segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Assaltos.

Assaltos, Impunidades, Mortes.

Esta é a nossa eterna rotina, já nos acostumamos a ela. E o pior de tudo isto é que cada cidadão paga seus impostos, acreditando ser, o estado, o guardião da segurança, da saúde. Ledo engano, na verdade o estado é um grande saco sem fundo, onde cada brasileiro deposita diariamente centenas de milhões de reais, que como num passe de mágica somem dos mais diversos modos e formas.

O universo de ladrões a que estamos expostos é infinito, e por mais sofisticado o aparato de segurança fica impossível fazer uma varredura e tentar pegar sequer um exemplar de cada, para criar uma espécie de museu do crime. Até que seria uma boa idéia, assim, nós contribuintes e que pagamos pelos serviços públicos poderíamos ter uma pequena idéia do volume de cafajestes e larápios que estão a nossa volta.

Só para ter-se uma idéia da verdadeira anarquia que impera na área da segurança pública, aliás, o meu xodó, veja este exemplo: Só neste mês de janeiro, aconteceram mais de cinco assaltos, naquela passarela da Prefeitura Municipal de Sapucaia. Em todas elas, as características do marginal combinam: Alto, magro, negro e tripulando uma bicicleta preta. Age sempre do mesmo modo, aproxima-se da vitima e com uma faca imobiliza-a pegando em seguida a bolsa com todos os pertences da vitima, ainda sorri e vai embora bem tranqüilo.

Este larápio é conhecido da polícia, sua foto foi reconhecida por uma de suas vítimas, já foi preso por porte ilegal de arma e assaltos. Ontem (25/01) novamente lá estava ele confraternizando com alguns amigos num bar bem próximo onde mora. Alegre, rindo com certeza debochando da cara e do desespero de suas vítimas quando de seus ataques. Avisada a Brigada Militar informou o seguinte: Olha, nós faremos uma abordagem, caso ele esteja portando alguma arma, ou algum objeto da vítima, nos o prendemos, senão, não poderemos fazer nada.

Veja bem, ladrão fichado, reconhecido pela vítima, conhecido pela polícia, tomando cerveja com amigos, e..não se pode fazer nada. Mas a vítima, bem, ela não tem nenhuma benesse, vai correr atrás do prejuízo, tentar tirar novos documentos, pagar taxas, serviços, impostos, fotos, fotocopias disto, atestado daquilo, ou seja; O sujeito é assaltado, humilhado destratado mal atendido e para finalizar assaltado novamente pelo estado que lhe cobra tudo de novo. E os pertences das vítimas? Os documentos? As bolsas, os celulares, os chaveiros e tantas coisas mais. Isto tudo vai parar nas mãos dos chefes, para compras no comércio, abertura de portas e portões, troca por drogas, e finalmente o assaltado ainda terá que contratar um advogado para provar mais uma vez que não tem nada a ver com tudo isto.

É a impunidade correndo solta por este país, onde o ladrão pé de chinelo, devidamente estimulado pelos grandes (políticos) age tranqüilo e descarado, protegido pelo beneplácito da lei. 26/01/2010

3 comentários:

JOÃO disse...

Caro Jai, hoje 25/01/2010 foi registrado o 8º homicidio na cidade, isto dá em média 3 por dia, e o dia ainda não acabou.

Abraço

Magrão64

Ângelo Strapazzon disse...

Realmente é uma grande vergonha o que acontece aqui no Brasil e principalmente nas grandes cidades diariamente. Isso que só ficamos conhecendo uma pequena parcela que é divulgada pela mídia! Precisamos rever nossa legislação penal e processual penal a fim de eliminar absurdos e aprimorar o texto legislativo às necessidades da sociedade para que os fundamentos da República Federativa do Basil sejam cumpridos como manda a nossa Constituição!!!

magrao64 disse...

Retificando meu comentário, até eu me assustei com a matemática. "É um homicidio a cada três dias".