domingo, 11 de novembro de 2012





ALERTA VERMELHO SEU BABALLIN


SRs. Responsáveis pela limpeza pública de Sapucaia do Sul. Analisem muito bem estas fotos e considerem:
Os entulhos já ocupam quase a metade da via pública.
É material altamente inflamável (madeira seca).
Já tentaram botar fogo (vândalos)
Os carros são obrigados a se desviarem na contramão.
Está sob uma entrada de luz, o que pode causar problemas junto a concessionária de serviços.
A Prefeitura já foi avisada, e não se manifestou. Dito isto, alerta-se aos senhores responsáveis: a responsabilidade civil e criminal é da PM, assim como o recolhimento dos entulhos, já que se pagam impostos.
NINGUÉM, mas, NINGUÉM mesmo está obrigado a pagar 120 reais ou mais para um picareta que aluga containers, quando a prefeitura já tem gente para fazer este tipo de trabalho.
Contagem regressiva, a partir de agora, qualquer coisa que vier a acontecer, vai sobrar pra algum graúdo (ou metido a graúdo)

A responsabilidade desta postagem, é totalmente minha (Jaí), texto/fotos 


sexta-feira, 9 de novembro de 2012


O enforcado.
Antes de começar este novo texto, quero dar um pequeno esclarecimento; as historias aqui narradas algumas verdadeiras, outras fruto de conversas com pessoas mais antigas, e com as quais convivi no meu tempo de estudante. Nem por isto posso afirmar que tudo tenha acontecido da forma como é narrado. Minha intenção é tão somente contar fatos e acontecimentos pitorescos da minha época de rapaz, para que outras pessoas possam ter uma ideia da Sapucaia de antigamente. Não é minha pretensão, instigar, ou rebuscar fatos que possam causar danos, ou prejudicar a imagem de ninguém, os nomes quando citados, se a historia é verdadeira, são reais outros são fictícios para preservar a privacidade dos envolvidos. 
O fato que hoje quero contar para vocês também, como outros me foram contado por pessoas que juraram ser verdade o acontecido, e teve como cenário aquele terreno onde hoje está situado um estacionamento do Instituto Rubem Darío, esquinas das ruas Pio XII com Castro Alves.Naquele local, antigamente havia um barranco, dois ou três metros de altura mais ou menos, e sobre este, um pequeno conjunto de árvores, ainda remanescentes dos matos que haviam ali. Pois muito bem. Virada para Avenida Castro Alves havia uma grande árvore, com um galho que se lançava sobre o leito da avenida, Era coisa de poucos metros, dois ou três mais ou menos. Bem, o cenário está montado, cada um coloque agora na sua mente uma tarde de domingo sol brilhante, pouco movimento nas ruas. Um jovem, chega muito de mansinho, coloca algumas roupas ao pé da árvore, acomoda-se e adormece. Os primeiros raios de luz da segunda feira, iluminam a cena dantesca, macabra, terrível. Um corpo pende do galho, os pés quase que ainda tocam o barranco. 
Alvoroço geral. A polícia é chamada, ninguém ousa tocar na cena, alguns trocam cochichos, ninguém sabe nada do enforcado, nunca havia sido visto por ali. Por fim a corda é cortada o corpo retirado, ajuntam os pertences e o carro leva o cadáver para Porto Alegre. Dias depois do acontecido começam a aparecer as primeiras pistas bem como as primeiras nuances daquele que poderia ser considerado um caso digno de folhetim das oito horas. Tarcísio ( lembrem, o nome é fictício) realmente morava em São Leopoldo, mas,era apaixonado por uma moça da sociedade de então, aqui da cidade. Depois de algumas idas e vindas, o romance acabou. Mas, acabou de parte da moça, que teria se apaixonado por um soldado do exército. Cego de amor, com o coração corroído pelo ciúme doentio, Tarcísio escolheu o local onde sabia sua amada passava várias vezes em direção a BR 116. 
Ele queria dar aquilo que na sua fantasia poderia ser a última prova de amor. E assim aconteceu. A moça em estado de choque,dizem, nunca mais se recuperou costumava passar longos períodos naquele local rezando, de quando em vez depositava um pequeno ramalhete de flores sob o pé da árvore, onde Tarcísio havia dado fim a sua vida. Até pouco tempo atrás o local era conhecido como o Capão do enforcado. Depois com a construção do prédio da prefeitura e a abertura em definitivo da Av. Castro Alves, a venda dos terrenos circunvizinhos a historia foi sendo lentamente esquecida. Mais recentemente o local foi rebaixado e no local do antigo capão surgiu o estacionamento do Instituto Rubem Darío. 
A moça? Parece que perdeu totalmente a lucidez, enlouqueceu, de dor, remorso,tristeza, enfim. Dizem que ainda vive, é interna numa casa para doentes mentais da região  e passa o dia sob a sombra de uma árvore com um pequeno ramos de flores entre as mãos.

Segunda feira;Um baile riscado a facão, muito medo, e até defunto segurando valentões no cemitério da Vila Primor.

Leia, siga,prestigie e recomende o Blog Maresias.  

quarta-feira, 7 de novembro de 2012


O tesouro dos três coqueiros.
Bem ali onde se situa o reservatório de água da Prefeitura de Sapucaia, havia antigamente três coqueiros. Estavam simetricamente dispostos em forma de triângulo, no centro um pequeno buraco com mais ou menos trinta centímetros de diâmetro. Antes de continuar, vamos dar um pequeno esclarecimento; o desnível que existia ali naquela lombada a qual estou me referindo neste textos era bem mais acentuada. Tanto é que para a abertura da Avenida Castro Alves as máquinas retiraram uma base de seis a sete metros de terra quando no serviço de terraplanagem. Toda esta terra que saiu dali foi, digamos empurrada para traz no sentido da BR 116, uma zona que era bem mais baixa.Da mesma forma, toda aquela área onde hoje se situa a prefeitura foi rebaixada, ficando, logicamente um desnível bem diferente do que realmente era. 
Mas,  no tempo em que brincávamos ali a única coisa que ligava o topo da lomba com as casas (algumas poucas)) que existiam eram, caminhos semelhantes a trilho de formigueiros. Num destes terrenos, a margem esquerda, no sentido da BR, do que hoje é a Av. Castro Alves, morava um casal de portugueses já velhos o seu Manoel e a D. Catorina. Estes eram os caseiros que cuidavam da chácara para a qual nos mudamos, e, foi Seu Manoel que repassou a historia que passo a narrar. Junto aqueles três coqueiros “lá no alto” , todas as noites vem um homem todo de branco, e com uma pá parece estar a escolher o lugar ideal para cavar. Mas, pela manhã, vou até o local e não existe nenhum vestígio de que alguém tenha cavado o local.Uma dias destes estava eu aqui a cuidar de minhas galinhas, quando um senhor de cor, um preto velho me chamou lá em cima do barranco. 
Fui ver o que queria então ele falou:  - Eu sei que você esta a me espiar todas as noites quando venho a procura do meu dinheiro. Tudo o que ali está enterrado me pertence, a ninguém mais é permitido botar as mãos, muito menos os olhos sobre meu dinheiro. Amaldiçoado seja quem o fizer. Eu não sabia o que dizer, nunca tinha visto aquela pessoa por ali,muito menos sabia que era ele que andava a noite a procurar dinheiro. Comentei o caso com algumas pessoas da vizinhança e, daquele dia em diante sempre aparecia alguém com uma pá ou enxada e fazia escavações. Alguns diziam ter encontrado algumas moedas antigas, de cobre, ou bronze. A verdade é que no centro dos três coqueiros, ninguém podia cavar, pás, picaretas e enxadas pareciam pesar toneladas, e a terra parecia rocha, era impossível cavar naquele local. Bem, esta é a historia que o seu Manoel me contou, quando ainda eu era guri. Porém ninguém conseguia tirar da cabeça de que ali tão perto poderia haver um tesouro enterrado. 
Nesta mesma época havia bem próximo a nossa casa um armazém, pouco sortido, mas, que servia de quebra galho, e cujo dono sempre nos desafiava: - E daí gurizada vamos desenterrar o tesouro? Olha, quem quiser ir junto é só pegar a pá e me acompanhar, nunca ninguém aceitou o tal convite. Este homem que vamos chamar de Tenório (nome fictício pois seus herdeiros ainda vivem) não tinha posses, vivia das vendas de seu armazém, muito poucas coisas. Uma manhã, um alvoroço na vila. Haviam escavado uma grande cratera nos centro dos três coqueiros. O buraco antes de trinta centímetros de diâmetro agora era de mais de dois metros e quase quatro de profundidade. Nunca se ouviu falara de alguém que tivesse visto ou escutado alguma coisa durante a madrugada. Estranha e curiosamente, uma semana depois seu Tenório vendeu o seu bar, mudou-se para o outro lado dos trilhos, num terreno enorme que havia comprado.
Bem, se era ou não verdade que havia dinheiro enterrado, se o tal preto velho que seu Manoel via seguidamente procurando algo por ali existiu realmente nunca se pode comprovar, mas existe um fato que até hoje intriga aos que conheceram a historia. A esposa do seu Tenório morreu de câncer, e ele também. Coincidencia? Casualidade? Verdade? Mentiras? Seja o que for os tres coqueiros permaneceram a beira daquela cratera até o dia em que as máquinas os derrubaram, para a construção do novo prédio da prefeitura. 
Para encerrar, a construção da nova Sede foi obra do Walmir Martins, e como ele morreu? Como dizia  minha avó: Mistéeeeeeerios. Será que a praga vai atingir o Ballin? Mistéeeeeerio.

terça-feira, 6 de novembro de 2012


Uma Anaconda em Sapucaia.
Não acreditam?Então leiam com atenção. Conforme escrevi ontem no texto Sapucaia era Assim, tínhamos uma turma muito unida, e que, para aquele tempo também era da pesada. Até porque a topografia da cidade era muito diferente disto que ai está, haviam poucas casas, principalmente nesta área onde se situa a prefeitura. Toda aquela extensão, da beira dos trilhos até quase as proximidades da BR116 eram praticamente campos e muito poucas casas. Muito bem, acontece que ali onde hoje está o DTG do Rúbem Darío, havia uma lagoa, cercada de maricás e taquareiras. Ninguém nunca explicou como aquilo apareceu ali. A água era limpa, não potável, mas limpa.Tinha uma certa profundidade, pois a gente costumava pegar uma taquara bem grande e enfia-la e ela sumia todinha. 
Na época diziam tratar-se de um olho de boi. Bem ali próximo morava um casal de negros já bem velhos, junto com o filho, Nezinho. O Nezinho era parceiro de todas as tiranias da época, era alto, desengonçado, braços longos e meio corcunda. Mas, apesar das aparências era uma santa criatura, quando não estava aprontando, diga-se de passagem. Nãõ sei de invenção da cabeça dele ou de alguns mais antigos, criou-se a estória de que ali naquele lago, habitava uma cobra gigantesca,que comia cães,gatos e até pessoas. Passar por aquele trecho da rua Rolante depois de escurecer era como despedir-se da vida. Mas, quando se tem idade para malandragens não existem perigos, muito menos ameaças. E, foi assim que decidimos enfrentar a tal cobra íamos arrancá-la do buraco a qualquer custo. Os caçadores eram oito valentões que armados com facas, paus, canivetes e bodoques (fundas) marcaram a hora para o grande encontro. Havia inclusive a promessa de que esfolaríamos a cobra e levaríamos o seu couro para expor nas festas do Padre Gentil, sempre é claro com os créditos aos valentões da época. Chegou a hora,anoiteceu no reunimos no portão da chácara onde eu morava, pegamos um velho lampião de acetileno (eu havia construído especialmente para a caçada) O Luizinho e o Bira conseguiram duas pedras de carbureto, montamos a geringonça, e partimos para a grande empreitada. 
O tempo foi passando e nada do bicho aparecer. Foi quando alguém teve a ideia de cutucar a água, uma espécie de provocação para tirar o animal da toca. Cutucamos uma,duas, e na terceira cutucada a água redemoinhou violentamente, foi então que todos ficaram de cabelo em pé,algo lustroso,grosso começava a sair da água e se enroscar por entre as taquareiras, aquilo parecia não ter fim, era enorme. Sempre tive problemas para correr pois usava um aparelho ortopédico, mas naquela noite aquilo me assustou de tal forma que sai correndo com os demais. Os aparatos de guerra ficaram todos esparramados inclusive o lampião aceso a beira da água. Já afastados dali começamos a nos preocupar com a família do Nezinho, afinal aquele troço tinha saído para fora e ia em direção a casa do cara. Bombeiros só de São Leopoldo, a polícia (BM) daquele tempo era apenas um velho PM conhecido como João polícia, já quase aposentado. E, pior, não gostava nada de ser interrompido em casa. 
Assim, decidimos esperar pelo amanhecer e visitar o Nesinho para ver o que havia restado da comilança da noite. Cada um imaginava uma coisa mais horrível do que o outro. Será que haviam sido comidos? Será que havia sobrado alguma coisa? Será que valia a pena olhar o que restou? Quando chegamos, batemos palma , chamamos pelo Nezinho, ele então apareceu, na porta mandando que entrássemos. Íamos com um olho na casa e outro nas macegas em volta da lagoa. Foi então que quase caímos. Lá junto a porta de entrada da casa estava a gigantesca cobra, estava pendurada numa corda e ao seu lado o Nezinho dando gargalhadas, ele e a família olhavam para  nossas caras de bobocas e riam a não poder mais.Na verdade a cobra que iríamos matar,e que temíamos nos engolir não passava de várias pernas de calças velhas costuradas e cheias de grama. 
Durante uma semana o Nezinho não pode sair para fora de casa, iríamos bater o coro dele. O cara tinha feito uma coisa muito certa.Nos matou de medo. Depois tudo se acomodou, e voltamos a farra. A tal Anaconda não passava de um boato criado pelo pai dele para que a gurizada não tomasse banho naquelas águas.

Quinta Feira. A Lenda do tesouro enterrado junto aos três coqueiros. Bem no topo da lomba, bem onde se localiza a caixa de água da Prefeitura.


Sapucaia era assim.
Se tivéssemos, antigamente, as facilidades que temos hoje para registrarmos em imagens, o nosso cotidiano com certeza muita gente ficaria impressionada como eram alguns pontos de nossa cidade. Assim que nos mudamos para Sapucaia, este espaço onde se situa a Prefeitura, tanto o prédio novo quanto a antiga sede era muito pouco povoado. No local havia uma grande lomba, uma elevação que começava junto a Rua Sete de Setembro, paralela aos trilhos da viação férrea e subia em direção onde hoje se situa a confluência da Rua Barão do Rio Branco com a Rua D.Inês. Na verdade o traçado da Rua Barão do Rio Branco vinha somente até onde encontrava-se com a Rua D. Inês. 
Daquele ponto até a Rua Sete de Setembro era apenas um trilho aberto pela passagem das pessoas que usavam-no para chegar até a passagem que havia junto aos trilhos do trem e assim terem acesso a parada dos ônibus da Central. Naquele tempo todo o percurso do trem era cercado para evitar acidentes com animais nos trilho. Havia ainda uma passagem para carros bem na direção de onde desemboca a Avenida Castro Alves. Mas,existe um episódio muito engraçado o qual jamais esqueci, e repasso a todos aqueles mais novos que talvez nunca tenham tido ideia de que isto acontecesse na cidade.A gurizada da época,era unida, tanto os do lado de lá dos trilhos, como eram chamados, relacionavam-se muitíssimo bem com os do lado de cá.
Assim que de vez em quando a gente se reunia para uma disputa de regatas naquela lombada enorme que existia ali junto a Rua Sete de Setembro. As regatas nada mais eram do que duas travessas de madeira, bem aplainadas (com cacos de vidro) para que ficassem bem lisinhas. Depois de prontas as travessas, eram pregadas sobre elas uma tábua para servir de assento e outra para que se firmassem os pés. A brincadeira consistia em situar a regata, bem no topo da lomba e depois com um empurrão (impulso) ela deslizava até junto a beira da rua.Principalmente quando a grama estava molhada depois de uma chuvarada. A engenhoca costumava pegar uma velocidade bem acentuada, pois com o uso frequente e o deslizamento constante com peso as bases das regatas iam ficando cada vez mais apropriadas para os embates. Mas,tinha um porém. Antes de chegar a beira da rua havia um lagoa, formada pelas águas da chuva. 
Não era profunda, ela estaria situada hoje, para fins de identificar o local ,onde se situa o pé da passarela, junto aqueles banheiros públicos. Estava, portanto no caminho das regatas, e manobrar uma regata não era coisa para principiantes, era preciso um jogo de corpo para tentar desviar da lagoa. Mas, isto era algo que não contávamos para os visitantes, e como era gostoso ver alguns “filinhos de papai” virem para as disputas todos arrumadinhos, bonitinhos e de repente sem mais nem menos se estatelarem dentro das águas sujas da lagoa. Ninguém brigava, ninguém zoava, não havia provocação, uns ajudavam os outros. Quando o brinquedo de alguém quebrava, sempre havia uma “equipe” devidamente preparada para dar os ajustes e fazer os consertos necessários. 
Eram outros tempos, outras maneiras de se relacionar, não havia tantas disputas por “poderes” não havia melhores, nem piores éramos praticamente todos das mesmas condições sociais. Alguns com brinquedos mais sofisticados, mais modernos, mas, no final todos se acertavam mesmo com um festival de roupas sujas de barro, e alguns arranhões nos joelhos, por contas dos acidentes.

Amanhã quero contar sobre um local onde habitava uma cobra gigante, que comia cães,  gatos, e,..pasmem até gente.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012


Uma doação.
Comecei sentindo uma pequena agonia, um pequeno desconforto, parecia que não havia posição capaz de aliviar aquela desagradável sensação de angústia. Sentado, deitado, recostado, me encolhendo ou espichando, o mundo parecia ir ficando pequeno. O quarto encolhia, o ar faltava. Eu sabia, era o início de outra daquelas crises de falta de ar. A respiração ficando cada vez mais difícil, o ar não aparecia, o peito parecia murchar, eu estava afogando eu estava morrendo. Acordei num quarto branco, silencioso, abri os olhos lentamente tentando me situar. Haviam colocado um tubo na boca e outros dois menores pelas narinas. Ao meu lado um cilindro verde reluzente, cheio de válvulas, fornecia o oxigênio que aliviava minha angústia. Aos pés da cama, sentada sobre um sofá velho e surrado, podia ver minha mãe, com as duas mãos no rosto e um ar de preocupação. Tentei sorrir. Mas sorrir como? É uma tarefa muito difícil quando se tem uma sonda, enfiada em nossa garganta, nestes casos a única coisa possível é um esgar, um arremedo de sorriso. Muito embora sempre me assustasse com estas crises eu já estava acostumado com este tipo de situação, afinal, desde que fora diagnosticado de que eu sofria de hipertensão pulmonar, minha vida se resumia em idas e vindas a um hospital, ou ambulatório. Minha esperança conforme o médico meu parceiro de agonias, era um transplante, e este dependia de uma série de fatores, nos quais infelizmente, eu não podia interferir só rezar, rezar e aguardar. Na verdade eu sabia que minha vida estava dependente de uma fórmula matemática; minha sobrevida está para um transplante, assim como a permissão da família está para o doador. Ou seja, corro contra o tempo, tenho que economizar os  pulmões que possuo, nada de esforço, nada de brincadeiras,nada de correrias, nada de jogar futebol. Mas como é difícil, vejo este céu tão lindo, as árvores todas cheias de vida, elas também,  embora afetadas pela poluição, conseguem balançar ao sabor das brisas, acolher os pássaros, fornecer sombra. Mas eu não posso quase nada, tudo para mim é em doses homeopáticas, até o ar que respiro. Este relato, não fala de mim, graças a Deus tenho pulmões saudáveis, nunca senti sequer por menor que fosse a sensação de falta de ar, assim como muitos dos que estão lendo este artigo. Quis, e não sei se consegui, descrever ainda que minimamente o sofrimento de uma pessoa que sofre com a perspectiva de que a qualquer momento pode ter sua vida interrompida pela falta de um doador. Eu sei, é duro de aceitar a perda de um familiar, mas, quem sabe doando uma parte, deste ente querido, a dor não suavize com a certeza de que estaremos ajudando a salvar outra. Alguém poderá olhar o céu, abrir os braços encher os pulmões e gritar bem alto; obrigado Deus,obrigado a este doador anônimo pela minha nova vida. 

Seja um doador,doe vida. Uma campanha do Blog Maresias em prol da valorização da doação de órgãos. Lembre-se, neste exato momento pode ter alguém esperando pela sua decisão.

terça-feira, 30 de outubro de 2012



Usina de Belo Monte.

O projeto de construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte surgiu há mais de trinta anos, ainda no período de ditadura militar. O projeto foi engavetado em 1989, sob pressões de grupos indígenas liderados pelo cacique Raoni e o cantor Sting, ex-vocalista da banda “The Police”.
A hidrelétrica de Belo Monte possuirá uma capacidade para abastecer mais de 26 milhões de habitantes. A construção da hidrelétrica ocupará as regiões dos municípios paraenses de Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio e Vitório do Xingu.
O lago gerado pela usina terá 516 km² de área, inundando 51.600 hectares de floresta, deixará submerso parte do Xingu (Volta Grande) e um terço de Altamira. A instalação da usina desalojará mais de 20 mil pessoas, mas gerará cerca de 80.000 postos de trabalho na sua construção.
Estima-se que a hidrelétrica de Belo Monte produzirá 11.233 MW de energia em épocas de cheias, que compreendem a quatro meses ao ano, e 4.000 MW nas épocas de baixa.
Segundo a professora Sônia Barbosa Magalhães, da Universidade Federal do Pará, em análise crítica ao Estudo de Impacto Ambiental (EIMA-RIMA) de Belo Monte, a obra gerará sérias consequências:
Inundação constante dos igarapés de Altamira, no lugar da inundação sazonal;
Redução da vazão da água e bloqueio do transporte fluvial até o Rio Bacajá;
Remanejamento de famílias locais;
Alteração do regime do rio relacionado aos meios bióticos e socioeconômicos;
Segundo a ONG WWF , a construção da hidrelétrica de Belo Monte poderia ser substituída pela repotencialização das usinas já existentes no país, pela redução do desperdício no sistema de distribuição elétrica, além de investimentos em fontes limpas de energia.
O leilão da construção da usina gerou protestos de grupos indígenas, do Movimento Nacional dos Atingidos por Barragens, com a participação do diretor do filme Avatar, o cineasta canadense James Cameron.
A barragem principal da Usina de Belo Monte será construída no Rio Xingu, a 40 km da cidade de Altamira. O projeto prevê a construção de duas casas de força, a principal será instalada no Sítio Belo Monte e a secundária junto ao Reservatório do Xingu.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012


Concerto, e  remendo.
Agora a pouco, quase em frente a minha casa, parou um caminhão, e um automóvel velho. Do caminhão desceram três homens , e do automóvel mais cinco, ou seja, oito homens, uma equipe. Tarefa; fazer o remendo de um espaço , até então tapado com brita no asfalto, mais precisamente na parte de estacionamento. A área (eu medi) 70 centímetro por um metro. Agora vamos descrever a tarefas dos oitos homens envolvidos, um pegou uma picareta e começou a repicar toda a área, soltando a brita que estava socada. Veio um segundo com uma pá e retirou a terra colocando-a ao lado do buraco. 

Veio o terceiro e abriu a tampa traseira da caçamba, o quarto então pegou uma pá e colocou a terra sobre a caçamba. Veio o quinto homem com uma vassoura e varreu a área externa do buraco. O sexto, com outra vassoura ( velha e surrada)limpou as bordas do buraco. O sétimo homem permanecia o tempo todo junto a um cone colocado junto a roda traseira da caçamba. O oitavo homem permaneceu sentado ao volante espalitando os dentes e me encarando. Mais alguns detalhes importante para a análise dos fatos. A área a ser reposta de asfalto não passava de 210 centímetro quadrados (0,70 x 100 x 0,03), as bordas,ou seja, a “capa” anterior que foi retirada para fazer o buraco pela CORSAN era de sete centímetros de espessura.

Mais um detalhe, quando da retirada da terra do buraco para a colocação da camada asfáltica, a terra foi retirada de forma mais profunda nas beiras (quatro lados) de maneira que no centro a camada ficou reduzida a um lençol de massa.Detalhe; Asfalto sobre terra,areia. Vamos recapitular? Dois carros, oito homens, para um remendo de 210 centímetros de asfalto. Aparentemente tudo aquilo que aconteceu ali poderia merecer até um elogio ao responsável, afinal de contas está reparando um serviço que ficou sendo devido, eu falei, aparentemente, na verdade aquilo ali é caso de polícia, Não acredita? Então vamos ver o porquê. A Rua Caramurú neste trecho entre as ruas Manoel Atanásio Dias e Lindolfo Collor, anteriormente era calçada com pedras irregulares, um calçamento firme e compactado,feito por empresa particular e pago por nos moradores. Ali a Prefeitura não meteu um dedo. 

Pois bem, as pedras são retiradas e levadas para sabe-se lá onde. O asfalto reposto, alem de ser uma camada muito mais fina ainda, vai ficar sobre uma base de areia, e socado com os pés, não tem rolo compressor.Outro detalhe, uma camada de massa disposta desta maneira “cônica” tem a tendência de com o movimento das rodas irem se afastando do centro para as beiras (força centrífuga) ocasionando o aparecimento dos característicos “enrugamentos” nas pistas de rolamento. Mas este serviço é pago pela CORSAN, aquela equipe de oito profissionais pertence a alguém que ganhou uma licitação, apresentou orçamentos, prazos, materiais e mão de obra especializada, para fazer CONCERTOS e não REMENDOS. Cada homem ali, parado ou não está custando um valor cobrado como homem/hora. 

Logo, posso botar vinte trabalhadores, dar uma vassoura para cada um e cobro por vinte homens hora. Mas o que nos deveria deixar indignados é o caradurismo do remendo feito. É coisa para tapar os olhos dos bobocas que pagam impostos para ter ruas e avenidas bem cuidadas e acabam tendo que enfrentar estes bandos de picaretas. Isto sem falar do perigo que representa este tipo de remendo para a segurança no trânsito. Vamos imaginar esta mesma equipe remendando uma pista central de rolamento com fluxo de carros leves e pesados, imagine o estrago, aros, jumelos de molas, rolamentos de rodas, amortecedores enfim. Agora se sente e calcule quantas destas “equipes” estarão se apresentando para pegar uma fatia deste grande bolo que se chama Copa dos Alienados.


Conserto; ato ou efeito de consertar algo de maneira a dar-lhe as mesmas condições de qualidade e durabilidade de quando a sua fabricação, ou construção. Ex. viaduto da BR116 em frente a REFAP.

Remendo ; ato ou efeito de resolver um problema de maneira  passageira, de modo a não permitir, ainda que de forma emergencial, a interrupção de uma atividade. Ex; Reeleição do Vilmar Ballin aqui em Sapucaia do Sul.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012


O Facebook.
Eu não conhecia este tal de Facebook, apostava minhas fichas no ORKUT, nas trocas de emails e, principalmente no meu blog. Um dia apareceu um convite muito ingênuo de um amigo, resolvi consultar, fiz o meu cadastro e esqueci do negocio. Passados alguns dias resolvi visitar para ver o que tinha acontecido, fiquei de boca aberta com a quantidade de convites para ser adicionado a rede de amigos.Ainda meio desconfiado aceitei o desafio, e comecei também a participar, primeiro dando pitacos onde tinha certeza de que seriam aceitos, depois fui ampliando os horizontes e hoje, graças a Deus já posso contar com muitos amigos virtuais.

Mas, que diabos de atração tem este tal de face?Que magnetismo absurdo é este que nos prega a frente  de um monitor a ponto de sair com olhos vermelhos, e dedos cansados? Isto quando não se passa a madrugada toda trocando mensagens, mas principalmente louco de curiosidade para ver aquele pontinho vermelho no canto esquerdo aparecer. Aliás, uns do três pontinhos. Quem será que quer a minha amizade? Quem estará me cutucando?Quem será que curtiu aquilo que escrevi? Na verdade esta páginas sociais na internet vieram abrir um canal de comunicação muito maior do que qualquer outro meio já havia propiciado. Aqui, sentado na minha escrivaninha, eu posso estar estudando, pesquisando,investigando e ao mesmo tempo de olho na minha página. 

Eu posso aconselhar, namorar, cantar,mentir,pregar, colocar as maiores besteiras que a internet permite, eu sei que sempre haverá alguém que vai curtir. O Facebook tornou-se o amigo discreto daquelas pessoas mais tímidas o poço onde desabafo algumas mágoas, onde busco, quem sabe o apoio, onde tento mostrar o que penso. Onde falo com quem nem ao menos sei o nome, com quem nem ao menos tenho noção de como é o rosto. Sim, pois aquele rosto bonito,(ninguém aparece feio no Face.) aqueles cabelos lindos, aquele corpão na praia, aquela boca sensual, aquelas indiretas, ou diretas, tudo pode ser uma grande mentira,mas e daí? Ele (a) está me ouvindo, me dando bola,respondendo minhas dúvidas. Eu não quero nem entrar no mérito se a mensagem é de algum doente mental, de algum tarado, de algum mal intencionado. Desde que eu não apareça e não forneça dados que me comprometam não tem problema. 

Sair pela tela do monitor e me pegar eu sei que não vai. Da mesma forma quanto maior for o desejo de agarrar aquela loira bonita que está sorrindo na foto para mim eu não vou conseguir. E, ai está a grande vantagem das redes ditas sociais. A gente pode pensar, desejar, possuir tudo aquilo que temos a nossa frente, sem nenhum prejuízo, sem gastar um tostão. Porém, convenhamos tem também a parte chata. Aqueles convites para jogos, aniversários, e principalmente as famosas mensagens filosóficas de mau gosto. Tem algumas que realmente, te inspiram a uma reflexão mais profunda, te induzem a pensar um pouco mais, sobre determinados problemas, outros, no entanto não dizem nada com nada, não acrescentam nada de bom, pelo contrário, além de tomarem teu tempo ainda te colocam, as vezes, como culpado de uma situação que muito embora reconheçamos ser difícil, não está a nossa altura buscar as soluções. 

De qualquer forma estas páginas na internet, tem muito a colaborar com a solução de alguns problemas, as correntes formadas, principalmente por gente honesta e interessada tem demonstrado a força que possuem na mobilização de pessoas que num simples clicar espalham as mensagens para milhões de internautas.Isto sem contar com a força destas páginas na divulgação dos grandes acontecimentos negativos protagonizados por nossos políticos. Catástrofes  quando acontecidas podem ser divulgadas, arregimentando em poucos segundos centenas e milhares de auxílios, buscando informações, fornecendo subsídios para maior agilidade em salvamentos. 

Tem gente que condena estes tipos de relacionamentos, e de redes pela internet, porém é sempre bom lembras que o perigo não está e nunca esteve na existência deste produtos,mas sim o uso que fizemos e os cuidados que devemos tomar em nossas participações. E...com a devida licença, o botão vermelho apareceu..tem gente me procurando. Até mais.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012


Entre você também nesta luta. Não dá mais para conviver com esta carnificina no trânsito. E o pior, os responsáveis quase sempre deixam suas vítimas estendidas no asfalto, e continuam impunes, livre,leves,soltos. Vamos modificar as leis. Vamos botar atras das grades estes assassinos.Copie, divulgue, comente com seus amigos, seus vizinhos sobre a importância de exigirmos mais rigor das leis e punição justas aos assassinos do trânsito.
O blog Maresias está nesta luta, você que me honra com sua presença diariamente, de qualquer parte do Brasil, venha somar-se ao nosso grupo.