quinta-feira, 7 de junho de 2012


Não tenho nada...
 “....sinceramente, não posso entender como a minha cidade tenha se transformado nisto tudo, que escreves nos texto de teu blog.A princípio pensei que fosse algo pessoal, alguma coisa entre você e algumas pessoas da cidade. Mas, vejo que não é assim, pois acompanho também as notícias através do Facebook, e principalmente agora para CE que a coisa está tomando vulto. Aqui,onde vivo as pessoas por muito menos do que isto já estão nas ruas, gritando,exigindo mudanças de atitudes, chegando ao extremo de alguns radicalismos...” Este, pedaço de email, aqui transcritos pertencem a um amigo desde há muito radicado nos Estados Unidos vivendo atualmente em Atlanta.
Confesso que muito me intrigou o fato de que um cidadão, mesmo que sapucaiense, tomasse interesse por notícias daqui da cidade, muito mais ainda que as buscasse no meu modesto blog. Reconheço que chego a marca dos vinte e cinco mil acessos com um misto de orgulho, e alegria, pois para as pessoas que meã acompanham, entendem que noventa por cento dos textos e das mensagens dizem respeito aos problemas da minha cidade, bem como das atitudes desta cambada que a governa a quase meio século.Mas, se aos ausentes isto parece preocupar, os residentes, os responsáveis pelo pagamento de tributos, as autoridades, os órgãos oficiais, tanto a nível municipal,estadual e federal, vão tocando o barco da maneira como lhes convém.
Calcados na certeza da impunidade, do pouco caso, da alienação e do desinteresse, mentem, desviam, e enganam absolutamente convencidos de que o final da novela será o mesmo desde que este humilde sétimo distrito de São Leopoldo, resolveu virar cidade. O que me constrange, o que me revolta, o que me faz indignado é ver, é sentir, é comprovar a passividade com que a população encara e aceita toda esta onda de desaforos, de humilhações, de prevalecimentos sem tomar uma atitude mais drástica, sem que parta para uma ação mais efetiva junto aos órgãos responsáveis.
Existem mil denúncias, existem denunciantes para todos os fatos e desgovernos nas administrações, as pessoas encarregadas da fiscalização, ou se escondem, ou de vendem, ou ainda optam viver a vida assim como ela se apresenta. “ Se não me atinge não tenho nada com isto” , este parece ser o lema. Bombardeados pela mídia que deita e rola em verbas públicas, tem platéias que se satisfazem com as tirinhas, com as boas graças da primeira dama, com a secretaria que acolhe velhinhos e velhinhas, com mil bolsas,mil projetos, com as casas que começam com um orçamento de tanto mas que ao final triplicam estas verbas e tudo passa em branco. O importante é que tenho a casa própria. Sim, é verdade, mas será que a casa própria não poderia ter custado muito mais barato e ser de muito melhor qualidade?
Não podemos nos esquecer que o dinheiro para a construção destas moradias, ditas populares, saem exatamente do nosso bolso, são os depósitos do FGTS, que alimentam uma pequena parte desta cadeia. As maiores fatias destes depósitos escoam para canais bem diferentes daqueles por onde deveriam escoar. Agrada a população aplaudir os facínoras das verbas públicas, os deputados federais com suas emendas, com suas verbas sempre ajustadas de acordo com os interesses dos cabos eleitorais, governo, prefeitos e vereadores.
Parecem ter prazer em receber estas migalhas, esmoladas junto ao governo federal, esquecem que muitos destes milhões doados aos gabinetes parlamentares, que vão servir para remendar as cagadas e aos superfaturamentos de obras orçadas a um determinado preço e pagas com um valor bem acima do contratado. Pra que botar cimento, se barro faz o mesmo efeito?
Para que botar tijolos de primeira, se os refugos sairão pelo preço de primeira? Para que preocupar-se se o prédio vai rachar, vai ruir, vai fazer vítimas? Um laudo pode ser maquiado, trocado, comprado. E o mais triste de tudo isto, é que estamos totalmente conformados, não temos ação. Não queremos protestar, pelo simples fato de que eu não tenho nada a ver com isto.
      

segunda-feira, 4 de junho de 2012


Inercia.

Parece que nem mesmo com todo o alarde nas redes sociais da internet as pessoas estão dando bola para os mais diversos escândalos que ocorrem no país e principalmente na cidade. O aumento absurdo, ignóbil,vergonhoso, e pra lá de imorais que os vereadores da cidade deram a si próprios, as deslavadas alianças espúrias entre siglas interesseiras, os constantes desabafos dos “maridos traídos da política” os jogos de cena de alguns fantoches, nada disto comove o eleitor, que na maioria das vezes usa de espaços na internet para jogar,passar trotes,passar mensagens, e correntes como se no Brasil tudo estivesse as mil maravilhas.

Mas, não dá para culpar algumas destas pessoas. Pertencem ao grupo daqueles que quanto pior, melhor. Se, tem gente se alimentando de lixo? Eu com isto. Se existem pessoas pedindo esmolas,assaltando,roubando, estuprando, não me interessa. Se nossos senadores e deputados estão votando em surdina mais e mais desaforos, se estão articulando mil maneiras de desviar os olhares do povo para os crimes, os roubos, as poucas vergonhas que seus colegas praticam, não têm problemas. Se os poderes da república mostram a sua verdadeira cara de deboche ridicularizando ministros, se senadores ou deputados perdem em plenário as provas de suas taras, isto nada tem importância.

Costumamos delegar aos poderes constituídos a tarefa de punir culpados, mas, como vão puni-los se a lei é uma colcha de retalhos?Como fazer justiça se um ex-ministro da justiça leva quinze milhões de honorários para livrar da cadeia um ladrão das verbas publica. Os tais grupos criados nos mais diversos modelos de programas na internet, servem apenas e simplesmente para que alguns se projetem como guardiães da moral e da ética. Na verdade são outros covardes que não têm coragem para encarar o desafio de um debate cara a cara.

É muito mais fácil, ficar atiçando, provocando, patrocinando fofocas que não levam a nada. Quem ousa criticar, é tido como recalcado que apenas o faz porque foi preterido e chora por não ter ganho uma teta para mamar.Outros mais desaforados ainda mamaram, aproveitaram para se locupletar financeiramente durante todos os quatro anos e agora ao apagar as luzes se atiram como cachorros famintos agredindo quem lhe alimentou. As siglas viram moeda de troca dos imbecis de plantão. Não existem filosofias, não existem regras, muito menos escrúpulos.

Aqueles mais esclarecidos passam por bobos quando tentam chamar a opinião pública para o debate. Os oportunistas não aceitam. OAB, ACIS, CDL, ROTARYS, estão mais preocupados com a campanha do agasalho, com os jantares com as recepções do que encabeçar um movimento uníssono em busca de respostas a tentos desmandos. Os vereadores se auto regulamentam salários, zombam do povo, o prefeito mente descaradamente, os partidos da base aliada trocam a fiscalização por cargos para seus aspones. A cada eleição é o mesmo choro, as mesmas lamentações, depois aparecem os gabolas, os mentirosos, os eternos baba ovos e o eleitor esquece tudo , por uma sacola, por um terreninho na beira da faixa de domínio,por uma receita, por uma promessa que ele sabe que é furada mas que tem vergonha de desmentir o lacaio na cara. E assim eles seguem se perpetuando.

Existem mil indignados, com a situação, mas peça que saiam das tocas, que se identifiquem, e eles se encolhem mais ainda. Tem gente do PTD que mesmo com todos os desaforos recebidos, mesmo com toda a vergonha pela qual a sigla passou e passa, mesmo assim permanece como que grudado na teta. Para estes não existe ética, não existe filosofia, o que interessa na realidade, é um punhado de dinheiro na conta, mesmo que isto signifique a total falta de vergonha na cara. E o pior, é que ainda existam aspones (coveiro/gerentão) preconizando a vitoria do PDT com candidato próprio (Ibanor) nestas eleições. Aí é não ter senso de ridículo.


sábado, 2 de junho de 2012


A Chácara. (continuação).

Nossa nova casa, era de alvenaria, uma casa antiga. O banheiro ainda era do tipo “escarióla”, ou seja, não era revestida de azulejos. Na frente, bem abaixo do beiral das telhas havia uma inscrição –Vila N.Srª.das Graças – e, ao pé desta um gruta com a imagem de Nossa senhora.A gruta era toda coberta de flores, plantadas a sua volta e a entrada protegida por aspargos. Em toda a sua volta, a chácara era protegida por enormes pés de cinamomo, plantados a um distancia de três ou quatro metros um do outro.O terreno era todo cercado por arame farpado, coberto com cerca vivas.
O dia a dia na casa era o mesmo de todas as crianças, aos poucos foram chegando os amigos, organizamos times de meninos, para ocupar um pequeno campinho existente ao lado. Eu era goleiro, mesmo caminhando com um aparelho ortopédico para firmar a perna direita, era o goleiro escolhido. Meu pai costumava ficar fulo de raiva, pois cada jogo representava uma quebra na junta do aparelho. Por conseguinte eu ficava de molho sobre a cama, enquanto ele levava o aparelho na fábrica para que um dos mecânicos soldasse novamente.
Tínhamos o nosso CTG,(Estrela do Pago) criado por uma professora de acordeom(Delfina Miranda) ali ensaiei as primeiras poesias. Como tinha certa dificuldade para dançar, eu era o escolhido para fazer as apresentações – Chirú das falas – gostava de declamar, as poesias de Jaime Caetano Braum, Barbosa Lessa, e tantos outros autores da época. Organizávamos bailes, e recebíamos visitantes das cidades vizinhas. Era um evento para a rapaziada, o Luisinho, Eloir, Zezo, Luiz,Nêne, Gelson,Marlene, Ivon,Chico,Miguel,Omar,Maria,Negrinha.
Tantos outros que foram saindo, se mudando. Costumávamos participar de encontros em outros municípios e um que nunca mais saiu de minha memória foi de uma participação em um baile em Taquara, e fomo de trem. Saímos no sábado pela manhã e só retornamos na segunda pela manhã, pois não havia trem aos domingos para Porto Alegre. Dormimos todos dentro dos vagões estacionados na estação de Taquara. De outra feita, resolvemos (nos da casa) oferecer um carreteiro para o grupo de amigos do CTG.
O local escolhido foi debaixo das pereiras. Foi um espetáculo, iluminamos tudo com várias lâmpadas estratégicamente colocadas nos galhos mais altos, varremos as folhas, montamos uma grande mesa, e ali ao som da gaita de  outros instrumentos ficamos até altas horas dançando,brincando. Tudo sem malicias, sem abusos.Mas, as dificuldades da viúva e proprietária da casa foram se avolumando, e finalmente veio a má notícia, a chácara seria posta a venda. Aquilo caiu em nossas cabeças como uma bomba, as plantações, o pomar, as flores tudo cuidado, tudo mantido com carinho.
Não precisávamos mais cuidar de nada. Podíamos ter que sair a qualquer momento. Lógico que ninguém queria sair dali. Adorávamos a chácara. Uma manhã de sábado D. Elvira, acompanhada da tia Lucia e mais um homem apareceram por lá. Era um engenheiro amigo da viúva que vinha fazer uma avaliação geral da casa. Realmente a casa era uma construção antiga, e apesar de todos os cuidados apresentava algumas fendas, naturais pelo movimento do solo em algumas peças.
Inclusive o engenheiro alertou para que ficássemos de sobreaviso, pois em caso de trovoadas mais fortes poderia ocorrer a queda de algum pedaço de parede. Moramos por mais de dez anos, nunca caiu um farelo sequer de cimento. Para nos aquilo serviu para assustarmos alguns compradores, eles vinham, olhavam, perguntavam, e a gente (os filhos) alertávamos:
Olha, estas paredes já estão condenadas pelo engenheiro, se comp,rarem vão ter que demolir aqui, restaurar ali. Lógico o compador não aparecia nunca mais. Tanto os pai quanto a mãe , não falava nada, mas no fundo, no fundo gostavam das nossas mentiras piedosas.

....................continua...........

sexta-feira, 1 de junho de 2012


A chácara.

Foi por volta de 1954, que nossa família mudou-se de São Leopoldo, para Sapucaia do Sul. Meu pai trabalhava em uma indústria de papel e papelão, e tinha uma irmã, de nome Lucia que cuidava de um casal de idosos que residiam ali na rua sete de setembro. Estes, eram sócio da antiga Casa Lú, tradicional estabelecimento de Porto Alegre. Seu Manoel, era caçador, em uma de suas caçadas, feriu-se no pé. Como era diabético, o ferimento foi aumentando e apesar de terem todos os recursos disponíveis faleceu.
A viúva ficou com minha tia de companhia. Resolvendo mudar-se para o apartamento que tinham em Porto Alegre fez o convite para meu pai que aceitou. Assim aos doze anos tornei-me mais um cidadão sapucaiense. A casa onde morávamos era muito pequena, eram quatro peças, e sequer possuía pátio, pois os fundos da casa davam direto para um banhado, porém um detalhe, águas limpas e cristalinas. A chegada a nova residência, foi uma festa. Era tudo tão grande tão bonito, um pomar com todos os tipos de frutas, uma galinheiro com mais de cem galinhas, uma horta e ainda com um cercado onde podia-se plantar, e já haviam muitas, flores das mais diversas qualidades.
Cada um de nós ganhou um quarto grande com roupas de cama e tudo o mais, a sala era composta por uma copa americana com sua parte superior envidraçada onde se podiam ver vários tipos de copos e tigelas. A casa era composta de quatro quartos, sala,sala de jantar,cozinha, com um grande fogão a lenha, dispensa,banheiro,uma área externa anexada ao corpo da casa com poço e toda decorada com folhagens, onde predominavam as samambaias gigantes que pendiam do teto.Havia ainda a área de serviço e a garagem.
Com a doença do proprietário o carro fora vendido e na garagem havia sido construído um fogão de tijolos. Ali ficavam todas as ferramentas para o cultivo, a limpeza e manutenção de toda a área. Eram o equivalente a doze terrenos. Salvo a parte já aproveitada, restava um bom espaço para plantar e semear o que se desejasse. Meu quarto, foi escolhido pela minha tia, gostava muito de mim, era o quarto dela, com uma cama de meio casal, e colchão todo de algodão. A janela dava para o jardim com flores. Os outros quartos ficavam no outro lado da casa e davam para a área de plantio.
Meu pai e meu irmão mais velho, trabalhavam o dia inteiro em São Leopoldo, minha mãe trabalhava no Colégio da praça( D. Sibila.)das 13 até as 18 horas. Eu e o menor (Luiz) ficávamos encarregados das lides da casa, bem como da capina e limpeza do pátio. Era uma época de fartura, comprávamos poças coisas, plantávamos de tudo, frutas e verduras meu pai não vendia doava, aos vizinhos e também ao colégio para a sopa dos alunos. Ao lado da casa, esticando-se até os fundos um grande parreiral. Na primavera gostava de olhar da janela do meu quarto e admirar aquele túnel verde, formado pela parreira e ao fim destas a sombra de quatro gigantescas pereiras.
Naquele tempo, nos jogos de futebol( no campo do Vera Cruz) eu e meu irmão enchíamos um carrinho de laranjas mandarinas, comum, bergamotas, peras, caqui, goiabas, e íamos fazer a nossa féria para as tardes de cinema de domingo. Várias, foram a vezes que tínhamos que voltar para abastecer o carrinho. A noite, todos reunidos em volta da mesa a diversão era ouvir as radio novelas, da rádio gaúcha e da farroupilha, ou então aos domingos o Grande rodeio Coringa.

...............segue...........


terça-feira, 29 de maio de 2012


Avenida mundana.

A prostituição, a vagabundagem, o rufianismo são costumes tão ou mais velhos do que o dilúvio universal. Explorar os prazeres do corpo, oferecê-los em troca de dinheiro , vender o amor aos abandonados da sorte, a verdade é que todo mundo conhece, e agora ainda muito mais protegido,pois está protegida por lei. Talvez por isto que a Avenida Sapucaia já faz algum tempo tem se transformado numa passarela pública onde todas as noites podem ser observados todos os tipos de serviços destes gêneros.
Quem se desloca de Esteio em direção ao centro da cidade pode observar depois que escurece um estranho, pobre e vergonhoso desfile de prostitutas, drogados,travestis,gigolôs, e tudo o mais que diz respeito ao gênero. Bem no horário em que estudantes, se dirigem as escolas, lá estão elas, muitas das vezes vestindo apenas uma minúscula combinação, mostrando aos fregueses a mercadoria que se encontra a venda. Não sou contra nenhum tipo de comercio, mas creio que tudo deva terá sua hora.
 É deprimente ver pessoas nas paradas de ônibus constrangidas pelas investidas dos vagabundos que acreditam serem todas pertencentes a laia daquelas meretrizes. Isto por si só não chega a ofender os agentes da segurança, pois a própria polícia passa com suas viaturas, arriscam uma olhada e seguem como se nada estivesse acontecendo. Nossa avenida principal foi transformada numa infeliz passarela de tudo o que não é recomendável, mas que nem por isto é proibido.
 Pelas manhãs, quem costuma fazer suas caminhadas, pode ver o rescaldo macabro das noites de drogas e sexo, muitas das vezes ao longo da avenida, na rua, sem o menor respeito. São camisinhas, seringas, manchas de sangue, fezes, tem de tudo. É como se de repente aquilo deixasse de ser uma via pública e se transformasse num esgoto a céu aberto.Autoridades? mas isto existe aqui neste submundo? Policia? Mas quem disse que eles estão vigiando? Saúde pública?Nem tomam conhecimento.
Secretaria da saúde? Esta costuma se preocupar com palestras, distribuição de camisinhas, conselhos com psicólogos. O que está acontecendo de fato no corredor da imundície não faz a mínima diferença. Aqui, bem no caminho do Instituto Rubem Darío, junto a passarela, tem uma destas casas, junto ao local uma passarela usada por estudantes da Unisinos, e outras tantas pessoas que usam os coletivos. As “operárias”, costumam transitar entre as pessoas trajando apenas sutiã e calcinha, ou, em muitas das vezes, só um minúsculo baby-doll.
Isto constrange aquelas pessoas que muitas das vezes nem sabem do que se trata aquele desfile, estudantes se vêem importunadas com o assédio de marmanjos que param os carros e lascam todos os tipos de piadinhas, afinal, pensam eles, se estão na mesma passarela é tudo igual. As autoridades sanitárias do município devem urgentemente tomar uma atitude, o povo não pode ficar refém deste desrespeito, desta humilhação e tanta pouca vergonha.
Na verdade creio que este tipo de atitude tem tudo a ver com a situação pela qual passa o nosso municípo, drogadição em alta, políticos mentirosos, crimes, assassinatos,roubos, assaltos. O que será que está faltasndo acontecer para que as autoridades responsáveis tomem provdencias mais energicas? É o cáos. 

segunda-feira, 28 de maio de 2012


Progresso, isto é bom?

Quando vim morar em Sapucaia, isto em 1954, encontrei um universo tão diferente de onde até então vivia, que parecia impossível me acostumar com tantas coisas diferentes. Nasci e me criei na Rua da Fábrica de papel e papelão Justo e Cia. Naquele tempo, chamada de Rua da Paia. Ali o passa tempo era a pesca de lambaris, ou então as brincadeiras dentro dos fornos da Olaria dos Dauts, ali bem perto da minha casa. Mas, veio o convite, para cuidarmos de uma chácara aqui na cidade.O proprietário havia falecido e a viúva mudou-se para Porto Alegre. Morávamos numa pequena casa de 5,40X 5,40, alugada, de um dos sócios da fábrica, não tinha pátio, pois a casa dava de fundo para um banhado.
A nova casa possuía onze peças, espaçosas, e eram 12 terrenos juntos, bem ali na rua Sete de Setembro quase fundos do Cine Marabá. Arvoredo imenso, todos os tipos de frutas e verduras, e não pagávamos um centavo de aluguel. Tudo era novidade, um quarto para cada um, a casa toda mobiliada, ferramentas, um verdadeiro paraíso. Mas, o que mais cativou toda a família foi a cidade. Parecia coisa de contos dos livros que meu retirava do lixo, e comprava a quilo. Foram estes primeiros livros o começo de minha humilde biblioteca, alguns com mais de quarenta anos guardo até hoje.
A cidade simples, Um clube, o Sete de Setembro,Times de futebol: O Vera Cruz,o Sial, o Sapucaiense, o Cubla, o Taurus e muitos outros. O cinema Marabá, As festas do Padre Gentil, os acampamentos no Morro de Sapucaia. O Grupo Escolar da D. Sibila, os desfiles do dia sete de setembro. Os dias de estréias, no cinema do seu Edegar, eram dias de festa na cidade. As pessoas residentes nas zonas mais afastadas vinham até de carroça. Estas ficavam “estacionadas” na beira da rua, os animais amarrados junto aos moirões que cercavam os trilhos do trem, cuja passagem ficava situada exatamente onde estão o pé da passarela do antigo cinema. Os grandes filmes da época eram os clássicos bíblicos, Sansão e Dalila, Quo vadis, Os dez Mandamentos, O dia em que a Terra parou, não faltando as chanchadas do cinema Nacional, e os sempre aplaudidos                  sucessos de Mazaroppi.
Mas o tom interiorano da cidade era dado pela estação ferroviária, ali no centro. As tardes de domingo eram as preferidas para acompanhar a passagem do trem que vinha desde Taquara até Porto Alegre. Os vagões lotados, a gente passava entre os vagões vendendo frutas, rosquinhas,e merengues que minha mãe fazia. Também aos domingos podia-se fazer uma féria nos jogos de futebol, no campo de Vera Cruz, que ficava bem ali próximo a loja primavera da Manoel Serafim. Ali era um grande campo, que começava perto da igreja e ia quase até o cemitério da vila primor. Casas mesmo, só haviam do lado  direito no sentido centro bairro.Todo o resto, salvo a parte do campo de futebol era mato.
Gradativamente as coisas foram mudando, Sapucaia foi inchando, a dificuldade em encontrar serviços básicos começou a criar a idéia de emancipar-se de São Leopoldo. Serviços de infra estrutura, até então, somente eram conseguidos após muitas discussões dos nossos representantes no legislativo leopoldense. Com a emancipação começaram os problemas. As primeiras brigas “políticas” estava nascendo uma nova era para a cidade...

 Continua....

VERDADE.

Aparentemente as coisas na política local parecem terem sofrido uma acomodação. Depois do rompimento do casamento entre o PDT e o PT ,cada um resolveu chorar suas mágoas em ombros amigos. Menos o PDT que corre contra o tempo a procura de alguém que consiga ajudar acurar sua solidão Estava agora a pouco relendo algumas atas das reuniões antigas, tanto da executiva quanto das reuniões semanais. A mudança comportamental de muitos indivíduos é gritante quanto ao que se dizia e agora com a realidade.

A tônica de todas as conversas sempre era para o fato de que o partido dirigido por Ibanor, entraria na prefeitura, caso vencesse a eleição, para preparar o terreno e em 2012 lançar candidato próprio, com todas as chances de vitoria. Não faltaram planos, discursos inflamados e principalmente avisos quanto a possíveis traições vindas da banda podre do PT. Tudo foi objeto de análise. E no entanto o que se viu foi um vice prefeito medroso, encolhido em seu gabinete, rodeado por assessores SEM COMPETENCIA ALGUMA, totalmente engessado em seus propósitos, sem que ninguém, fizesse nada para mudar o panorama.

Ballin, é gato escaldado, não é burro, muito embora tenha se mostrado covarde em algumas situações, soube aproveitar a falsa aliança que buscava a tal governabilidade e a custa do sacrifício de alguns filiados seus, botou para dentro da prefeitura um exercito de mercenários. Buscou gente em todos os recantos (é uma estratégia velha do PT) e delegou ao Selvino o comando da administração, assim matava dois coelhos com uma só cajadada: Ficava livre para as suas manobras, e farolagens enquanto o Selvino tomava conta do campinho, admitindo e fazendo as seleções de quem saia e de quem entrava. Ficou responsável pelo loteamento, dos cargos. Pisou,maltratou, feriu pessoas boas, tudo pela causa imbecil da reeleição.

A grande vantagem em ser político aqui nesta cidade, é que o povo não sabe ainda votar. Sapucaia do Sul é um verdadeiro caldeirão humano, aqui tem gente de todos os recantos do Rio Grande do Sul. Alguns movidos em busca de empregos, mas a grande maioria trazida pelos antigos coronéis da política. Estes acabaram por se tornarem escravos dos favores e das benesses da câmara de vereadores , diga-se de passagem, um cemitério de confissões que se fossem todas devidamente esclarecidas, não sei não se haveria celas disponíveis.

Houve um tempo em que se trazia uma família inteira, do interior, transferia-se o título de eleitor de todos. Aqui, o padrinho se encarregava de colocar o vivente com os seus em beiras de arroios, beiras de rodovias, rios, ocupavam indistintamente áreas públicas e transformavam em “feudos”. Mancomunados com deputados estaduais,faziam conchavos propiciando luz e água, com rabichos improvisados, os quais mesmo sendo reconhecidos como ilegais (roubo)não podiam ser cortados pois os padrinhos políticos acobertavam as falcatruas. Muitas desta vila irregulares, destes moradores de “beiras” devem a sua situação só vereadores e políticos da época. Abandonavam , muitas das vezes, uma situação confortável, pela aventura de acreditar em promessas que eram verdadeiras fraudes.

Exemplo clássico disto que estou narrando é a vila Corsan, que foi “criada” em torno do reservatório da estatal, em zona alta, e hoje “feudo” de um ex vereador da época. Estas situações foram crescendo, se agigantando e hoje todo aquele povo sofrido das periferias é praticamente escravo dos favores e das migalhas do poder público. A menos que se crie no município uma consciência política da responsabilidade do voto, como fator de mudanças, Sapucaia vai continuar sendo a cidade boa, trabalhadora, mas refém de uma corja que há décadas manda , desmanda,debocha, e tripudia em cima dos contribuintes.

quinta-feira, 24 de maio de 2012


Finalmente a vingança.

Mesmo que em uma nota muito tímida, com erro de português e tudo o mais de direito, a “executiva” do PDT vem a público declarar-se “fora do governo”. Mas porque saíram? O que será que aconteceu com o Sr. Ibanor e seus privilegiados aspones? Eu sei o que houve. O Sr. Meu amigo foi traído assim com traiu muitos filiados, e principalmente a mim que sempre fui amigo e colaborador. Onde é que estão os teus assessores, Onde é que está o vice presidente da sigla, advogado que trabalhou, participou, e que se sabia que o  governo municipal estava fora dos programas estipulados, não tomou as dores pela executiva e principalmente pelo seu presidente? Onde estava a Secretária Madalena, que também supostamente sabendo de tudo continuou mamando até o dia de exonerar-se ? Onde estava o seu famoso gerentão o diretor de habitação que estava construindo casas e se pendurando no saco de deputados estaduais?
Onde está o seu assessor de luxo, o coveiro que o Sr. Trouxe de Porto Alegre para organizar o partido. O atual ponta pé na bunda faz parte desta remodelação? O Sr. Meu amigo está sofrendo na carne o que fez para muita gente, não chore, não lamente. Pegue a sua trouxa e caia fora esta historia de compromisso com o povo de Sapucaia é a maior besteira que poderiam ter escrito. Se, em três anos e meio nunca tiveram consideração nem mesmo com os seus filiados agora vão ter com o povo? Não estão mais fazendo parte da Administração? Então entreguem todos os cargos, todos os CCs. Recolham-se cada um para o seu canto e que cada um assuma sua parcela de culpa por terem destruído o partido do Brizola no município. Ora bolas o Ballin e a sua tropa todo mundo já conhece. O PDT, humilhou-se durante todos estes anos recebendo ordens do Selvino, e de aspones do Arlenio, do Caco, do Scopel eram eles que mandavam muito mais que o próprio vice prefeito. A pergunta agora é; Fazer o quê ?
Quem vai apostar num partido que teve quatro anos para formar sua plataforma e que agora amarga a derrota de confessar seus próprios erros? Quem, realmente é o culpado? Quantas reuniões foram feitas, quandos discursos inflamados foram ouvidos, quantos gerentões inteligentes fizeram pronunciamentos incendiários? Resolveram o quê? Faltou pulso, meu amigo, faltou quem o ensinasse como domar estas “feras” do prefeito e seus asseclas. Este casamento (PT/PMDB) já estava acertado desde o primeiro dia da sua posse. Eles gozavam, riam (eu cansei de avisar) debochavam diziam que até a primeira dama tinha mais poder que o vice. Mas, ninguém ouviu isto, era só eu que sabia. O dinheiro no fim do mês fazia todos ficarem surdo mudos. Tenham, pelo menos a coragem de assumir suas falhas, suas responsabilidades, e não fiquem delegando culpas ao Ballin, afinal ele é outro fantoche, bobo, que se acredita inteligente.
O reinado do PT no vale do Rio do dos Sinos está desmoronando aos poucos, São Leopoldo já está mostrando ao Rio Grande o poder de alguns figurões, Sapucaia do Sul, com este fracasso é outro que cai. A primeira parte da minha vingança está concretizada. O prefeito municipal e sua turma da pesada deu no vice prefeito a mesma facada nas costas que ele aplicou em alguns de seus colaboradores. Não chorem meus ilustres amigos exonerados. A vida é assim, as vezes o justo paga pelo pecador. Agora foi a vez do todo poderoso Ibanor, sofrer na carne a dor e o sentimento da truculência que ele mesmo aplicou em alguns colaboradores. Meus pêsames aos filiados realmente Brizolistas, e parabéns Sr. Coveiro, o Sr. Mostrou que é bom mesmo, e ao gerentão (herdeiro do Brizola), que pena, seus discursos não tiveram êxito.

quarta-feira, 23 de maio de 2012


Um dia de fúria.

Ontem, era o dia D, o mega bandido Carlinhos Cachoeira iria depor na Comissão Parlamentar Mista do Congresso. Mas, muito bem assessorado pelo seu advogado, ex ministro da justiça Marcio Tomaz Bastos, simplesmente distribuiu sorrisos, gozou da cara dos nossos “representantes” e saiu sem dizer uma só palavra.E não é para menos, sua defesa pelo senhor advogado vai custar a bagatela de 15 milhões de reais. Isto mesmo, quinze milhões de reais para sair inocente depois de roubar,chantagear,corromper,roubar divisas,lavar valores, explorar jogos,lenocínio e provavelmente até mortes.

Estes são os brasileiros acima de qualquer suspeita. Isto tudo com o aval do Presidente da câmara Sr.Marco Maia (tirou a TV câmara do ar) e do Senado Sr. José Sarney que fez a mesma coisa com a TV senado. Quer dizer, tiveram tanta vergonha de suas incompetências que evitaram mostrar ao mundo a verdadeira cara do nosso congresso. Nossa classe política está podre, totalmente infestada de cupins, palhaços medíocres leitos para trabalharem pelo povo mas, que baixam as calças frente ao poder do dinheiro.

É por isto que aqui no Brasil, se rouba tanto, é por isto que nesta terra os gringos vem buscar escravas para fazerem delas prostitutas de luxo. Isto aqui é um deposito de desonestos, de corruptos, de lacaios. Os cidadãos de bem sentem vergonha destes atos que diariamente toma conhecimento. E sabe DEUS o que acontece verdadeiramente por detrás das paredes do congresso. Pelos corredores sujos, pelos porões, pelas salas acarpetadas  do poder.Este é o país da copa,este é o país que está ”investindo” bilhões para sediar jogos que talvez só os Carlinhos cachoeiras e os políticos de Sapucaia do Sul vão assistir. Mas, destes bilhões todos, quantos milhões deverão ser desviados para pagar advogados de luxo? Hã?

Uma coisa que ainda não consegui entender, e que ninguém se dispôs a explicar é o seguinte: Porque será que uma cidade como a nossa, com mais de 150 mil habitantes ainda permanece refém politicamente de nomes como: Ballin,Selvino,Arlênio,PauloBorges,MarceloMachado,Jarbas,Caco,Avelino,Portilho,Zandonai,Scopel,Ibanor,Gilberto,Sidney e tantos outros que há tantos anos dominam os conchavos, e as querelas do poder. Apontem onde está escrito que só estes nomes, e só eles, tem o direito de disputar votos numa cidade, que praticamente é berço de operários.

Já passamos por tantos e tantos desaforos, já desfilamos tantas vezes nas páginas de jornais por conta destes mesmos eternos fantoches, e ele insistem em comparecer. A cada eleição lá estão os mesmos de sempre. Será que esta cidade não pode apresentar alternativas capazes de remeter esta turma de paquidermes para o quinto dos infernos? Que diabos de praga nos assola que nos obriga a conviver com as mentiras, os deboches, as intrigas, os escárnios desta mesma gente que parece querer impor um feudo delegando de pai para filhos o poder.

O jornal VS, de hoje(23/05) nos da clara e objetiva imagem de quem são os nossos “representantes” Vejam as respostas ambíguas, mentiras, falsas. Alguns são tão caras de pau que sequer tem coragem para dizer alguma coisa. São totalmente BURROS. Votaram num aumento imoral, na calada da noite, agiram como meliantes covardes. Enquanto nos (seus patrões) dormíamos eles assaltavam a geladeira para pegar os melhores alimentos, e depois com o maior cinismo se recusam a falar sobre o assunto.

Será que depois de todas estas fantasias eles ainda têm a desfaçatez de lerem uma passagem da bíblia e pedir a proteção de DEUS? Até quando o povo desta cidade vai aturar tantos desaforos? Gente, está na hora de reagirmos, vamos aprender a votar, aprender a escolher, aprender a investigar. Estas pessoas não podem continuar mandando na cidade. Nós trabalhamos, nós produzimos, nós carregamos este fardo de tributos nas costas, e eles, sempre os mesmos a pegar as tetas e mamarem? A empregarem aspones vagabundos, sem qualificação, em detrimento de um quadro efetivo que a cada dia se vê mais desvalorizado.

A educação, a segurança, o emprego,a saúde tudo em crise. A sacanagem é tão grande que agora estão fazendo reuniões nos postos de saúde para que os funcionários insistam com a população que tudo está bem, que os políticos atuais devem ser reeleitos, que tudo vai melhorar. Mas melhorar o quê ?Tenham vergonha na cara. Aprendam de uma vez por todas que quem deve julgar é o povo e não vocês se insinuarem como santinhos.
Para finalizar, fico com a triste constatação de uma verdade: O PDT que agora poderia ser o diferencial, com todos os poderes e direitos de exigir inclusive uma cabeça de chapa não tem poder sequer de escolher aliados. Quando o senhor Ibanor assumiu, foi aconselhado (por verdadeiros amigos) como deveria agir para quando chegasse o momento estivesse lá no topo da escada. Um gabinete ágil, cuidando de seus filiados,brigando por suas idéias,oportunizando debates,crescendo.Ao contrário cercou-se de incompetentes, de fantoches,de conversadores fiado e agora quando deveria jogar de mão, dando as cartas, do alto da pirâmide, se arrasta vergonhosamente pedindo pelo amor de Deus que alguém lhe estenda a mão. Eu avisei. Estão pagando pela incompetência

segunda-feira, 21 de maio de 2012


O  PDT.

O PDT, que eu idealizo, não se parece nem um pouco com esta coisa que ai está presidida pelo Ibanor. Quem me conhece sabe, que quando falo, é porque tenho certeza. Desde o início falava que esta festa toda, que esta fuzarca de conviver com um governo municipal, mancomunado com todos os antigos rivais iria acabar por atirar o partido às traças. Não deu outra. Ganhamos apenas uma secretaria, que foi ocupada por alguém de quem nunca se ouviu falar. Mais alguns CCs, sem importância e assim mesmo ocupados por gente que veio a mando de deputados federais (coveiro). O Ibanor esperava o quê? Não trabalharam, não se preocuparam em mostrar o trabalho (se é que existiu alguma coisa) Agora levam um solene ponta pé no traseiro, e ainda tem o peito de fazerem reuniões mentirosas(não tinha mais que 40 pessoas) levantarem os braços numa encenação ridícula, como se realmente acreditassem que o PDT, só ou coligado, com algum nanico tenha alguma chance. O que vai acontecer é que os mesmos de sempre darão o corpo para as piranhas, Não conseguirão eleger ninguém (de novo), pois a cisão com o PT anula qualquer chance de usar os projetos desenvolvidos (do PT) para uso próprio. Muito me admira que pessoas de bem, (idosos em sua maioria) sejam usados para maquiar uma candidatura que já nasce morta. Se, realmente o Ibanor e sua executiva querem realmente ter uma saída digna, que entreguem todos os cargos, saiam de cena, assumam os próprios erros. Tentem buscar os antigos colaboradores (aqueles que aceitarem) recomponham a sigla, repensem esta bobagem de mendigar apoio com anões fajutos ou mensaleiros( DEM). Será muito melhor ficar a sombra do que sair para apoiar quem quer que seja, pois o quadro que está sendo pintado aponta mais uma vez, para a velha opção já conhecida. Teremos que escolher o menos ruím entre os piores.Porém, porém se ainda resta um pingo de dignidade, convoquem o diretório e discutam alternativas. Mas, só os membros do diretório, sem GERENTÃO, muito menos COVEIRO.