sábado, 2 de fevereiro de 2013


                              Informações: 51 82291063
Ainda D. Beatriz.
Eu gostaria muito de saber se o acontecido com a D. Beatriz tivesse acontecido com algum parente de deputado, vereador, policial, gente graúda, se o desinteresse seria o mesmo dedicado a este caso. É de lamentar o descaso, o pouco interesse de algumas notórias autoridades estaduais para com o caso. Fica muito cômodo colocar o gabinete a disposição, fica muito fácil dizer - Olha faça do meu gabinete sua casa, conte com o trabalho de toda a minha equipe. Mas, pergunto: Que trabalho? Que equipe?Que ajuda? Sabemos muito bem que os trabalhos se desenrolam graças aos abnegados familiares, e amigos. E o que me irrita, o que me deixa indignado, é a pasmaceira desde os padres lá do Santuário, passando pelo prefeito, delegado, governador, os cambáus. E, aí vem a pergunta: será que se o desaparecido fosse parente de uma graúdo, tudo estaria caminhando em compasso de arrasto? Será que já não haviam mobilizado a Polícia Federal? Mas não. D. Beatriz é pessoa humilde, não tem figurões, não frequenta as altas rodas sociais, e por isto quem sabe não desperte o interesse destas nossas autoridades. Afinal o que é que está faltando acontecer para que nossos responsáveis pela segurança pública comecem a trabalhar de verdade? O que é que está faltando acontecer para que crie neste país uma consciência de moralidade de respeito aos direitos de todos e não apenas de uma pequena parcela de privilegiados? No Brasil, não é apenas a D. Beatriz, que está desaparecida, são centenas de pessoas, e parece que isto não toca na alma de ninguém alem dos parentes e amigos. Porque será que nosso povo, ordeiro, pacato, humilde, incapaz de gritar pelos seus direitos, este povo que prefere mendigar ao invés de sair para as ruas e exigir o cumprimento das leis pelas próprias autoridades que as fazem, e não reconhece não reage? Porque será que mesmo sendo açoitado por intempéries, enchentes, vendavais, incêndios criminosos este povo ainda teima em dar crédito para alguns fantasmas travestidos de autoridades aos quais compete a elucidação das mazelas e que simplesmente preferem os holofotes, os microfones, a telinha? Custo a acreditar que este descaso em relação a esta dona de casa lá de Portão, aconteça por ser ela uma simples dona de casa. Não aceito,que algumas pessoas tenham simplesmente lavado as mãos e fiquem apenas esperando pelos resultados para só depois saírem as ruas e comemorar o retorno.De todas as correspondências enviadas apenas algumas assessorias responderam a mesma coisa duas ou três linha frias,mecânicas,sem interesse,sem vida.Com certeza mais preocupados com o retorno do Renan Calheiros.

Opinião do MARESIAS.
Se, realmente este país fosse serio, Renan Calheiros e muitos outros estariam na cadeia, e não ditando ordens. Aqui, mandam os que podem, e obedecem os que precisam, infelizmente. 




Uma loucura.
Manhã mormacenta de sábado, o termômetro marca vinte e sete graus, estou tranquilamente, dando um retoque nos pingos de ouro do jardim, quando uma Kombi branca para bem em frente ao meu portão. Dela saem algumas pessoas todas com aqueles uniformes de entregados de propaganda. Aqueles pobres coitados que perambulam pela rua debaixo de um sol escaldante para anunciar as novidades. O motorista, ao que parece o “chefe” logo começa a abrir imensos pacotes, e distribuir maços para os colaboradores. Mas, espere ai, ali dentro do carro ficou uma moça, ela não está “fardada” e muitíssimo bem acomodada no banco da frente. Enquanto os entregadores recebem suas tarefas a moça sai da camionete e se dirige até mim. Sorridente, blusinha decotada, silicone pulando para aparecerem, shortinho de brim muito curto mostrando as polpas das nádegas, sapatos de salto, caminhar malemolente, dengoso, provocativo: - Tio, o senhor consegue um copo de água pra mim? – Sim, sim só um instante, respondi. Apanhei uma garrafinha de água, que sempre estão a disposição devidamente geladinha, e entreguei a moça. Gente, que encanto, aquela boquinha pintada parecia sorver beijos e mais beijos, a cada gole ela passava a língua entre os lábios e dava um sorrio misto de sem-vergonhice com sacanagens. Estava enlevado observando a performance da minha ilustre visitante quando o motorista, o tal que achava que era o chefe também qui aproveitar a água: Vô, consegue uma garrafita, pra mim? Fingi não ouvir, então ele repetiu a pergunta: Vovô, consegue uma garrafita? Então fiz a cara mais medonha da qual disponho, olhei bem dentro do olho do tal “neto”: -Olha, moço você acaba de se enrascar comigo, sabe? - ????????. Sim, você me chamou de avô, e isto é muito grave. Primeiro, tenho um casal de filho, o rapaz é solteiro assim como a moca, se você me diz que é meu neto, tem coisas errada, e quero que conte, senão chamo a polícia. O cara me olhava não sabia se ria ou ficava sério: - é brincadeira, só pode ser. – Não, não é brincadeira, quero o seu nome, já anotei a placa do veículo vou chamar a brigada e vamos todos para a delegacia explicar esta situação. Primeiro chega esta moça me chamando de tio, depois aparece você se anunciando com meu neto, afinal o que há? Qual o parentesco entre vocês dois? – Não, não foi apenas uma maneira carinhosa de tratamento, o Sr. Entende? – Não entendo nada. Nunca lhe havia visto, e já fui pegando o celular. O cara foi saindo de fininho, embarcou na Kombi com a moça e foi para outra rua. Eu voltei ao trabalho. Meu ego estava vingado. Eu tio? Avô? Ora bolas, logo eu.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Jornalista.



Cinco anos ou mais, muitas pesquisas, muitas noite perdidas de sono, muitas festa evitadas, muito convívio com a família para se dedicar aos estudos. Depois, a festa, o coroamento, a formatura, o prêmio por todas as vicissitudes passadas. Agora o enfrentamento, a busca pela realização do sonho tão almejado, um trabalho. Pronto, ai está o resumo, bem resumido, do que é ser estudante de jornalismo. Com um, porém, podemos estar assistindo a formatura, de um jornalista ou de um jornaleiro, mas qual a diferença? Vamos ver? O jornalista estuda, se aprimora,exerce com todas as forças de sua alma a grande virtude da ética. Não existem regulamentos, não existem leis, não existem ordens superiores que modifiquem sua postura, seu caráter, ele é ético. E a ética é que vai balizar toda a sua trajetória. Não importa a hora, não importa a dor alheia, ele tem que passar sobre tudo isto, existe um público sedento de novidades, e as novidades devem passara por suas mãos. Dos dedos ágeis, dos toques mágicos, começam a surgir às primeiras pinceladas daquele quadro que chegará às mãos do público, por isto devem ser pintados com garra, com seriedade, com ética. O jornalista é aquele artífice que tem o poder de interpretar uma cena e através de palavras e apresentá-la de maneira que você veja realmente como se tivesse presenciado o fato. Sem retoques, sem cores a mais, sem pitadas de sensacionalismo, sem pudores exagerados. O acontecimento é aquele e nada mais. O verdadeiro jornalista é aquele profissional, que muitas das vezes com a cabeça estourando, os nervos a flor  da pele, com mil preocupações pessoais ainda tem que entender a concorrência desleal de alguns colegas menos dotados do conhecimento, e desprovidos do senso de unidade construtiva onde todos trabalham pelo bem comum, e os lucros convergem, não apenas para o bolso dos acionistas mas, distribuídos quantitativa e igualmente entre os colaboradores.O jornalista é aquele profissional que se obriga a trabalhar sem observar seus próprios direitos, que põe a notícia em primeiro plano, que reconhece o valor do trabalho em grupo, que torce,que briga,que busca e que transmite o fruto de sua labuta com todos sem discriminação entre quem é chefe e quem é chefiado. Para o verdadeiro jornalista a bandeira que orienta seus passos, que baliza o seu futuro, que norteia o seu caminhar tem apenas três palavras essenciais; ética, verdade, coerência. Quem não se enquadra dentro destes parâmetros, independentemente da função que executa, não é jornalista, é jornaleiro. 

Dedicado a todos aqueles profissionais na área da informação, que diuturnamente, mesmo encarando serias adversidades e também  a ignorância de alguns chefetes, levam avante sua missão de bem informar, a população 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Lavando a roupa suja





Normalmente, deveria estar em minha oficina. Mas, não posso como eterno defensor do direito e da justiça evitar de passar a todos vocês amigos e contatos, alguns dados que são muito oportunos, principalmente no momento em que o governador do estado resolve lavar a roupa suja. Humildemente, como profissional da área de segurança no trabalho (aposentado) ,posso dizer que tenho pelo Corpo de Bombeiros  o maior respeito e admiração, mais ainda,considero-os a UNICA corporação que realmente fica no mais alto patamar quando se fala em SALVAR VIDAS. Pois bem, muitas foram as vozes que se levantaram, sobre prevenção de incêndios, depois da tragédia lá na cidade de Santa Maria. Teve até quem CRITICOU estes profissionais.Agora vejam; 

O efetivo mínimo de acordo com a ONU, para guarnições de bombeiros é de UM bombeiro para cada MIL habitantes. Neste caso O RS deveria contar com um efetivo de ONZE MIL BOMBEIROS, treinados, e devidamente EQUIPADOS. O efetivo atual em todo o estado é de  DOIS MIL E QUATROCENTOS BOMBEIROS. Os caminhões, bem como as mangas( mangueiras) em sua totalidade são REMENDADAS. O prédio mais alto de PA, tem VINTE E CINCO ANDARES, e a escada MAGIRUS da corporação atinge tão somente OITO ANDARES. Lá em Santa Maria, apenas um bombeiro foi responsável pela retirada de  SESSENTA CORPOS. É de arrepiar, não é mesmo? E nosso digníssimo governador se acha no direito de mandar estes homens calar a boca. Na verdade quem deveria calar a boca era ele próprio, criar vergonha na cara.Outro dia eu escrevia que de nada adiantaria agora culpar apenas meia dúzia, ou os donos da boate, os músicos,até porque isto não traria de volta aqueles que pagaram pelo descaso de autoridade, governamentais, políticas e judiciárias. Isto mesmo eu afirmava que tem muita gente graúda que deve explicações e muito pouca gente sequer imagina a quantidade de casas deste gênero que funcionam com base em liminares. 

E, quem recorre a liminares?  Aquele comerciante ganancioso que de repente teve o alvará negado por falta das devidas adequações exigidas então recorre ao meritíssimo, e este devidamente esclarecido pelo advogado, expede uma liminar permitindo o uso destas verdadeiras RATOEIRAS, estas ARMADILHAS. O judiciário tem sua parcela de culpa sim senhor. Se for para começar a limpeza vamos parar com as hipocrisias, vamos começar a obrigar o cumprimento a lei doa a quem doer. Fim dos apadrinhamentos, dos conchavos, das gorjetas, do tão conhecido jeitinho brasileiro. O senhor governado do estado deveria parar de ficar debaixo dos holofotes como salvador da pátria, como o todo poderoso que acredita pode acabar com as tragédias dando canetaços, e dar ordens. Nossos bombeiro são HEROIS senhor governador, separe esta corporação da Brigada Militar,equipe-os convenientemente, dê a estes profissionais o devido valor. Experimente o senhor mesmo quem sabe,entrar num ambiente cheio de fumaça, um calor dos infernos, pegar um corpo inerte,voltar uma,duas,dez,vinte vezes lá dentro e encontrar sempre a mesma cena macabra, corpos jovens, uma juventude inteligente, todos amontoados como animais.

Quando os oficiais da BM, e do corpo de bombeiros declaravam estar tudo de acordo com as exigências legais, o faziam, baseado no fato de relatórios, documentos que foram feitos na ocasião da visita. Tenho certeza de que não estava se referindo a situação do momento. Mas, telefonar para um subordinado, pedindo que não fale, é demais. Não gosto do senhor Tarso Genro desde os tempos de ministro. Acho-o muito gabola, agora foi a gota que faltava. Assuma sua parcela de culpa e pare de dizer besteiras. Com todo o respeito.


Opinião do MARESIAS

Nada,do que se possa falar,escrever ou comentar, vai nos trazer de volta aqueles rostos sorridentes aquela juventude alegre, aqueles rapazes e moças com tantos sonhos.Infelizmente foram vítimas de uma sociedade HIPÓCRITA,que escolhe as pessoas para que elas façam leis, mas que preferem apenas fazer pirotecnia. Está mais do que na hora de as autoridades do nosso BRASIL, CRIAREM VERGONHA NA CARA. Atiramos anualmente bilhões de reais fora com besterias,alienações.Enquanto isto brasileiro pagam um alto valor pelo descaso e pelo desrespeito. Assim com lá em Santa Maria.



terça-feira, 29 de janeiro de 2013

104 vezes o silencio





A tragédia acontecida lá na cidade de Santa Maria, ocasionando a morte de mais de duzentas pessoas em sua grande maioria estudantes das faculdades lá existentes, repentinamente virou sensação em todas as mídias. Em minutos apareceram técnicos, policiais, advogados, promotores, políticos, autoridades de todos os escalões surgiram como que por encanto para frente as câmeras e os holofotes darem suas versões sobre o fato. Impressionou-me muito o relato de um jornalista que disse ter visto em um celular mais de 104 chamadas para a filha, nas mãos da qual estava o telefone. Impossível fica, para qualquer pessoa mesmo que acostumada com o evento morte pintar com cores reais um quadro de tamanha tristeza. A mãe, avisada de que algo de grave está acontecendo na boate, sabe que a filha havia ido para a tal festa naquele local, a primeira providência, acionar o telefone para de viva voz ter a certeza de que tudo está bem, ou pelo menos saber o que, na verdade está acontecendo. 

Chama uma, duas, três, dez, vinte, cinquenta, cem vezes e a resposta.... o silêncio.A mão que deveria atender o chamado queda inerte,a voz que deveria responder ao apelo, está calada. Assim como aquele telefone outros mais numa ensurdecedora sinfonia trágica, não respondem aos apelos de pais, irmãs. namoradas, familiares, porque seus donos estão dentro do inferno,já sem vida.Um cenário macabro, um capítulo trágico de uma novela real onde os atores em sua maioria são jovens estudantes, universitários em cujos scripts constavam apenas palavras de alegria, seus papeis nesta estranha trama eram os mais variados, eram aspirantes a médicos, engenheiros, administradores, farmacêuticos. O que eles infelizmente não sabiam era que na verdade todos estavam condenados ao fim prematuro, por obra e graça de autoridades que costumam apegar-se a futilidades, exigem, cobram, prendem, multam, mas, não tem condições de fiscalizarem a obediência, o cumprimento de tantas ordens. 

A cada vez que a roleta se movimentava permitindo o acesso de mais um aquela ratoeira, eram gritos de alegria, eram conhecidos que se encontravam, eram abraços, beijos tudo era festa tudo era comemoração. Ninguém se apercebia de aquele local já estava com a lotação esgotada, os seguranças da portaria não se comunicavam com aqueles do interior, cada um desempenhava a sua função de acordo com a sua cabeça. Não havia intercomunicação. Num local onde se permitiam 700 pessoas (segundo a BM) somavam-se mais de mil e duzentas, ninguém se apercebia de que a porta de entrada já estava apertada para a passagem de apenas duas pessoas por vez.Tudo era alegria, tudo era comemoração até que de repente surgem labaredas,o material sintético começa a pegar fogo, a fumaça negra e altamente toxica invade o ambiente, instala-se o pavor, o pânico, as pessoas correm desesperadas em busca da saída, a sinalização inexiste, ou não é possível ser vista devido a nuvem negra e densa que cobre o espaço.Quedas,desmaios,tropeços, quem pode ajuda quem precisa,outros vão ficando pelo caminho já agonizando, os pulmões arrebentando,olhos lagrimejando, cegos pela fumaça. 

Num verdadeiro labirinto alguns ainda confundem as portas dos banheiros com a porta de saída e se amontoam tentando inutilmente sair por uma basculante que por maior das desgraças esta trancada para evitar fugas. Por isto, é que uma mãe chamou desesperadamente pela filha e teve como resposta, o silencio. Mas, o mais triste em tudo isto alem das mortes e da tristeza de parentes amigos e familiares é de que somente agora apareçam tantos inteligentes, tantas autoridades a botar o dedo no nariz dos responsáveis, porem, não vi nenhuma destas autoridades, virar o dedo contra o seu próprio nariz. Não se use como argumento o fato de que não sabiam disto ou daquilo, não se usem como escudo apenas o músico (que, dizem ter acendido um sinalizador) e o dono da boate. Tem muitos graúdos que devem explicações. E no ouvido de todas estas autoridades que deverá ficar tocando a campainha não de apenas um celular, mas o celular de todas as vítimas, por muitos anos,para que entendam finalmente o que significa chamar 104 vezes por um filho, e receber como resposta o silencio.

Opinião do MARESIAS

Completo, com muito orgulho mais de oito mil artigos. Fora aqueles publicados no jornal VS. (São 40 anos de parceria) A tônica na quase maioria destes espaços, foi unica exclusivamente com o tema SEGURANÇA. Quando acontecem tragédias não só como esta de Santa Maria, mas as mortes no trânsito, a gente que se debruça sobre o tema cai numa especie de "torpor"de abatimento, desânimo.Impossível acreditar que tantas vidas humanas estão sendo dizimadas por falta de fiscalização. E, o pior a cara de pau de tantos inteligentes que só aparecem para dar condolências as famílias,e declarar o obvio: vamos tomar serias providencias. Que tudo não fique no esquecimento, que tudo não se restrinja a politicagem.


domingo, 27 de janeiro de 2013

Sempre haverão culpados



A madrugada deste domingo 27 de janeiro tinha tudo para ser uma comemoração a vida. Milhares de jovens, embalados pela música de conjuntos musicais, faziam aquilo que normalmente é um acontecimento tipicamente de jovens. Estudantes universitários, alegres reuniram-se num local onde supostamente achava ser seguro. Mas, quis o destino( seria o destino mesmo?)que aquilo que era para ser uma festa, se transformasse num piscar de olhos naquilo que se concretizaria como a pior tragédia do nosso estado. Uma boate,cujo alvará, ao que tudo indica estaria vencido, um artefato impróprio para o local, uma comemoração mais agressiva, uma multidão prensada numa armadilha, numa ratoeira  fogo correria, pisoteio ,fumaça todos os ingredientes reunidos. 

Resultado; muito mortos, até agora contabilizados 232, centenas de feridos, e uma dor infindável para tantas famílias. Diante de um quadro aterrador como este não tem quem não fique comovido. Não tem como esquecer a dor, e a tristeza pela perda tão precoce de tantos jovens. Tantos talentos. Não bastassem aqueles que nos deixam todos os fins de semana nos acidentes nas estradas, na guerra urbana, vítimas de assaltos, pelo uso indiscriminado de drogas. É, sem dúvida alguma um duro golpe. Uma geração que se extermina, alguns vítimas de seus próprios erros, suas próprias escolhas, outros, no entanto com estes estudantes lá da cidade de Santa Maria, em minha opinião vítimas do descaso de algumas de nossas autoridades a quem compete a fiscalização da realização de eventos deste porte.Agora, como sempre acontece, vão aparecer técnicos, engenheiros,autoridades da lei e da ordem apregoando para todos os ventos as falhas, os erros e buscando os verdadeiros culpados.

Minha modesta opinião como profissional da área de segurança no trabalho, é que a culpa, na verdade recai sobre todos nos.Porque? Simples, vejamos. Segundo relatos de pessoas que conseguiram sobreviver ao inferno, muitas das pessoas morreram por inalação da fumaça tóxica provenientes da queima de materiais sintéticos fabricados com plástico, espumas de borracha etc. Outros tantos cadáveres foram encontrados nos banheiros, pois no desespero acreditava estarem  se dirigindo para a porta de saída, e outros ainda vítima das pisadas no atropelo. Consta ainda, a ação de seguranças que não cientes da gr5avidade do fato teriam evitado a saída das pessoas sem que pagassem o “comanda”. Não posso nem devo fazer pré julgamento de algo que ainda está na fase de atendimento as vítimas.Mas,lembram que falei que nós também tínhamos culpa por este episódio? Sobre isto posso sim falar. 

Em qualquer espetáculo desta natureza, independentemente do  número de pessoas esperado, existem regras,normas que devem ser observadas.Lembrem, banheiros com janelas gradeadas(para evitar fugas sem pagamento)uma única porta servindo de entrada e saída, sinalização inadequada para orientar o público em caso de emergências. Tudo isto deveria ter sido alvo de fiscalização. O alvará estaria, segundo testemunhas,vencido, ou seja, se não havia alvará, não poderia estar em funcionamento, isto é lógico. Mas somos o país do “jeitinho brasileiro” aqui não existe o que uma boa gorjeta não alivie. Vejam bem, não estou acusando ninguém, apenas dizendo aquilo que todo mundo já sabe. Já sabemos, mas, não fazemos nada para evitar. Infelizmente é assim que funcionam as coisas neste país. Existem leis,regulamento,estatutos, porém, isto é para os bobos, os que não gostam ou não apoiam o famoso jeitinho de resolver as coisas. Com toda a certeza a partir de agora se abrem as portas para os entendidos, vão aparecer editoriais, em  todos os grandes jornais, mas, infelizmente só agora, depois de sabe-se lá, quantos mortos. 

Resta-nos rezar,.chorar pelas perdas,mas, muito mais do que isto a cada um de nós como críticos de falas vazias confessar a nossa parcela de culpa.Os acidentes acontecem, onde a prevenção falha. 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Tenho vergonha



                             Ajude-nos a encontrar D Beatriz
                           51   82291063 ou DP mais próxima

Tenho 259 contatos no Facebook (amigos) em sua maioria pessoas com as quais convivi, outras tantas que por afinidades, ou mesmo por interesse em debater comigo minhas ideias, solicitaram a minha amizade. Respeito a todos da mesma forma. Assim, como respeito o direito individual de apoiar, ler, compartilhar, curtir aquilo que posto em meu perfil. Porem haverão de concordar comigo; como é difícil convencer algumas pessoas da importância de compartilhar um pedido de ajuda como este que faço?Quem sabe no clique de um compartilhamento possa estar a pista para encontrarmos D. Beatriz. Tenho visto tantas besteiras sendo compartilhadas, tantas coisas inúteis, e numa questão de SEGURANÇA como esta, aparecem meia dúzia de abnegados. O que aconteceu com D. Beatriz, pode acontecer a qualquer um de nos, e não precisa ser em Aparecida, pode ser aqui mesmo na cidade. E daí? Será que haveria compartilhamentos? Será que estamos nos tornando tão insensíveis para com a vida humana que tanto faz, quanto fez? Eu, até entendo que depois de ler este texto você corra ali em configurações, e retire o chato do JAI dos seus contatos. Mas, será que retirando o meu nome da relação você estará realmente ajudando? Estamos tratando de VIDAS HUMANAS, e, eu não quero ganhar nada com minha ajuda. Simplesmente espero que escrevendo (que é o que posso fazer) possa ajudar a família a pelo menos ter mais esperanças. Talvez as pessoas que não compartilhem não acreditem que possam estar ajudando, talvez acreditem naquela filosofia do bispo de Aparecida Pe. Darci Nicioli, o qual diante do pedido de ajuda recomendou que rezassem pedindo a Deus o retorno da desaparecida. Engraçado, não é mesmo? Na hora de receber o pagamento por lembrançinhas, missas, pingentes, imagens, medalhas quem recebe são os missionários, os legítimos “representantes” de Deus aqui na terra, mas na hora do sufoco aconselham a todos que recorram justamente a Deus. Vejam vocês a triste ironia do destino. Se alguém leva um grande susto, cai numa pegadinha, canta todo atrapalhado por conta de uma gagueira, ou inventa algo que ele jura que é uma dança, aparecem milhões de compartilhamentos nas redes sociais. Aquilo vira sucesso, o cara vira herói, assim como os amassos entre alguns idiotas num programa muito famoso. Tudo isto pode ser importante, pode bombar como dizem alguns. Mas pedir ajuda aos internautas para algo que realmente precisa de compartilhamento, há, isto não dá ibope. Televisão, nem pensar, se ainda não rolou sangue, porradas, tiros e perseguições,ou não tem mulher pelada, não é relevante, quando muito 10 segundos e olha lá que a repórter corta o microfone.Que triste realidade, que vergonha. 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013



Correspondência enviada a Secretaria Nacional dos Direitos Humanos.
                                               Sapucaia do Sul,24 de janeiro de 2013

Exmaª .Srª.
Maria do Rosário
MD. Secretaria dos direitos Humanos.
 Em primeiro lugar, quero apresentar-me; Meu nome é Jaí Antonio Strapazzon, sou aposentado, casado portador da RG: 9004699881 –SSP –RS. Domiciliado e residente a Rua Caramuru, 560 bairro Primor –Sapucaia do Sul – Rio Grande do Sul.
Telefone 51 34743987/82291063. 
Dirijo-me a V. Sa. na condição de colaborador da família.

Prezada secretaria.
Peço atenção ao assunto exposto a seguir, embasado no que consta no Estatuto do Idoso assim redigido; Art. 1º. É instituído o Estatuto do Idoso, destinado a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.
Em data de 21 de outubro do ano de 2012 a senhora Beatriz Joanna Von Hohendorff Wick 77 anos, juntamente com seu esposo, Delmar Wnck 82  anos dirigem-se ao Santuário de Aparecida para realização de compras. Durante o passeio, D. Beatriz que sofre de lapsos de memória, desaparece como que misteriosamente. De lá para cá a vida desta família transformou-se num pesadelo, tanto pela dor do desparecimento, das peregrinações aos mais remotos recantos das cidades periféricas no entorno de Aparecida. Convém salientar, que nesta mesma época todos os aparatos legais e pertinentes as buscas como Prefeitura,Delegacia de polícia e Polícia Militar, alem da própria administração do Santuário Nacional foram devidamente colocados a par da situação, com a devida solicitação de auxílio as buscas conforme consolidado no artigo em negrito do Estatuto do Idoso. Art. 46. A política de atendimento ao idoso far-se-á por meio do conjunto articulado de ações governamentais e não-governamentais da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. No entanto,apesar de todos os esforços de familiares,amigos e colaboradores não se vê, muito menos se nota o mesmo interesse por parte de algumas autoridades a quem compete o DEVER de realizar um trabalho de buscas e investigação, consubstanciado no artigo a seguir;  Art. 71. É assegurada prioridade na tramitação dos processos e procedimentos e na execução dos atos e diligências judiciais em que figure como parte ou interveniente pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos, em qualquer instância. Entendo perfeitamente que casos semelhantes sejam fatos corriqueiros naquele local dado o enorme fluxo de pessoas que por ali passam diariamente. Porém, como ressalta o próprio administrador o caso de D. Beatriz é raro, nunca antes registrado. Apesar da afirmação do responsável, sabe-se através de pesquisas e entrevistas, que outros casos semelhantes encontram-se na mesma situação, ou seja, tudo largado nas mãos de familiares, amigos e colaboradores, pois que as autoridades envolvidas no caso apenas e simplesmente tratam o caso como Desígnios de DEUS. Ora,não é o que preconiza o artigo seguinte; Artº.74. VI – instaurar sindicâncias, requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial, para a apuração de ilícitos ou infrações às normas de proteção ao idoso;  VII – zelar pelo efetivo respeito aos direitos e garantias legais assegurados ao idoso, promovendo as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis. Fica flagrante o descaso e a omissão de algumas autoridades, isto para não falar em má vontade quando se busca por alguma informação, tudo se resume em ; estamos diligenciando. Sim , mas como? Que espécie de diligências? Quem está responsável por tais buscas? Onde estão sendo efetuadas estas buscas. São questões que ficam sem respostas,e que agravam ainda mais a situação, ainda mais se levarmos em conta ser esta senhora, uma pessoa doente,em tratamento e da qual NINGUÉM sabe informar NADA.  Art. 79. Regem-se pelas disposições desta Lei as ações de responsabilidade por ofensa aos direitos assegurados ao idoso, referentes à omissão ou ao oferecimento insatisfatório de: II – atendimento especializado ao idoso portador de deficiência ou com limitação incapacitante;.
Ante o exposto, sugiro respeitosamente a ilustre secretária;
1- Sejam tomadas providencias no sentido de agilizar, e facilitar o acesso, junto as autoridades responsáveis as informações no que dizem respeito aos desparecimentos de pessoas em eventos e aglomerações de grande porte.
2- Designe-se pessoas capacitadas para darem apoio, a familiares, e parentes na divulgação de dados,  fotos bem como a veiculação nas grandes mídias nacionais de pessoas desaparecidas no território nacional. 
3- Sejam notificadas as autoridades envolvidas no caso quanto a sua obediência ao disposto no Estatuto do Idoso, principalmente no que tange o direito a vida e a preservação a integridade e dignidade. 
4- Gestionar, junto aos serviços de Correios, a divulgação de fotos e imagens de pessoas desaparecidas, buscando com isto agregar a colaboração dos agentes (carteiros)na divulgação dos dados referentes aos casos.
5- Promover encontros regionais entre familiares de pessoas desaparecidas, oportunizando desta maneira a troca de informações bem como de experiências.
Ilustre secretária , um país como o Brasil, que mesmo com tantos estatutos ainda assim não consegue ter os valores éticos , morais e individuais garantidos não pode largar ao deus dará a dignidade das pessoas. Principalmente de pessoas idosas, e doentes. Ora, se nem mesmo nossas autoridade não respeitam as leis que eles mesmos criam, o que poderemos esperar? Até quando teremos que aguentar que vagabundos confinados numa casa, com todas as mordomias, tenham muito mais visibilidade do que pessoas que realmente precisam destas vitrines? Até quando teremos que aguentar que nossas telenovelas, verdadeiras universidades de  crime, sexo e prostituição gozem de tantos privilégios para adentrar em todos os lares, enquanto pessoas humildes tenham que continuar peregrinando por gabinetes,esmolando por direitos garantidos por lei? Desculpe, cara secretaria, mas, nosso país sofre uma grande crise moral, uma crise de falta de vergonha na cara. Para alguns, amigos do rei tudo, para a plebe, suor, sacrifício e sofrimento.
No aguardo de vossa manifestação

Jaí Antonio Strapazzon
Técnico em segurança no trabalho.

C/cópias para.
Delegacia do Idoso
Conselho Estadual do Idoso
Conselho Municipal do Idoso de PA
Federação dos Trabalhadores aposentados e pensionistas.
Senadores da República (todos)
Deputados Estaduais (todos)
Deputados Federais (todos)


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013


Cópia de Email enviado ao Santuário e Aparecida cobrando providencias,e esclarecimentos.

Olá, boa tarde.
Sou colaborador, na campanha de devotos deste Santuário.
O motivo que me leva a entrar em contato, é o fato do desaparecimento de uma senhora aqui da cidade de Portão no RGS.( D. Beatriz). Fazem já noventa e quatro dias de seu desparecimento, e até agora só o que se ouve são notícias desencontradas e até má vontade em dar explicações.Não concordo, e não aceito as explicações dadas pelo representante deste Santuário quando diz que o desaparecimento é coisa normal e que devemos nos resignar com a vontade de DEUS. A minha dúvida é; Qual o tipo de buscas que o Santuário está desenvolvendo para buscar alguma pista de D. Beatriz? Existem serviços de busca em andamento por outros eventuais desaparecidos? Qual o papel da polícia paulista, mais especificamente de Aparecida no caso? As zonas rurais no entorno da cidade, estão sendo investigadas? Por todas estas questões, e por outras tantas dúvidas que me assolam, gostaria, como colaborador e devoto, sugerir aos senhores que passem a publicar na revista mensal, em folhetos(por conta do Santuário) a foto não só desta senhora, mas de todas as pessoas que encontram-se desparecidas. Não é possível, que com 1500 seguranças mais policiais militares seja possível controlar a presença demais de um milhão de peregrinos.Sugiro mais, que se crie um panfleto(por conta do Santuário) pois existe a responsabilidade civil pelo desaparecimento e que seja encartado em todas as publicações emitidas pelo Santuário a seus frequentadores e colaboradores.O Santuário podem, também usar a sua mala postal, bem como entrar em contato com as autoridades estaduais paulista para que os correios, através dos seus agentes(carteiros) ajudem na busca e divulgação de pessoas(que sabemos não são poucas) ainda se encontram desaparecidas.
Fico no aguardo e expectativa de uma pronta resposta, aos quesitos e sugestões formulados. 

Atenciosamente.
Jaí Antonio Strapazzon
Técnico em Segurança.
Telefone 51 3474 3987. 

Onde anda Beatriz 2



Desculpem meus amigos e seguidores de minhas opiniões neste espaço, mas, me obrigo a voltar ao tema. Acontece que tenho uma maneira bem diferente de ver as coisas, eu não aceito as notícias assim como elas nos são trazidas. Nossas mídias são quase que em sua totalidade gerenciadas por normas, etiquetas, sigilos, confidencialidades, éticas profissionais ,e, muitas das vezes até mesmo pela ignorância daqueles que eventualmente desempenham a função de filtrar, origens e veracidade daquilo que chega diariamente a um veículo de comunicação.Tudo bem, não sou policial muito menos me incluo no rol daqueles que gostam apenas de criticar, sem apresentar alternativas. O desaparecimento desta dona de casa tem algo que não se encaixa. Fica impossível aceitar que uma pessoa desapareça assim tão de repente e que passados mais de três meses fique tudo na estaca zero. Tem alguma coisa errada nesta historia. As “autoridades” responsáveis pelas investigações tem o dever de darem o máximo de seus esforços, pela elucidação não só deste fato, mas de todos os fatos ocorridos naquele local. Afinal não podemos desprezar o fato de que pessoas desapareçam, e tudo fique por conta dos familiares. Podem estar acontecendo coisas muito mais graves com estes desaparecidos. Não são apenas adultos, que somem como por encanto e nunca mais se tem notícias. O Brasil carece de um cadastro nacional de pessoas desaparecidas assim como carece da interligação destes dados com outros estados. Daí, vai aparecer alguém alardeando que isto não é verdade que as autoridades estão trabalhando, tem até CPI caminhando a respeito, tem, mas, e daí? Antes de redigir este texto, pesquisei, em toda a internet por dados que me levassem ao total de pessoas desparecidas, não encontrei nada. Tudo notícias velhas, surradas. No texto anterior, publicado pelo jornal VS de 23/01/2013 eu sugeri a utilização dos serviços dos correios para auxiliar nas buscas destas pessoas. Como assim, simples. Os carteiros, estes valorosos profissionais, são aquelas pessoas que estão em permanente contato com o público, eles entram em becos,vielas,ruas,avenidas, zonas rurais e grande centros, bastaria o governo, sem burocracias,sem estudos idiotas e levianos, sem cobrança de valores distribuir em malotes,ou junto a correspondências oficiais a foto das pessoas desaparecidas, com um telefone para contato(Ex-0800).Eu insisto, as buscas por D. Beatriz não podem e nem devem ficar restritas a estas “investigações” aleatórias sejam da polícia ou da arquidiocese de Aparecida. Existe a responsabilidade civil a ser observada. Estamos tratando de vidas humanas.

Quero fazer um apelo. A todos vocês leitores deste blog,de todos os estados brasileiros, entrem nesta corrente. Em especial a todos os amigos CARTEIROS, vocês amigos, podem nos ajudar nesta luta. Seja mais um na busca a D. Beatriz. Pergunte,investigue, copie a foto do blog, leve com você. Vamos dar tranquilidade a uma família. Vamos provar que é possível sim, acharmos esta senhora.