È uma zorra, ou o fim do mundo?Confesso que estou bastante preocupado. Nunca antes havia visto uma situação tão caótica em nosso país.A começar pela insegurança generalizada, hoje é impossível sair as ruas para fazer qualquer coisa sem que se corra o risco de ser atropelado,assaltado,roubado,agredido, preso. Nossas polícias estão como moscas tontas, agem no puro instinto, você chama eles atendem quando podem, geralmente estão sempre em “ocorrências” prendendo drogado,maconheiros,cheiradores. Enquanto isto nas paradas de ônibus os vagabundos usam e abusam da criatividade. Vale qualquer coisa, bolsa,celular,pulseira, anéis, boné,tênis. Por uma pedrinha de droga o cara entra na tua casa,ameaça,esfaqueia,atira,faz o diabo. E o pior é que se a gente pega o vagabundo, da uma surra que é levado a delegacia é você.Com o evento das incursões do Ministério Público fazendo verdadeiras devassas nas contas de alguns políticos,a gente pensou que talvez agora o país estivesse entrando em uma nova fase.Qual o quê,parece que ficou pior ainda. Agora alem de ter-se que preocupar com a nossa segurança particular, e pessoal a gente tem que ficar com um pé atrás com as safadezas do Congresso Nacional, e também com as atitudes dos nossos ministros do Supremo, que ao que tudo indica, cansados de bancarem os bons moços resolveram sair do armário e se bandear de vez para o lado da vagabundalia política. E não se iludam, as cartas já estão marcadas para o jogo de quarta feira. Aos ladrões, condenados em última instância será dada mais uma chance, ainda tem muita grana para ser dividida, muitos favores a serem trocados,muitos rabos presos,muitas filigranas jurídicas a favor desta tropa de vagabundos.A justiça deve agir assim, devem os senhores ministros esgotar todos os recursos, a ordem é insistir,chicanear o mais que puder. Têm réus que podem até mesmo sair ilesos, quem sabe até processar o estado por prejuízo moral. Mas, isto tudo, todo este carnaval só vale para eles, os donos do poder. O povo pode até estar comendo merda, mas daí não terão as benesses dos embargos declaratórios, daí não pode,é proibido, não está na lei, enfim o diabo a quatro.Particularmente nunca dei muito credito aquela turma de velhos gagás,agora com a entrada de alguns novatos, nomeados,já comprometidos a coisa vai degringolar e vez. O Brasil continuará nos trilhos da estrada que não leva a lugar algum. Continuaremos a cultivar lá fora a imagem de país emergente, muito embora até mesmo nossa mais alta corte, esteja submergindo.
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
A importância do Rabo.
Tudo bem, eu poderia usar outro sinônimo, digamos mais sociável, como por exemplo cauda,cola, rabicho,mas, resolvi usar a palavra Rabo por acreditar que ela seja a mais própria no momento. Vem de muito longe a importância do Rabo,os antigos povos Romanos alem de sempre manterem o rabos de seus cavalos devidamente enfeitados não se furtavam ao prazer de sem discrição alguma mirarem os olhos no traseiro da suas damas.Aqui no Brasil, a coisa começou a ser mais valorizada com o evento da Discoteca do Chacrinha,de onde saíram alguma "rabudas que até hoje fazem sucesso, veja-se o exemplo da Sessentona Rita Cadilac, que muito embora as pernas mais pareçam mapas de rodovias,de tantas varizes,mesmo assim desfila altaneira o que? A BUNDA, o RABO. O Rabo deixou de ser apenas tratado como fetiche para se transformar de arma poderosa na arte de seduzir todos nos, homens verdadeiros, a ponto de ser a bunda hoje sinônimo de Preferência Nacional. Quem a tem natural, valoriza,quem não a tem monta alguma coisa que se pareça com BUNDA.Na verdade estas últimas devem cuidar muito onde sentam,pois se por acaso derem de cara,ou melhor,de bunda com algum prego o u parafuso pontiagudo, Adeus Benda,ela escorre toda para fora. Este, convenhamos é o tipo de rabo mais conhecido. Graças a ele, muitas e muitos fazem fortuna. Ai vira e mexe, e lá está uma bunda redonda linda, maquiada,acomodada dentro de um minúsculo pedaço de pano que só consegue mesmo cobrir os "furos"e "cortes" cujas finalidades não vamos aqui abordar, por não ser do interesse no momento. Mas todos nos temos o nosso rabo. Até você que está lendo este texto, pense bem...tem, não é mesmo? Mas não tem problema, o seu rabo não me interessa. Quero dissertar mais um pouco sobre aquelas pessoas que embora magrinhas,esmirradas,esqueléticas sofrem por também ter o seu rabo(deles) isto mesmo,adivinhou, os políticos. A curiola política vive intrinsecamente unida como numa longa corrente. A a mão de um,segura o rabo do outro para finalmente lá, bem longe fecharem o círculo. Assim conseguem manter todos sob controle, ao menor deslize,uma pequena cutucada no rabo do revoltoso, volta a colocá-lo nos trilhos. Agora fico pensando, cá com meus gatos e cachorros : que lugar nesta fila estariam colocados os ministros do STF? Teriam eles também alguma saliência, na região lombo sacra onde alguém poderia estar a "cutucaire" como diria meu amigo Joaquim? Reflitam.
5 X 5
Ao que tudo indica, daqui alguns dias o Brasil deverá
entrar numa outra fase. Já fomos para a
rua,brigamos,esperneamos,apanhamos,levamos bordoadas, tudo em nome de direitos
a nos sonegados. Tudo em busca de uma participação do povo, mais ativa,mais
produtiva. Não logramos êxito, não obstante sermos um povo hospitaleiro mas,com
histórico de lutas, e embates, no campo político (que sirvam os exemplos de
nossos pracinhas na Itália,As diretas já, o golpe de 64,)parece que o povo
cansou. Seriam necessárias muitas páginas, para que se enumerassem as angústias
que nosso povo sofre. Seriam muitas laudas para registrar,as ofensas,as
humilhações,os desaforos,as atrocidades,os desrespeitos aos cidadãos,
principalmente no que tange a direitos fundamentais como saúde,educação,moradia,emprego,
isto é o básico. Nosso país que investe BILHÕES para sediar um evento
esportivo,é o mesmo que convive com a morte de crianças por falta de
atendimento médico, pela fome,pela miséria, pelo descaso na saúde. Este país
que investe para parecer rico e poderoso, precisa de estatutos para os
velhos,para o jovens,para os deficientes, remendos vergonhosos aos quais nem
mesmo as autoridades respeitam. Criam-se leis,estatutos, com a pretensa
imoralidade de dar suporte a que as pessoas tenham salvaguardados os direitos,
os mais elementares. Somos extorquidos , roubados,metem a mão no bolso até
mesmo daquele pobre operário que complementa com horas extras o sustento da
casa, o imposto de renda não perdoa. Costumo comparar o povo deste país como um
doente terminal,que sofre preso a um leito, já moribundo,seus paliativos,seus
remédios ficam por conta do
futebol,(ópio) carnaval, festivais de músicas absurdas e incompreensíveis e as
novelas da Globo, e verdadeira Universidade do povão. Até então, tínhamos,
muito embora bem longe de muitos a fé em algumas instituições, até uns tempos
atras,ainda acreditávamos na capacidade de alguns homens letrados,doutores em
leis,que sob suas túnicas, se haviam como incorruptíveis,retos, de moral
ilibada zelando pelo sagrado dever do direito e da justiça igualitária,ali
estavam para ouvir a todos, inclusive ao povo. Hoje esta realidade, mesmos sob
pressão de todos os anteriores argumentos elencados, se modifica. Se modifica
para que sejam garantidos os direitos fundamentais de alguns quadrilheiros,
ladrões condenados, recorrerem de suas penas. Ora,que bom seria se estes
direitos fossem realmente oferecidos a todos os que deles precisam, não apenas
para um bando de apadrinhados, para uma quadrilha astuta e ardilosa,que deseja
não apenas a redução das penas, não apenas quem sabe a liberdade, mas,continuar
de posse daquilo que foi surrupiado dos cofres públicos. A decisão, como se
prenuncia será por novo julgamento, os homens togados,os doutores do direito,
as sumidades dos saberes jurídicos talvez deixem cair a máscara, os novatos
inexperientes ou não deverão fazer o trabalho de casa,é para isto que lá
estão.Gente,perdemos mais uma vez.Atiraram em nossos rostos o estrume
vergonhoso das mafias,rasgaram e pisotearam sobre a constituição tudo em nome
de assegurar o direito a defesa. A defesa de um bando de ladrões.
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Mensalão.
Tudo o que se falar,tudo o que se disser a
respeito deste julgamento, acredito que não mudará o rumo da história. Por
detrás das cortinas, nas coxias deste magistral espetáculo teatral já está
definido o “gran finale”. Como que numa espécie de provocação, de deboche, de
sarcasmo para com todos os espectadores os vilões deverão sair livres,
decreta-se a morte da justiça, sepulta-se a ética ,a honestidade e todos os
demais anseios de uma sociedade ferida,humilhada.Ficamos, todos nos
,boquiabertos ,pasmos,ao pressentir o desfecho deste rumoroso caso. Ainda soam em
nossos ouvidos as frases empolgadas, os jargões jurídicos, as belas e
ameaçadoras citações dos mestres do direito internacional. Todos, unissonamente
desempenhando o seu papel, de um lado os homens togados em cujos quais, ate
então, se acreditava serem imunes as tentações mundanas. Homens que pelo seu
saber, pela sua índole, pelo seu passado nos levavam a acreditar que os ímpios
desta vez seriam aniquilados. De outro lado, homens não menos inteligentes, advogados
experientes, muitos juízes aposentados, conhecedores de todos os meandros de
nossa justiça remendada, esfarrapada, maltrapilha. Aos primeiros deu-se a
tarefa de estudar, tentar acomodar as acusações dentro de conceitos que
pudessem efetivamente levar a justiça. E, convenhamos teoricamente foram
verdadeiramente aulas de direito não só para platéia formada por estudantes que
viam ali uma oportunidade de aprender com os grandes mestres,mas, a todos nós que fazíamos parte da platéia, por todoso s pontos do país. Já, aos advogados
de defesa competia desmontar tijolo a tijolo a muralha de teses que tentavam
segregar do convívio social os acusados. Tinham estes homens o dever de provar
que o ladrão não roubara o corruptor não corrompera, e que na verdade os réus
ali presentes eram apenas e tão somente homens ingênuos. Foram meses de tortura
para todos os envolvidos, mas, principalmente para o povo que até então,
sedento por justiça, ansioso pelo desfecho, acompanhava cada voto dos doutores da lei.Vieram
condenações. Aplausos de um lado, críticas do outro. Porém, o que na realidade
estava acontecendo era apenas um intervalo naquele tragicômico espetáculo,
havia digladiadores que teriam que ser substituídos, havia direitos que na
teoria, teriam sido olvidados. Era a tábua a qual os náufragos haveriam de
agarrar-se, até porque, ao longe já se avistava o escaler salvador. Costuma-se
dizer que sentença de juiz é para ser cumprida, e não discutida. É verdade, só
que com uma ressalva; isto é para quem pode e não para quem merece ou quer. A
justiça verdadeira, aquela cega e impiedosa custa muito caro. Derrubar teses,
anular teorias exige valores, não interessa a origem destes valores, como
também não interessam os clamores públicos. A ética, a honestidade a decência
todos estes conceitos vão dormir no fundo das gavetas quando o que está em jogo
são interesses escusos, sujos. Fica quase que impossível caminhar pelos porões
da lei com uma toga impecável, quanto tanto lodo está envolvido. Os réus, os
valores, os verdadeiros motivos que levaram esta avalanche de denúncias a
desembocar nas poltronas dos nobres ministros, a história jamais saberá. Os
porquês de alguns ministros mudarem agora seus posicionamentos, seus conceitos,
suas atitudes chegando às raias de se ofenderem em público, estas verdades ao
povo jamais será revelada. Isto porque é preciso ainda que com todas as
suspeitas e dúvidas sobre a nomeação de alguns destes verdadeiros atores
cômicos a imagem do Supremo deve continuar a ser reverenciada, não pode sofrer
arranhões. Agora uma nova fase, um novo ato neste triste desfile teatral. Nossos
ministros do STJ deverão amargar as penas de terem sido reduzidos apenas a
coadjuvantes, a certeza de que seus saberes não são lá estas coisas, pois não
conseguiram alicerçar devidamente os pilares das muralhas atrás das quais
ficariam presos os condenados. Aos ex-condenados a liberdade, ainda que
duvidosa, e aos ilustre defensores desta
quadrilha, sejam creditados os devidos honorários, não importando a origem do
dinheiro que recebem. Ao povo? Ao povo resta apenas baixar a cabeça e limpar o
cuspe que nos foi jogado na cara. Brasil, um rascunho de democracia que dever
ser passado a limpo
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Vida de cão.
Por mais que a humanidade tente, por mais que as religiões,
os cultos, as crendices se esforcem não se visualiza num horizonte próximo o
dia em que passaremos a valorizar mais os sentimentos puros, o entendimento de
que aqui, sobre a face deste planeta somos todos visitantes. Não existe um dono
absoluto e eterno. Aqui, nada nos pertence. Os bens materiais servem apenas
para que uns mais abastados sobrevivam melhor do que outros menos afortunados.
Na hora da despedida, a gente vai entender que o caixão, por mais luxuoso que
possa ser não tem gavetas, não tem cofres, e que mesmo se fosse possível levar,
ouro,dinheiro,jóias,escrituras documentos de posses valiosas como
jatinhos,mansões ,fazendas nada disto teria valor algum. Apodreceria como o
nosso corpo um dia vai apodrecer. Então, porque não exercitar nossa capacidade
de amar? De tentar mudar o mundo com atos de amor, de caridade, de humildade?
Dar um basta a estas fachadas do faz de conta, do eu sou mais, eu posso? Estou
fazendo toda esta introdução movido por um sentimento de revolta, infelizmente
não posso apontar o meu alvo nominalmente, não por medo, nada disto, mas,
apenas por não saber ao certo o nome do covarde, do crápula,que ordenou,que deu
a ordem para tamanha brutalidade. Não me interessa se foi ordem da prefeitura,
do gerente,do superintendente, pra mi é tudo a mesma panela, então passo o
rodo. Há muito tempo, ali bem junto a grade que sobrou sobre o passeio público,
com a construção da rampa para acesso ao prédio da Caixa Federal em São
Leopoldo existia um cachorro que fazia o local de morada. Um velho cachorro,
abandonado talvez pelo dono, que ao ver que já estava velho e doente preferiu
jogá-lo ao tempo ao invés de procurar um abrigo, já que agora ele, o cachorro,
precisava mais do que nunca alguém que lhe desse carinho, amor, no fim de sua
existência. Certo ou errado, não interessa, as pessoas ajudavam, mantinham-no
alimentado, com relativa segurança. Naquele local também costumavam dormir
estes farrapos de vida, bêbados, drogados que buscavam o refúgio para as noites
de descanso. Mas, um dia destes o local amanheceu fechado com grades. Idéia de
não se sabe de qual cabeça fraca,talvez incomodado pelo cheiro,
pelas companhias,que destoavam da grandiosidade do banco federal acharam por
bem fazer como o avestruz,enfiaram a cabeça no buraco ao invés de buscar
solução,e assim o Tigre voltou a ser morador de rua. Medida antipática e burra.
Como se fosse a caixa modelo de atendimento. Como se a catinga do cachorro ou
de seus companheiros fosse pior do que o odor fétido dos juros cobrados por
estas instituições bancárias.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Caminhada cívica.
Quando era menino, não existia
esta tal de caminhada cívica. O que existia eram os Desfiles do dia sete de
setembro. E, que coisa mais bonita. Ainda tenho algumas fotos daquele tempo de
ouro. Costumávamos desfilar pela Avenida Sapucaia, o palanque ficava no espaço
em frente a praça General Freitas, assim como a maior concentração de pessoas.
Aquilo era um momento especial, para todos, moradores, alunos professores,
comercio, entidades sociais, todos comungávamos dos mesmos ideais. Todos
queriam mostrar o seu amor pela pátria. Nós alunos fazíamos questão de mostrar
guarda-pós engomados, alvos, gravata azul, calça frisada, sapatos pretos, cada
um fiscalizando o outro para não dar vexame, cada um querendo ser melhor do que
outro. A preparação era feita por partes. Primeiro era a banda que começava a
ensaiar o toque característico, depois, dentro do pátio da escola (Colégio da
D. Sibila) a gente se virava como podia para treinar os passos que deveriam ser
levados para a avenida. Parece difícil acreditar, mas já naquela época a gente
fazia certo mistério sobre o que iria apresentar. Lembro de uma vez, agora já
aluno da Baiúca (Escola Maria Medianeira) fiquei encarregado de produzir a
nossa principal alegoria. Era uma época em que se comemorava muito o envio do
homem a lua, então nada melhor do que “construir um foguete espacial, o qual
seria “tripulado por uma colega (Janete) devidamente caracterizada de
astronauta. Primeiro arrumamos um reboque, depois partimos para as madeiras,
depois para os papelões, e por último, centenas de folhas de papel alumínio
para recobrir a invenção. Materiais a disposição, então mãos a obra. Uma
parafernália de pregos, arames, percevejos, cola, cordões, e eis que surge
imponente o nosso foguete. Foi lindo ver a colega com a roupa toda em papel
alumínio, confeccionada por sua mãe, parada ao lado da geringonça, para o
ensaio, ainda no pátio da minha casa, onde havia sido montado. Tudo ensejava um
estrondoso sucesso. Mas, durante a noite, São Pedro inventou de mandar uma
amostra de aguaceiro, daquelas com a qual ele havia iniciado o dilúvio. A
expectativa se transformou em desilusão ao amanhecer do dia do desfile. Nosso
foguete havia se transformado num esqueleto de madeira com as vísceras
expostas. Mesmo sem nosso foguete, fomos para a avenida, afinal nossa
astronauta estava lá garbosa desfilando. A gente sentia orgulho ao olhar para o
palanque e notar os olhares, e receber os aplausos das autoridades. Hoje,
quanta decepção, quanta indiferença, a gente olha e só enxerga rostos fechados,
caras antipáticas, sorrisos disfarçados. Gente metida, querendo aparecer.
Pirraça.
Até algum tempo atrás, este historia de alvarás era
pura,conversa mole, não havia, nem muito menos, nunca houve um real interesse
em fazer com que as coisas funcionassem como de fato deveriam funcionar. A
segurança era fator quase que utópico, Se depois de pronta a obra tudo
estivesse funcionando a contendo ,estava tudo certo. Ia até a prefeitura,
conversava com um amigo, um engenheiro, ele estipulava um tempo determinado
findo o qual o sujeito saia com o papel na mão, alvará liberado, obra acabada,
todo dentro dos conformes da lei. Mas, tinha algumas vezes em que a coisa era
por demais mascaradas, nem mesmo com a cumplicidade de algum “amigo” era
possível fazer com que o maldito alvará saísse, então entrava em cena o “objeto
misterioso” a gorjeta. Dificilmente os bombeiros entravam em cena. Não estou
dizendo, ou querendo insinuar que isto não aconteça mais, apenas que ficou mais
difícil. Com o evento da Boate Kiss em Santa Maria, talvez motivados pelo
horror, e pelo impacto da tragédia passou-se então a se exigir mais dos
responsáveis pelas liberações de alvarás. O elevado numero de vítimas, num
ambiente totalmente desprovido das mínimas condições de funcionar numa
atividade daquela magnitude, levou algumas autoridades a repensarem nas
facilidades de obtenção bem como na fiscalização da observância fiel de todos
os itens considerados fundamentais para que novas tragédias como aquela não
voltassem a acontecer.Isto, aliado ao fato de terem alguns soldados terem sido
indiciados pela ocorrência, parece ter despertado um verdadeiro estado de
pirraça, por parte daqueles responsáveis por estas fiscalizações. De lá para cá
o que se vê é uma verdadeira guerra, aquilo que antes era considerado
supérfluo, banal, sem perigo virou verdadeiro pavor. Tanto é que não poderemos
duvidar que mesmo acampado, numa barraca, a beira de um rio com apenas um
fogãozinho a lenha para fazer a refeição, de repente surja a nossa frente um
bombeiro com uma planilha, equipamentos eletrônicos para medir a intensidade da
fumaça, e nos interrompa o pique nique até que as condições de segurança sejam
todas satisfeitas. Ora, está claro que existe em tudo um exagero demasiado,
acidentes acontecem onde falha a prevenção, e esta meus caros, não começa com a
revisão feita pelos bombeiros, ela começa muito antes, com a escolha dos
materiais a serem usados, do profissional responsável, com a competência da
equipe de operários, na observação das normas de segurança, no cumprimento fiel
da legislação vigente. Agora vale a máxima; se fomos irresponsáveis por não
fiscalizar, agora vamos exigir extintores até no banheiro, só por pirraça.
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Votar mal.
Afinal, o que significa votar mal? Será que é a mesma coisa que votar errado? Não, não é a mesma coisa. Quando votamos mal estamos reconhecendo que aquele escolhido não rendeu tudo aquilo que se esperava dele como nosso representante. Já quando votamos errado, é porque ao invés de votarmos numa pessoa erramos e acabamos votando em outra. E, veja a incoerência mesmo votando errado podemos não estar votando mal. Vamos que o candidato digitado erroneamente faça um bom trabalho, seja realmente um fiscalizador, apresente propostas compatíveis com os anseios da população, então, de qualquer maneira se voto foi um voto bom, muito embora errado. Isto pode nos ajudar neste pleito que teremos daqui a 27 dias. O grande segredo de votar bem, está intimamente ligado ao fato de podermos separar nossos sentimentos e ver com clareza o que realmente desejamos e encontrar entres os tantos candidatos àquele que realmente apresente condições de nos representar. Isto pode exigir com que façamos opção por candidatos que necessariamente não estejam na lista da nossa sigla e até mesmo que não sejam indicação, ou apoiadores do nosso candidato a prefeito. Mas, vamos concordar que é uma coisa chata não é mesmo? Chata e difícil. Afinal, isto significa romper com muitas estruturas. Lá no meu íntimo vou pensar: puxa o cara sempre foi meu amigo, sempre me ajudou, e agora vou trocá-lo, e lá no partido, se descobrirem vão me queimar, que posição a minha. Ai está o nó górdio. Estamos sempre pensando, nos outros não em nós. A escolha tem que ser nossa, não pode, muito menos deve ser imposta. O voto é uma coisa muito pessoal. Vamos fazer uma suposição: você acabou de construir sua casa, bonita, arrumadinha, cheirando a tinta fresca, você está feliz com tudo. Olhou, examinou,bisbilhotou e não encontrou nada de errado. Então resolve convidar o melhor amigo. Este ainda nem entrou e já vai lascando: bah, cara que cor feia, não leve a mal, mas esta parede está torta. Você botou uma janela logo aqui onde vai entrar chuva? Assim, vai caminhando e descobrindo erros e falhas. Aquela sua alegria vira depressão, a casa vira sinônimo de erros. Tudo porque se deixou influenciar pela opinião de outra pessoa, mesmo sua amiga. Este é o nosso maior defeito, aceitamos muito facilmente a intromissão, os palpites, as opiniões de estranhos em assuntos que dizem respeito somente a nos e mais ninguém. Nossas vidas são bombardeadas diuturnamente com todos os tipos de informações, que podem ou nos deixar eufóricos ou nos colocar em profunda depressão. Ainda não aprendemos a isolar aquilo que nos interessa ou que nos atinge, ou ainda que nos diga respeito daquilo que só vai nos colocar no chão. Assim é na política, assim é numa eleição. Tenho que aprender a selecionar, por minha conta o que realmente pode ou não ser bom para mim. Posso receber milhares de panfletos mentirosos, santinhos sorridentes, conselhos, avisos, palpites, sugestões enfim, podem usar todo o arsenal para tentar me convencer, mas, estou imune. Meu candidato é este que escolhi, ele representa o meu projeto, me transmite sinceridade, honestidade me inspira confiança, então é nele que vou votar, e fim de papo. Isto se chama voto consciente, voto certo. Você votou de acordo com a sua vontade, não foi pressionado. Até pode acontecer do seu escolhido, depois revelar-se mal preparado, omisso e entrar na onda dos outros, mas isto faz parte da cultura e das fraquezas humana de cada um. Naquele momento, naquela hora você acreditou na sua intuição. Eleição é sempre um jogo, onde fizemos apostas a longo prazo, podemos ganhar, mas também podemos perder.O importante é que nossas escolhas sejam realmente nossas, errar por escolha pessoal é uma coisa, errar por ir atrás de conversas fiadas é que dói.
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Abaixo, transcrevo a resposta do Pe. Valdivino,prefeito da sede do Santuário de Aparecida, de quem cobrei pelo menos uma resposta, sobre o andamento as buscas por D. Beatriz. Muito embora no texto não traga nenhuma informação quanto ao tratamento que estão dispensando (eles lá do Santuário) pelo menos comprovou que será possível daqui para a frente contar com um canal de informações,entre nos.
Pe Valdivino
15:44 (20 horas atrás)
para mim
Caro Jaí, boa tarde!
Que este o encontre bem!
Saiba que é bom receber e-mails como o seu, ainda mais quando se trata de um assunto de grande pertinência.
Adianto que em momento algum ignorei seu e-mail, não é de meu feitio. O que houve é que no Santuário Nacional
temos padres que cuidam de diversas áreas, e seu e-mail, fiz questão de encaminhar para o padre que cuida da administração do Santuário Nacional,
não só encaminhei seu e-mail a ele, como conversei com ele pessoalmente e comentei sobre, ele de prontidão, disse que responderia.
Porque não respondi: como disse, encaminhei para que um padre com mais proriedade o respondesse.
Se não me engano, foi o primeiro e-mail a ser enviado para minha pessoa pelo senhor, o que respondo agora é o segundo.
Para que você entenda, não sou prefeito de Apoarecida, sou responsável pela àrea Pastoral do Santuário Nacional, um simples operário na vinha do Senhor. Não tenho carro, não tenho conta em banco,
não tenho celular de últiga geração, viajo de ônibus se preciso for, celebro também em meios aos pobres, não usso roupa de marca famosa; completamente diferente de muitos "prefeitos".
Quem cuida dá área pastoral deste santuário, dão o nome de "Prefeito", que não gosto, pelo fato de muitos "desavisados" ou que não tem conhecimento (e não é culpa deles) me comparar com aqueles que são responsáveis pela cidade.
Adianto ao senhor, que a respeito do caso de D. Beatriz, recebi muitos e-mails, por sinal muitos deles grosseiros, mau educados e ofensivos, me dei o direito de
ignorá-los, nada contra o caso, mas por ver que eles nada acrecentam e por ver que as pessoas que me enviavam tais e-mails não estavam manifestando só com espírito cristão de ajudar no caso, mas com intuito de agredir a minha pessoa
e meus companheiros sacerdotes que muito se dedicam a causa de evangelização neste Santuário. Sei também que essas pessoas são alheias ao nosso trabalho, o discurso é sempre o mesmo: "padres que só pensam em
dinheiro", pouco sabem do nosso trabalho, pouco sabem das obras sociais que mantemos a favor dos pobres. Não sabem ou não querem saber!
Rogo a Deus para que o Caso de D. Beatriz seja solucionado e com as melhores notícias. Se não fiz nada pelo caso, a não ser orar por ela e pela família que sofre, é por que sou tão "pequeno" quanto o senhor que me escreve, por ser apenas um padre
que luta por igualdade social, para que nosso povo seja respeitado e casos como o de D. Beatriz sejam solucionados. Não detenho a justiça e o poder público, detenho apenas o grito de um simples pregador que teima em não deixar seu grito
cristão e evangelizador calar!
Não podemos nos acomodar, acovardar, ainda mais quando se trata de um caso como este, temos que buscar resposta, lutar, questionar àqueles que devem respeito a todos, aqueles que cuidam das leis, segurança, lado social, saúde, e educação desde
país!
Agradeço pelo e-mail. Fico a orar pela família e sobretudo por D. Beatriz!
Abraços e preces!
Assinar:
Postagens (Atom)

