quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O Fórum.

Que me desculpem os admiradores e adeptos destes encontros globais denominados fóruns, mas, eu particularmente não acredito nestes movimentos, muito menos em documentos tirados de eventos desta natureza, até porque de positivo, de concreto, de real até hoje ninguém apresentou nada.

Na verdade é um aglomerado de muitas coisas, é gente das mais diversas áreas do planeta dando depoimento, mostrando exemplos, insinuando soluções que podem muito bem ter servido para eles, em suas respectivas cidades, porém que aqui para nós com educação, costumes, culturas e modo de vida totalmente diferente não vão adiantar de nada.

E, alem do mais, todos nos sabemos que estes encontros, seminários, debates, e reuniões servem apenas para que alguns ganhem dinheiro, e outros passem dias e dias montando pastas, fazendo anotações, montando arquivos, e juntando lixo. Se, entre quatro pessoas reunidas em torno de uma mesa, para discutir coisas banais, já não se consegue consenso, imaginem então uma, duas três mil pessoas ouvindo um palestrante russo, falar durante uma hora ou mais sobre um tema como, por exemplo, o extermínio das baleias e sua importância para economia do Japão?

Convenhamos, é muita perda de tempo. O que mais admira nisto tudo é que pessoas adultas, cultas, participem com empenho acreditando piamente que poderão mudar a face do planeta. A utopia de crer que os grandes administradores das guerras, das armas, aqueles em cujas mãos estão realmente o poder de modificar o mundo terão o coração amolecido a ponto de conter suas ganâncias, sua sede de lucros beira as raias do ridículo.

Porque então não criar um fórum da cidadania. Um evento de magnitude, e de abrangência municipal, onde lideranças discutiriam a nível de seres humanos educados com as autoridades responsáveis, todos aqueles problemas existentes na sua rua, no seu bairro. Todos imbuídos do espírito de cidadãos conscientes de seus direitos e deveres sem olhar para religiões, raças e, é claro despojados de suas fantasias de fantoches políticos organizassem uma agenda de trabalhos, com etapas a serem cumpridas pelos responsáveis, sob pena de serem responsabilizados judicialmente no caso da não observação.

Este sim seria um evento de importância para a cidade. Este sim apresentaria resultados positivos, este teria finalidades. Agora, vir a Sapucaia do Sul, um cara lá da Austrália dissertar sobre a vida sexual dos cangurus, e só para encher o saco, provocar sono e fazer turismo.

Um comentário:

Alda do Crítica disse...

Amigo Jaí, este anônimo aí acima está perdido no globo terrestre. Qualquer dia vai aterrizar na lua. Para evitar isto, alguns blogueiros colocam o impedimento para anônimos deixarem recados. Coisa chata não é amigo?

Passei para deixar meu abraço ao amigo gauchito tchê.

Interessante tua colocação neste post. Eu nunca havia pensado sobre a questão e como já participei de debates culturais em Goiânia, eleições de representantes e nada deu em nada. Vou acabar te dando razão. Muito dinheiro envolvido. Deve ter alguém ganhando com isto.

Resultado a favor do povo onde?

Abraço, ainda da Bélgica, mas não por muito tempo....
Alda