não quer nem saber se o fulano tem ou não alguma coisa a ver com a ideologia da sigla a qual está atrelado. O único interesse é o financeiro, ganhar alguma coisa, apoiar para receber. 

Não interessa o quanto isto possa custar na vida futura. Eu apoio porque quer o algo em troca. Tão logo haviam sido empossado, Ballin e Ibanor, o diretório do PDT, que mantinha sempre a média de vinte trinta pessoas, passou a ser pequeno, uma onda de “trabalhistas” começou e verter do chão. E o engraçado é que alguns trabalhistas eram os mesmos que dias antes agitavam bandeiras por partidos e candidatos totalmente diferentes. Mas, eles agora mudavam de casa, largavam os amores antigos, e se lançavam nos braços do PDT. A medida que alguns cargos eram distribuídos aumentava a frequência. 

E foi assim que muitos que não sabem sequer o nome completo do Brizola viraram trabalhistas ferrenhos. Mas, veio a crise, o desprestigio, o prefeito afundou o município num marasmo que até os antigos companheiros começaram a ver um buraco abrir-se sob seus pés. Hoje, vê-se claramente que as bandeiras do partido já não tremulam mais em muitas mãos conhecidas. Os cargos, poucos é verdade, que o PDT, conseguiu extrair, não parecem ter sensibilizado alguns filiados, que ao primeiro sintoma de cisão se bandearam de mala e cuia para os braços do PT, o mesmo PT que os humilhou, o mesmo PT que tratou a todos os aliados com escravos, relegando cargos de terceira e quarta categorias, com a querer mostrar superioridade. 

Isto não tem a mínima importância, novamente a bandeirinha da estrela vermelha toma o lugar da bandeira trabalhista. Quantos são aqueles que se mantiveram durante quatro anos no poder, sugando na vaca gorda da mãe prefeitura agora vão retribuir, com uma campanha aguerrida pelos candidatos da sua sigla mãe? Onde é que estão os trabalhistas de fé, os primeiros que foram chamados para cargos? Eles estão em sua maioria bandeados para outras siglas, e pior ainda, prestem atenção “trabalhistas”, fazendo campanha por outros candidatos, não do PDT. Por detrás de tudo, ou de todos estes, está o interesse particular, uns precisam terminar a faculdade, outros querem entrar na faculdade e outros ainda porque acreditam seriamente que o atual prefeito consiga reeleger-se e assim emendar mais quatro anos de mamata. 

Foi-se o tempo em que se fazia campanha, pela filosofia do partido, ser admitido no quadro de filiados, exigia um pré analise bem como um estudo das origens do candidato. Hoje tudo isto ficou no fundo de um baú, cheio de cupins. Hoje a mola mestra se chama interesses e é em nome deles que se negocia. Alcançamos já a estas alturas do campeonato, cerca de vinte e nove siglas,mas, não tem problemas, caso eu não queira, nenhum destes, seja por qual for o motivo, eu fundo uma sigla, crio uma moeda de troca, e a partir daquele momento já estou devidamente gabaritado a participar. Hoje é assim, as cores das bandeiras, não significam mais nada. 

A historia, os vultos, as lutas passadas , as conquistas, os debates, isto vira peça de museu. Servem apenas para que no futuro os pais mostrem a seus filhos como exemplos de atrazo. Hoje os tempos são outros. A política agora a gente trata como futebol, se o cara é bom a gente compra o passe dele, ele assina ficha e já sai candidato. Amanhã, quem sabe onde poderá aparecer esta figura, no mundo globalizado das modernas ideologias ninguém é de ninguém todos são maleáveis, desfilam como manequins de carne e osso numa grande vitrine, abaixo um letreiro convidativo: QUEM DÁ MAIS? 




O sonho do Bedeu.
Pois, ontem recebi a visita do meu amigo Bedeu, isto mesmo, o nome dele é Bedeu. Não me pergunte em que o pai e a mãe dele estavam pensando quando inventaram de dar este nome ao rebento. Agora cá entre nós ele tem mesmo cara de Bedeu. A visita, um tanto quanto inusitada, era para me contar uma novidade. Inusitada porque eu e este amigo costumávamos nos falar costumeiramente por telefone, raríssimas foram às vezes em que falamos, cara a cara. Mas, havia uma novidade então, tinha que ser olho no olho. 

Bedeu havia sido convidado a concorrer a vereador, e o pior tinha aceitado. Para que vocês que não conhecem o  meu amigo eu faço uma pequena apresentação. Ele é baixo, gordo, a cara é redonda. Quase que totalmente careca apesar de ter tão somente 35 anos, e usa óculos do tipo fundo de garrafa. Concentre-se, para que a imagem apareça na tela dos teus pensamentos, pois é isto ai que você imaginou agora é candidato a vereador pela sua cidade. Disse que precisava de uma ajuda, da minha pessoa, queria que eu criasse uma “música de campanha”. 

Ponderei em primeiro lugar que não sou músico, tenho realmente alguma facilidade para compor alguns versinhos, mas daí a embalar a candidatura do Bedeu, tinha muita diferença. Eu pago, disse ele, to montado na grana cara. O partido me emprestou uma grana, vão me doar até santinhos, vou forrar os bolsos. Ele derramou uma cascata de argumentos, até que enchi o saco e explodi: Pare, por favor, pare. Deixa-me fazer algumas perguntas pelo menos. O que você sabe sobre o cargo de vereador? O que você entende de política? Qual é a filosofia do partido que você apoia? 

Quais são os teus projetos, os teus planos, as tuas ideias, quem mais alem de você sabe que és candidato?Olhos arregalados, ele só me ouvia não falava nada. Quando finalmente caiu a ficha balançou a cabeça e disse. Eu não tenho, e não sei nada disto que tu falaste cara, ninguém perguntou nada, só apresentaram o meu nome e disseram que o salário era legal. Eu não tinha que me preocupar com nada, eles me dariam todos os apoios, inclusive projetos, tudo eles fariam eu só apresentaria. Hã, e tu acreditou?e aceitou? Cara tu estás sendo feito de bobo, os caras vão apenas te usar, você é praticamente analfabeto, não tem amigos, não tem eleitorado, eles viram em você apenas alguém que pode servir de ferramenta, como tantos outros que já existem. 

Você vai caminhar, vai visitar pessoas, vai impor nomes de gente que mal conhece, tu já pensaste na responsabilidade disto tudo? Pense bem, e se o teu candidato for um corrupto, um mercenário político, um crápula, você será um cúmplice por quatro anos, será cobrado pelos teus amigos, vizinhos, parentes. Será que vale a pena correr este risco? Meu amigo só coçava a cabeça, limpava os óculos e me encarava. Eu estava vibrando, estava conseguindo evitar mais um vexame.

Mas, não quis matar o sonho do Bedeu de vez, ele havia vindo buscar ajuda, um jingle, então vá lá ,perguntei se conhecia a musica do “atirei o pau no gato..” disse que sim, então rabisquei num papel, e entreguei a ele a nova letra: Atirei meu voto fora,e o prefeito se elegeu, mas o cara só trampeava, e o povo se Fu....(censurado).
E, como tem Bedeu's.

terça-feira, 17 de julho de 2012


Mercadores de ilusão 2
Desde que me conheço por gente escuto que Sapucaia do Sul tem que mudar, que os políticos (de uma maneira geral) são ladrões, mas até hoje não vi uma mudança que fosse para dar uma virada de mesa e fazer algo acontecer de forma radical. Não sei se por comodismo, por preguiça ou só por interesses mesmo, a verdade que a cada eleição é este banzé, esta zorra e na janela quem acaba aparecendo são sempre as mesmas caras. Já escrevi que acredito que neste município haja uma praga rogada por alguém com muita força. 

Os candidatos daqui da cidade não encantam mais ninguém, a gente não consegue ver nestas caras debochadas que os santinhos nos apresentam alguma coisa de novo. Sempre as mesmas promessas, mudanças, melhorias, novos planos, saúde, segurança, moradia, emprego. Não se vislumbram projetos alguma coisa que pudesse dar aquele ar de novidade. Não sei se é só comigo que acontece, ou se é só em Sapucaia este ar de marasmo. A própria campanha é um fiasco, apenas um dos candidatos parece estar concentrado em mostrar alguma coisa. Os encontros, os bandeiraços então nem se fala. 

O prefeito ao final de expediente pega os bando de CCs, da uma bandeira para cada um e manda ver. Mesmo assim é ridículo, ninguém demonstra confiança, otimismo, todos estão ali para receber os seus salário no fim do mês e tentar de alguma forma renovar o mandato, vergonhoso deste senhor. Sinceramente, se eu tivesse um milhão, jamais jogaria numa campanha, ainda mais sabendo que é uma aventura inglória, sem as mínimas chances. Compraria um sítio lá para bandas de São Chico e iria curtir o inverno ao lado de uma lareira, um chimarrão, e uma caipirinha. 

Estive fazendo as contas, baseado naqueles valores declarados ao TRE. É impressionante, aqui no município vai rolar nada mais nada menos do que quase DEZ MILHÕES de reais. Não existe candidato com vontade de gastar pouco. O maior valor declarado até agora é da chapa do vice, que apesar de fragilíssima está colocando a cifra de UM MILHÃO para conseguir um lugar ao sol. Tenho uma teoria sobre política que é muito diferente disto tudo que ai está. Primeiro, o candidato tem que inspirar confiança, ele tem que transmitir uma força de trabalho capaz de fazer o eleitor mudar até de voto. Quando se trata de candidato que já desempenhou um cargo, então fica muito mais difícil, pois a verdadeira campanha já deveria ter sido feita através das ações, dos projetos propostos e concretizados, através de sua firmeza em defender posições a até mesmo de impor-se nas horas de aperto. 

Ora, se não fez quando podia quer o quê agora? Nas notícias que chegam dos mais diversos bairros, através de emails, nota-se um descrédito dos eleitores, muitos inclusive evitam sair para a rua, para cumprimentar os candidatos, via de regra isto só está acontecendo quando o candidato é daquela rua. Mas a novidade é que em alguns bairros onde o Ballin, na eleição passada teve quase que a totalidade dos votos nas secções eleitorais, agora aparece uma aversão a figura do político. No mais não aparece qualquer mudança no perfil das conversas, entre amigos, nas rodas de bar, barbearias, e até mesmo nas associações de moradores. Ninguém abre o jogo mas, quando se insiste e fala em situação, os contrários são maioria. 

Talvez seja pelo fato de que ninguém queira abrir o voto até porque as eleições estão longe, e a possibilidade de viradas espetaculares existe, ainda acenda em alguns a esperança de um cargo com o futuro administrador. A corrida até aqui apresenta os mesmos lugares demonstrados quando da largada. E notem bem, não estou fazendo apostas, muito menos apresentando dados, estou apenas relatando o que me chega através dos meus contatos. É bom sempre lembrar, porque pode algum imbecil de plantão inventar de criar caso. Eleitor amigo, Sapucaia merece coisas melhores do que tudo isto que já apareceu. Não jogue o teu voto fora, eleja, mas, não reeleja ninguém que já tenha aparecido antes como salvador da pátria.

 Esta é a hora de cortarmos este ciclo dos mesmos de sempre. Examine muito bem o candidato, principalmente a vida em família, os hábitos, os costumes, as amizades, do jeito como ele vive, e preste muita atenção aos projetos apresentados. Cuidado, muito cuidado, já tem diabinho se apresentando com anjinho, é só prestar atenção.  

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A EMPRESA




Quero convidar você a fazer um pequeno exercício, com o qual pretendo clarear um pouco mais, a grande responsabilidade que está por trás do simples ato de depositar o voto na urna. Vamos imaginar que você é proprietário de uma grande empresa. Esta, foi criada por familiares, há décadas e agora compete a você fazer o gerenciamento.Ela produz artigos da máxima importância para a sobrevivência das pessoas. A própria convivência em sociedade fica seriamente abalada se a sua empresa, por qualquer motivo vier a perder o nível de competência de produtividade, em resumo, vier a abandonar de vez a qualidade na prestação de serviços. 

Como bom administrador, é claro, sua preocupação vai recair sobre o quadro de colaboradores com os quais vai dividir as responsabilidades que cada setor deverá acolher. Assim, é muito importante prestar atenção em todos os departamentos, pois dentro do ambiente projetado, é da competência de cada um extrair o máximo de rendimento para que lá no fim o somatório de todos apareça na forma de lucros. Vamos imaginar um organograma simples, gerência, contabilidade, tesouraria, recursos humanos, produção, vendas, expedição. Você está montando este esqueleto e tem na cabeça que cada nome, cada cargo tem sua importância. Ai eu faço uma pergunta: 

Quais seriam os critérios que seriam adotados para fins de seleção e recrutamento destes funcionários? A empresa é sua, existe todo um aglomerado de responsabilidades das quais somente você será o responsável. Qualquer erro vai se refletir lá, sobre a sua mesa. Desde as gerencias, passando pelas chefias, de departamentos, funcionários das linhas de produção e expedição todos deverão trabalhar de forma organizada, e em total sintonia. Claro, é um momento difícil,muitos serão os candidatos, uns com muita prática, bons currículos , outros sem nenhum conhecimento, currículo montado as pressas, má vontade. Está lançado o desafio: 

Que tipo de colaborador você faria questão de colocar na sua empresa? Claro que a resposta não poderia ser outra, escolheria os mais preparados profissionalmente, aqueles que conseguissem nas provas aplicadas, atingir os melhores resultados. Pois é, nas empresas é assim que se age, é assim que se faz uma seleção dos melhores, é assim que se monta um time, é assim que se busca o melhor. Por que então não fazermos o mesmo com relação a política. Nosso município é uma grande empresa,muitos são os desafios, não podemos delegar poderes, e postos de comando para pessoas sem preparo,sem conhecimento, sem perfil, sem currículo sério,honesto e de respeito. 

Se, na iniciativa privada, é tão difícil a seleção dos melhores, e onde o salário não é ,na maioria das vezes, o melhor o que dizer no emprego público onde não existe controle efetivo de nada, e como se sabe o salário de cada um depende, as vezes, até de um belo par de pernas a mostra. Temos que aprender a exigir qualidade. Você vai a supermercado, você compra alimentos vencidos? Não. Você quer o melhor, e assim é com roupas, eletrodomésticos, material de construção. Estamos sempre exigindo qualidade, em tudo menos na política. Ali vale qualquer droga, não nos interessa, saber se presta ou não, o currículo não existe, há, mas o cara é legal, ele já me ajudou. 

Gente, estamos fazendo uma seleção para a nossa empresa (cidade) tem muitas vidas em jogo, tem muitíssimos interesses por de traz daquele botão. Desde o gerente (prefeito) até os colaboradores (vereadores) e a nossa responsabilidade não pode ser atirada no lixo. De uma escolha com critérios vai depender o futuro de muita gente. As leis criadas por estes senhores serão aquelas que vão ordenar nossas vidas, o dinheiro de nossos impostos vai passar pelas mãos do prefeito para que ele produza benfeitorias para todas as pessoas. Não podemos delegar poderes de rei a que não tem competência para ser pastor de ovelhas. 

Pense bem, quem elege somos nós. Feche os ouvidos para bobagens, papagaiadas e promessas. Estude com carinho cada cara que se apresenta, cada proposta, veja se existem coerências entre aquilo que é ofertado com aquilo que realmente é carência no município.Cumpra o seu papel; Eleja, mas não reeleja, quem já passou pelo serviço público pelo menos nos últimos trinta anos. Vamos modificar o quadro de colaboradores da nossa empresa.