sábado, 16 de novembro de 2013

UTILIDADE PÚBLICA


Em dias de muita chuva,temporais,descargas elétricas acostume-se a prestar atenção a estas dicas.
Desligue seus aparelhos eletroeletrônicos da tomada.
Procure não usar o telefone (de linha convencional) Use preferencialmente o celular.
Caso a energia elétrica comece a oscilar(piscar, tipo vai e volta) anote a hora exata e a duração do fenômeno.
No caso de torpedos para a concessionária, acostume-se a guardar os protocolos com as informações recebidas.
Em caso de fios caídos em via pública, notifique a empresa,os bombeiros, a brigada militar. Não toque em nada que estiver em contato com o fio, mesmo de telefone. Cuidado especial com portões e grades de ferro.
Passado o fenômeno, se verificar queima de algum eletrodoméstico (qualquer) não tente fazer funcionar. Isole-os.
Antes de reclamar a empresa verifique nas vizinhanças se existe mais alguém que tenha sido afetado(perdido algum bem).
Os casos de indenização de nossas concessionárias é demorado e muito burocratizado, fazem mil e uma exigências, por isto a necessidade de termos sempre a mão o maior número de informações, e detalhes sobre o ocorrido.
Acostume-se a solicitar a empresa de energia que faça a medição (junto ao TRANSFORMADOR DE TENSÃO) dos níveis de tensão que estão sendo passados a rede de distribuição ( principalmente se notar oscilação na tensão)
Você pode, e
 DEVE contestar o LAUDO fornecido pelos técnicos da companhia,caso estes não o satisfaçam.
Tudo o que falei acima vale também quando eventualmente um carro venha a abalroar um poste, nestes casos é muito útil anotar as placas do veículo, pois a companhia de energia vai empurrar a culpa por eventuais danos ao causador do acidente.No caso o veículo.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Exumação
Pois é, agora o assunto do momento é a exumação do corpo do ex-presidente João Goulart. Como se não estivesse acontecendo nada mais de interessante para que nossas autoridades tivessem que discutir. A pergunta que não quer calar é; Para que vai servir isto tudo? Acredito que o assunto possa ter interesse apenas para a família, já que se trata da suspeita de envenenamento, mas historicamente vai resolver o quê? Afinal nosso país, é campeão neste tipo de mortes ou alguém acredita nas mortes que já aconteceram de políticos e ex- presidentes, e nas desculpas que foram dadas. Será que o acidente que vitimou JK foi mesmo um acidente?Será que Getúlio Vargas realmente suicidou-se? Será que o corpo de Ulisses Guimarães não foi encontrado mesmo? E a morte estranha (diverticulite) do Tancredo Neves? Se a moda pega vamos ter exumações aos montes para fazer. Por que este tipo de preocupação em reviver toda esta história?  Acredito que seja apenas pela preocupação da família já que para a história vai mudar apenas alguns dados e nada mais, mas em relação a tantas outras mortes e desaparecimentos que acontecem no dia a dia, quem poderá fazer alguma coisa. Olhem o caso de D. Beatriz, do servente de pedreiro Amarildo. Estes casos só foram parar nas mídias por força da pressão feita pelos familiares, senão passariam batidos como tantos, e são recentes. Em nome desta comissão da verdade acontecem verdadeiros absurdos. Vamos supor, que Jango tenha realmente sido envenenado, acaso vai ser punido o culpado, ou os culpados? Por quem? Familiares? Governo Brasileiro? Se for verdade, isto vai mudar em que a nossa situação atual? A Justiça vai deixar de ser caolha? A corrupção vai acabar? As verbas públicas finalmente vão ser usadas em benefício do povo? O povo vai ser respeitado finalmente? Não, nada disto vai acontecer. Pura pirotecnia de uma ministra que está mais preocupada com o nome, do que com os direitos dos humanos.

A gente paga impostos para que o estado nos proporcione segurança. A gente elege vagabundos para que estes vagabundos resolvam os problemas da cidade. O Brasil é o país campeão em criar impostos, pagamos uma das mais altas cargas  tributarias do mundo. Mesmo assim não conseguimos decolar e por que será? Simples o povo costuma aceitar de cabeça baixa todas estas falcatruas, estas mentiras, estas enganações dos vendedores de ilusões quando estes batem a nossa porta, a gente não tem a coragem de bater com a porta na cara destes eternos pedintes de votos. Ai o que acontece,eles se reelegem,distribuem cargos para todos da família, um ajuda o outro para evitar, ou mascarar o nepotismo, todos ficam ganhando bem e o povo fica sentado a beira de rodovias, debaixo de barracas, atolado no lodo, perdendo tudo, resignado com a incompetência administrativa desta gente que ganha muito para não fazer nada. Até quando heim?

Eu pensei que a Comissão da Verdade iria proibir os políticos brasileiros de mentirem para os seus eleitores.

A comissão da verdade foi instituída para descobrir as mentiras na nossa história. Coitados deles,não vai dar tempo. Pois tudo nesta nossa política é UMA MENTIRA.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Curto circuito 12



Há poucos dias atrás, postei um texto num espaço destinado aos amigos da Gerencia Regional de São Leopoldo (CEEE) sob o título Curto Circuito onde narro episódios acontecidos enquanto ocupava o cargo de delegado sindical em São Leopoldo. Esta resposta, faço em nome de todas aquelas pessoas portadoras de deficiências físicas, e ou necessidades especiais, que lutam por seus direitos e enfrentam tantas discriminações neste mundo perfeccionista. O texto em questão, falava do meu assombramento ao encontrar numa audiência de conciliação, como preposto da empresa alguém que detinha cargo sindical. No meu modesto entender duas coisas que jamais vão combinar, como pode alguém que representa um grupos de trabalhadores (dirigente sindical no caso) sentar ao lado do patrão numa mesa justamente quando funcionários terceirizados buscam a palavra da justiça como solução para o impasse.Disse mais, disse que considerava o fato de juízes sentarem sobre processos e os largarem no fundo de gavetas como comida de cupim era uma ATITUDE IDIOTA, e reafirmo o que disse. Desde há muito que juiz deixou de ser aquela figura que inspirava respeito, e medo. Faz muito tempo que a palavra justiça deixou de ser sinônimo de direitos preservados e iguais para todos. Existem juízes ladrões, corruptos, assassinos, vendedores de sentenças e só ignora isto tudo que não está atento ao que acontece. Mas sobre o texto em questão, recebi e com todos os direitos a crítica da pessoa citada, uma ex colega de serviço, delegada sindical, a qual em seu comentário não apenas confirma o fato acontecido, como deixa clara sua opinião quanto ao fato de hoje no serviço público existirem as pessoas terceirizadas, declara-se radicalmente contra as cotas para pessoas com deficiência física, e isto foi o que mais me doeu. Este espaço (no blog) é inteiramente meu,aqui eu posto o que eu quero, escrevo o que eu penso, e lê quem quiser, não estou usando de espaço reservado, portanto respondo aqui a ilustre colega. Com relação às pessoas terceirizadas tenho a dizer que são pessoas às vezes muito mais preparadas do que certos elefantes brancos no serviço público (apenas enfeites) o errado nestes casos, é o roubo que acontece, pois geralmente os terceirizadores cobram um preço pelos serviços prestados, e paga outro aos que realmente trabalham. As funcionarias do caso eram excelentes trabalhadoras, não ficando devendo nada em relação aos efetivos. E quando buscam algo na justiça estão apenas usando de um direito alienável, pois serviço público se fosse sempre ocupado por dondocas, o que hoje é uma fuzarca viraria uma zorra incrível. Posicionar-se contra “cotas para deficientes físicos” mostra muito bem a soberba, a intransigência e a discriminação desta senhora. A seu ver, e o seu texto assim reflete, o serviço público foi feito para filhos de papai, dondocas, e apadrinhados. Gente com braços e pernas perfeitos, bonitos, e com saúde, enfim pessoas que podem até parecer perfeitos, mas, que escondem em seu interior deficiências muito mais sérias do que eventualmente um braço ou uma ou perna mais curta. Deficientes entram no serviço público mediante concurso público, provando estarem aptos tanto quanto. Não tenho vergonha de ter entrado desata maneira na CEEE, prestei concurso, e mesmo datilografando com  a mão esquerda, fui aprovado. Passei por todas as tarefas, sempre me dedicando e sempre sendo preferido para dar atendimento pela educação e por entender o serviço. Quando finalmente fui guindado a condição de delegado sindical, mergulhei de corpo e alma.Estudei leis, li e reli acordos coletivos, para estar sempre em dia e poder representar os meus colegas. E hoje, muitos são aqueles que têm nos seus contra cheques valores agregado graças às noites passadas, sozinho numa barraca, como comando de greve. Hoje é muito fácil ser delegado sindical no SENERGISUL, não precisa fazer greves, não precisa, e nem podem, invadir o pátio com carro de som,distribuir folhetos de banca em banca,passar o dia inteiro com o carro de som mobilizando a categoria. Hoje basta ser amigo do presidente, e ficar sentado numa mesa aguardando ordens. Se, quisesse realmente provocar a discórdia, semear ódio,ou provocar raiva, eu passaria a contar outros tipos de fatos e episódios, daria nomes a todos os puxa sacos do senhor Antonio Barbedo que nunca moveram um dedo pela categoria e hoje são MILIONÁRIOS daria nome aos pelegos que sempre se esconderam nas greves e sempre tinha o ponto abonado enquanto os outros tinha o ponto cortado. Fui o único delegado, entre todos a enviar carta a CEEE exigindo fosse descontado os dias parados nos dias de greve, (como dirigente estava isento do ponto) para  não ser melhor do que o outros. Não escrevi para ofender, apenas fiz o registro de um fato, verdadeiro, confirmado inclusive pela própria pessoa envolvida.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Os bandidos são os homens..


Não sou filiado ao PT,sou BRIZOLISTA, sigo fielmente as premissas do partido de Leonel Brizola (PDT).No entanto, causa-me muita estranheza que muita gente,inclusive pessoas de formação universitária, teimem em jogar no lugar comum do lixo uma sigla inteira pelas atitudes de pessoas que dominam o partido. Pensem bem, qual seria o partido ou sigla hoje no país que deveria ter mais força do que qualquer outro? Lógico seria o Partido dos Trabalhadores, o próprio nome assim o diz. Imaginem uma sigla,ou partido, que aglomera a masa trabalhadora,os arranhadores de grades,o povão ?Teoricamente, não existiria corporação com força bastante para derrotar numa eleição quem que fosse o candidato, não é mesmo? E, por que isto não acontece? É simples, cada sigla costuma seguir ditames de lideranças,muitas destas forjadas, estas por sua vez vão delegando cargos,e assessorias para os "chegados" desta forma aquilo que era para ser uma sigla "agregadora" para os "trabalhadores, acaba na verdade sendo transformada num covil. É o que acontece com a sigla atualmente. Ela largou de lado completamente as origens,ao invés de pertencer ao povo(trabalhadores) ficou como propriedade de um grupo isolado que graças as artimanhas detêm todo o controle. Eu não sou contra o PT, contra a sigla do PT, existem siglas muito mais bandidas, que pertencem a corporativistas muito mais sagazes e hipócritas. Existem pessoas boas dentro do PT, deputados,senadores. A merda é que nós arigós,trabalhadores temos vergonha de brigar, de lutar,de tentar melhorar aquilo que tem a nossa cara (a sigla do Partido dos Trabalhadores tem a cara do operariado) preferimos nos agregar aos partidos de elite, dos ricos PSBD, PMDB, PP, e tantos outros que ~sao tão sujos como qualquer outro, porém com gente bonita,roupas limpas,palavreado fino, então para que vou estar ao lado de ralé? Certa vez ouvi, numa palestra uma frase dita por um senador que nunca mais esqueci; vai chegar o dia em que o povo vai enxergar que é feito de palhaço,que tudo o que se prega,o que se diz é mentira, que na verdade sempre foram usados como massa de manobra.Neste dia meu velho, não vai ter baioneta que segure, muito menos balas de fuzil que o faça retroceder, nós, políticos pagaremos por nossos crimes. Por isto que tenho insistido, critico as pessoas dou nomes ,as siglas não tem culpa alguma. Os culpados são os homens , ou os trastes que as comandam.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O médico era cubano

                         
   
Todos já conhecem meu pensamento sobre o programa mais médicos do governo federal. Muito tenho escrito em defesa deste projeto, que, se não é o ideal, pelo menos vai ajudar a trazer um pouco mais de esperanças de alento para  aquela população que em muitas localidades não tem o mínimo em matéria de prevenção, e atendimento básico. Numa conversa em família, num domingo à tarde, vem à baila uma historia que merece ser contada. Um cidadão, sentindo uma dor incômoda no “peito do pé” procurou atendimento num destes postos de saúde do município. O profissional, zeloso como sempre, olhou, apalpou, examinou, e concluiu por pedir uma radiografia. Fez o devido encaminhamento pelo SUS, e a radiografia foi tirada. Voltou a consulta, desta vez com a “chapa” na mão. O profissional olhou, examinou, coçou a testa, e rabiscou numa folha um encaminhamento para um “especialista” pois a seu ver tudo indicava a necessidade de uma cirurgia. Nestas alturas do campeonato o cara já não podia quase andar,  apoiava o pé somente no calcanhar. O especialista examinou e confirmou a cirurgia. Mas, como havia um pequeno foco infeccioso, receitou alguns antibióticos e recomendou que o paciente voltasse alguns dia após.Mesmo com a ingestão dos medicamentos, a dor não passava, então uma amiga resolveu levá-lo a um médico diferente, noutro posto. Lá chegando o homem foi colocado numa maca, e o novo doutor fez nova revisão do local. Após examinar, calmamente, perguntou ao paciente se ele apenas sentia dor ou se também tinha muita comichão no local, o cara confirmou a coceira. Então o medico disse; vamos resolver o seu problema agora. Fez uma pequena incisão no local, retirou o prurido, e com ele o causador de tantos incômodos, um “bicho de pé”. Dois dias depois tudo normalizado, sem radiografia, sem internação pelo SUS, sem anestesia, sem burocracia, com mão de obra internacional pois o médico, este último que resolveu o problema, era CUBANO.Daí, vieram a minha cabeça as milhares de besteiras, de críticas, de chamamentos pela mídia com material pago, na tentativa de desmoralizar estes profissionais que estão aportando aqui pelo programa mais médicos. Quem pode garantir que a verdadeira inspiração para a criação deste programa não tenha sido exatamente o jogo de empurra, a burocracia de alguns dos nossos profissionais da saúde? Será que os “especialistas” que atenderam anteriormente o paciente, não sabia realmente do que se tratava? Será que tudo não passava de uma farsa covarde e bandida para sugar cada vez mais recursos deste sistema falido de saúde, mesmo com o sofrimento do paciente?Pois é, e o médico que resolveu era cubano.
Este fato é real, os nomes são preservados por uma questão de ética, mas a população tem o dever de conhecer casos como este para que se possa fazer uma análise imparcial do atendimento que está sendo dado a saúde dos usuários do Sistema Único de Saúde. Antes de virem aos jornais procurando boicotar a vinda destes profissionais sob as mais absurdas criticas e aos mais infundados artifícios deveriam estes conselhos, estas associações prestarem muita atenção ao que está ocorrendo dentro destes postinhos das periferias, onde muitas das vezes o tal “medico” sequer olha na cara o paciente. Onde já existe até um receituário padrão para as mais diversas dores e males; Analgésico, anti-térmico, melhoral ou novalgina, anti-epilético gardenal, anti flatulento, Gardenal, Anti-inflamatório Cataflan, anti-diarréicos Imosec, Floratil, Colestase. A vinda destes profissionais independentemente dos lugares onde vão trabalhar vai ajudar e muito na prevenção de doenças simples, mas que pela falta de um profissional acabam matando crianças e adultos. O que se faz urgente em nosso país é uma tomada de consciência de que vidas humanas estão sendo tratadas como lixo, em condições precárias, onde o paciente é tratado mais como cobaia do que como um ser humano que está sofrendo. O que temos que tratar com urgência é esta sangria covarde e criminosa nos cofres públicos com remendos que em nada ajudam. O reconhecimento do cidadão como objetivo principal de todos estes programas de saúde passam por muitas fases importantes, como a remuneração justa, para aqueles profissionais que realmente executam seu trabalho, com ética e profissionalismo, por condições adequadas de atendimento, por instalações de acordo com as normas e padrões estipulados pela organização mundial de saúde (OMS – ONU). Pelo respeito mútuo entre médico e paciente, pelo empenho em mais combater o mal do que olhar para o saldo bancário. O atendimento médico deve seguir os mesmos princípios independentemente de quem o está pagando, seja o particular, seja o SUS afinal o que se busca é a cura de um mal.O caso retratado no texto anterior nos remete para uma reflexão seria e madura do tipo de atendimento que estamos recebendo. E aqui renovo minha pergunta, será que realmente o médico desconhecia o problema ou estava apenas “enrolando” largando a batata quente na mão de outro colega? Dos males o menor, vamos acreditar que tudo não tenha passado de uma “enrolação”, pois se tivermos que admitir que nossos profissionais já não conseguem identificar um “bicho de pé” estaremos todos no mato sem cachorro.E este não era cubano.



sábado, 2 de novembro de 2013

Se eu pudesse...

Se, soubesse antes, bem mais novo, tudo o que sei,tivesse podido contar com todas as experiências de vida e do conhecimento de como as coisas caminham, tenho certeza de que;
Não teria casado, e formado família.
Teria pegado em armas, desde ha muito.
Teria apagado muito calhorda que se atravessou na minha vida.
Teria esbofeteado a cara de muito calhorda mentiroso.
Jamais teria votado em alguém
Não seria dono de bem algum,
Não teria amado, me apaixonado
Não teria perseguido sonhos impossíveis,
Talvez até tivesse chorado alguma lágrima.
Não teria deixado para traz tantos sonhos... 
Teria lutado mais,teria insistido mais.
Seria teatino, vivendo em barraca,no meio da mata ..
Brigando pelo meus ideais..
Por um mundo mais justo...
Com menos políticos e mais pessoas de bem
Acabaria com os eternos donos do mundo.
Eu os mandaria para o quinto dos infernos..
Rasgava a constituição, e cada um passaria a valer pelo que produz
Eu sei, você deve estar pensando...ficou louco... 
Não, não estou louco apenas mostrando algumas facetas desta vida..
Para alguns,tudo...para outros....nada
É justo, isto?
Vais me dizer que nuca tiveste vontade de mandar tudo a merda, os falsos, os amigos das horas boas..
Os críticos da hora,o vereador gabola, o prefeito corrupto, o deputado ladrão..o presidente inapto.
Pois é, eu também sinto esta vontade.
Eu queria tanto poder começar uma revolução,trocar as cabeças podres
Por cabeças novas, Substituir corações de pedra...por flores.
Eu queria poder deletar as coisas ruins, formatar o universo novamente..
E povoá-lo só com gente honesta e útil.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O dilúvio.


Com um pouco de exageros é perfeitamente compreensível comparar a enxurrada desta manhã com um dilúvio. E a quem cabe culpar? No meu entendimento existem três culpados. O tempo, a administração municipal, e o povo. E, a cada um vamos dar sua parcela de responsabilidade para entender por que situações como esta teimam em acontecer. Nunca, como agora, as previsões do tempo tem acertado tanto em relação aos prognósticos sobre o tempo. A cada dia novas tecnologias vão sendo incorporadas no cotidiano dos profissionais responsáveis pelas previsões. Modernos satélites monitoram nossos céus coletando dados e informações, o que, de certa forma, facilita este trabalho. Então, pode-se concluir que eventos como este acontecido nesta manha tenebrosa de 23 de outubro são perfeitamente previsíveis, sendo assim, a população devidamente informada tem como proteger-se principalmente aqueles que se situam em áreas ribeirinhas, seja na procura de lugares mais protegidos, ou mesmo no abandono do lar até passado o perigo. Com referência a parcela de culpa que cabe aos administradores, deve ser repassada nas devidas proporções a todos aqueles em cujas mãos repousam as responsabilidades inerentes. O prefeito pede verbas, apresenta projetos e as verbas aparecem. Acontece que muitas das vezes a pressa em buscar estes recursos faz com os projetos apresentados não passem de remendos pobres e mal calculados. Como sempre acontecem nestes casos, o toma lá dá cá a troca de favores políticos funciona como uma escada do tipo; eu agrado o prefeito, o prefeito atende os vereadores, estes bajulam o povo e nós faturamos os votos. Daí fica fácil verificar o porquê de projetos falhos, muitas das vezes apenas toscos remendos. O solo das nossas cidades são arenosos, qualquer tipo de drenagem a ser efetuada deve levar em consideração este fator, pois assentar um cano para escoamento das águas pluviais requer um boa base, senão as infiltrações acabam por ir lentamente cavando o solo fazendo com que a terra vá aterrando o interior destas canalizações acabando por obstruí-la completamente.E, posso afirmar sem medo de errar, ninguém fiscaliza nada disto, nem o povo, muito menos os vereadores, é perda de tempo.O dinheiro vem, a parte de investimento é enterrada de qualquer jeito o resto some por outros caminhos, e a gente só volta a se preocupar com o assunto quando a água atinge o nosso pescoço. E, a parcela de culpa que cabe ao povo? Esta sem dúvida alguma, senão é a principal, é a que maior parcela de responsabilidade deve levar. Aqui mesmo na minha rua tem uma vizinha que costumava varrer sua calçada, e o lixo era todo empurrado para a boca de lobo, até que um dia em tom de brincadeira disse que iria trazer o meu também para ela dar o mesmo fim. Quando percebeu que estava sendo monitorada, parou com a besteira.  Mas, quantos fazem isto hoje? Reciclar o lixo doméstico, separar por espécies, dando a cada um o seu destino adequado não faz parte de nossa cultura. Fica muito mais fácil eu meter o pau no prefeito, nos vereadores, no presidente e sei lá em quem mais. Cuidar da minha calçada, ensacar corretamente os resíduos para encaminhá-los adequadamente vai fazer alguém pensar que sou mais um puxa sacos. Não, não é bem assim, a cada um cabe uma parcela de ajuda. Ninguém é obrigado a fazer o serviço que é de responsabilidade do poder público, claro que não, mas, facilitar? Porque não? Se, sou morador em área de risco, se tenho conhecimento de qualquer chuva invade o meu pátio tenho a obrigação de fazer algo para ajudar a evitar que isto aconteça. Primeiro faço a minha parte, depois parto com tudo para cima a quem de direito. Vamos ser coerentes, São Pedro já deve estar com o saco cheio de reclamações. Ele só não nos rogou uma praga por que é santo. Não acham?

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O professor no banco dos réus.



Minha educação, alem dos ensinamentos vindos de berço, teve um incremento muito importante, pelo menos eu creio assim, tive o grande mérito de haver sido aluno marista,isto mesmo, fui aluno de um colégio totalmente dirigido por irmãos Maristas, da ordem do beato Marcelino Champagnat. Disciplina, ordem,respeito e principalmente valores morais, eram as características principais do Colégio São Luíz em São Leopoldo, ali o aluno ou se adaptava ao regramento ou, não frequentava aulas. Foi ali naqueles prédios antigos da Rua Bento Gonçalves que aprendi muitos dos ensinamentos que ate hoje fazem parte do meu dia a dia. Falar alguma coisa com o professor? Só com permissão,  o mesmo se aplicava com as saídas para ir ao banheiro.Faltar as aulas? O aluno só entrava no outro dia acompanhado pelo pai ou responsável e assim mesmo dependia muito de o irmão diretor acreditar na desculpa. Retrucar o professor então era crime punido com expulsão, ou então castigo como escrever mil e quinhentas vezes; devo respeitar meu professor. Algumas vezes experimentei o gosto amargo de uma punição, a maioria por chegar atrasado em função do horário dos ônibus. Confesso que as vezes dava um pouco de raiva, mas hoje vejo que tudo somado, só serviram para forjar meu caráter, e agradeço aos valorosos irmãos, Marcos,Leônidas,Rogério,Luciano, e tantos outros os ensinamentos recebidos. Mas, fiz este preâmbulo, motivado por um comentário ouvido de uma amiga professora da rede municipal de ensino. Dizia ela que por mais sério que fosse o acontecimento envolvendo o aluno em sala de aula o caso devia ser tratado com muito tato, pois havia sempre, por parte de alunos e pais de alunos, a ameaça de ser processado. Vejam a que ponto chegou a educação neste nosso país. Hoje quem educa não é mais o professor, aquele que antes era o principal artífice na educação passou a ser tratado meramente com um cuidador de alunos, ele não tem direitos só deveres, e deveres severamente vigiados por pais, alunos, polícia e justiça. Coitado do mestre se resolver colocar o mal educado de pé num canto da sala como exemplo, ta ferrado (o professor) vai enfrentar o pai, a mãe, o secretário, o prefeito, a polícia, o conselho tutelar, até parar no banco dos réus. A moderna educação de hoje permite que um fedelho qualquer, discuta com o professor, até o agrida, o aluno moderno pode ligar, namorar, trocar mensagens, colar, viajar pela Web e não poderá nunca ser importunado, pois celulares, tablets,e outras quinquilharias passaram a ser consideradas ferramentas na educação. O professor que até então havia sido tido como principal ferramenta para o aprendizado passa a ser meramente um coadjuvante sujeito a todos os percalços da atividade inclusive, ser ameaçado de processos por exigir respeito em sala de aula. O resultado deste novo tipo de tratamento dispensado por psicólogos, promotores de justiça, advogados, pedagogos é esta geração que ai está, um verdadeiro exército de alienados, jovens que sabem tudo de modernas tecnologias, mas com uma educação nota zero, um conhecimento de fazer Rui Barbosa dar voltas e mais voltas no túmulo.Some-se a isto o pouco investimento em educação, o salário defasado, as péssimas instalações de muitas escolas e ainda o fato de milhares de alunos somente frequentarem os bancos das salas de aulas em busca das refeições que não dispõem em casa, tornam a educação no Brasil como verdadeira vergonha nacional. O futuro? Com certeza uma leva muito grande adultos que se jogam a cada dia em maior número na busca de vagas em campos de futebol, ou servirem de cobaias para políticos, afinal, dois dos melhores campos a serem explorados por quem deseja ser rico e famoso, sem estudar. É mais do que sabido que nossos melhores alunos, estudantes que aceitam os desafios de cursarem a escola como base para suas vidas não permanecem no Brasil, preferem buscar lá fora as oportunidades que lhes é negada aqui. Enquanto tratarmos nossos professores com indiferença, e os pais como vilões na educação, estaremos sentenciando grande parte da nossa juventude a trilharem caminhos bem mais tortuosos, com sexo,drogas,assaltos,roubos e finalmente caírem sob o impacto de balas nas sarjeta.

sábado, 19 de outubro de 2013



Um ano se passou.
Um ano é um tempo longo demais, se estivermos esperando por alguém, que vem de muito longe, e que há muito tempo não tenhamos notícias a espera parece não ter fim. Imagine então um ano de buscas, de desencontros,  entrevistas, de convites,de interrogações de sofrimentos. É um pesadelo. Este drama é vivenciado pela família de D. Beatriz, que desapareceu misteriosamente no dia 21 de outubro quando em visita lá no Santuário de Aparecida e, São Paulo. De lá para cá foram horas de entrevistas, milhares de telefonemas, muitas horas de caminhadas pelo interior das cidades de São Paulo próximas ao santuário. Centenas de milhares de panfletos com a foto de D. Beatriz, contatos com autoridades as mais diversas e, no entanto tudo continua na estaca zero. Tenho me perguntado durante todo este tempo; se este desaparecimento tivesse acontecido com alguém muito importante, parente de alguma autoridade, não que esta senhora não o seja, será que estaria nos mesmos patamares? Será que o interesse de algumas de nossas autoridades seria o mesmo?Na época chegou-se a criar na Assembléia Legislativa da capital uma coordenadoria para tratar deste assunto, liderada pelo Deputado Oliboni, e no que deu afinal? A que conclusões chegaram? O quê resolveram? Absolutamente nada. O silêncio da igreja é outro ponto questionável, ora, um centro religioso como Aparecida para onde acorrem milhões de pessoas anualmente deveria demonstrar um interesse muito maior do que aparentemente demonstra, faz-se mister saber o que foi ou está sendo feito para evitar que novos desaparecimentos aconteçam. Desconheço caso semelhante, acontecido no Brasil, que tenha tido tanta divulgação, tantas buscas e que mesmo assim continue no mais completo obscurantismo. Esta senhora parece ter sido tragada pela terra, nenhuma notícia, nenhuma pista. Situações como esta são por demais preocupantes, ainda mais se levarmos em conta que o país se prepara para eventos de repercussão mundial. Tenho insistido de que o Brasil carece de dados, de meios, de tecnologias que possibilitem o compartilhamento de informações sobre pessoas desaparecidas. Tudo ainda caminha na base da investigação apenas de campo. Inexiste um cadastro nacional, um banco de dado com fotos. Mesmo com as facilidades da Internet, a troca de informações ainda depende de telefonemas, burocracias esdrúxulas, malotes, permissões e principalmente boa vontade. Um ano de buscas, um ano de saudades, um ano de esperanças, este o resumo , o resultado de um passeio que tinha tudo para ser só alegrias, mas,no entanto se transformou em pesadelo.A pergunta continua; onde anda D. Beatriz?  

sexta-feira, 18 de outubro de 2013


Operação tapa buracos.
Pressionado pelos usuários, com uma bagagem de críticas as mais duras em relação a conservação de das rodovias estaduais, o governo decide-se finalmente por desencadear um operação visando tapar os buracos que tantos malefícios acarretam. Mas, será que “tapar buracos” resolve? Acredito que não. Quando se resolve criar uma rodovia os cálculos técnicos vão muito alem das negociatas com empresas em licitações, tudo é, ou pelo menos deveria ser calculado rigorosamente desde o tipo de solo, até a quantidade de veículos, com suas respectivas cargas e taras. Somente depois de tudo nos “conformes” passa-se finalmente a fase final, o acabamento. A cobertura asfaltica nada mais é do que uma proteção natural as intempéries, uma proteção que tem como função principal tornar mais segura a rodagem do veículo. Ora, os cálculos vêm de baixo para cima, ou seja, prepara-se o terreno, drena-se, compacta-se, calça e depois vem a cobertura. Os buracos, que surgem são “esfarelamentos” da capa de asfalto, ou pela mistura pobre de ingredientes, ou pela ação constante de pneus mal calibrados, ou cargas com peso superior ao máximo permitido. Sendo assim, vê-se logo que o simples fato de colocar uma pá de asfalto e logo em seguida pressioná-lo com o rolo, não irão de maneira alguma devolver as características ideais, pois o “remendo” não consegue bases para fixar-se, e com o tempo a tendência é de que tudo volte a ser como era antigamente. Neste caso, e muito pouca gente nota, o que se está fazendo é uma maquiagem assassina, alem do desperdício do dinheiro público. Hoje, o proprietário de um veículo paga somas infinitas para ter seu carro, gastos que começam com altos impostos, passam pela ladroagem das multas, aumentam com os gastos em conservação, desembocando por fim no alto preço dos combustíveis tudo pela ganância de cobrar das autoridades. Do proprietário se cobra tudo, até os mínimos detalhes, inclusive na hora de um acidente.Mas será que todos concordam em pagar tão caro para termos estradas e rodovias em tão péssimas condições de estado? Até que ponto vai a responsabilidade dos governantes no caso de acidentes com mortos, estes devidos a má sinalização, má conservação, falta de acostamentos nas pistas de rolagem? Não estaria na hora de mudarmos os conceitos, e ao invés de ficarmos cobrando melhorias, sairmos para buscar na justiça eventuais responsabilidades de nossas autoridades? Você não pode mascarar um pneu careca, você não pode improvisar a luz de uma sinaleira, ou quem sabe trafegar com o extintor vencido, isto pode por sua vida em risco, você será penalizado.  Mas o governo pode mascarar crateras, disfarçar acostamentos, pode inclusive em nome destas “melhorias” instalar mais pardais e radares, ou seja,propõe-se a prestar um serviço de péssima qualidade e ainda se acha no direito de cobrar por isto.