quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

País de Hipócritas




Há setenta anos que aprendi que a gente tem que desenvolver a crença de que tudo vai ser melhor no dia de amanhã, mas, para isto, mais do que a fé e a perseverança é preciso trabalho, e mais ainda, é preciso muita honestidade, muita coerência, muito respeito. Quando faço a indagação se o Brasil é um país sério, o faço não como pessimista, mas como alguém que diuturnamente está batendo em cima de fatos e acontecimentos que nos assolam, nos entristecem, mas, que são sufocados por frivolidades, por questiúnculas políticas sem nenhuma valia. Há mais de quatro meses uma senhora está desaparecida lá no Santuário de Aparecida, em São Paulo, os parentes, amigos e colaboradores já não sabem mais o que fazer para buscar esta senhora. 

Distribuí correspondência para mais de uma centena de autoridades, sim, isto mesmo autoridades incluindo a ministra dos direitos humanos, deputados federais, senadores, deputados estaduais, delegados, prefeitos, e até agora apenas uma resposta lacônica de uma deputada federal pelo Rio de Janeiro.Isto é não ter vergonha na cara,é não ter respeito para com a dignidade humana, é não ter capacidade de enfrentar problemas , é ser covarde. Quantas são neste momento as pessoas desaparecidas neste país? Não estou falando de namoradinhas que fogem com os namorados e logo, aparecem chorosas para os canais de TV. Estou falando de pessoa, crianças, mulheres, homens que somem como por encanto e nunca mais aparecem? Quem, neste país de alienados e debochados é capaz de responder a estas perguntas? Qual será a “autoridade” que tem peito para me responder? As nossas preocupações no dia a dia é o futuro da morena, o vencedor, ou o herói do Big Brother  o melhor estádio da copa, o lucro da CBD, os gols dos pernas de pau, a fortuna do Silvio Santos. 

Ninguém está nem ai para os aumentos descarados que acontecem na nossa cara, ninguém quer saber se os dois milhões a mais de pessoas incluídos no programa Bolsa família vão conseguir realmente deixar de serem miseráveis, com uma ajuda mensal de setenta ou mais reais por mês. Nosso país vive uma crise moral, aqui ser honesto é vergonhoso, é sinônimo de boboca, neste país medíocre quanto mais processos eu responder mais preparado estou, ou será que é mentira? Para me inscrever num concurso tenho que ter folha corrida, não pode ter uma vírgula sequer de dúvidas, mas, para assumir um cargo de relevância no senado, vale tudo a ficha pode até ter sido impressa numa folha de cor preta, totalmente negra, suja, imunda. Eu insisto, onde estão as autoridades no Caso de Dona Beatriz? Vamos lá, quem se habilita? Ninguém se habilita, uns por não gostarem, outros porque o problema não e com eles, outros ainda porque é mais fácil ignorar do que prestar alguma ajuda, mas a verdade é que o problema existe e não aparece autoridades com capacidade suficiente para arregaçar as mangas e dizer; agora é comigo. 

É de uma vergonha incrível a posição dos responsáveis pelo Santuário de Aparecida, eles não tem nada com o fato, muito embora os desaparecimentos continuem, as autoridades lá do município parecem ter medo dos padres, ninguém faz nada contra os padres. Eles por  sua vez estão mais preocupados com a escolha de próximo Papa. Os desaparecidos ficam para depois, se houver tempo, vamos procurar, se houver tempo vamos responder aos Emails, as pessoas sofrendo é tudo na conta de DEUS, ele quer que as pessoas sumam, sofram, padeçam. Que cada um escolha o seu jeito de procurar, nós, os padres e encarregados pelo santuário estamos buscando escolher o nosso Papa. Cada vez me convenço mais de que vivemos na era do cada um por si e Deus por todos. E neste caso vale o poder do dinheiro. Quem não tiver, tente sair da miserabilidade ganhando uma ajuda do governo, uma esmola. Na verdade não passamos de míseros esmoleiros desta casta de políticos calhordas e cafajestes. 

Opinião do MARESIAS
Enquanto aceitarmos, cabisbaixos todos estes desmandos, estas vergonhas, esta falta de caráter,estes embustes ,estas pirotecnias de nossas principais autoridades seremos eternamente reféns de coisas básicas, de direitos negados. Jamais sairemos da condição de pedintes.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Falando sobre falecidos

Pois, amigos e amigas,vejam como são as coisas. Na gestão passada  do nosso atual administrador, Sr. Babalin, o seu vice o Sr. Ibanor, presidente da sigla do PDT na cidade, achou por bem deletar alguns colaboradores antigos e optou por buscar em outras áreas os colaboradores de confiança que ele precisava. Assessorou-se de alguns aspones, e mesmo avisado de que estava massacrando a sigla, teimou em manter no ninho algumas águias. O resultado foi catastrófico. Mas, um destes em especial, vindo a mando de um deputado federal(Vieira da Cunha) tinha a missão de reerguer o PDT na cidade. Na minha opinião uma ofensa, pois como é que estranho, um caça vaga, pode melhorar algo que não conhece, ou melhor para o qual não tem competência. Conhecido por usar o seu tempo de expediente para "dar em cima" das Ferraris (funcionárias gostosas)da prefeitura. Não fui com a cara do tipo de largada. Já dei lambada pelo telefone quando pensou o coitado que poderia dar ordens a quem ele não conhecia.Declarada a guerra. Como senti que ele seria o responsável pela morte do partido na cidade eu o apelidei de "coveiro" e, contrariando todos os prognósticos dos senhores da executiva municipal, o tal assessor, enterrou de vez o PDT na cidade. Hoje ninguém mais fala, não se ouve notícias, todos estão recolhidos ao mais absoluto constrangimento depois do fiasco das últimas eleições,quando graças ao trabalho de alguns "colaboradores" a sigla comandada pelo Ibanor fez uma miséria de votos. Agora, lendo a Zero Hora deste sábado, vejo que lá em Brasília, o mesmo deputado Vieirinha, teima em manter sob os holofotes o ex ministro bobão o Carlos Lupi. E casualmente,os filhos do Brizola,antagônicos deste senhor Lupi, podem vir a serem processados pelo Vieirinha,por tê-lo chamado de COVEIRO do PDT.Incrível as coincidências, O coveiro de lá tentou implantar e implantou um coveiro aqui. Aqui ele teve sucesso, enterrou de vez a sigla.Mais uma vez EU TINHA RAZÃO, NÃO É MESMO Sr. IBANOR?

USAPEN
Engraçado, mesmo sendo segundo vice presidente eleito e legalmente empossado junto com a atual diretoria,não sou merecedor das respostas aos pedidos enviados ao Sr. presidente. Afinal o que está havendo? Esqueceu do colaborador? Reuniões, não se recebe convite. Na última reunião havida, um dia antes tive uma queda que me deixou três dias de cama sem poder caminhar nem em casa.Mesmo assim, avisei que não poderia comparecer, mas que gostaria de ficar inteirado dos assuntos tratados,que alguém viesse ate a minha casa e falasse comigo. Parece que o recado não foi transmitido, ou ignoraram o pedido. Será que tem política por trás deste ato? Será que já esta havendo ingerência de alguma entidade estranha? 

Praça central da cidade.
Antigo cartão postal da nossa cidade a Praça General Freitas agora é abrigo de bêbados,drogados,vagabundos,prostitutas,Travestis e afins. É um motel ao ar livre, estou editando um filme feito, porque na íntegra não poderia ser apresentado no blog. É uma vergonha o que está acontecendo. Mau cheiro insuportável, ali nas imediações da biblioteca, e por todo lado, é papel higiênico camisinhas e até seringas. Até quando ELLES vão mandar no pedaço?
                            

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013



Velho ou idoso?
Resolvi, por estes dias, fazer algo que não fazia há muitos anos, andar de ônibus. Depois de certo tempo de espera, eis que surge minha condução, e com ela a primeira dificuldade, embarcar. Não é tarefa fácil para quem tem apenas apoio de uma perna, e forças em um braço. Mas, a persistência é mais forte e de repente lá estou eu, devidamente acomodado num banco. Em poucos minutos o carro lotou. Começou então aquele tradicional empurra, encosta, esfrega, cutuca, cotoveladas  na cabeça e o pior, aquele cheiro que é uma mistura de tudo, que você não consegue definir, sé é chulé,asa,desodorante vencido,arrotos,cigarro até mesmo a falta de higiene naquelas partes destacadas no imaginário popular como íntimas. Para piorar a situação, uma senhora idosa tenta ocupar o assento ao meu lado, está bem acima do peso, com uma bolsa cheia de tralhas, suja, fedendo. Larga-se por sobre mim e senta com apenas uma parte das nádegas sobre meu joelho, a outra sobre a bengala, começa então a maldizer a sorte, praguejar. Daí me deparei filosofando sobre a arte de envelhecer; entre ser velho e ser idoso. Mas, será que tem alguma diferença? Em minha opinião, tem, e muitas. Você é velho quando acha que já fez tudo que deveria ter feito, quando se deixa levar pela filosofia de que nada mais há de interessante na vida, quando você olha para o espelho e começa a amaldiçoar suas rugas, suas pálpebras caídas, a fragilidade de seus ossos, as dores que não te dão sossego. O velho é aquilo que não tem mais conserto, não serve para mais nada. Mas então o que é ser idoso? Idoso é viver em paz com tudo aquilo que o rodeia, e entender que todas as experiências vividas podem e deve ser repassadas para os mais jovens. O idoso é aquele que entende que por detrás de uma ruga está uma experiência vivida, que o brilho que falta aos olhos, foi ofuscado por milhões de imagens de todos os tipos, que o andar trôpego nada mais é do que resultado de incessantes buscas pelos objetivos desejados. O idoso pode ter cem anos e sempre será um jovem, o velho pode ter vinte anos e sempre passará a impressão de ter cem. Quer um exemplo prático? Você compara as diferença entre duas cadeiras. Uma com pouquíssimo uso, mas com assento, pernas e costado destruído. A outra uma cadeira do século 18, que foi usada nos grandes castelos, uma obra de arte, seguidamente passa por restaurações, manutenção, conserva-se impecável. Viram? O primeiro objeto é um objeto velho, sem uso. O segundo é um objeto idoso (tem muitos anos), mas se conserva em plena forma, pronto para o uso. Ficou fácil não é mesmo. E daí? Que tipo de cadeira você é?


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Detalhes.



Não sei se só eu, ou mais alguém parou para pensar no número de mortes violentas nos últimos vinte dias. Somadas as mortes havidas lá em Santa Maria com o total dos óbitos considerados violentos (assassinatos, atropelamentos, acidentes de trânsito) o número é de causar arrepios. Quando as mortes acontecem em grande número de uma só vez o impacto que nos causam é imediato, cria-se um torpor geral, um sentimento de apreensão, como nos casos de acidente aéreos, quando geralmente dificilmente existem sobreviventes. Mas, quando as mortes acontecem de maneira menos numerosa e mais espaçada entre si, parece que elas não nos abalam tanto. A morte parece não nos causar medo, somos capazes de desafiar os perigos mais extravagantes para mostrar nossas habilidades, prova disto são os mais diversos esportes radicais, quando o ser humano ignora por completo o fator morte e passa simplesmente a pensar nos troféus. Estatísticas demonstram que os acidentes acontecem em sua maioria na hora da saída, geralmente em feriados e fins de semana prolongados. Muito embora todas as providencias como rigidez nas fiscalizações, campanhas educativas,filmes,apelos,exemplos, a aplicação de severas sanções,nada disto parece sensibilizar uma parcela de aventureiros que se jogam na estrada como se aquele fosse o mais importante fim de semana de suas vidas. Aqueles que muito embora, viajando com a família, crianças, esposas, parentes e amigos se acham no direito de “tentar” chegar mais rápido, aqueles eternos amantes do perigo que acreditam que uma “apertadinha” no acelerador vai fazê-lo vencer os dez ou quinze metros da carreta que ele tenta ultrapassar.Não me canso de repetir que o simples fato de possuir um documento oficial (carteira de habilitação) não faz daquele condutor o melhor nem o mais experiente motorista. Estar habilitado significa muito mais do que saber dirigir. Estar habilitado, significa ter habilidade, experiência, conhecer os comandos que se tem as mãos. Uma pessoa pode até não ter carteira, mas ser um ótimo motorista, como também pode estar, as vista da lei, documentado ter carteira, e não saber nada de direção ou por outro lado não estar habilitado. Quem de nós,  ao entrar num veículo se atem aos pequenos detalhes, como por exemplo, que daquele momento em diante estaremos todos os ocupantes dependendo de pequenos circuitos,êmbolos,pastilhas,juntas,e que todo este complexo sistema de equipamentos esteja nas mãos de pessoas realmente habilitada?Como falei, detalhes, mas,que podem num segundo fazer a diferença entre continua vivo, ou aumentar as estatísticas.                                                    

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013


Quem são os culpados?
Não existe neste momento ninguém que não tenha em sua cabeça esta pergunta. Ela explodiu como que uma bomba depois do infausto acontecimento lá de Santa Maria, com o incêndio da Boate Kiss. Agora, somam-se novos acontecimentos, e mais do que nunca vem a nossa mente a tormentosa dúvida: quem será o culpado pela renúncia do Papa? Quem será o culpado pelas mortes no trânsito neste feriado de carnaval? Quem serão os culpados pelos afogamentos? Quem será o culpado pelo desaparecimento de D. Beatriz?Quem serão os culpados pela total falta de ações das autoridades no esclarecimento desta sumiço?  Na verdade estaremos sempre em busca dos culpados por alguma coisa que nos fere, que nos magoa. É próprio do ser humano a busca por respostas, principalmente quando destas dependem tantas coisas que afetam nossas vidas para sempre. A cada eleição escolhemos democraticamente ( será ?) aquelas pessoas que deverão nos representar na administração do nosso país, cumprimos religiosamente nosso dever, mesmo assim a cada dia os mesmos problemas, as mesmas situações. Onde será que estamos errando, será que o homem mesmo caminhando a passos largos nas descobertas de novas formas de facilitar a vida esta se deixando levar pelas frivolidades, e está esquecendo do principal que é organizar a própria vida? Todos temos conhecimento de que dirigir não é tarefa fácil, mesmo assim saímos bêbados,drogados, loucos e matamos mais do que uma guerra civil, de quem será a culpa. Será mesmo verdade que os únicos culpados pelas mortes havidas em Santa Maria são apenas os donos da boate e os músicos? Mas existem leis que não foram devidamente aplicadas, normas foram infringidas, determinações foram atropeladas e não foi somente naquele momento, naquele evento. Então deve sim haver muita gente que deverá ser ouvida, o próprio governo tem sim que dar explicações do porque destas  guarnições de bombeiros tão sucateadas, o porque de tantas cidades do interior estarem sem bombeiros e dependerem das cidades vizinhas passa pelas mãos dos deputados, do governador, do judiciário o pequeno contingente de bombeiros aptos a darem suporte nas horas negras.Quem serão os culpados pela dor pelas lágrimas derramadas dos familiares enlutados? Como fica fácil apontar culpados para simplesmente dar uma satisfação a população. Mas eu quero ver quem, nestas horas de angústia tem a coragem de bater no peito e confessar , sim, nos erramos, nós não fiscalizamos,nos temos coisas mais importantes do que pensar em segurança pública. Infelizmente, por muito tempo ainda vamos conviver com esta triste interrogação; quem são os culpados?

Opinião do MARESIAS.
A exploração exagerada das mídias,a troca de farpas entre as autoridade envolvidas chegam a causar repulsa quando todos sabemos que por traz de tudo isto está a omissão das autoridades competentes (leia-se governos) quando na fiscalização das leis existentes. 

Eu vi Nossa Senhora.



Minha infância foi vivida em sua totalidade, ali na Rua Praia de Belas em São Leopoldo, nas casas que ficavam situadas no local conhecido  como  “ Coxilha”,era uma área situada atrás da Fábrica de papel e papelão Justo e Cia. As casas eram pequenas e a que alugávamos ficava de frente para a rua Praia de Belas, na margem esquerda do Rio dos Sinos. A parte dos fundos destas casas eram praticamente tomada pelos banhados que se formavam quando no período das chuvas.Depois, com o tempo, iam secando, restando apenas sua vegetação característica, os maricás, e alguns pontos com aguapés e marrequinhas. Quando menino,tinha seis para sete anos, sempre tive muita dificuldade para caminhar, mesmo assim nunca deixava de participar das brincadeiras com os amigos da vila. Minha mãe, era lavadeira, lavava para casas particulares e também pegava roupas de cama do seminário dos padres, ali naqueles prédios próximos a igreja matriz. A roupa era buscada nas casas e no seminário, depois de lavadas e passadas eram novamente entregues. Nestas ocasiões, minha mãe costumava deixar-me em casa, até porque, era muito difícil acompanhar ela e meu irmão com as trouxas de roupa na cabeça ir das proximidades da Fabrica de papel até o centro de São Leopoldo. Numa destas ocasiões, estava só em casa. Como havia chovido muito, o banhado aos fundos da casa estava cheio, o que não permitia brincar no pátio. Estava à janela, nos fundos da casa, quando vi, sobre uma árvore uma espécie de nuvem branca se formando, parecia um monte de algodão que alguém havia colocado. Em segundos, uma figura de mulher, toda de branco, com uma espécie de cordão cheio de bolinhas nas mãos. Em sua cabeça tinha uma coroa, e sorria de maneira muito terna e calma. Deveria ser mais ou menos dezoito horas, já estava escurecendo, mas a sua volta parecia ter uma luz muito brilhante. Eu queria gritar, mas a voz não saia, era um misto de medo, e perplexidade. Eu tremia, então fechei os olhos, quanto voltei a olhar novamente aquela imagem estava sumindo bem devagarzinho. Naquela época, era comum o Padre Santini( Pe. Candido Avelino Santini) descer a rua com sua bicicleta, para confessar os funcionários da fábrica de papel para a páscoa dos operários, na ocasião ele distribuía santinhos para as crianças que rezassem as orações que ele pedia. Foi numa destas ocasiões que ganhei um santinho e ao observá-la vi a mesma senhora que estivera sobre a árvore. Apontei para a figura e gritei:- Padre, padre eu vi esta senhora, ela estava sobre aquela árvore ali, apontando para o maricá. O padre, olhou-me com doçura, passou a mão na minha cabeça e disse sorrindo: Deus te abençoe meu filho. Por mais de três vezes vi a mesma imagem, agora já não tinha mais medo, gostava de ficar ali admirando aquela figura  tão bonita ,aquela luz tão branca. Quem não gostou nada de saber da historia foi meu pai e minha mãe. Pensavam ser um aviso, pois eu sempre fora muito doente, e as sequelas da poliomielite me faziam muito fraco e magrinho. Temiam que minha vida não seria muito longa. Hoje, passados sessenta e nove anos e nove meses desde que fui acometido pela “paralisia infantil” (este era o nome na época) ainda guardo na memória aquela aparição dos tempos de criança. Se, era um aviso, se era um prenúncio foi realmente só de coisas boas.E tenho até hoje guardado o santinho recebido do padre Santini.  

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Eu só quero entender



Isto mesmo, eu só quero entender. Estamos em plena época de caça as bruxas. Boates, malocas, clubes, enfim onde houver espaço para algum ajuntamento lá estão os fiscais, a polícia, os bombeiros o ministério público, o CREA, a OAB e, se duvidarem até representantes do clero. Motivo; PPCI ( o famoso Plano de prevenção contra incêndios) Nada tenho contra, só que, eu acho isto tudo, agora, pura hipocrisia, porque até a ocorrência fatídica lá na boate em Santa Maria estava tudo na mais perfeita ordem, as autoridades responsáveis pelas fiscalizações estavam todas dormindo em berço esplêndido, e ai se englobam, governo, ministério público, CREA,OAB e polícias.As custas de mais de duzentas vítimas agora saem todos de suas tocas para darem pitacos. Vidas não podem ser devolvidas, o sofrimento perdurará por muito tempo, então falácias, não resolvem nada neste momento. Pois bem, agora vou tocar no ponto que está me deixando de cabelos em pé, é um caso grave, pessoas estão correndo risco de atropelamento, de morte, tudo sob as vistas e com a conivência dos famosos órgãos de fiscalização do município. 

Depois que acontecem tragédias, aparecem críticos de todos os lados e para todos os gostos, mas tocar em alguns assuntos como este, é para bobocas como eu que me preocupo com o que acontece na cidade. Estou falando daquela situação que acontece todas as noites num posto de combustível, ali na rua Manoel Serafim. Vejam bem, não estou pedindo interdição, não estou pedindo proibição de nada do que acontece ali, só gostaria de saber quem foi a autoridade que permitiu aquela imbecilidade. Aquilo ali é legal? Aquilo ali tem alvará de funcionamento? (não estou me referindo ao Posto) Desde quando tomar conta do passeio público, empurrando as pessoas a disputarem espaço com os carros é legal? E daí, onde está a Brigada Militar? Onde estão os vereadores? Onde estão os fiscais? Eu respondo: estão participando com a maior cara de pau. Eu já vi brigadiano, já vi policiais civis, funcionário públicos municipais, e pasmem, até vereadores. 

Foi intencional o uso da palavra hipocrisia, porque na verdade ela soa nestes casos mais ou menos assim: faz de conta que estamos preocupados. E, não me venham dizer que é algo que foi criado a revelia, pois até faixas demarcando o local existe. Os carros tomam conta de todo o passeio público obrigando as pessoas disputar o espaço com os carros na avenida. Isto é legal senhores fiscais, isto é legal? Senhores vereadores?Isto é legal autoridades policiais? Será que aqui também vai imperar a ganância, sobre o direito a segurança? Depois não adiantam perícias, inquéritos, testemunhos, responsabilidades, enfim hipocrisias. 

Opinião do Maresias.
Pensei muito antes de resolver escrever sobre isto.Mas, vi, a poucos idias um casal que conseguiu escapar do atropelamento. Aquilo ali estava um verdadeiro inferno.Então não posso mais ficar alienado. Se os propietarios querem dar espaço "aos jovens" que cedam do espaço legal do posto, mas não tomando conta do passeio público.Agora,se aquilo é lega,se a prefeitura permite este tipo de aberração, se existe algum favor escondido, bem dai o caminho deverá ser outro.

sábado, 2 de fevereiro de 2013


                              Informações: 51 82291063
Ainda D. Beatriz.
Eu gostaria muito de saber se o acontecido com a D. Beatriz tivesse acontecido com algum parente de deputado, vereador, policial, gente graúda, se o desinteresse seria o mesmo dedicado a este caso. É de lamentar o descaso, o pouco interesse de algumas notórias autoridades estaduais para com o caso. Fica muito cômodo colocar o gabinete a disposição, fica muito fácil dizer - Olha faça do meu gabinete sua casa, conte com o trabalho de toda a minha equipe. Mas, pergunto: Que trabalho? Que equipe?Que ajuda? Sabemos muito bem que os trabalhos se desenrolam graças aos abnegados familiares, e amigos. E o que me irrita, o que me deixa indignado, é a pasmaceira desde os padres lá do Santuário, passando pelo prefeito, delegado, governador, os cambáus. E, aí vem a pergunta: será que se o desaparecido fosse parente de uma graúdo, tudo estaria caminhando em compasso de arrasto? Será que já não haviam mobilizado a Polícia Federal? Mas não. D. Beatriz é pessoa humilde, não tem figurões, não frequenta as altas rodas sociais, e por isto quem sabe não desperte o interesse destas nossas autoridades. Afinal o que é que está faltando acontecer para que nossos responsáveis pela segurança pública comecem a trabalhar de verdade? O que é que está faltando acontecer para que crie neste país uma consciência de moralidade de respeito aos direitos de todos e não apenas de uma pequena parcela de privilegiados? No Brasil, não é apenas a D. Beatriz, que está desaparecida, são centenas de pessoas, e parece que isto não toca na alma de ninguém alem dos parentes e amigos. Porque será que nosso povo, ordeiro, pacato, humilde, incapaz de gritar pelos seus direitos, este povo que prefere mendigar ao invés de sair para as ruas e exigir o cumprimento das leis pelas próprias autoridades que as fazem, e não reconhece não reage? Porque será que mesmo sendo açoitado por intempéries, enchentes, vendavais, incêndios criminosos este povo ainda teima em dar crédito para alguns fantasmas travestidos de autoridades aos quais compete a elucidação das mazelas e que simplesmente preferem os holofotes, os microfones, a telinha? Custo a acreditar que este descaso em relação a esta dona de casa lá de Portão, aconteça por ser ela uma simples dona de casa. Não aceito,que algumas pessoas tenham simplesmente lavado as mãos e fiquem apenas esperando pelos resultados para só depois saírem as ruas e comemorar o retorno.De todas as correspondências enviadas apenas algumas assessorias responderam a mesma coisa duas ou três linha frias,mecânicas,sem interesse,sem vida.Com certeza mais preocupados com o retorno do Renan Calheiros.

Opinião do MARESIAS.
Se, realmente este país fosse serio, Renan Calheiros e muitos outros estariam na cadeia, e não ditando ordens. Aqui, mandam os que podem, e obedecem os que precisam, infelizmente. 




Uma loucura.
Manhã mormacenta de sábado, o termômetro marca vinte e sete graus, estou tranquilamente, dando um retoque nos pingos de ouro do jardim, quando uma Kombi branca para bem em frente ao meu portão. Dela saem algumas pessoas todas com aqueles uniformes de entregados de propaganda. Aqueles pobres coitados que perambulam pela rua debaixo de um sol escaldante para anunciar as novidades. O motorista, ao que parece o “chefe” logo começa a abrir imensos pacotes, e distribuir maços para os colaboradores. Mas, espere ai, ali dentro do carro ficou uma moça, ela não está “fardada” e muitíssimo bem acomodada no banco da frente. Enquanto os entregadores recebem suas tarefas a moça sai da camionete e se dirige até mim. Sorridente, blusinha decotada, silicone pulando para aparecerem, shortinho de brim muito curto mostrando as polpas das nádegas, sapatos de salto, caminhar malemolente, dengoso, provocativo: - Tio, o senhor consegue um copo de água pra mim? – Sim, sim só um instante, respondi. Apanhei uma garrafinha de água, que sempre estão a disposição devidamente geladinha, e entreguei a moça. Gente, que encanto, aquela boquinha pintada parecia sorver beijos e mais beijos, a cada gole ela passava a língua entre os lábios e dava um sorrio misto de sem-vergonhice com sacanagens. Estava enlevado observando a performance da minha ilustre visitante quando o motorista, o tal que achava que era o chefe também qui aproveitar a água: Vô, consegue uma garrafita, pra mim? Fingi não ouvir, então ele repetiu a pergunta: Vovô, consegue uma garrafita? Então fiz a cara mais medonha da qual disponho, olhei bem dentro do olho do tal “neto”: -Olha, moço você acaba de se enrascar comigo, sabe? - ????????. Sim, você me chamou de avô, e isto é muito grave. Primeiro, tenho um casal de filho, o rapaz é solteiro assim como a moca, se você me diz que é meu neto, tem coisas errada, e quero que conte, senão chamo a polícia. O cara me olhava não sabia se ria ou ficava sério: - é brincadeira, só pode ser. – Não, não é brincadeira, quero o seu nome, já anotei a placa do veículo vou chamar a brigada e vamos todos para a delegacia explicar esta situação. Primeiro chega esta moça me chamando de tio, depois aparece você se anunciando com meu neto, afinal o que há? Qual o parentesco entre vocês dois? – Não, não foi apenas uma maneira carinhosa de tratamento, o Sr. Entende? – Não entendo nada. Nunca lhe havia visto, e já fui pegando o celular. O cara foi saindo de fininho, embarcou na Kombi com a moça e foi para outra rua. Eu voltei ao trabalho. Meu ego estava vingado. Eu tio? Avô? Ora bolas, logo eu.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Jornalista.



Cinco anos ou mais, muitas pesquisas, muitas noite perdidas de sono, muitas festa evitadas, muito convívio com a família para se dedicar aos estudos. Depois, a festa, o coroamento, a formatura, o prêmio por todas as vicissitudes passadas. Agora o enfrentamento, a busca pela realização do sonho tão almejado, um trabalho. Pronto, ai está o resumo, bem resumido, do que é ser estudante de jornalismo. Com um, porém, podemos estar assistindo a formatura, de um jornalista ou de um jornaleiro, mas qual a diferença? Vamos ver? O jornalista estuda, se aprimora,exerce com todas as forças de sua alma a grande virtude da ética. Não existem regulamentos, não existem leis, não existem ordens superiores que modifiquem sua postura, seu caráter, ele é ético. E a ética é que vai balizar toda a sua trajetória. Não importa a hora, não importa a dor alheia, ele tem que passar sobre tudo isto, existe um público sedento de novidades, e as novidades devem passara por suas mãos. Dos dedos ágeis, dos toques mágicos, começam a surgir às primeiras pinceladas daquele quadro que chegará às mãos do público, por isto devem ser pintados com garra, com seriedade, com ética. O jornalista é aquele artífice que tem o poder de interpretar uma cena e através de palavras e apresentá-la de maneira que você veja realmente como se tivesse presenciado o fato. Sem retoques, sem cores a mais, sem pitadas de sensacionalismo, sem pudores exagerados. O acontecimento é aquele e nada mais. O verdadeiro jornalista é aquele profissional, que muitas das vezes com a cabeça estourando, os nervos a flor  da pele, com mil preocupações pessoais ainda tem que entender a concorrência desleal de alguns colegas menos dotados do conhecimento, e desprovidos do senso de unidade construtiva onde todos trabalham pelo bem comum, e os lucros convergem, não apenas para o bolso dos acionistas mas, distribuídos quantitativa e igualmente entre os colaboradores.O jornalista é aquele profissional que se obriga a trabalhar sem observar seus próprios direitos, que põe a notícia em primeiro plano, que reconhece o valor do trabalho em grupo, que torce,que briga,que busca e que transmite o fruto de sua labuta com todos sem discriminação entre quem é chefe e quem é chefiado. Para o verdadeiro jornalista a bandeira que orienta seus passos, que baliza o seu futuro, que norteia o seu caminhar tem apenas três palavras essenciais; ética, verdade, coerência. Quem não se enquadra dentro destes parâmetros, independentemente da função que executa, não é jornalista, é jornaleiro. 

Dedicado a todos aqueles profissionais na área da informação, que diuturnamente, mesmo encarando serias adversidades e também  a ignorância de alguns chefetes, levam avante sua missão de bem informar, a população