terça-feira, 2 de abril de 2013

Calcinha vermelha




Confesso que não sou nem um pouco adepto a frequentar bancos. Antigamente até visitava para recebimento de minha aposentadoria. Mas, depois achei melhor passar o cartão para minha esposa, assim ela faz os serviços bancários e para mim sobra mais tempo livre para escrever. Recentemente, tive que visitar a agência do banco onde tenho uma conta para solicitar alguns esclarecimentos. Na entrada aquela velha historia que já fez com eu brigasse com outro banco, a maldita porta giratória. É um verdadeiro suplicio, para quem tem apenas um braço disponível, e ainda deve usá-lo como apoio com a bengala. Isto sem contar com os empurrões de quem vem logo atrás. Mas, desta vez resolvi enfrentar as dificuldades e pacientemente fiquei sentado a frente de uma das mesas onde um moça bonita, muito bem maquiada, uma mini saia curtíssima de onde saltavam duas pernas lustrosas,lindas, ia chamando pelo número da senha. Não sei se sou apenas eu, mas costumo prestar atenção nos detalhes que me rodeiam, e a mim não fugiu um detalhe. A mesa onde a funcionária estava sentada, era aberta na frente, apenas velada por uma destas propagandas de papel do próprio banco. O problema é que o papel havia soltado, e, como a cadeira do cliente atendido estava afastada, o visual era encantador. A moça estava pagando mico de calcinha. E não eram poucos os espectadores, alem de mim, é claro. Fiquei penalizado com a situação. Eu queria avisá-la , mas, não sabia como fazê-lo. Fiz sinal com a mão pedindo um momento, eu desejava chegar até ela e falar o que estava acontecendo, ela não entendeu e falou; só um instante senhor já lhe atendo, por favor. Que ela iria atender eu sabia, acontece que nestas alturas do campeonato já havia uma pequena plateia, o banco apertava,ficava pequeno a cada instante, e ela toda charmosa, abria, fechava, cruzava,tornava a abrir enquanto plateia delirava Insisti com minha permissão para chegar até ela, e novamente a resposta foi a mesma; aguarde, já lhe atendo. Dava até para desconfiar que a mocinha sabia da situação e não estava gostando nada da minha intervenção. Ai foi demais, levantei e educadamente fui até a mesa e falei: senhorita, só queria avisá-la de que a cortina que havia em frente a sua escrivaninha já caiu faz tempo, e que todos aqueles sentados a sua frente sabem que sua calcinha é vermelha, e estão adorando o espetáculo., desculpe.A moça abaixou-se, e quando retornou o olhar, meio sem graça pediu desculpas e disse; o senhor bem que poderia ter-me avisado tão logo o papel caiu. Tens razão, fosse somente eu a apreciar o espetáculo teria feito, mas, acontece que os espectadores eram muitos, com certeza iria apanhar.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Eu não esqueci.



Quem acompanha este Blog, deve ter estranhado que já fazem alguns dias não toquei mais no assunto do desaparecimento de D. Beatriz.E, por uma questão de respeito aos meus ilustres amigos, que me honram com sua presença, tenho o dever de explicar o que está acontecendo. Na verdade desde que assumi entrar neste contexto, escrevi muito sobre o assunto. Inclusive foi minha a ideia de, com o aval da família de D. Beatriz, redigir correspondência para todas as autoridades deste nosso Brasil. Como todos sabem,a Srª. ministra Maria do Rosário, apos ter sido contatada pela terceira vez, resolveu dar o ar de sua graça e colocou a coordenadoria para pessoas desaparecidas (do Dep. Oliboni) a disposição da família. Até então, continuei com a pressão, sobre as autoridades,exigindo,cobrando atitudes. Cobrando atitudes inclusive dos responsáveis pelo tais direitos humanos de Sapucaia do Sul, os quais foram colocados no caso não se sabe por quais razões (eu sei quais foram estas razões) e que até então não haviam sequer tomado conhecimento do caso. Quero ressaltar, que durante o período em que solicitei ajuda pelo Blog, muitas visitas de cidades do interior de São Paulo, foram sendo registradas, como aliás continuam acontecendo.Mas, após a visita do Deputado Oliboni, aos familiares, e com a promessa de que estariam fazendo um verdadeiro mutirão (político) pela busca a Srª. Beatriz, a família, na pessoa do Sr. Delmar solicitou que eu não fizesse mais tanta pressão, uma vez que agora o gabinete do deputado assumiria as tratativas.Assim,resolvi dar um crédito de confiança, a coordenadoria do deputado. Porem, e isto vou frisar muito bem: não posso nem de longe imaginar,pressupor ou até admitir que o pedido da família tenha ocorrido em função de sugestão de algum membro desta coordenadoria ou de algum prejuízo a causa que meus textos possam estar causando. Todas, as críticas todos os pensamentos,desconfianças,descréditos com pessoas, fatos, e omissões das autoridades responsáveis são de exclusiva responsabilidade minha. Em nenhum momento fui contatado por quem quer que seja para escrever ou publicar algo referente ao caso. Quero ajudar,e acredito que uma grande ajuda foi o fato de a ministra ter-se envolvido no caso. Estou, a pedido do Sr. Delmar, dando um tempo para que possam (eles da coordenadoria) mostrar a quer vieram. Força política eles tem. O Brasil não pode continuar nesta farra de que tudo está bem, tudo está ótimo, não, não estamos nada bem, a corrupção corre solta, os preços estão pela hora da morte,os assassinatos agora são em série, o povo cada vez mais abandonado e entregue a própria sorte. Está mais do que na hora do povo começar a refletir sobre o momento que estamos passando. E, ele é muito grave. No momento em que assalariados morrem a míngua nosso congresso nos joga na cara desaforos e mais desaforos, bandidos assumem postos chave. O povo enganado ludibriado, caminha estonteante para um rumo totalmente incerto. Pessoas desparecem sem que se tenha sequer um cadastro nacional organizado para pesquisas, e tudo continua sendo tratado com papéis, com acolhimentos,com acompanhamentos, e nada de concreto acontece.No caso específico de Dona Beatriz estou dando um tempo, apenas isto. Mas não esqueci do compromisso com a família.

domingo, 31 de março de 2013

Um Grito, por justiça.



Prefiro chamar “O GRITO” o MOVIMENTO realizado pelos profissionais de educação e toda a comunidade escolar, pois nunca na história deste município, estado, país e mundo aconteceu um MOVIMENTO com cem por cento (100%) de participação. O estopim foi a DETERMINANTE PROIBIÇÃO DE SE ALIMENTAR, POIS A MESMA FOI O ATO MAIS INSANO QUE EXISTE/EXISTIU. E isso aconteceu em Sapucaia do Sul, cuja Administração Municipal sem procurar outra solução cortou a refeição dos servidores. É verdade; sem entender todos os professores e servidores das escolas municipais foram proibidos de fazer suas refeições, refeições que desde o início do município a mais de 50 anos eram realizadas/feitas nas escolas e na companhia dos alunos. Como um vulcão, onde a erupção inicia-se na base, professores e servidores das escolas municipais foram à rua pedir socorro, vale ressaltar que a comunidade escolar também acompanhou em todos os momentos, e ainda não levando/enviando seus filhos para as Escolas. O GRITO serviu como vitrine para mostrar a real situação das ESCOLAS/EDUCAÇÃO do MUNICÍPIO onde predomina o sucateamento dos prédios e principalmente para elucidar o DESRESPEITO a todos ofertado pela administração municipal. O GRITO teve duração de 18 dias, mas durante este período todos cumpriram suas jornadas de trabalho, ninguém faltou, a prova esta na efetividade assinada pelos diretores escolares. Passado o momento de reivindicações e iniciado o ano LETIVO veio como acréscimo o FINAL do mês e o receber do salário... TODOS ansiosos esperando os contracheques, pois ali está/estaria estipulado o que foi depositado no Banco ...Aí caiu a ficha e o desespero aconteceu ...Vi e passei pela situação de cair em choro, pois a maioria dos contracheques veio zerado (00)...Foi o MOMENTO mais difícil que passei como PROFISSIONAL, pois vi meus colegas aos prantos, outros colegas completamente mudos... Foi o segundo de levantar da cadeira esquecendo minha situação e ir ao encontro dos colegas com a oferta de um ABRAÇO...MEU DEUS que terrível dia! Vinham comentários de todas as pessoas presentes na sala dos professores... Como farei compras no supermercado? Como pagarei as minhas contas? E o aluguel da minha casa? E a creche da minha filha? E o alimentar-se da minha família? E a água? E o gás? E a luz? Socorro! TODOS nós no mesmo barco a SOFRER uma INJUSTIÇA que não tenho palavras para descrever. O choro foi o único som que eu ouvia e isso me atormenta até esse momento...O que dizer ou fazer quando não se recebe o salário, pois isso surrupia a DIGNIDADE do TRABALHADOR? O que dizer para os colegas com filhos e que os mesmos não terão PÁSCOA, pois crianças não entendem que ouve injustiça e mãe e pai ficaram sem dinheiro? O que dizer para quem olha pro NADA e fica estático? EU não sei...Sei que estamos no feriado de PÁSCOA e ainda ecoa nos meus ouvidos o choro descontrolado dos meus colegas e isso me desestabiliza...
(Marlene Fátima da Silva).

Opinião do Blog Maresias.
Recebi este texto da professora Marlene, pedindo que publicasse no blog. E, faco-o com o máximo prazer. Ressalto que não modifiquei uma vírgula sequer,na redação não há o que retocar, mas, na redação, pois em minha opinião faltaram alguma palavras mais , como vou dizer, mais cara de pau, mais agressivas, e isso não fica bem para uma professora. Porém, cara professora,eu tenho cara de pau, e não devo um tostão a esta porcalha que se instalou no governo municipal.Este Blog tem muitos admiradores e é para eles que quero mostrar a cara deste governo petista que agora se vê embrulhado em obras fraudulentas. O Brasil todo tem que tomar conhecimento da verdadeira cara petista de governar, O Sr. prefeito de Sapucaia dá o presente que ninguém deveria ter o desprazer de receber,que é um contra cheque ZERADO. Sabem por quê? Porque é um covarde,um, hipocirta  Porque na maneira petista de governar eles sentem prazer em pisar sobre os companheiros que não rezam pela cartilha suja. Este cidadão, não tem om mínimo de respeito, não sabe que por detrás de todas as famílias de professores, tem encargos, tem contas para pagar,tem crianças para alimentar, mas o ódio  o prazer da vingança os fazem esquecer o sentimento de páscoa, de amor, de perdão. Esquecem inclusive de suas vidas de "sindicalistas" se é que foram realmente. Não é assim que se tratam as pessoas prefeito. Olha a sua situação, olhe a situação de algumas escolas, o que está acontecendo aqui na cidade é uma vergonha,um descalabro. Uma categoria clama por justiça, uma prefeitura sob suspeita,uma categoria que em nome dos alunos volta as aulas, dando crédito de confiança a administração, e o que recebem é justamente uma bofetada no rosto. A pergunta que faço ao prefeito é uma só; Por acaso você já passou por situação igual como "sindicalista? Cada vez me envergonho mais dos políticos da minha cidade, com raríssimas exceções um bando de covardes, é assim que se trata da educação aqui na Sapucaia Vergonha do Sul.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Farra dos Assassinos

É impressionante, o poder que possuem alguns indivíduos de promoverem atos de vandalismo que arrepia ao mais impiedoso dos assassinos. Mais impressionante ainda é saber, é ter conhecimento que autoridade policial e judiciária fique de braços cruzados assistindo fatos como o ocorrido em Santa Catarina quando centenas de assassinos, covardes,ignorantes em nome de uma festa chamada “farra do boi” perseguem,fustigam até a morte o animal. A cena, acompanhada pelo vídeo choca pelas maldades, mas os perseguidores, os participantes de festa macabra , covarde e assassina parece terem prazer em verem o sofrimento do animal que acuado cai,levanta,volta a cair sob pedradas, pauladas. Não aparece um policial, uma autoridade para com balas de borracha ou de chumbo mesmo dispersar aquela horda de selvagens. Onde estão as autoridades desta merda de país que se diz preparado para uma copa de futebol? Onde estão as autoridades desta mixórdia de nação onde cada um faz o que quer, explora o que bem entender, corrompe juiz, advogado, político, médico? Será que lá em Santa Catarina, como de resto nesta nação de hipócritas não tem mais homens? Viraram todos adoradores de bundas e de novelas? Desde quando perseguir um animal até a morte é esporte? Desde quando incitar a violência é esporte?Até quando isto vai ficar impune? Não estaria na hora de sairmos às ruas e botar pra quebrar? Que fuzarca mais filha da puta estão permitindo. Já não chegam as mortes no dia a dia? Daqui a alguns dias vai ser esporte matar alguém em praça pública, como mataram o índio Galdino lá em Brasília, e nossos digníssimos deputados, senadores, os idiotas de plantão vão ficar assistindo de camarote, acovardados para não se queimarem com alguns desajustados mentais, assassinos em potencial. Depois, quando pelo fruto da própria irresponsabilidade das autoridades acontecem tragédias correm todos para as mídias em busca de holofotes. Daí vale aparecer, polícia, juízes, psicólogos, peritos e um cem número de aproveitadores,. Pobre povo brasileiro, ainda nem saiu do torpor de tantas cagadas, de tantos tropeços por conta de nossa casta política e já se vê as volta com novos pré-candidatos a presidência. Todo, mas todos mesmo deveriam, antes de aparecer como salvadores da pátria, tomarem um banho de vergonha na cara.Enquanto isto o povo assiste de boca aberta o mau exemplo dado pelas autoridades de Santa Catarina que se declaram imponentes para acabar com a tal FARRA DOS ASSASSINOS.

OS. Desculpem o palavreado chulo, mas fico puto da cara com estes canalhas todos.

Cem anos depois.


Ontem, depois do almoço, resolvi, junto com minha esposa, acompanhar meu filho Ângelo num passeio até a cidade de Pinto Bandeira, até pouco tempo distrito de Bento Gonçalves. Foi nesta cidade que há cem anos nasceu meu pai, Ângelo Luigi Strapazzon. Ele, sempre me falara de Pinto Bandeira, e de Barracão, como sendo sua cidade de origem, mas, pouco letrado, não sabia exatamente onde havia nascido. Hoje, a internet não nos permite ficar no anonimato, muito menos ficar na dúvida sobre qualquer assunto. Com alguns “cliques” e um pouco de paciência a gente acaba chegando a bom termo. Subir a serra é sempre um prato cheio para quem procura belas paisagens, sossego, paz, comida boa, mas principalmente aquela nostalgia dos tempos passados através das edificações antigas, casas típicas dos primeiros imigrantes.

Deslizar pelo asfalto, ainda que com algumas falhas, naquelas paisagens, naqueles cenários, de moinhos, velhas casas de madeira, taipas, açudes, córregos,lagos e jardins coloridos, nos obriga a mergulhar num passado distante cem anos. Enquanto o carro vencia curvas, aclives e declives rumo ao nosso destino eu tentava imaginar o sofrimento, as agruras, e a luta sob o tempo inclemente dos primeiros desbravadores, meus antepassados, meus avós, Antonio e Vergínia quando ainda jovens subiam pelas trilhas, hoje caminhos asfaltados, carregando malas com roupas,e utensílios de uso caseiro, alem das ferramentas para fundarem, juntamente com outras tantas famílias de imigrantes, o povoado de Pinto Bandeira. Quando finalmente chegamos, caia uma fina chuva, as ruas calçadas de pedras, impecavelmente limpas, as casas modernas livres de cercas e grades, com jardins coloridos cheios de flores, me davam uma sensação de não estar aqui no Brasil. Enquanto espero, permito-me admirar a maneira de como vivem os habitantes daquela cidade tão acolhedora.

A paisagem, é outra, morros vegetação, vales, pouco movimento, a limpeza do local as casas todas pintadas com cores vivas, tudo caprichosamente limpo, sem placas de propaganda, sem pichações , logo ali imponente a torre da igreja matriz de pinto Bandeira. Ali é o nosso destino. Estou em busca da certidão de batismo de meu pai, Ângelo. Inimaginável a sensação que sinto pisar nos degraus da imponente igreja. Ali, naquele mesmo local, talvez ainda no chão batido e empoeirado do pequeno povoado, haviam pisado meus avós, ali naquele exato lugar, onde cem anos após eu me encontro com minha mulher e meu filho. No livro 02, folhas 101, nº 74 de registros exemplarmente limpo, da paróquia de Nossa Senhora do Rosário de Pompéia consta o assento de registro do batismo de Ângelo Luis Francisco Strapazzon.

Neste momento fico imaginando a cena; os familiares, os padrinhos, o nenê alguns convidados sobem os degraus da pequena capela de Nossa Senhora do Rosário, depois tento recriar o cenário da época com as ruas ainda de chão, as carretas, os carros de boi e as pessoas em procissão de volta a casa. Ainda no trajeto já na volta vamos parando para fotos dos prédios, sou apaixonado pelas casas antigas, não importa se de alvenaria ou de madeira, algumas desta já em total estado de precariedade em função de tantos anos passados, uma delas a casa de madeira dos proprietários da Cantina Strapazzon, paredes já enegrecidas pelo tempo, tábuas das quais já caíram pedaços, mas que mesmo assim, passados mais de cento e onze anos continuam ali, testemunhos vivos de uma historia de sacrifícios, suor, e trabalho. Imagino meu pai ainda jovem nas lides da família, no cultivo dos parreirais, na colheita, e depois já adulto abandonando tudo em busca de uma nova vida, na cidade de Bento Gonçalves. Meu pai, segundo nos contava, tinha mais treze irmãos, entre homens e mulheres, os quais foram casando e ficando por ali mesmo, outros no entanto, como ele próprio, haviam se decidido por tentar a sorte em outros lugares,primeiro em Bento Gonçalves e depois com a Fábrica de Papel e Papelão Justo e Cia. Vindo para São Leopoldo. Na volta não podia deixar e lembrar o encanto, e a tranqüilidade daqueles cenários.

A medida que o carro avança em direção a região metropolitana parece renascer aquela angústia, aquela pressão, aquela insegurança. Talvez, quem sabe,num futuro ainda possa tentar um recomeço, junto a paz daquele jardim chamado de Pinto Bandeira.





segunda-feira, 25 de março de 2013

Tragédias.



A tragédia da Boate Kiss em Santa Maria( 27/01/2013), parece ter despertado a opinião pública para uma realidade até então ignorada por todos. E, depois de ler tantas reportagens, tantos relatos declarações de policiais, bombeiros, políticos, enfim todos estes personagens, chego a uma conclusão terrível; as mortes, nos chocam, mas, já não nos sensibilizam. E porque chego a esta conclusão, afinal o estado gaúcho praticamente caiu numa convulsão total, com tantas e tão horríveis mortes. Afinal ,uma plêiade de jovens, futuros promissores encontraram seu fim  num ambiente onde, teoricamente deveriam confraternizar. Até então, ninguém havia se dado conta do perigo a que todos os frequentadores daquele inferno estavam sujeitos. Políticos, polícia ,autoridades, gente de todas as classes sociais já haviam confraternizado ali, e nada havia sido detectado. Portas, janelas, exaustores, barras de proteção estava tudo de acordo. Mas, o inesperado aconteceu. O fogo, a fumaça, as tranqueiras, a falta de pessoal habilitado, o somatório disto tudo resultou em 241 mortos. 

Desculpem os mais tímidos, os mais reservados, mas não costumo aceitar hipocrisias, sou contra atos como os desencadeados logo após o infausto acontecimento, a verdadeira caça as bruxas. Autoridades de todos os escalões, políticos de todas siglas,técnicos de todas as partes do mundo agora aparecem para tentar dar uma resposta a familiares, amigos e parentes das vitimas. Mas onde estavam todos vocês antes da tragédia? Onde estavam a polícia, os fiscais, os bombeiros,? Onde estava o Sr. Governador que teve a cara de chorar no velório das vítimas? Onde estavam, ou melhor onde se escondem as autoridades responsáveis pela segurança quando acontecem as passeatas pedindo mais segurança, Onde é que enfiam a cabeça estes políticos que assistem centenas de desfiles de faixa pedindo paz? A morte já não causa mais nenhum impacto em nossas vidas. Sim, é verdade. As mortes havidas naquela tragédia só comoveram tanta gente pelo número exagerado de vítima de uma só vez. E sabem porquê?  

Porque sentimos vergonha de sermos tão relapsos com a aplicação e a fiscalização no cumprimento das leis, mesmo aquelas que podem salvar vidas. Sentimos vergonha de ter que admitir que valorizamos mais um diploma fajuto, a um certificado falso, a um técnico de meia pataca. É muito mais fácil incriminar meia dúzia do que abrir guerra contra um governo irresponsável que não enxerga o sucateamento da máquina da segurança. É muito mais fácil exonerar um comandante, do que olhar-se no espelho e reconhecer a própria culpa. As mortes já não nos sensibilizam, infelizmente. Porquê será que as morte no trânsito que também são milhares,as os assassinatos, as mortes nas filas dos hospitais, os erros médicos, as mortes por falta de medicamentos, não causam um rebuliço? Qual a diferença? Será que o número de mortes tem que necessariamente ser de proporções alarmantes para que autoridades saiam de suas tocas sujas, e venham decidir por investigações? Tenho pena das famílias enlutadas, que acreditam em justiça, Justiça? Que tipo de justiça? Dez anos de cadeia, que cumprido um terço já estarão novamente em liberdade. E os mortos? Porque para eles tem que ser “perpétuo” Quem pagara a conta pelos gastos com investigações, indenizações, até mesmo pela estadia destes supostos responsáveis pelo incêndio? Seremos nós, será o dinheiro público, o dinheiro dos impostos recolhidos, nada sairá dos bolsos de todos os envolvidos. 

A culpa como sempre recairá sobre os músicos, os donos da boate, alguns outros fiscais e só. Os peixes grandes, os verdadeiros responsáveis pela falta de fiscalização, pelo não cumprimento das normas técnicas exigíveis, estes como sempre, ficam sob os holofotes da mídia. Ora, é muito fácil criticar alguém por não ter entrado naquele inferno quando se vive num gabinete com ar refrigerado. Exigir que pessoas agissem como heróis sem equipamentos adequados, com mangueiras velhas e carcomidos, isto também implica em responsabilidade. Ao invés de exonerar o comandante dos bombeiros, exonere-se a si próprio senhor governador. E, quando depararem com alguma passeata pedindo paz, virem a cara, afinal não está dando bolas mesmo. 

quarta-feira, 20 de março de 2013

Apenas pingue pongue.


É  amigos e amigas. Apenas pingue pongue é o resultado da entrada da Secretaria do Direitos Humanos de Sapucaia , cujos titulares Sr. Adilpio Zandonai e Guilherme Vieira Filho( Adjunto) nada mais do que isto no caso de D.Beatriz (diga-se de passagem que só entraram no caso em função de uma correspondência a Maria do Rosário  que acionou o Deputado Oliboni que por sua vez trouxe para a janela o Adilpio). Em resumo politicagem. É vergonhoso que políticos se aproveitem de fatos tão tristes com este caso de D. Beatriz, para promoverem engrenagens sujas, (e aqui estou listando o deputado Oliboni) botando no caso gente sem as mínimas noções do que pode e do que deve ser feito, para de alguma forma ajudarem.Simplesmente para a ideia (mentirosa) de que estão empenhados em procurar,ajudar, contribuir de alguma forma.

Como sempre o apoio do vereador Jarbas Sampaio,ao prefeito, não fica por menos, o papai deve participar, mesmo sem fazer nada,sem entender de nada (só de novelas) mas se houver um brecha lá estará ele com  um cargo, mesmo que seja algum cargo fantasma( para mim todos os adjuntos o são). Mas, estava invocado com a presença dos tais "secretários" na história, e hoje resolvi telefonar para saber quais as providencias estariam sendo tomadas para ajudar no caso. Acreditem, quase cai sentado com a resposta de um funcionário. Como não havia nada a informar, lógico, ele simplesmente declarou não poder falar muitas coisas porque o caso corria sob segredo de justiça???? Segredo do quê? Justiça? Segredos de justiça para mim? Que existem segredo isto todo mundo já sabe. Todo o mundo já sabe por exemplo que as pessoas e autoridades no entorno do Santuário REZAM pela cartilha dos padres, muitos inclusive apontam a possibilidade de existirem comércios naquele local de visitação em nome de laranjas, mas que os verdadeiros donos, os que faturam são autoridades do município. 

Então se era este o tipo de segredos, já não é mais. A quem interessa manter em sigilo o desaparecimento de uma pessoa idosa, doente? A resposta é clara como água cristalina, a todos aqueles que possuem negócios  naquela área. Tanto isto é verdade   que somente agora, depois dos movimentos feitos pelos familiares da D. Beatriz, o marido, os filhos,os genros e outros colaboradores o caso vem despertando toda as mídias. Até então ninguém sabia de desaparecidos, conforme declarou um dos padres responsáveis pelo santuário. E, mais, segundo palavras de uma vereadora da cidade de Aparecida, só de pessoas idosas e doentes ela já contabilizava dez pessoas, cujos pedidos de ajuda estavam no fundo das gavetas empoeiradas dos gabinetes destes tais ajudantes políticos. Existe, isto sim um grande mistério, não um segredo. Porque só agora começam a fiscalizar melhor as caravanas de milhares de fieis que adentram aquele local. Segredo? Logo pra mim que praticamente obriguei a ministra Maria do Rosário a entrar na briga? Procurar alguém desparecido agora é sob segredo da justiça? Por favor ajudem, olha nas mãos de quem foi para esta secretaria. 

Mas eu insisti, perguntei o que já teria sido feito, então a resposta novamente me deixou pelado. Resposta; nós, num primeiro momento acolhemos a família, e procuramos nos informar de tudo o que aconteceu (???????) e estamos fazendo um trabalho em conjunto com a frente parlamentar(do deputado Oliboni) mas que futuramente estaria traçando alguma ações. Depois descobri que uma das tais ações é criar mais um fantasma burocrático, coisas do Selvino os tais GP. A verdade verdadeira é que ninguém, ali naquela secretaria sabe o que fazer. Por enquanto é cada um ir ao banco no fim do mês e pegar o seu tutu.Estou DESAFIANDO estes senhores secretários a me provarem que podem ou que estão movendo uma palha para trabalhar. Não acredito em frentes parlamentares,não acredito em secretarias de direitos humanos, e muito menos ainda em ajudas de gente que prefere manter as informações em segredo de justiça. Eu acredito, e confio no trabalho que está sendo desenvolvido pelos familiares, amigos e colaboradores, que saem as ruas faça chuva ou faça sol. Ficar dando apoio psicológico  ganhando bem, sentado numa cadeira contando as última facetas do Theo, da Morena e de não sei quem mais, isto fica para os nossos dignos representantes.Aspones, nada mais do isto.Tenho certeza de que o Sr. Delmar (marido) seus filhos genros e netos querem ajuda concreta, esperanças, trabalho, buscas,pressão junto as autoridades que até o momento parecem anestesiadas, deputados federais, senadores,prefeitos,vereadores. 

Dois sacos de batata,velhas apodrecidas e mofadas, encostados num balcão só vão servir mesmo para juntar ratos.
imagem;internet. ed8a.blogspot.com.


Ao pessoal da Comunicação Social da prefeitura, peço que copiem, e enviem uma cópia aos "secretários"
pode ser que assim parem com "segredos de justiça". Só em Sapucaia mesmo.









segunda-feira, 18 de março de 2013

Cinco meses,e nada.


No próximo dia 21 de Março, completam-se cinco meses de procuras, de agonias, de esperanças e de muitas saudades. Fazem cinco meses do desaparecimento de D. Beatriz Joanna Von Hoendorff Winck. Cinco longos meses que eu sei, parece uma eternidade para os familiares e para todos aqueles que batalham por pistas, por sinais do paradeiro desta dona de casa. No dia 27 de janeiro do corrente ano,sensibilizado pelas notícias que lia nos jornais, e com a permissão dos familiares enviei correspondência a todas as autoridades conhecidas, a começar pelo gabinete da Srª. Presidente Dilma, passando pelo senado, câmara federal, assembleia estadual, delegacia de polícia de Aparecida, Santuário Nacional, e gabinete da Srª. Ministra Maria do Rosário. Na minha modéstia ótica, pensava eu estar mobilizando as autoridades do meu país não só para o fato do desparecimento de uma senhora,mas de maneira geral chamando a atenção para a vergonheira pública em que está transformado este nosso país. 

Qual não foi meu espanto quando vejo passarem os dias, e as resposta esperadas não aparecem. Não desanimei, insisti, uma,duas,três vezes. Eis que de repente aparece um email em minha caixa de correspondência dando contas deque a Ministra através de seu staf de assessores determina que sejam tomadas providências. Se somados todos os que receberam dá para contabilizar tranquilamente 800 pessoas, as quais no meu entendimento poderiam de uma forma ou de outra ajudar a mobilizar algumas parcerias, policiais, políticas, enfim. Mas, apenas uma respondeu. Isto, a bem da verdade, depois de TERCEIRA TENTATIVA, pois até então não havia dado o ar de sua graça. Estes casos de desaparecimento de pessoas é uma verdadeira vergonha nacional, não existe até hoje, um cadastro oficial de pessoas sumidas, muito menos das investigações que estão sendo levadas a efeito. Depois da chacoalhada recebida, depois de todo o barulho feito pelas familiares de D. Beatriz chamando atenção para o fato, depois das insistentes correspondências, das provocações feitas por mim, e das constantes chamadas para a briga, eles (os políticos) começaram a se coçar. 

Cria-se, por solicitação do Deputado Aldacir Oliboni, uma frente pelos desaparecidos. Consequentemente a ordem da ministra Maria do Rosário (direitos humanos) deságua na mesa do deputado Oliboni. Na mesma tarde, instigado pelo email recebido resolvi fazer contato com a Assembleia Estadual e falei com a assessora do deputado. Colocou-me a par do que seria feito, e ficamos de marcar uma agenda onde o Sr. Delmar,(esposo) o Sr. João Carlos(filho) e eu( como colaborador) iríamos falar, e colocar o deputado a par do que já havia sido feito. Aqui vale uma ressalva, o gabinete do Sr. Beto Grill(vice governador) já estava inteirado do fato, tanto que um major do qual não lembro o nome a serviço no gabinete é que fazia contatos com a PM de São Paulo, bem como com o prefeito de Aparecida. Até então nenhum político (deputado) havia tomado conhecimento, mesmo tendo recebido um verdadeiro torpedo. Todos quietinhos no seu gabinete. Mas, a ordem da ministra pôs em alvoroço os gansos, e imediatamente a comissão, ou frente do desaparecido entra em cena. 

Agora, a parte que a meu ver não está fechando muito bem, vejamos. A reunião com o deputado vai sair, mas eles querem apenas a presença de familiares, acreditam talvez que colaboradores possam atrapalhar, tudo bem. Porém, meu faro político aponta para dois detalhes que talvez possam ter influenciado nesta seleção. Primeiro, quando do envio da correspondência ao gabinete do deputado Aldacir, foi solicitado que todos os contatos fossem feitos com o secretário dos direitos humanos de Sapucaia do Sul, Sr. Adílpio Zandonai, ao ficar sabendo do fato imediatamente rechacei a indicação, e explico o porquê; Ora bolas o secretário (Adilpio) passados quatro meses do desparecimento nunca falou um linha, nunca fez uma declaração, não tomou conhecimento de nada do assunto, agora por politicagem é enfiado goela abaixo? Para quê? Pura politicagem. Fui, sou e serei contra a intromissão destas pessoas que não tem nada a ver com o assunto. Segundo, quem acompanha este blog, sabe que não tenho travas na língua, eu falo o que penso, estúpido? mal educado? 

Não, nada disto sei muito bem como tratar bem e a que eu tenho que tratar com educação. A correspondência não deve ter saído nos padrões normais das puxadas de saco, das rasgações de seda até porque se até então ninguém fazia nada para ajudar a família nas buscas não seria com pirulitos que conseguiria alguma coisa. Confesso que estou deveras curioso, para saber o que estes secretários de direitos humanos (Sapucaia e Novo Hamburgo) possam vir a fazer alem do que já foi feito. Quando muito farão correspondências protocolares entre si, uma espécie de fumaceira para mostrar serviços. Mas daí a acreditar que o Sr. Adilpio Zandonai vai pegar um carro e com seu colega de Novo Hamburgo, vão para Aparecida amassar barro, tomar chuva, perguntar, investigar, daí é porque o juízo final está prestes a acontecer.

Para finalizar,Fica um recado a todos os políticos que se decidiram só agora a colaborar, inclusive ao Sr. Aldacir Oliboni.  Estes casos de desaparecimento no Rio Grande do Sul e no Brasil, são casos de POLICIA, e não de POLITICOS. Reitero o que disse a srª ministra. Nosso país sofre uma crise monstruosa de falta de vergonha na cara. Os fatos não deixam dúvidas.  

domingo, 17 de março de 2013

Museu



Certa vez, um homem muito rico resolveu comprar um imóvel que fosse diferente. Algo espaçoso, com muitas janelas, não importava o preço, ele queria uma casa onde tudo já estivesse colocado, móveis, utensílios, tudo no seu devido lugar. Foi assim que, caminhando pelas ruas de sua cidade, acompanhado de sua esposa, encontrou um velho casarão, daqueles dos tempos dos barões do café: aparência forte, marcante, grandes janelas gradeadas, portas enormes de madeira, escadarias, jardins. Tudo ali remetia a uma reflexão. Estava à venda, resolveram entrar. A mulher ficou maravilhada com a quantidade de objetos, livros, peças antigas, móveis. Tudo era antigo, na verdade haviam entrado numa espécie de museu. Ali não se viam modernismos, tudo era antigo, mas, incrivelmente limpo, conservado, passearam pelos corredores, salões, escadarias, jardins e em cada canto um detalhe em cada detalhe amostra de dedicação, carinho. Aquilo ali deveria ter muitas pessoas envolvidas, era muito trabalho. Estavam absortos contemplando alguns beija flores que voavam em volta de um ramo colorido,quando notaram a presença de uma velha senhora, que os observava. Era elegante, parecia estar vestida para encenar uma peça de teatro. Cabelos muito brancos, pele alva, rosto muito enrugado, caminhava com o auxílio de uma bengala. Aproximou-se sorrindo e, como uma educada cicerone, passou a explicar o porquê de sua decisão de vender aquela propriedade. Na verdade agora estava só e o peso dos anos já quase a impediam de fazer toda a manutenção de todas aquelas lembranças. Ali ela casou, criaram os filhos, os netos, naqueles jardins, e a sombra daquelas árvores, ela viu várias gerações de sua família passar. A esposa gostou, e o homem comprou aquele local. Voltaram para casa e o marido declarou que faria uma grande surpresa para a mulher. Passadas algumas semanas e eles voltam ao local. A mulher já não reconhece mais o local, as velhas janelas, as escadarias, os objetos, os jardins já não existiam mais tudo havia sumido, modificado, janelas e portas modernas, moveis novos, no lugar de todos aqueles objetos tão carinhosamente conservados agora podia-se ver eletroeletrônicos modernos, moveis com novos modelos, os antigos candelabros haviam sido substituídos por lustres de cristais finíssimos. A mulher olhava como embasbacada, decepcionada não acreditava no que estava vendo. Todo aquele encantamento, aquela paz,aquele ar nostálgico que tanto lhe cativara,havia sumido, e no lugar um palácio moderno, artificial. Somos como velhos museus, às vezes trocamos lembranças das coisas boas, por frivolidades só para mostrarmos que somos modernos. Será que vale a pena?    

sexta-feira, 15 de março de 2013

Sou Brasileiro




Está cada vez mais difícil bater no peito e dizer; eu sou brasileiro com muito orgulho. Nosso orgulho vai decrescendo na proporção em que as nulidades se transformam em doutores. Nosso sentimento de brasilidade vai se desmanchando na medida em que a gente sente que ser brasileiro é somente sinônimo de alienado, desligado, tolo. A imagem vendida lá fora da conta de um país fictício, onde tudo corre legalmente, onde não existem problemas graves a serem resolvidos e os que existem são apenas banalidades, coisas sem a mínima importância. Aos outros povos eles podem esconder nossas realidades, mas, aos nossos olhos ficam claros e evidentes todos os desmandos da classe política, os desaforos, os deboches, as falcatruas das quais somo vítima no dia a dia. 

Existem correntes divergentes quanto ao sistema político que governa um país, para uns o melhor é uma ditadura, para outros é a democracia. Parece que o que menos importa neste jogo de palavras é o sistema a ser aplicado. O povo brasileiro está carente, somos carentes de honestidade,de ética,de respeito e principalmente estamos carentes de políticos que tenham interesse em legislar, criar leis que contemplem o povo e não só a si próprios. O congresso brasileiro de todos do mundo seja talvez o mais promíscuo, o mais volúvel quanto as questões que envolvem a vida do povo desta nação. Um congresso onde o presidente do senado federal é levado por uma minoria de correligionários, conhecedores de todas a suas mazelas, e que mesmo assim concedem a um cidadão com um ficha imunda o controle de uma das casa mais importantes. Um congresso que só se movimenta alimentado por cargos, por emendas, por conchavos, não pode ser considerado legítimo. 

Como ter orgulho em ser brasileiro se sabe que desde a mais pobre prefeitura ao mais luxuoso palacete todas as demandas somente caminham graças aos acordos, e as ameaças de boicote? Como acreditar num sistema político onde os eleitos não passam de fantoches, movidos por cordões mágicos por engrenagens azeitadas pela corrupção? Como acreditar num país onde as regras da justiça servem mais para condenar negros, pobres e prostitutas? Que condenam assassinos e ladrões a trinta, quarenta, cinquenta, duzentos anos de prisão quando se sabe que estas “prisões” são na realidade apartamentos com toso os confortos, com liberdade para receber visitas íntimas, fazer farras e onde se cumpre quando muito, oito anos de cadeia? Como acreditar num país onde o povo já está exausto de sair as ruas pedindo paz, e o que recebe é só promessas? Onde para chamar a atenção de algumas autoridades é preciso repetir mais de dez vezes uma correspondência, e quando resolvem atender somente o fazem para acalmar a opinião pública e mais ainda para tentar calar a boca daqueles que insistem em cobras soluções?

Como acreditar num país que dá exemplos claros que hoje vale mais agitar uma bandeirinha do que enfrentar os bancos de uma universidade? Onde um cara que corre atrás de uma bola ganha dez ou vinte vezes mais do que um pesquisador? Onde um cara que jamais leu um livro, seja agraciado com a mais alta comenda da Academia Brasileira de Letras?Como acreditar num país onde o assassino, desde que tenha dinheiro e possa pagar um bom advogado vira vítima, e transforma a vítima em assassino mesmo já estando morta? Este é o Brasil real que as pessoas lá fora devem conhecer. Estas são algumas verdades que os nossos representantes não contam, que a grande mídia esconde. 

Este é o país que vai sediar uma copa do mundo de futebol, mas muito de seus filhos morrem a míngua, comem lixo, vivem como animais e ainda vão pagar com o seu suor os bilhões que entrarão para as contas de empresários,políticos,lobistas,construtoras governadores,prefeitos,vereadores tudo por conta da farra com a tal Copa dos alienados.Este é o Brasil que vergonhosamente temos que mostrar.