terça-feira, 4 de agosto de 2009

Vamos criar vergonha?

A Minha Voz. 39
Jaí Antonio Strapazzon.

Vamos criar vergonha ?

Esperem, não estou querendo ofender ninguém, apenas estou convidando gentilmente aos brasileiros, e também aos não brasileiros, que façam uma pausa em suas tarefas diárias e parem para refletir a que ponto chegamos. Considero-me um cético, eu já passei da idade de aceitar empulhações. A mim não convencem mais as consultas médicas pelos SUS, as CPIs, as mentiras dos políticos, as investigações de roubos e mutretas feitas pelos grandes ladrões, as operações da Polícia Federal,os inquéritos abertos para buscar o que foi roubado, e o cúmulo, eu sei que vão me tachar de louco, mas, acreditem ou não : Eu não acredito na justiça deste país, esta é a grande verdade.

Como é que posso acreditar em alguma coisa neste país covarde, e sem escrúpulos, como é que posso acreditar na justiça se os membros do judiciário vivem as turras, e não conseguem consenso, nem entre eles próprios? Como é que posso acreditar num país que tem José Sarney, Collor de Mello, Michel Temer, Renan Calheiros,Heráclito Fortes,Mão Santa, Artur Virgílio e tantos outros “homens de bem” dispostos a tudo pelo bem estar da população. Se, estes são os homens que tem em suas mãos, legislar, propor, encaminhar as decisões mais importantes deste país, e estão envolvidos em escândalos os mais tenebrosos, vamos acreditar em quê?

Certa vez, trabalhava numa rede de supermercados, aqui da cidade. E vi sair preso, algemado direto para a delegacia um cidadão que havia colocado um pacote de feijão debaixo do casaco. De outra feita, numa grande metalurgia em Canoas, também, ao passar pelo tal portão eletrônico (um acinte) o pobre do operário foi flagrado com um parafuso, que inadvertidamente havia ficado num dos bolsos do macacão de serviço. Foi algemado, humilhado, e conduzido a delegacia como um ladrão barato, perdeu o emprego. Perante aos olhos da “lei” estes dois personagens erraram e tinham que ser punido, como “exemplo”.

Mas, isto a mídia não mostra, casos como estes não interessam a nenhum advogado, são banalidades, mas são presos. Ai, eu pergunto: E os grandes ladrões da política? Aqueles que desviam recursos, que mantém contas em paraísos fiscais,que compram, forjam testemunhas, corrompem, constroem castelos e escondem do fisco? Que são donos de municípios inteiros, que metem a mão descaradamente nos recursos públicos, estes não são perigosos? Para estes não existem algemas? Não existem celas? É claro que não, elas estão reservadas para os ladrões de saquinhos de feijão, de parafusos, de pacotes de bolachas.

“Um dia a polícia veio e prendeu meu amigo. Não fiz nada, eu não tinha nada com isto. Depois vieram e prenderam meu vizinho, também não reagi, eu não tinha nada com isto. Prenderam meu irmão, continuei não tendo nada com isto. Chegou o dia em que vieram buscar-me, olhei em volta, não havia mais ninguém para me socorrer”.

Estamos esperando o quê? Para aprendermos a ter vergonha na cara? 04/08/2009.

Um comentário:

Alda do Crítica disse...

Meu amigo Jaí, vamos continuar malhando estes delinquentes que se vestiram de políticos para roubar a Nação brasileira. Fora cambada de de marginais.

Veja lá no Críticas o texto de ontem "Rebuliço no galinheiro" eles entram lá, creia. Meu site é perseguido. Tenho tudo anotadinho nos meus contadores de visita. "Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". Não desistiremos nunca de abrir os olhos do povo. Povo este que acredita de coração e vota. O povo brasileiro merece coisa melhor.

Grande abraço amigo
Bjs
Alda