sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Expoínter.Só alegrias


Este espaço tem abordado muitos tema políticos. Mas tem hora que a gente precisa treinar outras coisas. Venham comigo a este passeio na Expoínter, tenho certeza de que irão adorar.

Tenho, um amigo. Homem simples, rude, criado no interior do município la para os lados de Morungava. Dificilmente sai de casa,tem medo de assaltos, mas, principalmente que alguém apareça e leve suas galinhas. Vive com a mulher, a sogra, uma cunhada e quatro filhos, tipo escadinha, você entende? Não sei como, as crianças tomaram conta da realização de uma grande feira em Esteio, e que nesta feira teria parque de diversão, muitos animais, e até cantores sertanejos. O resultado foi que tivemos, eu e o meu amigo de dar um jeito de levar a criançada ao parque. Que suplício. Tenho um velho opala ano 74, duas portas e me dispus a dar carona, pois achei que de carroça seria bem mais difícil. Na hora marcada, lá esta eu com a máquina estacionada frente ao portão. 

De repente a porta abre e começa a sair uma verdadeira mudança, caixa de isopor, balaio, caixa de ovos, saco de carvão, saco com carne, linguiça, pacote de arroz,rede para dormir, cadeiras de praia, lenha, e uma pilha de jornais. Escabelei-me, pensei: Onde é que vou colocar isto tudo? Olha que o porta mala de um opala é uma garagem, mas, uma mudança. Coloca uma coisa aqui, outra ali, o porta mala fechou. Mas, restaram algumas tralhas, e agora. A Odiles leva duas crianças menores no colo, a sogra, a cunhada e os outros dois vão juntos no banco traseiro, eu fico na frente e levo o resto das coisas . Ponderei ao meu amigo que a polícia rodoviária criaria problema, pois a lotação do carro era de no máximo cinco passageiros e nos estávamos com oito pessoas, alem do que as molas já estavam arriando. Tudo acomodado lá fomos nós para o parque. 

De início uma tranqueira dos demônios, carros lentos, encostadinhos um no outro, o velho opala morto de inveja dos importados que jogavam fumaça preta na cara de todo mundo, um calor sufocante, as crianças brigando pelo lugar na janela, um dos menores estava com uma diarreia parecendo que iria derreter todinho. Aquela fila não andava, não se mexia. Eu comecei a sentir um enjoo, uma ânsia de vômitos, faltava o ar o suor corria pelo rosto. De repente gelei, um luz no painel começou a piscar intermitentemente, o motor estava aquecendo demais, o radiador estava fervendo, e nos alis empacados. Quando finalmente chegamos até a bilheteria, foi outro parto, ninguém sabia que aquilo ali era pago, que tínhamos que comprar ingressos, os menores já haviam passado por debaixo da catraca, o guarda chiou, monologou um palavrão, meu amigo não gostou e ofendeu o guarda, as mulheres carregadas de tralhas atrapalhavam os outros que queriam passar, trocavam impropérios. 

Enquanto vasculhava os bolsos a procura de moedas para o troco, a esposa do meu amigo puxou os cabelos de uma velha gorda que lhe dirigira um palavrão, a velha deu o troco chutando -lhe as canelas. As caixa com mantimentos viraram, o isopor quebrou.
Nem sempre a gente recebe a merecida recompensa por um ato de caridade,no meu caso me dispondo a ajudar meu amigo, o máximo que consegui foi receber uma indulgencia pelos sacrifícios sofridos. Com a quebra da caixa de isopor foi um festival, gelo, linguiça, maionese, latinhas de cerveja e garrafas de refrigerantes esparramaram-se pelo chão. Um catador passou a mão nas latinhas , e nas garrafas , um cachorro guaipeca saiu puxando uma tripa de linguiça, outro deu de dentes no saco de pãezinhos, cada uma das crianças saiam a cata do que podiam, e eu ali assistindo a tudo, parecendo que a cabeça iria estourar. Finalmente um momento de sossego, todos dentro do parque. 

Agora era procurar um lugar, uma sombra, botar as cadeiras e pelo menos dar uma descansada. Engraçado, não sei se todos já repararam, mas, pobre tem uma vocação incrível para o sofrimento. Depois que já estávamos ali sentados, olhando aquela família, as crianças se atirando e rolando na areia, jogando pó uns contra os outros, eu comecei as pensar: Pucha, o que é que estou fazendo aqui com toda esta gente, aqui tudo é caro, estão todos pelados, e agora até sem comida. Ninguém entende nada de zebu, holandês, angus, cavalos manga larga, cavalo crioulo ou ovelhas Texel. A roda gigante, o Carrossel, a Montanha russa, tudo é caro, alem de perigoso. Resolvi, que nem tudo deveria ser desgraça, assim fomos até uma tenda para forrar o estômago, as minhas custas é claro, cachorro quente e refrigerante pra todo mundo. 

Depois então o passeio. Uma multidão se acotovelando, uma criança cai, o outro some, outro quer algodão doce, pipoca, enchem as mãos de folhetos, bonés de papel, propaganda de bancos, financeiras, e os malditos dos apitos, estridentes, parecendo furar os tímpanos. Nestas alturas eu já estou imaginando a volta. Todos cansados, suados, fedendo a suor,sujos de poeira, o carro havia sido deixado lá quase na beira do rio, chegar até ele com aquele universo de bugigangas todas, e as mulheres brigando umas com as outras poderia ser comparada com o drama de João Cabral de Melo Neto -Morte e vida Severina. Desta vez parece que os céus disseram amém e tudo correu como esperado, sofrimento. Começou então o carregamento, já escurecendo. Todos acomodados, graças a Deus vão embora. Dou a partida e não acontece nada, o motor não deu nem sinal. Apeei, levantei o capô e quase cai de costas, haviam levado a bateria. 


Nisto vejo uma kombi, parada a alguns metros adiante, chamei o cara e perguntei: Quanto tu cobras para levar esta família até Morungava ? O cara olhou, pensou, e lascou: Trezentos pilas eu levo e largo no portão. Tá contratado. O senhor também vai? Perguntou. Não, eu não vou,quero sentar dentro do meu carro e chorar, chorar como nunca eu chorei na minha vida. 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Responsabilidade




                           A língua portuguesa é, no meu conceito, uma das mais bonitas de todos os idiomas falados no mundo. Quer pela riqueza de seu vocabulário, quer pela complexidade de sua sintaxe, ou até mesmo pelos mais diversos e variados sotaques que a ela se agregam dependendo da região em que se vive. Veja o caso da palavra RESPONSABILIDADE. Ela é simples, bonita, fácil de pronunciar, mas, como é pesada.
                           
Isto mesmo, uma palavra pesada. Tão pesada que poucas são as pessoas que se atrevem a utiliza-la, ou melhor, respeita-la. Se todos nos em determinados momentos fizéssemos a opção em sermos responsáveis pelos nossos atos e ações, o mundo seria muito melhor. Eu não estou sendo responsável quando vejo as coisas erradas acontecerem e não faço nada para mudá-la. Eu não estou tendo responsabilidade quando na função pública, uso de trambiques para furar a fila, para beneficiar este ou aquele em nome de uma sigla. Eu não estou sendo responsável quando, autoridade ou não, faço vistas grossas a prostituição descarada, ao desfile de viciados e travestis que estão infestando o centro da cidade, ou ainda com a existência de um bordel bem próximo a um dos mais conceituados estabelecimento de ensino de Sapucaia. 
                            

Da mesma forma estão sendo irresponsáveis os gestores das verbas públicas, leiam-se políticos, que inventam motivos para gastar o dinheiro público em viagens, diárias, cursos fantasmas, em cabide político para familiares. Está faltando responsabilidade, quando as autoridades responsáveis enganam a população com noticias maquiadas, com obras desnecessárias ou apresentando índices mentirosos. Está excluída a palavra responsabilidade do vocabulário daqueles homens adultos, chefes de família aos quais recai o peso de um cargo político e mesmo assim se dedicam diuturnamente a fazer intrigas políticas sabe-se lá por qual motivo. Se tivessem conhecimento desta palavra tão simples e de tanto efeito, algumas pessoas não se apropriariam de tantas terras, e pensariam mais nos milhares de desgraçados que sobrevivem as margens de rodovias, a beira de arroios, dentro de banhados sobrevivendo de restos, comendo lixo. 
                            

Por que será que esta palavra só é usada pelo povo simples que paga impostos, que trabalha honestamente de sol a sol, que sobrevive com migalhas de salário, migalhas de comida, migalhas de saúde. Falta responsabilidade, ao órgão público que prioriza o atendimento de acordo com o padrinho político, que oferece a vaga muitas vezes a quem não precisa em detrimento daquele que humildemente acredita estar ali a sobrevivência de sua família. Talvez seja pelo peso que esta palavra tenha que muita gente prefira ignora-la, fazer de conta que não exista, alias existe, mas, só para os outros. Assim fica mais fácil manter meu status, minhas benesses, meus trambiques. E o mundo vai rodando, os vivaldinos enriquecendo, a justiça que se acredita cega, não consegue nem ao menos se apoiar em sua bengala, tal a demanda de cafagestices que chegam ao seu conhecimento. A gente vê as coisas acontecerem, denuncia, mostra, aponta quem são os culpados, identifica possíveis soluções, e cai tudo no esquecimento.  
                            

Criam-se leis, estatutos, taxas, impostos, um exercito de picaretas que cobram, exigem, extorquem, humilham, agridem e a gente não pode fazer nada. Você tem a responsabilidade de sobreviver com o fruto do seu trabalho, enquanto para outros a irresponsabilidade é principal ferramenta de trabalho, e a palavra mais usada no dia a dia.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012




O dinheiro que você vê jogado como lixo nas propagandas, sai do sem bolso, você sabia?

Os recursos do Fundo Partidário destinados à manutenção e operação das agremiações políticas do país – oriundos, em maior parte, do Orçamento da União e sob administração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – devem alcançar a cifra de R$ 326,1 milhões, destinada aos partidos políticos no exercício atual.
Até o mês de agosto, 27 partidos haviam recebido, ao todo, R$ 201,1 milhões apenas em decorrência do fundo. O valor anual destinado a cada agremiação é definido de acordo com a votação anterior de cada sigla à Câmara Federal. Os repasses, contudo, podem ser suspensos caso não seja feita a prestação de contas anual pelo partido ou esta seja reprovada pela Justiça Eleitoral, conforme artigo 37 da Lei n° 9.096/95.


Em 2012, a lista dos maiores beneficiados é liderada por PT, PMDB e PSDB. Até julho, o Partido dos Trabalhadores havia recebido R$ 24,1 milhões. O PMDB, no mesmo período, recebeu R$ 22,2 milhões. O PSDB, terceiro colocado, R$ 17 milhões. Entretanto, as prestações de contas das entidades mostram dependências diferentes quanto à assistência do TSE.
A título de comparação, em 2011 o PT recebeu R$ 51,1 milhões do fundo partidário nos 12 meses do exercício, paralelamente a R$ 50,7 milhões em doações de campanha (a receita total do partido foi de R$ 109,9 milhões). O PMDB recebeu R$ 39,6 milhões do fundo; contudo, não consta na respectiva prestação de contas qualquer natureza de doações, sendo os repasses 98,5% da receita total do partido no ano.


O PSDB, por sua vez, teve repasses de R$ 35,9 milhões em 2011, somado a doações que totalizaram R$ 2,4 milhões ao diretório nacional do partido, em Brasília (a receita total no ano foi de R$ 38,5 milhões). Para o cientista político da Universidade de Brasília (UnB), Antônio Flávio Testa, a dependência do fundo é maior conforme diminui o tamanho dos partidos.
Para Testa, a quase totalidade dos partidos usa o fundo para manter sua militância e custear despesas operacionais. “Há pouca aplicação na formação de quadros e desenvolvimento político”. A legislação determina que pelo menos 20% do valor destinado às agremiações deve ser aplicado na criação e manutenção de institutos ou fundações de pesquisa, doutrinação e educação política.


O professor também se mostra contrário a uma eventual expansão do modelo de financiamento público das siglas. “Deveria sim haver mais fiscalização e transparência sobre a aplicação dos recursos”, afirmou. Segundo ele, o fundo deveria ser gerenciado profissionalmente, com a apresentação de um plano estratégico para aplicação dos repasses da União.
A opinião é compartilhada por Octaciano Nogueira, especialista pelo Instituto de Estudos Políticos e Sociais da PUC-RJ. Segundo Nogueira, mesmo os partidos de menor representatividade – chamados de “nanicos” – acabam se aproveitando dos recursos públicos para se manter.


O cientista político afirma que quanto mais democrático é o regime político, maior a representatividade dos partidos. E quanto maior sua representatividade, menor é a dependência de recursos públicos para que sobrevivam”. Para Nogueira, o fundo acaba sendo uma forma de onerar injustamente o contribuinte.

Este último parágrafo é mortal.
“Em nenhuma das grandes democracias do mundo contemporâneo existe este recurso. Os partidos se sustentam do suporte dos eleitores e de seus filiados”, diz, associando o fundo a resquícios ditatoriais. “Não creio que onerar o cidadão como fonte de sustento dos partidos seja um recurso democrático. Ao contrário, é um resquício do estado patrimonialista que o Brasil sempre foi”, finaliza.

sábado, 25 de agosto de 2012



Momento ( 3)
Nestas pequenas análises que estou apresentando neste blog, tenho procurado mostrar a minha visão sobre o sistema político da minha cidade, seus candidatos, os vícios e as mazelas que ha tantos anos fazem com que tenhamos sempre as mesmas pessoas comandando a máquina administrativa municipal. Minhas opiniões são estritamente pessoais, Não tenho a pretensão de induzir ninguém a votar neste ou naquele candidato. Apenas digo que não voto em tal candidato e o por que. Hoje, quero dizer o que me desagrada na chapa do candidato Vilmar Lourenço. 

Conheço-o de nome, da mesma forma, respeito a pessoa deste ilustre advogado por acompanhar sua trajetória nas lides jurídicas. É um excelente candidato, é honesto, tem preparo e seu plano de governo aproxima-se muito daquilo que penso ser o básico para a cidade. Não tem propostas mirambolantes,é simples e possível de realização. Mas, fica praticamente impossível falar de um candidato pelo PTB, sem que nos venha a cabeça a figura do Sr. João Luiz Scopel. E, ai é que está o impasse. Falando há poucos dias com um amigo eu dizia que o ideal seria o Dr. Lourenço, sair candidato pelo meu PDT, porém, com uma nova executiva e não esta que ai está comprometida com amigos e panelinhas. 

Daí sim, acredito seria uma mudança considerável para os destinos da cidade. Aliar a capacidade e o conhecimento do candidato em pauta, aos ideais do trabalhismo de Leonel Brizola,cercando-o de cabeças livres e descompromissadas dos interesses pessoais acredito seria um ótima opção. Da forma como se apresenta não dá para apostar, ainda mais para quem , como eu, conhece a historia do amigo Scopel. Nada contra, intelectual ou moralmente, porém os métodos, a maneira de dirigir e orientar a sigla do PTB , as velhas raposas desde há muito mamando, buscando,negociando isto tudo nos leva a uma descrença, principalmente no caso de o Dr. Lourenço vir realmente a eleger-se, de quem seria realmente o prefeito, ele ou o Scopel com seus cordéis milagrosos. 

Gosto de sempre frisar que o mais importante a considerar, independentemente de quem seja o eleito é a configuração da câmara de vereadores. Um prefeito sem maioria, torna-se potencial refém, por melhor que sejam suas intenções sempre haverá a troca, a negociação, não de projetos, mas de cargos para este ou para aquele. Da mesma forma que uma câmara formada por vereadores todos em sintonia com o prefeito seria um perigo, pois daí poderiam resultar projetos, e obras nem sempre em conformidade com os anseios da população. O ideal seria uma câmara honesta, multipartidária, tecnicamente preparada e focada nas pessoas. Mas isto a gente sabe, é utopia. 

Quanto a vice na mesma chapa, não a tenho como preparada para uma função de tamanha envergadura. Enfrentar uma classe, ou uma questão envolvendo adolescentes não se compara com os problemas de uma cidade. Não voto, pois no Dr. Lourenço, pelos sérios receios de que quem realmente vai comandar a prefeitura será o Sr. João Scopel, ajudado por seu fiel escudeiro Sr. Avelino. Acho inclusive,que a presença do Scopel junto as caminhadas, se agregam de alguma forma eleitores,  por outro lado, estão minando a caminhada do candidato da coligação.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012





O momento (continuação).2
É sempre bom lembrar, estes textos expressam apenas o meu olhar, a minha visão, o meu pensamento sobre o momento atual. Analiso sob a ótica do candidato,seu passado,bem como pelo que conheço de sua vivência política. Não quero, muito menos pretendo induzir ninguém a seguir, minhas linhas de raciocínio, mas se assim o fizerem é sinal de que pude ajudar a esclarecer alguém. Então, porque não voto em Marcelo Machado: a administração de Marcelo Machado em seu todo foi uma grande incógnita, e, se tivéssemos  que escolher uma palavra para representá-la eu escolheria CONTURBADA. Já nos primeiros meses de governo começaram as dúvidas. Os gastos astronômicos com compra de casa, carros importados, cavalos etc. Conheço pessoalmente o Marcelo Machado como engenheiro, trabalhamos alguns meses juntos, eu na SMAS, e ele no cadastro. Por isto mesmo, não posso acreditar que um patrimônio, tão grande pudesse ser tão rapidamente amealhado apenas com o trabalho desenvolvido como servidor público e mais a carreira pessoal. 

A verdade é que sua administração ficou conhecida pelas extravagâncias, e muito também pela soberba, principalmente depois do estouro de tantas denúncias. Existem muitos processos, pelos mais diversos motivos. Até hoje não tenho notícias se algum já tenha sentença definitiva. Não me cabe fazer julgamento, mas, com o evento da Lei da “ficha limpa” tenho todo o direito de interpreta-la de acordo com meus princípios. Pra mim a ficha não suja só com a culpa comprovada, o simples fato das denúncias, o desenrolar do processo e tudo aquilo que se pode ver acontecer são o suficiente. Ficha limpa pra mim não tem nem poeira. Tenho o Brasil como o país onde a impunidade bate o recordes, nossa constituição, nosso código penal, nossas leis, seriam suficientes para manter a ordem e o bem estar social, mas, teriam que ser obedecidas, cumpridas ,respeitadas. A infinidade de recursos, e brechas, muito bem aproveitadas por advogados experimentados podem fazer com que processos sejam rolados por muito e muitos anos até prescrever (vide caso do mensalão). 

No caso da candidatura deste cidadão o meu medo se remete para que tudo aquilo que antes foi motivo para tantas vergonhas levadas a redes nacionais, possa mais uma vez acontecer. E, a bem da verdade, havia problemas, havia conchavos e Marcelo Machado também, como de resto todos os outros prefeitos, foram vitimas do coronelismo próprio da nossa terra, foram incontestavelmente reféns de uma câmara que sempre primou pela disputa de cargos e principalmente por oferecer nas horas de aperto o criminoso auxílio conhecido como GOVERNABILIDADE. Aqui cabe um pequeno parênteses, para que se faça uma reflexão. Num pleito municipal como este que ocorre aqui na cidade, acredito que a eleição do prefeito em si nem seja o mais importante. O importante mesmo será a escolha dos vereadores, pois eles é que terão a responsabilidade de fiscalizar os atos do executivo. Ora, se tudo está bem, muito bom, se o administrador resolver tirar a máquina dos trilhos a câmara através de nossos ilustres representantes acionará os mecanismos legais e constitucionais para recolocá-lo novamente no caminho. 

Não voto, pois no candidato Marcelo Machado para não ir contra meus princípios. Muito embora entenda que não exista condenação em nenhum processo, acredito que poderiam ter buscado outras alternativas. O povo exige mudanças, e infelizmente o candidato representa o continuísmo. Não aceito a ideia da volta ao passado, com escândalos, denúncias, processos enfim. Até porque, até agora ninguém me convenceu de que tudo aquilo que foi denunciado, eram calúnias,eram mentiras. 

Com referência ao candidato Paulo Borges, a coisa é bem mais simples. Basta que se observe o caos na saúde pública de Sapucaia durante o período em que esteve a frente da Secretaria Municipal da Saúde, as agruras de quem buscava atendimento no HMGV, remédios   faltando, falta de médicos, anexando-se a tudo isto estar o fato de o  Sr. Paulo Borges ser também réu em diversos outros processos todos ativos na comarca de Sapucaia do Sul.( Não anexarei o número por se tratarem de processos públicos que podem ser acessados via internet) A pergunta que se faz obrigatória é: Terá realmente capacidade de administrar uma cidade, quem não teve competência para administrar uma secretaria? 

Tem um fato pitoresco. Na época, eu presidia a Associação Sapucaiense dos Doadores de Sangue, e não foram poucas as vezes que foram negados o uso de carro da Secretaria para transporte de doadores para a capital. Negavam até mesmo a interferência do secretário, também do Sr. Pablo Alves, junto a qualquer secretaria para que se conseguisse um veículo. Segundo dizia o Sr. Pablo Alves: Se for pro Jaí não tem, nunca terá. Não se trata de revanchismo, mas, quem sempre teve este tipo de atitude não está preparado para administrar um município como Sapucaia do Sul.

A seguir: Vilmar Lourenço. 

quinta-feira, 23 de agosto de 2012



O momento.
Pois, minha gente o momento é de revelação, mudanças, renovações, movimentações e principalmente de decisões. Dentro deste espírito vou abrir minhas intenções políticas, ou melhor, o meu desinteresse político, por todas estas chapas que se apresentaram. Vou fazer mais, vou revelar o porquê de não concordar com este ou com aquele. Já aviso, estas são opiniões MINHAS, e tudo o que for dito aqui se refere ao candidato e não tem nada a ver com a pessoa.Estou apenas usando de um espaço meu, para postar o que  penso. Não quero, muito menos pretendo influenciar quem quer que seja. Portanto não adianta vir depois com telefonemas, caras feias que pra mim isto tudo é apenas carnaval. E vou começar pelo candidato Vilmar Ballin. 

Porque é que não vou votar no Ballin.Tenho muitos motivos, mas o principal é o fato dele ter deliberadamente pecado em algumas coisa essenciais para um bom político. Foi covarde. Deixou-se influenciar por uma câmara safada, comprometida apenas com os seus próprios interesses. Repassou a responsabilidade do governo do município ao Sr. Selvino, o qual na verdade foi o verdadeiro prefeito. Deitou e rolou, por conta de um cidadão que prometeu uma nova vida para a cidade, mas, que na verdade interessou-se apenas em mudar o seu estilo de vida. O plano de governo, foi engavetado, tão logo começou a lotear as secretarias, vergonhosamente premiando aqueles mesmos que dias atrás, gritavam todos os tipos de impropérios a sua pessoa. Submissão? Medo? Covardia? Não sei, a verdade é quer durante quatro anos foi não passou de um marionete nas mãos dos vereadores, e de alguns de seus caciques do PT, buscando inclusive reforços de Porto Alegre , em detrimento de tantos que o ajudaram aqui na cidade. Foi nepotista encaminhando familiares para prefeituras das redondezas. 

Mostrou-se fraco, um prefeito que se deixou levar pela onda de assessores não teve pulso firme para encarar uma câmara reconhecidamente fisiologista. A cidade até poucos dias atrás era um festival de problemas, as ruas viradas em crateras, lixo acumulado, secretários sem a mínima competência (alguns)filas nos postos médicos, uma transformação no HMGV que só serviu de vexame e ainda por cima assume a responsabilidade do Hospital de Tramandaí. Ou seja, o HMGV em petição de miséria e ele inventa de investir noutro município. Como se não bastasse toda esta gama de besteiras, ainda escolhe para seu vice na chapa um vereador que já é vovô na câmara, e do PMDB, sigla que sempre foi alvo de denúncias e criticas do então vereador Vilmar Ballin. 

Não dá para confiar numa sociedade montada desta maneira. PT e PMDB juntos? Nem no inferno, muito menos aqui. Por isto, não voto, muito menos acredito neste conluio. A chapa seguinte é a do Sr. Ibanor Catto, porque não voto no Ibanor; É simples, como vice prefeito foi fraco,politicamente nulo, cometeu gafes que nenhum político com um pouco mais de esperteza cometeria. Ficou quatro anos no mesmo prédio, trabalhando e convivendo com o prefeito, não foi capaz de levantar a bandeira do trabalhismo de Leonel Brizola e sair para o debate. Poderia muito bem ter desde o começo ter chamado os filados, a executiva poderia ter criado boletim específico denunciando as mazelas e o total abandono do plano de governo. Não o fez. Preferiu acomodar-se na cadeira e dar ouvidos aos aspones importados. 

Mas o grande erro do Sr. Candidato, foi já no início, quando recebeu apenas dois cargos de media importância, uma secretaria e uma diretoria. Enquanto outros partidos inclusive sem nenhuma relação com a coligação, ganhavam várias secretarias e diretorias o senhor vice-prefeito ficou agradecido com uma secretaria, que foi entregue justamente para uma pessoa que nunca sequer havia pisado no diretório. Não discuto o mérito se foi ou não feliz em seu desempenho, apenas discuto a forma de escolha. Aliás, empurrada goela abaixo da executiva de então. O segundo cargo, de diretoria, na pasta da habitação, foi parar nas mãos de alguém que não foi indicado pelo PDT , uma incógnita que até hoje não explicada. Porque, apenas dois cargos? Porque o comodismo perante a situação? Porque não foram questionados tantas falhas pelo Sr. Vice prefeito? Porque não chamou a executiva, os filiados e partiu para o debate? Com certeza hoje os índices seriam muito melhores. 


Sinceramente, hoje vejo a lista de candidatos a vereador pelo meu partido e fico triste. Tem gente humilde com a bandeirinha nas costas tal como fez anteriormente, mas, sabem que não vão levar a nada, apostam em dois candidatos, justamente aqueles que ganharam a vitrine. Uma que não era nem filiada, outro que não foi indicação do PDT. Por isto e por outras coisas mais: NÃO VOTO NO PDT.
Amanhã. Marcelo Machado e Paulo Borges

quarta-feira, 22 de agosto de 2012


                            Quanto quer pelo teu voto?

Chibatada.
Em recente pesquisa, chamou minha atenção  o alto índice de  indecisos, mais de cinquenta por cento dos eleitores declaram não ter até o presente momento se decidido por este ou por aquele candidato. Tudo bem,estamos ainda a  um mês e alguns  dias, porém  nestas alturas co campeonato os tais indecisos já deveriam ter pelo menos alguma coisa. Uma outra coisa interessante é a pequena diferença registrada em favor da chapa de Vilmar Ballin,sobre Marcelo Machado de apenas pouco mais de um por cento. Ora, numa eleição, sempre o candidato da situação “arranca” com mais de quarenta ou cinquenta por cento das intenções de voto. 

Atualmente os resultados apontam 18% para Ballin e 17,02% para Marcelo. Mas existe um universo de mais da metade dos votos a serem disputados. E neste cenário é de supor que a vantagem fique pendendo a favor do segundo colocado Marcelo Machado, pois a tendência é aumentar a pressão, os contatos, às caminhadas para conquistar os votos cambaleantes. Já Ballin, vai ter que brigar em duas frentes; A primeira, fazer força para manter os atuais 18% que já possui, e a segunda fazer um esforço sobre humano para tentar conquistar uma fatia destes indecisos. As demais candidaturas já eram de se esperar. Vilmar Lourenço pega uma fatia de 4,0% dos votos, Paulo Borges 2,08% e finalmente Ibanor com seus míseros 1,05%. Note-se que mesmo somando os votos das demais chapas, não se chegaria ainda aos cinquenta por cento dos votos já mais ou menos decididos. De qualquer forma parece que o eleitorado está muito por dentro do processo. 

A inércia, e a venda  ou troca de cargos , prática esta determinante no governo Ballin, parece ter marcado profundamente o eleitorado, que se julgou traído em suas aspirações. Detalhe que reforça esta tese, é o fato da candidatura do vice-prefeito Ibanor Catto não ter decolado, e amargar tão poucos percentuais. Para uma população carente, desinformada, e traída o resultado não poderia ser outro. A indecisão destes eleitores reflete de uma maneira global o que o povo está pensando disto tudo que rolou nestes últimos cinco anos. Câmara e legislativo, fecharam praticamente um pacto, o famoso toma lá dá cá, tão usado e conhecido pelo PT e PMDB como de resto por alguns representantes de siglas anãs. Foi um verdadeiro carnaval. Nem mesmo o fantasioso processo de recapeamento asfáltico conseguiu sensibilizar os eleitores mais atentos. 

A fina camada que deveria resistir até outubro já começa e se desmanchar, ora, passaram-se quatro anos com lixo, ruas esburacadas, saúde virada num caos, obras somente aquelas do governo federal,escândalos de aumentos abusivos dos vereadores em mais de 100% , nossa principal avenida bem como nossas praças transformadas em passarelas de vagabundos,travestis,drogados, e prostitutas. A segurança sucateada a níveis inaceitáveis. Nossas passarelas viraram uma fonte de recursos para ladrões e assaltantes que praticam suas funções a qualquer hora do dia ou da noite. Estes alguns dos motivos indutores deste alto índice de eleitores indecisos. Somado a isto tudo o eleitor se depara com os mesmos de sempre, as mesmas caras, os mesmos pedintes, as mesmas promessas , o barulho ensurdecedor de carros de som com as mais esdrúxulas composições. 

Notem que nem para isto nossos candidatos tem criatividade. Criam os mais absurdos refrões, e acreditam que com isto vão conquistar votos.De qualquer maneira ganhe quem ganhar, o povo sairá mais uma vez com a expectativa de esperar para ver o que o futuro nos reserva. E ai ficam as esperanças divididas em dois polos principais, Se continua Ballin com sua mania de delegar a outros o comando e apenas ficar olhando o bonde passar (como faz agora) ou se motivado pela pressão popular acabe criando vergonha na cara e faça algo mais do que o pouco que foi feito. 

Já de Marcelo Machado espera-se que as muitas dúvidas, os muitos processos, as muitas denúncias o tenham mudado, e que finalmente possa partir para uma parceria com uma nova câmara de vereadores que se espera mais honesta,mais trabalhadora, mais humilde, com cidadãos trabalhando mais em favor do povo do que de parentes,amigos,amantes e namoradas.

terça-feira, 21 de agosto de 2012




A função.
Nestes momentos que antecedem eleições, costumam-se criar muitas fantasias, muitos mitos. Tanto as diversas mídias, quanto o TER gastam milhares de reais com propagandas, cartilhas, anúncios na esperança de motivar os eleitores a participação neste acontecimento, que podemos considerar um dos mais importantes tópicos no sistema democrático. Antigamente, os candidatos a representar o povo eram escolhidos entre a nata da sociedade. Os homens dotados de rara sapiência, cultos, bem apessoados, bom lastro financeiro. 

Nunca interessou para aqueles tempos o domínio que possuíam sobre as massas, até porque muitos, não faziam a mínima questão de conviverem com o povo. Fiscalização? Não precisava já que tudo orbitava em volta de um monarca, e este fazia o que queria, e quem não obedecesse, ou era excluído, ou perdia a cabeça, na guilhotina. Os tempos mudaram, a roubalheira foi institucionalizada, o rombo começou a ficar grande demais para esconder, então se achou melhor colocar alguns representantes do povão, para dar uma ajuda, até mesmo para trazer a população o que estava acontecendo. 

Assim, muito discretamente o povo começou a fazer parte da seleta ordem dos fiscais daqueles que estavam no poder. A democracia pressupõe o povo no poder, será que isto acontece mesmo em algum lugar do mundo? Acredito que não. O poder altera drasticamente o comportamento do ser humano, mais ou menos assim, quem tem, quer mais e mais ,tudo então vira uma ciranda. É preciso entender,que a principal função de um vereador, entre as tantas outras, é de ser o agente fiscalizador dos atos do executivo. Ao vereador cabe a elaboração de projetos, propondo melhorias em todos aqueles segmentos da sociedade, de onde vêm as mais diversas demandas. 

Ao vereador compete ouvir o  povo acompanhar “in loco” os problemas, vivenciar junto população suas necessidades,suas urgências. O vereador não executa projetos,não abre ruas, não interfere em salários. O vereador não é, muito menos tem competência de transformar-se em médico, a menos que o seja e formado, mediar velórios,interceder a favor de quem quer que seja, buscando favores, furando filas etc. Bem, mas daí, você deve estar pensando: Então porque a coisa não acontece desta maneira? É fácil entender. A missão CE comandar, chefiar,fiscalizar alguma coisa implica em possuir honestidade,competência, conhecimento e o principal, MORAL. 

Atualmente, os eleitos primeiro vão conversar com o chefe do executivo, já levam em mãos uma relação de nomes e secretarias que seriam as pretendidas. As cartas são colocadas na mesa: Atendidas as exigências ( leia-se as chantagens) está garantida a governabilidade,caso contrário, por melhor que seja a intenção do executivo tudo vai parar no fundo das gavetas. Não existe fiscalização, por que os fiscais fizeram a opção de atender as ordens do prefeito, em detrimento de atender os pedidos daqueles que o elegeram. Isto sempre funcionou assim, e não vai mudar NUNCA. Pobre daquele vereador honesto, e cumpridor de seus preceitos como representante do povo. Vai morrer a míngua, isolado, humilhado. Para as velhas raposas da política, ele será sempre considerado, burro, atrasado e incompetente. 

Recentemente o jogador Romário, agora deputado federal, deu uma entrevista a um canal de TV, onde expõe a vergonha dos conchavos que acontecem lá na câmara federal. É de envergonhar qualquer cidadão a maneira de como os velhos políticos deitam e rolam por conta  de conhecerem cada palmo, cada toca, cada ninho de cobras que ali se internam. Aqui para nó, nos santinhos, nas reuniões, nas musicas tudo funciona como um relógio. Mas, passadas as eleições, a memória encurta e os olhos se arregalam. A primeira reunião já serve como uma grande imobiliária, tudo se loca, tudo se vende,tudo se troca. 

Uma paródia do Minha casa minha vida. Aqui vai ser meu mandato, minha vida. Sapucaia do Sul se prepara para mais uma eleição. Dois candidatos serão os preferenciais, os outros correm por fora. Se, conseguirem eleger vereadores, vão entrar no espólio exigindo alguma coisa em nome do apoio. Caso não consigam eleger ninguém: Graças a DEUS conseguimos limpar um pouco do lixo eleitoral.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012




São mais de mil.
Concordem ou não, mas as notícias do final de semana são de corar de vergonha até a mais puritana das freiras, atingimos a marca de mil mortes no trânsito só este ano, ou melhor, em oito meses. Os gaúchos estão morrendo como moscas. Imprudência, estradas mal sinalizadas, falta de policiamento, falta de manutenção, ou manutenção precária, desrespeito para com a vida humana. Tem de tudo. Mas enquanto se juntam os mortos nas estradas nossos ilustres administradores acham bem melhor discutir as Olimpíadas, a interdição do Beira Rio, ou ainda as precárias condições do presídio Central. Não que isto não seja assunto de importância, mas quero me ater às mortes no trânsito, até porque, está marcada para esta quinta feira (16/08) a greve nacional dos policiais rodoviários federais. E isto é de assustar. Não ignoro os direitos dos grevistas, mesmo porque minha formação é no sindicato, e como tal, também sei que quando se tenta negociar e o patrão faz cara de bobo ou tenta enrolar, não tem outra saída senão a greve. E disto eu entendo. Porém existem limites. No mesmo momento em que estes profissionais justificam a necessidade de aumentos pela eficácia na prestação de serviços, pelas prisões efetuadas, pelas apreensões de contrabandos e drogas, também há de se entender que a paralisação de todos estes serviços ou mesmo a sua redução, vai proporcionar uma avalanche maior ainda acontecimentos desastrosos, entre eles o aumento ainda maior das mortes no trânsito. Gente, estamos falando em pessoas mortas, homens, mulheres, crianças, jovens e velhos são vidas que se perdem, são famílias que se destroçam, é muita tristeza. E, exatamente num cenário como este quando a população se sente refém de tantas desgraças é que os profissionais da segurança resolvem cruzar os braços? Os serviços que estes senhores prestam é essencial, vidas humanas dependem do seu trabalho diário, bêbados e irresponsáveis do trânsito vão comemorar, assim como irão comemorar os traficantes, os contrabandistas. O ônus desta inconsequência vai recair diretamente no bojo de todas aquelas famílias que vierem a perder entes queridos pela falta de fiscalização mais rigorosa. Se existe defasagem, se o serviço não é aquele que você pensava que fosse, se o estresse não o deixa em paz, vamos negociar, vamos trocar de emprego, vamos fazer pressão sobre os verdadeiros responsáveis por todas estas situações, que são os políticos. Mas, o povo que paga regiamente seu tributos não pode ficar a mercê de lideranças muitas das vezes usados como ferramentas justamente maquiar situações. Toda a greve é legítima, mas há de se saber fazer a separação do que é ou possível usar para pressionar a quem de direito. Urge que se negocie, urgem soluções para este impasse. Afinal não acredito que policial rodoviário nenhum gostaria de olhar seu saldo bancário um pouco mais gordo em detrimentos de algumas de centenas de mortos a mais.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012



Supremo na pressão.
De todas as defesas apresentadas, creio que apenas quatro eu não acompanhei e posso afirmar que, para quem não é advogado, apenas um curioso este “acompanhamento “ pode ser comparado a uma penitência das piores. Foi um desfile de celebridades jurídicas, frases de efeito misturando tiradas filosóficas com letras musicais, acusações subjetivas, e é claro, culminando pelo pedido de absolvição do réu. Particularmente, não acredito em justiça. Houve um tempo em que esta senhora era conhecida por ter os olhos vendados, e sua espada atingia o condenado sem olhar. 

Ou seja, a justiça era igual para todos não havia como escapar, rico, pobre, gordo,magro,preto,ou branco,católico ou protestante, se  culpado, era condenado e fim. Mas, os tempos mudaram aquela venda nos olhos da “justiça” foi lenta e discretamente levantada e hoje ela pode ,com a ajuda de um bom advogado, permitir que a espada saiba onde atingir. Sabemos que o nossa justiça ,há muito está deixando a desejar com seu trabalho, na minha opinião enquanto ministros forem escolha de políticos sempre ficará uma sombra de dúvidas quanto aos julgamentos de políticos envolvidos em escândalos. 

E neste particular, que me desculpem os ilustres membros da mais alta corte, mas existem cinco ali naquele grupo os quais não consigo engolir. Ricardo Lewandowski (Lula 2006), Luis Fux (Dilma),Dias Toffoli ( Lula 2009),Gilmar Mendes( FHC 22002) e Celso Mello(Sarney 1989).Antigamente tinha-se na figura do juiz, um cidadão acima de qualquer suspeita. Criticar os atos de um juiz era coisa para advogado maluco. Hoje, com as informações sendo compartilhadas pelos diversos meios de comunicação, com a intervenção de jornalistas investigativos as tramoias, as falcatruas, os desvios cometidos por juízes abriram uma brecha. Hoje sabe-se muito bem que por debaixo daquelas vestes sóbrias está um homem, com qualidades e defeitos como todo e qualquer mortal. 

Então, se houver pressão, alguém será visado,daí a dúvida surge: Sendo o ministro uma figura política também (foi colocado por um político) será que nesta hora o coração não balança? Eu, não sou bobo, muito menos ingênuo, quem quiser acreditar em isenção acredite, reservo-me ao direito de ficar com minhas conclusões. Para quem não acompanhou as defesas dos réus, posso dizer que para os advogados que os defenderam todos são santos homens,foram levados ao crime por maus elementos que sequer foram identificados, por isto mesmo impossível de identificar, e que os crimes dos quais são acusados, lavagem de dinheiro,formação de quadrilha,peculato mau uso de verbas públicas entre outros, não passou de um inofensivo caixa dois, e por isto coisa sem tanta importância já que segundo a opinião de vários dos advogados de defesa prática corriqueira no país. 

Todas as culpas, devem recair sobre o procurador geral da república. A ele, e tão somente a ele deverão ser debitadas as falhas processuais que deverão culminar com a absolvição de todos os acusados.As mais de quinze mil páginas do processo 470 com relatórios,investigações,declarações,contas bancárias abarrotadas de dinheiro,testemunhos,vídeos,conversas telefônicas, nada conta. Todo um trabalho de sete anos, envolvendo policia federal, procuradores, auditores e uma parafernália jurídica de fazer inveja, foram em vão. Tudo perdido porque o procurador geral da união não soube trabalhar, ou como diz o “Barbosinha”: Ele não fez o seu trabalho. É daqui, justamente das declarações dos advogados de defesa que parte o meu descrédito quanto a imparcialidade neste julgamento. Impossível a qualquer cabeça de ser humano fixar-se num ponto quando tantos pontos controversos começam a pipocar frente aos olhos. 

Tenho sérias dúvidas quanto ao juízo destes cinco ministros, pelo histórico em sentenças proferidas anteriormente, principalmente O Sr. Gilmar Mendes, reconhecidamente um ministro político, tanto pelas declarações, quanto aos seus pontos de vista. Mas, mesmo que tudo fique nas esferas do famoso caixa dois, e daí? Caixa dois também é crime, ou contravenção sei lá. Quantos destes advogados estarão sendo pagos justamente com o dinheiro “sujo” de algum caixa? De onde será que provêm os quinze milhões com os quais o Sr.Paulinho Cachoeira vai pagar o seu advogado ex-ministro da justiça Marcio Thomaz Bastos? Achei brilhante a defesa do advogado do senhor Roberto Jefferson, mas, advogados a parte ele também é um bandido, é réu confesso, a gente tende a ver apenas as palavras do advogado, esquece que o “cliente” participou da divisão, e tenho para mim que só denunciou porque era pra ser vinte milhões e recebeu só quatro. 

A hora está chegando, alguns brasileiros ficam na expectativa (como eu) de que esta corja seja alijada da vida pública, de que esta ação 470 possa servir de marco inicial a uma guerra sem tréguas aos políticos desonestos, interesseiros,corruptos e sem caráter.O povo brasileiro paga os impostos mais caros do mundo, paga os melhores e mais altos salários em todas as esferas do poder político, sofre sem saúde,sem trabalho,sem segurança, com uma malha de estradas em péssimas condições e amargando a cada final de semana com centenas de mortos vítimas de descaso das autoridades. Chega. Senhores ministros não se deixem influenciar, nem pelas mídias muito menos pelas frases de efeito de advogados muito bem pagos. Exige-se a condenação dos réus.