quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Mensalão.
Tudo o que se falar,tudo o que se disser a respeito deste julgamento, acredito que não mudará o rumo da história. Por detrás das cortinas, nas coxias deste magistral espetáculo teatral já está definido o “gran finale”. Como que numa espécie de provocação, de deboche, de sarcasmo para com todos os espectadores os vilões deverão sair livres, decreta-se a morte da justiça, sepulta-se a ética ,a honestidade e todos os demais anseios de uma sociedade ferida,humilhada.Ficamos, todos nos ,boquiabertos ,pasmos,ao pressentir o desfecho deste rumoroso caso. Ainda soam em nossos ouvidos as frases empolgadas, os jargões jurídicos, as belas e ameaçadoras citações dos mestres do direito internacional. Todos, unissonamente desempenhando o seu papel, de um lado os homens togados em cujos quais, ate então, se acreditava serem imunes as tentações mundanas. Homens que pelo seu saber, pela sua índole, pelo seu passado nos levavam a acreditar que os ímpios desta vez seriam aniquilados. De outro lado, homens não menos inteligentes, advogados experientes, muitos juízes aposentados, conhecedores de todos os meandros de nossa justiça remendada, esfarrapada, maltrapilha. Aos primeiros deu-se a tarefa de estudar, tentar acomodar as acusações dentro de conceitos que pudessem efetivamente levar a justiça. E, convenhamos teoricamente foram verdadeiramente aulas de direito não só para platéia formada por estudantes que viam ali uma oportunidade de aprender com os grandes mestres,mas, a todos nós que fazíamos parte da platéia, por todoso s pontos do país. Já, aos advogados de defesa competia desmontar tijolo a tijolo a muralha de teses que tentavam segregar do convívio social os acusados. Tinham estes homens o dever de provar que o ladrão não roubara o corruptor não corrompera, e que na verdade os réus ali presentes eram apenas e tão somente homens ingênuos. Foram meses de tortura para todos os envolvidos, mas, principalmente para o povo que até então, sedento por justiça, ansioso pelo desfecho, acompanhava  cada voto dos doutores da lei.Vieram condenações. Aplausos de um lado, críticas do outro. Porém, o que na realidade estava acontecendo era apenas um intervalo naquele tragicômico espetáculo, havia digladiadores que teriam que ser substituídos, havia direitos que na teoria, teriam sido olvidados. Era a tábua a qual os náufragos haveriam de agarrar-se, até porque, ao longe já se avistava o escaler salvador. Costuma-se dizer que sentença de juiz é para ser cumprida, e não discutida. É verdade, só que com uma ressalva; isto é para quem pode e não para quem merece ou quer. A justiça verdadeira, aquela cega e impiedosa custa muito caro. Derrubar teses, anular teorias exige valores, não interessa a origem destes valores, como também não interessam os clamores públicos. A ética, a honestidade a decência todos estes conceitos vão dormir no fundo das gavetas quando o que está em jogo são interesses escusos, sujos. Fica quase que impossível caminhar pelos porões da lei com uma toga impecável, quanto tanto lodo está envolvido. Os réus, os valores, os verdadeiros motivos que levaram esta avalanche de denúncias a desembocar nas poltronas dos nobres ministros, a história jamais saberá. Os porquês de alguns ministros mudarem agora seus posicionamentos, seus conceitos, suas atitudes chegando às raias de se ofenderem em público, estas verdades ao povo jamais será revelada. Isto porque é preciso ainda que com todas as suspeitas e dúvidas sobre a nomeação de alguns destes verdadeiros atores cômicos a imagem do Supremo deve continuar a ser reverenciada, não pode sofrer arranhões. Agora uma nova fase, um novo ato neste triste desfile teatral. Nossos ministros do STJ deverão amargar as penas de terem sido reduzidos apenas a coadjuvantes, a certeza de que seus saberes não são lá estas coisas, pois não conseguiram alicerçar devidamente os pilares das muralhas atrás das quais ficariam presos os condenados. Aos ex-condenados a liberdade, ainda que duvidosa, e  aos ilustre defensores desta quadrilha, sejam creditados os devidos honorários, não importando a origem do dinheiro que recebem. Ao povo? Ao povo resta apenas baixar a cabeça e limpar o cuspe que nos foi jogado na cara. Brasil, um rascunho de democracia que dever ser passado a limpo

quarta-feira, 11 de setembro de 2013


Vida de cão.

Por mais que a humanidade tente, por mais que as religiões, os cultos, as crendices se esforcem não se visualiza num horizonte próximo o dia em que passaremos a valorizar mais os sentimentos puros, o entendimento de que aqui, sobre a face deste planeta somos todos visitantes. Não existe um dono absoluto e eterno. Aqui, nada nos pertence. Os bens materiais servem apenas para que uns mais abastados sobrevivam melhor do que outros menos afortunados. Na hora da despedida, a gente vai entender que o caixão, por mais luxuoso que possa ser não tem gavetas, não tem cofres, e que mesmo se fosse possível levar, ouro,dinheiro,jóias,escrituras documentos de posses valiosas como jatinhos,mansões ,fazendas nada disto teria valor algum. Apodreceria como o nosso corpo um dia vai apodrecer. Então, porque não exercitar nossa capacidade de amar? De tentar mudar o mundo com atos de amor, de caridade, de humildade? Dar um basta a estas fachadas do faz de conta, do eu sou mais, eu posso? Estou fazendo toda esta introdução movido por um sentimento de revolta, infelizmente não posso apontar o meu alvo nominalmente, não por medo, nada disto, mas, apenas por não saber ao certo o nome do covarde, do crápula,que ordenou,que deu a ordem para tamanha brutalidade. Não me interessa se foi ordem da prefeitura, do gerente,do superintendente, pra mi é tudo a mesma panela, então passo o rodo. Há muito tempo, ali bem junto a grade que sobrou sobre o passeio público, com a construção da rampa para acesso ao prédio da Caixa Federal em São Leopoldo existia um cachorro que fazia o local de morada. Um velho cachorro, abandonado talvez pelo dono, que ao ver que já estava velho e doente preferiu jogá-lo ao tempo ao invés de procurar um abrigo, já que agora ele, o cachorro, precisava mais do que nunca alguém que lhe desse carinho, amor, no fim de sua existência. Certo ou errado, não interessa, as pessoas ajudavam, mantinham-no alimentado, com relativa segurança. Naquele local também costumavam dormir estes farrapos de vida, bêbados, drogados que buscavam o refúgio para as noites de descanso. Mas, um dia destes o local amanheceu fechado com grades. Idéia de não se sabe de  qual  cabeça fraca,talvez incomodado pelo cheiro, pelas companhias,que destoavam da grandiosidade do banco federal acharam por bem fazer como o avestruz,enfiaram a cabeça no buraco ao invés de buscar solução,e assim o Tigre voltou a ser morador de rua. Medida antipática e burra. Como se fosse a caixa modelo de atendimento. Como se a catinga do cachorro ou de seus companheiros fosse pior do que o odor fétido dos juros cobrados por estas instituições bancárias. 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Caminhada cívica.



Quando era menino, não existia esta tal de caminhada cívica. O que existia eram os Desfiles do dia sete de setembro. E, que coisa mais bonita. Ainda tenho algumas fotos daquele tempo de ouro. Costumávamos desfilar pela Avenida Sapucaia, o palanque ficava no espaço em frente a praça General Freitas, assim como a maior concentração de pessoas. Aquilo era um momento especial, para todos, moradores, alunos professores, comercio, entidades sociais, todos comungávamos dos mesmos ideais. Todos queriam mostrar o seu amor pela pátria. Nós alunos fazíamos questão de mostrar guarda-pós engomados, alvos, gravata azul, calça frisada, sapatos pretos, cada um fiscalizando o outro para não dar vexame, cada um querendo ser melhor do que outro. A preparação era feita por partes. Primeiro era a banda que começava a ensaiar o toque característico, depois, dentro do pátio da escola (Colégio da D. Sibila) a gente se virava como podia para treinar os passos que deveriam ser levados para a avenida. Parece difícil acreditar, mas já naquela época a gente fazia certo mistério sobre o que iria apresentar. Lembro de uma vez, agora já aluno da Baiúca (Escola Maria Medianeira) fiquei encarregado de produzir a nossa principal alegoria. Era uma época em que se comemorava muito o envio do homem a lua, então nada melhor do que “construir um foguete espacial, o qual seria “tripulado por uma colega (Janete) devidamente caracterizada de astronauta. Primeiro arrumamos um reboque, depois partimos para as madeiras, depois para os papelões, e por último, centenas de folhas de papel alumínio para recobrir a invenção. Materiais a disposição, então mãos a obra. Uma parafernália de pregos, arames, percevejos, cola, cordões, e eis que surge imponente o nosso foguete. Foi lindo ver a colega com a roupa toda em papel alumínio, confeccionada por sua mãe, parada ao lado da geringonça, para o ensaio, ainda no pátio da minha casa, onde havia sido montado. Tudo ensejava um estrondoso sucesso. Mas, durante a noite, São Pedro inventou de mandar uma amostra de aguaceiro, daquelas com a qual ele havia iniciado o dilúvio. A expectativa se transformou em desilusão ao amanhecer do dia do desfile. Nosso foguete havia se transformado num esqueleto de madeira com as vísceras expostas. Mesmo sem nosso foguete, fomos para a avenida, afinal nossa astronauta estava lá garbosa desfilando. A gente sentia orgulho ao olhar para o palanque e notar os olhares, e receber os aplausos das autoridades. Hoje, quanta decepção, quanta indiferença, a gente olha e só enxerga rostos fechados, caras antipáticas, sorrisos disfarçados. Gente metida, querendo aparecer.
Pirraça.

Até algum tempo atrás, este historia de alvarás era pura,conversa mole, não havia, nem muito menos, nunca houve um real interesse em fazer com que as coisas funcionassem como de fato deveriam funcionar. A segurança era fator quase que utópico, Se depois de pronta a obra tudo estivesse funcionando a contendo ,estava tudo certo. Ia até a prefeitura, conversava com um amigo, um engenheiro, ele estipulava um tempo determinado findo o qual o sujeito saia com o papel na mão, alvará liberado, obra acabada, todo dentro dos conformes da lei. Mas, tinha algumas vezes em que a coisa era por demais mascaradas, nem mesmo com a cumplicidade de algum “amigo” era possível fazer com que o maldito alvará saísse, então entrava em cena o “objeto misterioso” a gorjeta. Dificilmente os bombeiros entravam em cena. Não estou dizendo, ou querendo insinuar que isto não aconteça mais, apenas que ficou mais difícil. Com o evento da Boate Kiss em Santa Maria, talvez motivados pelo horror, e pelo impacto da tragédia passou-se então a se exigir mais dos responsáveis pelas liberações de alvarás. O elevado numero de vítimas, num ambiente totalmente desprovido das mínimas condições de funcionar numa atividade daquela magnitude, levou algumas autoridades a repensarem nas facilidades de obtenção bem como na fiscalização da observância fiel de todos os itens considerados fundamentais para que novas tragédias como aquela não voltassem a acontecer.Isto, aliado ao fato de terem alguns soldados terem sido indiciados pela ocorrência, parece ter despertado um verdadeiro estado de pirraça, por parte daqueles responsáveis por estas fiscalizações. De lá para cá o que se vê é uma verdadeira guerra, aquilo que antes era considerado supérfluo, banal, sem perigo virou verdadeiro pavor. Tanto é que não poderemos duvidar que mesmo acampado, numa barraca, a beira de um rio com apenas um fogãozinho a lenha para fazer a refeição, de repente surja a nossa frente um bombeiro com uma planilha, equipamentos eletrônicos para medir a intensidade da fumaça, e nos interrompa o pique nique até que as condições de segurança sejam todas satisfeitas. Ora, está claro que existe em tudo um exagero demasiado, acidentes acontecem onde falha a prevenção, e esta meus caros, não começa com a revisão feita pelos bombeiros, ela começa muito antes, com a escolha dos materiais a serem usados, do profissional responsável, com a competência da equipe de operários, na observação das normas de segurança, no cumprimento fiel da legislação vigente. Agora vale a máxima; se fomos irresponsáveis por não fiscalizar, agora vamos exigir extintores até no banheiro, só por pirraça.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Votar mal.



Afinal, o que significa votar mal? Será que é a mesma coisa que votar errado? Não, não é a mesma coisa. Quando votamos mal estamos reconhecendo que aquele escolhido não rendeu tudo aquilo que se esperava dele como nosso representante. Já quando votamos errado, é porque ao invés de votarmos numa pessoa erramos e acabamos votando em outra. E, veja a incoerência mesmo votando errado podemos não estar votando mal. Vamos que o candidato digitado erroneamente faça um bom trabalho, seja realmente um fiscalizador, apresente propostas compatíveis com os anseios da população, então, de qualquer maneira se voto foi um voto bom, muito embora errado. Isto pode nos ajudar neste pleito que teremos daqui a 27 dias. O grande segredo de votar bem, está intimamente ligado ao fato de podermos separar nossos sentimentos e ver com clareza o que realmente desejamos e encontrar entres os tantos candidatos àquele que realmente apresente condições de nos representar. Isto pode exigir com que façamos opção por candidatos que necessariamente não estejam na lista da nossa sigla e até mesmo que não sejam indicação, ou apoiadores do nosso candidato a prefeito. Mas, vamos concordar que é uma coisa chata não é mesmo? Chata e difícil. Afinal, isto significa romper com muitas estruturas. Lá no meu íntimo vou pensar: puxa o cara sempre foi meu amigo, sempre me ajudou, e agora vou trocá-lo, e lá no partido, se descobrirem vão me queimar, que posição a minha. Ai está o nó górdio. Estamos sempre pensando, nos outros não em nós. A escolha tem que ser nossa, não pode, muito menos deve ser imposta. O voto é uma coisa muito pessoal. Vamos fazer uma suposição: você acabou de construir sua casa, bonita, arrumadinha, cheirando a tinta fresca, você está feliz com tudo. Olhou, examinou,bisbilhotou e não encontrou nada de errado. Então resolve convidar o melhor amigo. Este ainda nem entrou e já vai lascando: bah, cara que cor feia, não leve a mal, mas esta parede está torta. Você botou uma janela logo aqui onde vai entrar chuva? Assim, vai caminhando e descobrindo erros e falhas. Aquela sua alegria vira depressão, a casa vira sinônimo de erros. Tudo porque se deixou influenciar pela opinião de outra pessoa, mesmo sua amiga. Este é o nosso maior defeito, aceitamos muito facilmente a intromissão, os palpites, as opiniões de estranhos em assuntos que dizem respeito somente a nos e mais ninguém. Nossas vidas são bombardeadas diuturnamente com todos os tipos de informações, que podem ou nos deixar eufóricos ou nos colocar em profunda depressão. Ainda não aprendemos a isolar aquilo que nos interessa ou que nos atinge, ou ainda que nos diga respeito daquilo que só vai nos colocar no chão. Assim é na política, assim é numa eleição. Tenho que aprender a selecionar, por minha conta o que realmente pode ou não ser bom para mim. Posso receber milhares de panfletos mentirosos, santinhos sorridentes, conselhos, avisos, palpites, sugestões enfim, podem usar todo o arsenal para  tentar me convencer, mas, estou imune. Meu candidato é este que escolhi, ele representa o meu projeto, me transmite sinceridade, honestidade me inspira confiança, então é nele que vou votar, e fim de papo. Isto se chama voto consciente, voto certo. Você votou de acordo com a sua vontade, não foi pressionado. Até pode acontecer do seu escolhido, depois revelar-se mal preparado, omisso e entrar na onda dos outros, mas isto faz parte da cultura e das fraquezas  humana de cada um. Naquele momento, naquela hora você acreditou na sua intuição. Eleição é sempre um jogo, onde fizemos apostas a longo prazo, podemos ganhar, mas também podemos perder.O importante é que nossas escolhas sejam realmente nossas, errar por escolha pessoal é uma coisa, errar por ir atrás de conversas fiadas é que dói. 


segunda-feira, 2 de setembro de 2013


Abaixo, transcrevo a resposta do Pe. Valdivino,prefeito da sede do Santuário de Aparecida, de quem cobrei pelo menos uma resposta, sobre o andamento as buscas por D. Beatriz. Muito embora no texto não traga nenhuma informação quanto ao tratamento que estão dispensando (eles lá do Santuário) pelo menos comprovou que será possível daqui para a frente contar com um canal de informações,entre nos.



Pe Valdivino
15:44 (20 horas atrás)
   

para mim

Caro Jaí, boa tarde!
Que este o encontre bem!
Saiba que é bom receber e-mails como o seu, ainda mais quando se trata de um assunto de grande pertinência.
Adianto que em momento algum ignorei seu e-mail, não é de meu feitio. O que houve é que no Santuário Nacional
temos padres que cuidam de diversas áreas, e seu e-mail, fiz questão de encaminhar para o padre que cuida da administração do Santuário Nacional,
não só encaminhei seu e-mail a ele, como conversei com ele pessoalmente e comentei sobre, ele de prontidão, disse que responderia.
Porque não respondi: como disse, encaminhei para que um padre com mais proriedade o respondesse.
Se não me engano, foi o primeiro e-mail a ser enviado para minha pessoa pelo senhor, o que respondo agora é o segundo.
Para que você entenda, não sou prefeito de Apoarecida, sou responsável pela àrea Pastoral do Santuário Nacional, um simples operário na vinha do Senhor. Não tenho carro, não tenho conta em banco,
não tenho celular de últiga geração, viajo de ônibus se preciso for, celebro também em meios aos pobres, não usso roupa de marca famosa; completamente diferente de muitos "prefeitos".
Quem cuida dá área pastoral deste santuário, dão o nome de "Prefeito", que não gosto, pelo fato de muitos "desavisados" ou que não tem conhecimento (e não é culpa deles) me comparar com aqueles que são responsáveis pela cidade.
Adianto ao senhor, que a respeito do caso de D. Beatriz, recebi muitos e-mails, por sinal muitos deles grosseiros, mau educados e ofensivos, me dei o direito de
ignorá-los, nada contra o caso, mas por ver que eles nada acrecentam e por ver que as pessoas que me enviavam tais e-mails não estavam manifestando só com espírito cristão de ajudar no caso, mas com intuito de agredir a minha pessoa
e meus companheiros sacerdotes que muito se dedicam a causa de evangelização neste Santuário. Sei também que essas pessoas são alheias ao nosso trabalho, o discurso é sempre o mesmo: "padres que só pensam em
dinheiro", pouco sabem do nosso trabalho, pouco sabem das obras sociais que mantemos a favor dos pobres. Não sabem ou não querem saber!
Rogo a Deus para que o Caso de D. Beatriz seja solucionado e com as melhores notícias. Se não fiz nada pelo caso, a não ser orar por ela e pela família que sofre, é por que sou tão "pequeno" quanto o senhor que me escreve, por ser apenas um padre
que luta por igualdade social, para que nosso povo seja respeitado e casos como o de D. Beatriz sejam solucionados. Não detenho a justiça e o poder público, detenho apenas o grito de um simples pregador que teima em não deixar seu grito
cristão e evangelizador calar!
Não podemos nos acomodar, acovardar, ainda mais quando se trata de um caso como este, temos que buscar resposta, lutar, questionar àqueles que devem respeito a todos, aqueles que cuidam das leis, segurança, lado social, saúde,  e educação desde
país!
Agradeço pelo e-mail. Fico a orar pela família e sobretudo por D. Beatriz!
Abraços e preces!

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Por quê?
Hoje me peguei quebrando a cabeça, tentando descobrir que estranho fenômeno é este que faz com que a gente apanha na cara diuturnamente e mesmo assim continua a distribuir beijinhos. A realidade política do Brasil é como um quebra cabeças que ninguém ainda parou para tentar montar. A décadas, vivemos nesta roda viva de vivermos sem saber o que nos reserva o amanhã. A cada novo ano nos abraçamos, nos felicitamos, desejamos tudo de bom a todas as pessoas, chegamos as raias de desejar boas festas até para nossos inimigos. Politicamente não é diferente, a cada eleição aparecem os eternos salvadores da pátria, eles sabem de tudo, das contas,dos problemas,das soluções, saem de suas tocas e abraçam,beijam,prometem,mentem, nos adulam, e como eternos bobocas, nos acreditamos. Renovamos os seus valiosos contratos de trabalho, renovamos as promessas de generosos salários, polpudas gorjetas, e olhos fechados para todas as trampolinagens, mesmo assim, continuamos a apanhar na cara. A eterna dependência do povo brasileiro é que o submete a toda a sorte de vexames. Ainda não despertamos para a realidade, aceitamos de sangue doce tudo o que nos é empurrado goela abaixo. O resultado ai está, elegemos verdadeiros bandidos, mentirosos profissionais, calhordas que não tem o mínimo de decência para com o povo. A cada eleição, voltamos a apostar, nos mesmos, têm castas e mais castas de políticos que se revezam no poder como se no país eles fossem os mais sérios, os mais honestos, como se fossem eles os guardiões de todos os segredos. O fato vergonhoso acontecido com a não cassação de deputado ladrão Natan Donadon (ex-PMDB-RO) expõem ao país e ao mundo as vísceras de um sistema podre de legislar nos remete a repensar a validade de um sistema pseudo democrático,onde as mutretas, os conchavos,os acordos secretos mantém no poder verdadeiras máfias. Se, é verdade que é o povo quem escolhe os seus representantes, também não é menos verdade que os únicos naquelas tribunas que não contam com representantes é este mesmo povo. Ali, todas as classes ditas sociais estão, ou deveriam estar, representados; médicos, pecuaristas,advogados,engenheiros,escritores,produtores rurais,donos de cadeia de rádio,TVs, grandes laboratórios multinacionais, grandes conglomerados industriais.Daí então a grande ironia do destino, nos escolhemos quem participa,mas são estas corporações que ditam o que fazer,quando fazer e como fazer.Como agradar,a quem agradar,e quando agradar. Ao povo cabe apenas baixar a cabeça e dizer sim. Acontece que nos não temos paciência para parar e pensar, analisar quem é que está se apresentando, não nos interessa averiguar que tipo de salafrário estamos elegendo. Podem roubar, mentir, trapacear e a gente continua a creditar cegamente nestas criaturas.O dia em que realmente aparecesse alguém com coragem de cortar mordomias, pagar pelo serviço executado, por cumprimento de tarefas, banisse os ladrões de verbas públicas, sobraria tanto dinheiro, que o Brasil poderia ser comparado com um paraíso.Mas,isto é claro é utopia.

Voto secreto.
O voto secreto, este mecanismo torpe, vergonhoso,absurdo,cafajeste foi criado justamente para ser usado nas horas de aperto.
Ele é a máscara do politico safado.
É a "moita" dos traiçoeiros.
A propina do corrupto.
A algema dos iguais.
A religião dos trapaceiros.
A oração dos déspotas.
A bíblia dos covardes.
A retribuição de favores escusos.
O elo que prende ao compromisso o corrupto.
A dependência submissa de quadrilheiros.
Mas,pior ainda do que todas estas definições, é a ausência dos responsáveis quando o povo clama por justiça. É o acomodamento, a covardia travestida em   tantas e tão esfarrapadas desculpas.Enquanto não aprendermos a votar,esta caravana sórdida continuará sua caminhada.

Voto secreto,emendas parlamentares,servem apenas para este tipo de atitudes. São nascedouros, vertentes de toda esta corrupção que assola o nosso país e que os políticos tanto defendem.Ha algum tempo atras, o deputado Sergio Moraes indignou, ou pelo menos pensava-se ter indignado a nação quando declarou que estava se lixando para a opinião pública.Pensávamos todos, este nunca mais se elegerá a coisa alguma. Ledo engano, elegeu-se, e ainda ajudou a eleger o filho.Porque o eleitorado age assim? Age desta maneira por estar sempre amarrado a algum favor, a alguma verba,alguma ajuda.Este deputado foi um dos advogados de defesa, fez campanha pela absolvição do ladrão, declarou mais uma vez estar se lixando para a opinião pública,para seus eleitores,para a democracia, para com a justiça.Ele sabe que pode declarar todas as merdas que lhe passarem pela cabeça, tem um exército de dependentes de suas emendas, uma pinguela ali, outra aqui, e assim se perpetua a si e aos seus capangas.

Enviei carta ao Pe.Valdevino, prefeito do Santuário de Aparecida cobrando dele e de seus pares um canal para que possamos conversar sobre o desaparecimento de D. Beatriz (10 meses), estou no aguardo de um retorno, caso contrário vou revelar alguns segredos. Eles (os padres) são apenas representantes de Deus, não são santos. 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013



Dez meses, apenas orações.
Dez meses já são passados, e, continuamos todos na mesma. Movidos pela esperança, familiares, parentes, amigos e colaboradores não baixam a guarda continuam com o firme propósito de encontrar esta dona de casa que misteriosamente desapareceu lá em Aparecida quando em visita aquele local de peregrinação. Muitos foram às correspondências, muitas foram às autoridades contatadas, mas, parece que agora as coisas começam a tomar outros rumos. Os responsáveis parece ter acordado do sono letárgico a que estavam submetidos com referência aos desaparecimentos de pessoas no Brasil. Até o acontecimento do fato envolvendo D. Beatiz, não se dava tanta importância para desaparecimentos no Brasil. Aqui no Rio Grande do Sul, até a criação de uma comissão especial para estudar estes fenômenos foi criada. Muito embora ainda prefiram deitar-se sobre a criação de leis e artifícios jurídicos, ao invés de criarem condições para que efetivamente se instale uma delegacia especializada na busca de pessoas desaparecidas, com infra estrutura adequada, com suporte e logísticas de primeiro mundo, parece que a coisa começa a sair do papel. Em conversa informal com familiares de D. Beatriz tive relatos que agora a polícia de São Paulo, através do Delegado responsável, Dr. Jair Ramalho, está decidida a resolver de vez com este estranho caso. Talvez, motivados por tantas e tão contundentes críticas, cartas, pedidos, e encaminhamentos nossas autoridades tenham arregalado os olhos para este problema que pode até não parecer, mas, é de uma importância fundamental. Afinal, as pessoas não podem simplesmente desaparecer e tudo ficar sob a responsabilidade dos familiares, é caso de polícia, e como tal deve ser tratado. Somos um país cujo povo tem coração mole,somos pacientes demais, aturamos desaforos que nenhum outro povo atura, recolhemos uma montanha de impostos, alimentamos um exército de políticos com os mais altos salários do planeta, aceitamos cabisbaixos toda a sorte de provocações, amargamos as mais altas taxas de crimes,assaltos,estupros, e outras tantas formas de agressões.Temos um transito dos mais assassinos, estradas mal conservadas,escândalos que estouram a todo o momento e a tudo isto ficamos inertes, imóveis, pasmos.As recentes manifestações públicas ocorridas no país sinalizam para um retomada de ações,uma nova forma de administrar,mais seriedade para com o trato da coisa pública.Tomara que assim também ocorra em relação as pessoas desaparecidas. Que tudo não fique apenas no papel, que as ações efetivamente aconteçam, pelo menos em respeito a tanto sofrimento a que está submetido o povo brasileiro.