terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Onde anda Beatriz?






Tenho certeza absoluta de que se Beatriz Joanna Von Hoehendorff Wick ,a pessoa desparecida lá no Santuário Nacional a noventa e dois dias fosse personagem de uma destas tramas globais, ou se estivesse participando de algum destes programas televisivos de grande audiência na TV, ela já estaria novamente no convívio da família. Mas não, a verdade é que D. Beatriz  uma simples dona de casa desapareceu misteriosamente quando fazia uma visita ao Santuário Nacional em São Paulo. A grande verdade é que apesar do sumiço ser real, causando dor e sofrimento aos familiares parentes e amigos do casal muito pouco ou quase nada foi feito pelas autoridades responsáveis pela elucidação do caso. Enquanto providencias são tomadas pelos familiares como distribuição de panfletos, avisos, chamadas, participações em programas de TVs, nada disto parece tocar, sensibilizar as autoridades policiais. Parece estranho que ninguém ainda tenha perguntado a estas “autoridades”: afinal, que tipo de providencias estão sendo tomadas? Que tipo de investigação está sendo feita para tentar descobri não só o paradeiro de D. Beatriz, mas de tantos outros “sumidos” naquele centro de peregrinação. Por maior que seja a movimentação humana naquele local é inadmissível que mesmo três meses após o ocorrido não se consiga nada mais do que pistas e alarmes falsos. Será que existe realmente de parte das autoridades do Santuário a preocupação em monitorar, controlar, cuidar, o movimento de pessoas bem como zelar pela segurança dos romeiros? No que consiste então estes cuidados? Será que l.500 seguranças e 400 policiais militares, são suficientes para zelar pela segurança de um milhão de pessoas?Que tipo de controle existe com relação aos ônibus que entram e saem do santuário todos os dias, quem é o responsável pela entrada e saída dos passageiros das centenas de excursões que adentram aos estacionamentos? É feito algum tipo de chamada? Existe lista de passageiros que são realmente fiscalizadas? Infelizmente para nossa tristeza o desaparecimento desta senhora, e de tantos outros romeiros, não chega a nos causar tantos impactos como o sumiço de uma Jéssica ou de uma Morena. D Beatriz é personagem real, verdadeira, e seu sumiço não é obra de ficção, talvez por tudo isto não tenha de parte da opinião pública o devido interesse. Mas, quero dar uma sugestão, não aos familiares,quer já estão exaustos, mas ao governo brasileiro. Baseado neste, e em outros casos semelhantes estipule alguma forma de os Correios através de seus agentes (carteiros) divulgarem fotos de pessoas desaparecidas. É o mínimo que se pode esperar de um país que ainda tenha um pouco de vergonha na cara. 

O nosso pais está "investindo" bilhões em projetos para a tão esperada Copa dos Alienados. Porém muito mais importante do que os milhões de reais que serão consumidos, e desviados com este acontecimento, é o respeito para com os cidadão, com sua segurança, e principalmente com sua integridade física.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O asilo.



O grande portão de ferro abriu-se lentamente, o guarda sorriu atencioso, e entregou o crachá para Fernando. Este, foi dirigindo pela alameda cheia de canteiros com flores,e grandes árvores que margeavam o caminho. Por fim chegou em frente a uma escadaria, de pedras, e proteções laterais de madeira, foi subindo e a medida que os degraus terminavam uma angústia muito forte lhe oprimia o peito. À porta, uma senhora de cabelos grisalhos e sorriso meigo lhe deu as boas vindas e orientou seus passos até a pequena sala, onde já o aguardavam um médico e uma enfermeira. No leito, um corpo frágil, e miúdo repousava. Rosto muito branco, sereno, os olhos cerrados e nos lábios parecia esboçar um leve e delicado sorriso. Um soluço, uma lágrima e a triste constatação, sua mãe estava morta. Chegava ao fim uma historia de muito amor e dedicação daquela velha senhora, foram noventa e seis anos vividos mais para servir aos outros do que propriamente ser servida nem mesmo pelos próprios filhos. Apesar da idade era uma pessoas de boa saúde,costumava ela mesmo fazer todas as lides de seu pequeno mundo ali naquela casa onde os filhos a haviam confinado. 

Seu verdadeiro lar havia ficado para filhos,noras,netos que costumavam perder mais tempo disputando as poucas coisas que ainda restavam, os pertences da mãe. Nunca tinham tempo para ela, interná-la fora a melhor solução encontrada, não queriam mais aquela velha senhora com suas dores, suas dificuldades para andar,tomar banho, alimentar-se. Não podiam sair, não podiam festejar. A mãe agora era um estorvo, por isto haviam-na internado num asilo. O lugar era muito bonito, flores, jardins,pessoas que lhe dedicavam todas as atenções, tinha médico, remédios, comida boa, roupa de cama limpa, até alguns amigos havia conseguido fazer.Mas, não se sentia feliz, aquela casa não a sua casa,gostava de suas tralhas,suas velhas panelas,seu fogão onde tantas vezes   cozinhara para um verdadeiro batalhão de convidados. Queria tanto ter ficado entre a algazarra dos netos, muitas das vezes sendo motivo de piadas e brincadeiras, ela se sentia feliz, era a vovó querida e brincalhona. Nunca entendeu o porquê de ser retirada de sua casa e confinada num lugar distante, sem nenhuma visita, esquecida. Às vezes, à noite, costumava ficar a janela do quarto olhando para o infinito, tentando adivinhar o lugar onde morava. 

Ficava imaginando caminhar pela rua, ouvindo o barulho das ruas, sendo cumprimentada pelos vizinhos e amigos. Quando por fim o sono a obrigava, deitava-se e punha-se a rezar, pedindo a proteção a cada um de seus filhos, noras e netos. Em vão esperou pela visita de um filho, de um parente. Costumava, todos os dias perguntar para as enfermeiras se havia alguma visita para si, e a resposta era sempre a mesma: não, hoje ainda não apareceu ninguém. Fernando não tinha coragem sequer de levantar os olhos, e encarar o médico. O corpo todo parecia pesar toneladas, o peso do remorso, da vergonha de haver feito tudo daquela maneira, lhe dois muito. De que adiantaria agora chorar? Debater-se? Sua mãe já não estava mais ali, aquela doce velhinha que lhe acariciou tantas vezes o cabelo havia partido para nunca mais. Ali, ao pé da cama, junto aquela figura,aquele corpo inerte um filme começou a passar pela cabeça, viu-se ainda menino, adolescente, formando-se,casando-se, batizando os filhos e sempre , em todas as cenas lá estava a presença da mãe. 

E, justamente quando era ela que mais pedia a presença de algum dos seus filhos para matar a saudade viravam-lhe as costas, quando mais carecia de uma mão amiga que lhe acariciasse os fios de cabelos brancos todos lhe haviam abandonado. O choro agora era compulsivo, não queria consolo, queria chorar, precisava botar para fora toda aquela vergonha pelo tratamento dado a mãe. Como gostaria de que tudo fosse uma mentira,queria voltar atrás, anular as vaidades,a falta de amor,o descaso. Mas, agora era tarde ali a sua frente jazia apenas um corpo inerte, ainda que com um leve sorriso nos lábios. Com certeza, ela agora via-se diante de alguém que lhe estendia carinhosamente as mãos.


Um pai e uma mãe podem criar dez filhos. Porém, dificilmente  dez filhos não consigam entender  um pai e uma mãe. Reflita sobre isto, porque depois que eles partem, é para nunca mais.


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Ameaça



Sim senhores, nossa privacidade está ameaçada, mais do que nunca agora isto virou realidade. Antigamente falar mal de alguém era considerado coisa de quem não prestava, era taxado de fofoqueiro, isto quando não caia na desgraça de ter que retratar-se publicamente. Hoje a realidade é bem outra, a coisa ficou mais amena. Antigamente o chefe encarar o traseiro da secretaria, dava motivo para processo, era verdadeiro atentado violento ao pudor. Hoje, pode até beliscar, e as microssaias permitem, que o máximo que pode acontecer, é a “beliscada” olhar para trás e dar um sorriso. Mas, existem exceções. Tem gente que ao menor sinal de invasão da sua privacidade correm logo ao encontro do advogado para tentar buscar o devido ressarcimento, em dinheiro pela honra ofendida. A verdade é que nunca como agora nossa privacidade esteve tão aberta aos olhos curiosos. As páginas sociais existentes na Internet são verdadeiras portas escancaradas para os curiosos de plantão. Basta um clique, e lá estou eu bisbilhotando os gostos, os costumes, os parentes, as fotos, e algumas bem íntimas, de qualquer dos usuários. Daí, tudo pode acontecer, namoro, traições, chantagens, ou seja, o que antes era pura diversão, pode a qualquer momento transformar-se num pesadelo. Porém a coisa não para por ai. Quem de nós não adora aproveitar o tempo disponível para um bate papo, com algum conhecido (a) através de mensagens SMS? Ou quem sabe uma conversinha para botar as fofocas em dia? Pois é, ai é que mora o perigo. Tudo o que falamos, tudo o que tratamos seja pelo celular ou pelas redes sociais, ficam registrados, para o resto da vida. A medida em que a tecnologia nos enseja novas descobertas mais e mais nossas vidas vão sendo monitoradas. Hoje em dia alguns celulares já conseguem, através dos sinais do GPS,localizar, via satélite, alguém com exatidão incrível, isso pode ser bom, mas, pode também se transformar em problemas, afinal nossa intimidade está sendo observada por alguém, e, sempre haverá o risco do uso que se faz destas informações. Agora a mais recente novidade é a colocação de um chip, nos automóveis visando a sua localização bem como tentar evitar roubos e clonagens. Com este simples dispositivo, as autoridades poderão a qualquer tempo saber onde você está e dependendo das mãos que operam estes equipamentos, ou do que  estarão fazendo com estas informações,o seu sigilo já terminara, isto aliado ao fato de que nossos governantes querem uma população desarmada nos colocam numa situação mais ou menos parecida com os BB. Gostemos ou não deste lixo de programa, estaremos sempre sendo alvos daquelas espiadelas básicas na nossa intimidade.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

A sangue Frio.



O sangue, que flui pelo nosso corpo, não é apenas e simplesmente aquele líquido pegajoso, viscoso de cheiro adocicado, e cor rubra. Na verdade, nosso sangue é quase que semelhante a um caudaloso rio que tem a função de distribuir centenas de componentes por milhares de metros de veias, artérias e capilares.Para isto, nosso sangue tem a temperatura certa, nem muito quente, nem muito frio. Daí alguém diz: fulano foi morto a sangue frio. Se, o “fulano” já estava com o sangue frio, já estava morto, então o máximo que aconteceu foi alguém ter desferido um tiro num cadáver. Sangue frio, coagula, endurece, não flui, não chega ao coração, não provoca pressão, portanto esta expressão também está redondamente errada, não existe “morte a sangue frio”. Ou será que o certo seria “morte a sangue quente”? Da mesma forma, está errado dar um beijo no coração, você já recebeu um “beijo no coração”? Duvido. Imaginem que coisa mais estranha; Encontro alguém muito querida, uma amiga de velhos tempos, daí peço gentilmente: você me daria licença de abrir o decote de sua blusa? É que gostaria de dar-lhe um beijo no coração, aliás, o máximo que eu conseguiria era dar um beijo no peito, entre os seios da minha amiga. Isto se ela permitisse. Depois, tem mais, imaginem um beijo no coração de alguém. O cara ali com o peito aberto, como preparado para uma revascularização do miocárdio, sangue, músculos, grampos, tubos, tesouras, pinças, arames. Chega o amigo debruça-se sobre o corpo anestesiado e dá-lhe um ósculo. Isto seria um beijo no coração na verdadeira acepção da palavra. Mas, convenhamos que seria uma prova de amizade, que muito poucas pessoas teriam coragem de oferecer. Estas expressões, na verdade querem forçar, muitas das vezes, um sentimento que temos em relação a algo ou alguém que nos é muito querido. Daí tanto faz se aquilo que estou falando tem ou não alguma coisa de nexo. Eu quero agradar, demonstrar meu sentimento da forma mais forte possível, nem que para isto tenha que abrir o peito do meu amigo e lascar um beijo. Pense bem, antes de decidir-se pelo beijo no coração, você poderá estar na iminência de tornar-se um assassino, porque este nosso centro de bombeamento de hemácias leucócitos e soro apesar de toda a carga que recebe diariamente, não pode ser tocado sequer pela ponta de uma agulha, ele para e se parar, é morte certa. Então ficamos assim; morte a sangue frio, beijo no coração, são expressões que devem ser muito bem pensadas antes de serem usadas. De qualquer forma, para você que teve a paciência de dedicar alguns segundos a leitura deste texto, envio um afetuoso beijo, de coração. 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Bala perdida



A morte, na noite de Natal, da menina Adrielly dos Santos Vieira, de 10 anos por bala perdida,(RJ) justamente quando brincava com a boneca que acabara de receber como presente, nos incita de imediato a algumas reflexões quanto aos tiroteios em vias públicas, envolvendo policiais e bandidos. Também merece capítulo a parte a ausência do neurocirurgião no plantão o que causou uma demora de mais de oito horas no atendimento a vítima. Tenho para mim que este termo “bala perdida” soa mais como uma triste e vergonhosa desculpa para erros, ou assassinatos do que propriamente a expressão do que realmente aconteceu. Não existem “balas perdidas” existem sim, balas que acertam alvos errados, e conforme a notícia, pior ainda quando estes alvos atingidos são inocentes que nada tem a ver com o fato. 

Ora, ao perseguir criminosos, as polícias tem o dever de em primeiro lugar verificar as condições para disparar, o simples fato de estarem em serviço, perseguindo fugitivos ou criminosos e se estes não estiverem pondo em risco nenhuma vida humana,não lhes dá o direito de disparar a esmo na tentativa de atingir o fugitivo. Nunca esquecendo que o bandido é o bandido e o policial para todos os efeitos, e ate prova em contrário é o mocinho. Se existe perseguições em vias públicas, muito mais delicada se faz a operação, principalmente o disparo de armas de fogo, ou se tem a certeza de atingir o alvo ou então não se dispare. Pior do que um bandido ter fugido ou trocado tiros com a polícia é o fugitivo ter-se evadido e uma criança ficar estirada na calçada com uma bala não perdida, mas acertada na cabeça. Vítima estirada, vem o socorro, leva-se para o hospital mais próximo, e a angústia dos pais se transforma em desespero, eis que enquanto uma vida agoniza, o médico escalado para o plantão resolve fazer sua greve particular em protesto pelas condições de serviço e simplesmente não aparece para dar atendimento. 

O pior de tudo é que casos como o da pequena Adrielly são frequentes, e comuns nos pronto socorros, estes “médicos de araque” existem aos montes, costumo dizer que alguns destes profissionais não fizeram o juramento de Hipócrates ,mas, sim um juramento hipócrita. A cada dia fica mais difícil encontrar um profissional da saúde que ainda cultue o amor pela vida do seu paciente, tudo é proporcional ao valor cobrado na consulta. Foi-se o tempo em que salvar uma vida era questão de honra para o profissional, para ele vencer a doença, e sagrar-se vitorioso sobre a morte era questão pessoal, o dinheiro ficava para depois. Hoje a coisa é diferente, primeiro o valor da consulta, o bom convênio depois vamos a consulta. Não quero muito menos tenho o direito de generalizar, mas o número de picaretas é muito grande, sim senhores. Safam-se impunes os responsáveis pelo disparo, uma família  paga tributo pelo vergonhoso estado geral de insegurança pública.

Pode até parecer absurdo, mas, quanto mais a ciência avança na preservação da vida, menos importante ela se torna para alguns profissionais da área. Acima de tudo o dinheiro.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Ajude a divulgar.






Proposta de

Projeto de lei.


Senhores vereadores.
O Espaço Cidadão, página social da Rede Facebook, da qual sou coordenador, vem mui respeitosamente a presença de vossas senhorias propor o que abaixo segue.

A secretaria Municipal de Obras e viação providenciará a confecção de containers (papa entulhos) com capacidades assim distribuídas: Classe A 300 litros cúbicos, Classe B 500 litros cúbicos, e classe C 1000 litros cúbicos. As classes A e B se destinam ao recolhimento de restos de podas, limpezas de pátios, calçadas e meios fios. A classe C deverá ser destinada ao recolhimento de entulhos provenientes de obras, e construções. O serviço de recolhimento e distribuição dos referidos containers deverá ser administrado pela SMOV, a qual cobrara pelo serviço taxas variável de acordo com a capacidade solicitada.
Classe A – R$ 30,00
Classe B -  R$ 60,00
Classe C -  R$ 120,00
O pagamento das referidas taxas será feito diretamente na tesouraria da Prefeitura por ocasião do pedido.
A SMOV deverá providenciar na construção bem como a manutenção dos equipamentos, também deverá providenciar a adaptação de veículo para a realização destes serviços.
Aos moradores, usuários destes serviços serão instituídas, a fim de bonificação percentual a ser calculado conforme legislação vigente um desconto na parcela do IPTU. Para tanto serão observados o capricho, a limpeza e a manutenção de calçadas e meios fios, do responsável pelo imóvel.
Os valores a serem cobrados deverão levar em consideração a relevância social do projeto que busca uma parceria com os moradores, muitos dos quais sem condições de arcarem com os altos preços que são cobrados por particulares, sem recolhimento de impostos, e sem concorrência.
Justificativa.
Atualmente os serviços de limpeza bem como recolhimento de entulhos, na cidade sofre com a proliferação de podas, limpezas de pátios e capinas. Ora, o contribuinte, paga impostos para receber em troca serviços entre os quais está a limpeza urbana. É uma vergonha o estado em que encontram algumas ruas e avenidas de nossa cidade. A locação de papa entulhos, esbarra na aberração da cobrança exagerada pelos serviços, 150 a 200 reais atualmente. Qual o morador, que pagando imposto tem prazer em ser bitributado desta forma humilhante? Além disto, estes “prestadores” de serviço não recolhem qualquer tipo de impostos, não fornecem recibos e ainda contam com algumas “graças” dos administradores dos lixões. A sugestão do referido serviço pela prefeitura vai estimular os moradores a colaborar com a administração municipal, criando  um vínculo, e uma parceria, alem de criar uma fonte de tributos, os quais se bem administrados deverão pagar pelos serviços, e sua manutenção.
Sapucaia do Sul, 07/01/2013.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Refrescando a memoria


Com o evento de mais um capítulo da novela Duplicação da ERS 118, e sobre algumas dúvidas sobre a tal faixa de domínio, achei por bem dar uma “espiadinha” básica no assunto. Convém lembrar que o desespero de algumas famílias, que hoje amargam a retirada de seus imóveis da tal faixa, provém exatamente da ganância de alguns de nossos antigos políticos que até vendiam terreninhos, ou trocavam por votos. Recentemente, o prefeito eleito Vilmar Ballin,na busca de votos até “churrasqueou “ com os moradores e “prometeu” a eles que não seriam afetados. Ora, deslavada mentira, pois como participante destas trampolinagens políticas sabia melhor do que ninguém de que mais cedo ou mais tarde, aquele pessoal seria retirado. 


A revista Rodovias&Vias, edição dezembro de 2008, trouxe como matéria de capa a questão do conflito de competências, como fator impeditivo para a realização de obras nas faixas de domínio de rodovias federais. Aqueles que não tiveram a oportunidade de ler a revista podem encontrar a íntegra do texto nosite rodoviasevias.com.br.Por se tratar de um assunto de extrema importância, e que dificilmente seria esgotado em uma única reportagem, decidimos dividir a pauta, dando sequência ao assunto nesta edição. A questão a ser tratada agora é sobre o gerenciamento do uso da faixa de domínio em rodovias federais.Quem nunca parou na beira da estrada para comer um milho cozido, um pastel ou tomar um caldo de cana? Para comprar frutas, pimenta ou balas de banana em barracas situadas próximas ao acostamento?Estes são apenas alguns exemplos de uma prática comum em nosso país, a utilização irregular da faixa de domínio.


A Faixa de Domínio é a base física sobre a qual se assenta a rodovia, sendo constituída pela pista de rolamento onde os veículos trafegam, canteiros, obras de arte, acostamentos e sinalização, estendendo-se até o alinhamento das cercas que separam a estrada dos imóveis marginais ou da faixa de recuo. Em geral, faz-se uma reserva de 60 metros, quando se trata de pista simples, e de 100 metros, em caso de pista dupla, mas essa distância pode variar conforme o relevo e outros fatores que interfiram no traçado da rodovia. Além desta reserva, que é de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT - existe uma área de 15 metros na lateral da estrada, de propriedade particular, denominada área não edificável, na qual não se pode construir por questões de segurança (Lei 6766/79).


“A faixa de domínio é na realidade uma faixa de segurança, reserva que serve para que aqueles que estão em volta não interajam com a rodovia, bem como para que a rodovia não interfira nas atividades dos lindeiros. Normalmente é cercada para evitar o trânsito de animais de grande porte. Além disso, faz-se essa reserva prevendo uma possível obra de ampliação da estrada, como duplicação e implantação de terceiras faixas”, diz o engenheiro João Batista Berretta Neto, Coordenador de Operações da CGPERT/DIR/DNIT. 
  Outro grave problema referente a má utilização da faixa é a construção de acessos aos imóveis lindeiros, sem a prévia autorização do órgão competente. Este é capaz de indicar o melhor local para o acesso, considerando fatores como a geometria do traçado e visibilidade dos motoristas entre outros. Um acesso mal projetado pode comprometer a segurança na rodovia e causar.


Quando conheceres alguém, e fizeres teu amigo, a cada encontro faça questão de apertares as duas mãos. Assim terás certeza de que ele não estará escondendo um punhal para te agredir.


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Eu não perdoo


Desde que comecei a escrever, criei meu estilo próprio. Não me atenho a regras,a protocolos, firulas, e outras bobagens que costumam fazer da língua portuguesa uma coisa mais chata do que já é. Gosto de escrever como se estivesse falando direto com meu interlocutor, uso termos normais, palavras simples, coisas que as pessoas leem e entenda o que quero transmitir. E olha que só aqui neste espaço do Blog Maresias são quase oitocentos textos. O título acima diz respeito a política,mais especificamente ao Sr. Prefeito municipal de Sapucaia do Sul. Via de regra não posso perdoar falhas para um administrador municipal. O prefeito eleito ao ser empossado o faz cercado de pessoas de sua inteira confiança, seu secretariado, subentende-se sejam pessoas especializadas, técnicas, conhecedoras de todas as artimanhas, do cargo. 

Assessorado por advogados, engenheiros, técnicos, não se admite o erro, se os comete é por pura incompetência, burrice, ou falta de preparo. Ou alguém duvida de que falte conhecimento a um advogado mesmo que de carreira para defender os interesses do município? Porque sempre o advogado escolhido tem que ser alguém que não pertença ao quadro de funcionários, porque entregar os serviços de informática a um cartel estranho aos funcionários? Afinal é a mesma coisa que entregar a chave do cofre ao meliante. Todos os segredos, todas as senhas, todas as páginas, todos os arquivos ficam nas mãos de pessoas contratadas, às vezes para pagar favores políticos. Até que ponto isto é seguro?Porque não criar uma estrutura própria para executar estas tarefas? Porque ao final de cada mandato as coisas mais importantes somem dos computadores, quando não os próprios computadores? Porque, fazer-se de boboca e contratar pessoas estranhas para ocupar cargos importantes como secretarias municipais? 

Como entender que para uma secretaria da fazenda o gestor escolha um mecânico? Para chefiar a o jurídico um engenheiro, para as obras um carpinteiro, para o meio ambiente um cortador de mato? Os jornais trazem hoje a notícia de que mais de cinquenta prefeitos eleitos não assumem por causa de suas fichas, estão mais sujas do que as suas próprias caras, porque será? Será que não foram escolhas erradas? Será que não tentaram como é muito comum, recompensar um candidato de trinta votos, pelo desgaste da campanha e lhe deram uma secretaria, uma diretoria? A ocupação de tais cargos no serviço público hoje é notória e sabidamente uma recompensa aos apadrinhados, não tem nada de técnica nestas escolhas. Um é indicado porque está de namoro com a filha do prefeito, outro porque está atolado de dívidas até o pescoço, outro porque deu de presente o chopp, da festa da vitoria. 

Disto resulta o quê? Um município sucateado, mal administrado, capenga, onde o povo reclama e em resposta eles fornecem carnaval, sacolas de porta em porta, casas mal construídas, mal acabadas,obras superfaturadas e por ai vai. E todo o mundo ri, todo mundo faz festa. Se alguém mais irritado critica? Contratam um bando de bêbados, botam sobre um palco, fazem uma zoeira dos diabos e todo mundo aplaude. Eu já disse e reafirmo, não perdoo erros do Sr. Vilmar Ballin, já foi vereador, prefeito e agora não pode errar em nada, se permitir burradas como na vez anterior vai ler e ouvir. Quero esperar a lista dos secretários e diretores, para então fazer a minha análise (criteriosa) sobre quem é quem, e não se iludam, se for alguém que conheço a historia ela vai ser contada nos mínimos detalhes, mesmo que sejam escabrosas.

Aprenda a fazer a escolha certa; lembre-se, é nas suas costas que recairá todo o peso das suas burradas. E, não existe crime, muito menos mutretas perfeitas.

Para finalizar
Uma pergunta que não quer calar: O que será que está acontecendo com a diretoria da USAPEN?  Nesta duna tem coruja.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Empossados

Quando, em janeiro de 2008, todos comemoravam a posse do Sr. Vilmar Ballin e Ibanor Catto, havia no meu peito uma chama de esperança. Esperança de uma cidade mais humana, mais feliz,mais limpa, mais segura, com saúde,transportes,educação tudo funcionando de acordo com os projetos elaborados bem como o plano de governo que servira de base para a campanha. Até porque, meu partido, o PDT, após um longo jejum político voltava a cena, na pessoas do vice prefeito   Ibanor Catto. Mas,confesso que a chama da esperança durou pouco, os trambiques,as tramoias,as famosas facetas do PT, sobrepuseram-se sobre todos os outros projetos, e o que se viu foi um prefeito dominado por uma corja de vereadores fajutos, interesseiros e sendo o tempo todo monitorado por seu cão de guarda o Sr. Selvino. A figura do vice prefeito melhor tivesse desistido , ou mesmo nem tivesse pisado dentro daquele antro   em que se transformou a prefeitura do município. 

Sem nenhum poder de trabalho,com apenas uma secretaria, desmoralizado pelos constantes achaques políticos, não aceitou ajuda, e por isto mesmo mal assessorado sucumbiu as filigranas do cargo e acabou praticamente alijado de toda e qualquer oportunidade de poder desenvolver algum projeto. Hoje o PDT, é apenas um arremedo, uma executiva fraca,que não conseguiu dar suporte ao vice prefeito e por isto mesmo se viu obrigado a aceitar a troca no posto. Os resultados obtidos nas eleições são prova viva do quão nefasta foi a introdução de penetras e falsos trabalhistas para “ajudar” a levantar o partido. Mas, se naquela época eu ainda acreditava numa revolução no que diz respeito aos serviços públicos da cidade, o mesmo não acontece hoje, quando Vilmar Ballin e Arlenio assumem o comando da cidade.  E, POR QUE, não acredito; simples, já conhecia o Ballin, e o Ibanor,  mesmo assim não deu certo,e isto que foi uma aliança constituída com reuniões,planos,projetos,discussões. 

Outra coisa muito importante a ser considerada, o PDT, NUNCA exigiu cargos, O vice prefeito jamais soube impor-se,aceitou de mão beijada uma secretaria, e deu-se por satisfeito. Para maior dos azares, entregou esta secretaria para uma pessoa até então desconhecida, no PDT. Agora Ballin terá pela frente um cara ganancioso, cobra velha,conhecedor de todas as artimanhas, e talvez até das sacanagens das vidas passadas. O PMDB, não é uma sigla comum, é um verme voraz, que adora agarrar-se a qualquer coisa e quando o faz destrói até a raiz. São formados em ocupação de cargos, é isto que os mantém vivos e sempre no poder. (vide caso do Renan Calheiros) e o pior é que em nome desta nojenta coisa chamada governabilidade até a presidente Dilma está em campanha por este crápula. Aqui não será diferente, Arlenio e seus seguidores saberão fazer com que Ballin coma  a ração pela mão de meia dúzia de fisiologistas interesseiros, desta vez ele  (Ballin) será o bobo da vez, a moeda com que pagou ao Ibanor agora será recebida por ele, pode apostar. 

Não vejo dias diferentes na cidade, vamos continuar sendo a cidade suja, mal ajustada, com meia dúzia de vivaldinos ganhando rios de dinheiro publico para darem vazão aos seus instintos com mulheres,viagens, cursos fantasmas. Enquanto isto, continuaremos a ser enganados pelas tirinhas, do jornal VS, sempre com uma cara de bobo dando recados sobre segurança (falida) cursos para velhos,idosos e viciados, e as famosas verbas que o prefeito vai buscar no colo da dinda em Brasília. Da nossa câmara não tenho nenhuma esperança, até porque oposição mesmo se existir deverá partir de apenas dois vereadores (Marquinhos e Volmir) o que não dará em nada. Nossa expectativa será, com certeza, apostar na honestidade, e lealdade destes dois vereadores. Que eles nos tragam as possíveis tramoias para  conhecimento público, mobilizem os eleitores para com eles varrer de uma vez por todas esta raça triste desta cidade.

O dia em que nós eleitores,tivermos consciência do  valor do nosso voto, os maus políticos vão começar a nos respeitar. O dia em que nós, como verdadeiros e responsáveis juízes tivermos coragem para assumir o nosso papel de patrão, e exigirmos trabalho de muitos destes tantos vagabundos que infestam o serviço público, neste dia sim, poderemos erguer as nossas vozes para reclamar de serviços que nos são surrupiados.Se somos assaltados,se não temos saúde,transporte,habitação, estradas em condições, a culpa é única e exclusivamente nossa, somos nos que colocamos esta gente lá no poder. 

Aprenda a escolher o teu senhor, para não teres que reclamar da sua chibata.