quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Anestesiados.
A recente tragédia acontecida em Mariana, Minas Gerais com aquele rompimento e uma barragem de resíduos da mineradora Samarco, apesar do impacto, dos prejuízos incalculáveis sejam eles em vidas humanas bem como ao meio ambiente, tem tudo para acabar como tudo aqui neste país acaba, ou seja, em pizza. A começar pela multa acertada com o Ministério Público, a qual importa em um bilhão de reais, pagos em duas parcelas. Ora, o que representa esta quantia para uma multinacional de fatura, quinhentas vezes ou  mais em um ano? O que acontece é que aqui no país de Alice,as coisas se resolvem muito facilmente com a apresentação de uma multa, vejam os caso mais comuns como acidentes envolvendo veículos, tenham ou não vítimas fatais. O corpo é recolhido, vai para autópsia, depois se devolve aos familiares que o enterram. Muito mais rápida ainda é a solução dada ao acusado, o delegado estipula uma multa, e o cara sai para responder em liberdade, e se sabe que geralmente tudo morre no esquecimento. Assim foi com o caso da Boate Kiss em Santa Maria, e assim será com o caso de Mariana. Multas, não devolvem vidas, valores não devolvem aquilo que foi conquistado por uma vida inteira de trabalho. Estragos, e tragédias como esta não podem ficar simplesmente no lugar comum das multas e reuniões vazias. O que o povo quer ver acontecer é esta mineradora pertença a quem pertencer assumir tudo de ruim que aconteceu, e ficar responsável não só por valores financeiros, mas, refazer por completo tudo aquilo que foi destruído. Agora creio eu, não é hora de ficarmos parados no tempo avaliando de quem é a culpa ou a quem cabe ressarcir todos os danos, existem corpos perdidos no lamaçal, existe uma cidade inteira a ser reconstruída, existem rios, lagos e nascentes que urgem ser novamente ativadas até porque são fatores vitais para a continuação da vida naquele local, sejam de pessoas, e até do meio ambiente. O que não pode acontecer agora é este tipo de dormência de nossas  autoridades responsáveis as quais mesmo vivenciando o sofrimento daquela gente pensa resolver tudo com migalhas de multinacionais.  

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